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O ENTARDECER

O ENTARDECER

O DOM DA VISÃO!

 

Podem chamar-lhe:“ Surdo como uma porta, teimoso como um burro,” mas era disto que os nossos comentadores e fazedores de opinião, deveriam falar e não fazerem campanhas contra o AMIANTO, que teve origem na mesma Política da “Conversa”

“A ineficácia da política da “conversa” é um facto: por isso, vem agora o Governo, mais perto das eleições de 2009, anunciar um exorbitante conjunto de obras públicas que promovam o investimento e o consumo, e acelerem o crescimento económico.

É o habitual e o desesperado recurso ao “betão” Keynasiano.Que, nas atuais condições, agravará o futuro só para produzir um fogacho que fantasie o presente. Se a política da “conversa” foi apenas um logro, a do excesso do “betão” poderá ser uma perigosa aventura. Desde logo porque, no plano do Estado, não se reduziu suficientemente o défice pelas despesas correntes (apenas 1,1 pp do PIB): os riscos de uma nova colisão com o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) são grandes. Mas, sendo o défice público um travão, nem sequer é o mais decisivo: são-no os nossos elevados défice externo e endividamento internacional, porque tais investimentos provocariam acréscimos de encargos insuportáveis. Em suma: públicos ou privados, pouco importaria, este volumoso “betão” teria de ser financiado no exterior: por insuficiência de poupança interna. À festa de agora seguir-se-ia depois da hora da verdade, com os juros e os reembolsos a pagar. O Governo tem referido as obras mas tem silenciado o seu financiamento externo: evita que a opinião pública se aperceba das pesadas consequências da sua exorbitante dimensão, para já não falar do caráter supérfluo de muitas. Importam-lhe apenas as eleições de 2009, porque outros estarão para pagar mais tarde. Basta atentar no alerta de Silva Lopes, feito já em 2004:

<Se continuarem as tendências de endividamento dos últimos anos do século XX (… ) antes de muito tempo os bancos, as empresas e as famílias  (encontrarão limites para o mesmo) Se isso acontecer, negras nuvens pairarão sobre o cescimento da economia nacional.> Estas “tendências” não permaneceram por que se agravaram sempre. “

Medina Carreira - SOL

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