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O ENTARDECER

O ENTARDECER

VISÕES E CONCEPÇÕES

 

SOBRE O ENVELHECIMENTO··

 

O autor aborda o tema envelhecimento sob diferentes perspectivas, analisando essa fase da vida em dois níveis distintos. No nível social, a velhice e o envelhecimento são objecto de comparação entre sociedades de diferentes épocas. A “idade de ouro”, por exemplo, característica da sociedade de alguns anos atrás, já não é a mesma. Os idosos que antes eram respeitados e vistos como sábios e úteis são cada vez mais isolados do convívio social.  
Muitos factores são citados como causa das drásticas mudanças no papel do idoso em sociedade. Uma delas é a mudança nos modelos de família, os quais actualmente não possuem pessoas mais velhas como “chefes”. Outra mudança importante foi a industrialização, que consolidou a “mais-valia”, a qual depende da força física desempenhada pelo trabalhador, força que decresce ao se envelhecer. Com o declínio da produtividade, a pessoa tende a ser desvalorizada, sobretudo no momento da aposentadoria.
É, portanto, uma fase de dependência. Uma fase marcada pela fragilidade, pelo aparecimento de doenças. Doenças as quais, segundo o texto, agravam uma prática cada vez mais frequentem que é a “medicalização” das situações fisiológicas, da vida quotidiana. Essa medicalização é estimulada pela indústria farmacêutica e acaba por acentuar a visão da fraqueza do idoso. Tal visão acarreta, portanto, a infantilização do mesmo.
Outra consequência da diversidade social que rege as relações com os idosos é os casos de violência. Idosos de diferentes meios, classes e realidades sociais sofrem com essa realidade. Segundo autores citados no texto, o que rege essa questão da violência, que afecta a qualidade de vida, são mais as relações sociais e menos as questões
laborais ou afectivas, ou mesmo de carências económicas.

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