Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O ENTARDECER

O ENTARDECER

O sistema político e o caos absoluto

Começarei por este último.Das experiências colhidas no período do “caos absoluto” (2020), nem tudo foi negativo. Todos, estamos lembrados de que perante a inexistência de autoridades, em muitos bairros, as pessoas organizavam-se em grupos para procederem à sua segurança, limpeza de ruas e controlo de trânsito, etc.

A partir daí começou as nascer «um novo conceito de sociedade».

Este estado de coisas, situações e mentalidades foi-se desenvolvendo e transformando hábitos anteriores! Alguns deles, mesmo, seculares. Abriu-se uma era em que toda a gente participava na vida colectiva, mais ainda na vida colectiva local. Aqueles que mais se iam distinguindo pelo esforço dado e pelas suas qualidades natas, começaram a ser incitados a liderar as responsabilidades autárquicas. Para trás iam ficando os dias em que eram nomeados candidatos, pela sua lealdade aos interesses de toda a ordem, menos aos do povo. O serviço à sociedade civil era remunerado em prestígio e respeito, os interesses materiais eram subalternizados. Novos conceitos iam sendo absorvidos por todos, que só agora tomavam consciência como tudo estava errado anteriormente! Eram unanimemente aceites. Este, foi um trabalho levado a efeito pela nova comunicação social. Todas as notícias passaram a conter mensagens para um novo caminho de transparência, lealdade, sentido cívico e entrega, por inteiro ao bem comum. Acima de tudo de “VERDADE”, com absoluto repúdio pela mentira. Algum serviço público deveria ser diariamente prestado por todos à sociedade civil! Nem que fosse um simples gesto. Da grandeza desta nova comunicação social, não poderia escapar a sua formação política. Depois de tanto sofrimento e amargura, amassados em anos de “caos”, havia implícito um juramento de repúdio pelos conceitos anteriores, que teriam levado àquele estado de ruína. Da esfera política era para sempre proibido falar de “esquerda” ou “direita! Tais pseudo - realidades, mais não tinham sido que formas evasivas de alienar o povo. Nesta nova “ordem social”, essas formas alienantes, não tinham lugar. Todo o acesso ao poder terá de ter primeiro uma demonstração ao serviço local. Só a partir daqui e com estas provas prestadas e certificadas, se poderiam abrir todos os limites da política para o nível nacional. Seria um tributo à terra que nos viu nascer, mas, também um teste de validade. O verdadeiro eleitor é o chamado «vizinho», para onde quer que nos viremos temos sempre vizinhos e caberá a eles aferir da conduta moral, cívica e política de qualquer político investido. Um político não tem que ser santo, mas, tem de ser um exemplo para a sociedade. Para trás, terão ficado, arrepiantes concepções anteriores, nas quais um político poderia ser corrupto e não sofrer por isso, um justo repúdio eleitoral. A partir de agora isso seria inimaginável! Também uma fraca “performance política”, deve ser um atestado de óbito para qualquer político.

Entraremos agora numa palavra mágica que é “PODER”. Em tempos decorridos já havia tantos poderes, que esta palavra deixou de ter uma precisa definição. Uma definição sem ambiguidades, clara e entendível por todo o cidadão. È o “PODER” exercido em nome do povo. Sem subterfúgios! Todos os outros imensos poderes têm de ficar bem enterrados. Esse “PODER” cria-se de baixo para cima. E para quem está em “cima” exerce-se olhando frequentemente para baixo. Isto não é “basismo”. A isto chama-se e com uma vénia, RESPEITO. A não ser assim entraremos em nova selva e num novo “CAOS”. Desta vez, talvez, para não mais sairmos dele!

É desta grande vontade nascida de uma opinião pública, antecipadamente esclarecida e criada, no maior respeito pela imparcialidade e verdade, escrupulosas, que deve nascer e nasce mesmo, um “PODER” indestrutível.

O poder da razão, da verdade e do serviço à sociedade.

De mãos dadas a este Poder, terão de andar códigos de honra aceites por toda a gente, tais como, total transparência e entrega.

A “FAMÍLIA” deverá estar sempre consagrada como a instituição mais sagrada da sociedade. Qualquer “sociedade civil” não pode prescindir de um Conselho Nacional da Família”, eleito de forma inquestionável. Assim, todas as famílias participarão de forma indirecta, das tomadas de decisão políticas, porque todas essas decisões com carácter genérico, serão submetidas a Tal Conselho Nacional.