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O ENTARDECER

O ENTARDECER

O POVO E O MONSTRO

O Monstro – está instalado entre nós, já passa de 40  anos. Veio para ficar? Uma coisa é certa ele apareceu depois do 25 de Abril 74, antes havia problemas mas eram de outro teor.

Sem povo não existe uma única Nação no mundo. Já que os políticos, nada têm feito para matar este monstro, IMAGINEMOS que terá de ser o POVO a fazê-lo.

Como matar este monstro?

Se quisermos fazê-lo, temos de escutar o «País Profundo» e todo o tempo será pouco. De resto, ele povo, é a imensa multidão que paga os esbanjamentos daqueles que nunca são julgados pela sua desonestidade e incompetência.

Que paga uma comunicação social que o vai distraindo! Este povo sente quem o serve e sabe agradecer, mas o poder da manipulação social é grande.

Todas as instituições civis: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral, desde que não estejam “ contaminadas “pelo“ sistema apodrecido! Assim, são estes pequenos, mas muitos, pelotões nos quais a população participa e confia, de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é a sabedoria do povo, que elege os políticos. Para que a Sociedade Civil atinja os altos níveis de confiança, tão necessários ao País,temos que nela acreditar. Como?

Ouvindo-a e desenvolvendo mecanismos de captação da opinião geral da população. Nunca lançar ruído sobre ela. Nada de “Pour-Point”.

 

Qualquer político tem de ter esse dom, ou seja, saber intuir e captar essa opinião geral! De outro modo não pode ser político eleito. Isto, nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens (manipuladas). Porque conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares. Este é um caminho que se faz andando. Andando depressa.

Precisamos de Homens de Estado que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e, sem medo, lhes afirmar: “Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te. Se não serves para nada, eu não te posso dispensar.”

 

São estes milhões de portugueses que detêm a opinião geral do País!

São eles que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria.

São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar!

São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que também não as querem pagar. Mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar!

São eles que pagam pesadíssimos impostos para sustentar quem não os sabe, ou não quer, servir!

São estes milhões, de gente boa, que não tem a defesa das corporações, das organizações secretas, das teias, dos lóbis, dos partidos e dos seus aparelhos, mas que são o Portugal autêntico. Um dia se verá.

Eles são Portugal. Os outros servem-se de Portugal!