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O ENTARDECER

O ENTARDECER

TUDO QUE NASCE, MORRE!

Uma Quinta, algures no Ribatejo, anterior à nossa nacionalidade, começou a ser visionada, lentamente, no meu pensamento. Fiquei estupefacto, mesmo sonhando! Lá estava a Quinta onde passei os momentos mais belos da minha vida! O varandim e o rio Tejo, no qual corria apenas um fio de água. Pensei: certamente as barragens de Espanha, retêm a muita água que normalmente ele tinha a correr! As amoreiras que rodeiam o palácio e castelo, já não dão amoras!

A Quinta estava quase irreconhecível! Não se via viva alma, estava abandonada e desprezada! Não havia flores, carros de bois a passar, jovens a caminho do rio Tejo. Toda a verdura que se podia ver o ano inteiro estava, naquelas imagens do meu pensamento, toda amarelada e seca.

Contudo, os edifícios continuavam de pé! Com muitas rugas no seu aspeto exterior, mesmo assim, iam aguentando a pé firme, quase incólumes aos anos passados!

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