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O ENTARDECER

O ENTARDECER

UM SÓ CAMINHO PARA PORTUGAL

Mais uma vez, com campanha eleitoral à porta, aparece um candidato opositor com promessas totalmente desconexas. Promete tudo e o seu contrário! Estes políticos sem nenhuma preparação, que vegetam dentro de partidos que mais parecem um deserto, não fazem outra coisa senão querer ganhar a governação com demagogia! Depois, começam logo por destruir tudo aquilo que o anterior governo fez, muitas vezes, até com algum valor.

Ora, um país mais não é que um grande barco a navegar em pleno oceano. Errar ou alterar a rota é produzir danos incalculáveis! A tudo e a todos e o melhor é manter rota que existe, salvo com pequenas alterações de percurso e por motivos, imprevistos.

Por favor caiam na real: A desarticulação das políticas tem sido uma constante, o que explica muito do desnorte que o País vive. 

E agora, que políticas públicas? Para já, uma certeza: os recursos são dramaticamente escassos, dado o pouco que produzimos. Tudo isto sai agravado pelo muito que importamos, quase tudo. E esta realidade limita o êxito das necessárias políticas públicas sociais.

A desarticulação das várias políticas públicas, quando não o próprio antagonismo entre elas, ainda que sob o chapéu do mesmo Governo, tem sido uma constante dos últimos anos, o que explica muito do desnorte que o País vive.

Não tem havido maturação suficiente para articular, por exemplo, as Finanças com a Economia e o Ambiente, nem a Educação com as verdadeiras necessidades de recursos humanos do País. Basta olhar para o número de licenciados no desemprego, sem necessidade, aqui, de análises mais profundas, num País em que ainda se faz tudo para ter o direito a um "Sr. Dr." (que no resto da Europa só cabe mesmo aos médicos) e que aqui de pouco vai servindo, apesar do deslumbramento de uns tantos com o dito título.

E já que somos tão bons na arte de improviso, talvez não fosse mau dar um incremento à Investigação em vez de destruir instituições reconhecidas que a faziam.

Saber o que produzir, aproveitar os “clusters” marinhos que estão abandonados. Investir muito nas estruturas e equipamentos de proximidade, o que baixa os custos, ao invés do investimento só em monstruosos equipamentos longe das populações, o que aumenta os custos.

Insiste-se, tudo isto tem de estar articulado. Não é cada Ministro para seu lado, como se um Programa de Governo não tivesse de provar essa necessidade de articulação. Definitivamente, o que não basta é o mero elencar daquilo que cada Ministro pretende fazer, como é hábito.

 

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