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O ENTARDECER

O ENTARDECER

INSTITUIÇÕES CIVIS

 

 

 

Todas as instituições civis: as famílias, a vizinhança, as igrejas e as associações voluntárias em geral, desde que não estejam “ contaminadas “ pelo “ sistema apodrecido “, são pequenos pelotões nos quais a população participa e confia, e de onde podem emanar os “alertas” tão necessários para que os poderes instituídos não se desviem do sentir, que é sabedoria, do povo que os elegeu.

 

Para que a sociedade civil atinja os altos níveis de confiança, tão necessários, temos que  nela acreditar.

 

Como?

 

Ouvindo-a e desenvolvendo mecanismos de captação da opinião geral da população. Nunca lançar ruído sobre ela.

 

Um político tem de ter esse dom.

 

Isto nada tem a ver com a famigerada governação por sondagens.

 

Porque conhecer o sentir que vem da população deve servir principalmente como modelo de aferição face às tomadas de decisão justas e não populares.

  

Este é um caminho que se faz andando. Andando depressa .

 

Precisamos de Homens de Estado que saibam olhar para a vasta multidão de portugueses e sem medo lhes afirmar:

 

Se ninguém precisa de ti, eu venho procurar-te.

 

Se não serves para nada , eu não te posso dispensar.

 

São estes milhões de portugueses que detêm a opinião geral do País !

São eles que parecem estar sozinhos, mas são de longe a maioria.

São estes milhões de cidadãos anónimos que pagam as portagens daqueles que não as querem pagar!

São estes milhões de portugueses que pagam as propinas universitárias daqueles que também não as querem pagar . Mesmo sem terem filhos, ou tendo-os, cedo começaram a trabalhar !

São estes milhões de gente boa, que não têm a defesa das corporações, das organizações secretas, das teias, dos lobbies, dos partidos e dos seus aparelhos, mas que são o Portugal autêntico. Um dia se verá.

 

Não aqueles que em vez de estudarem andam todo o ano em manifestações de rua, gastando o nosso dinheiro.

Não aqueles que despudoradamente fazem buzinões, manipulados por partidos.

Não aqueles que passam toda a sua vida em sindicatos, ou os que nos aparecem nas televisões, sistematicamente a exigirmos serem ouvidos, quando o povo já não os pode sequer ouvir.

 

Ouçam-se as vozes da gente simples que vêm das famílias, dos vizinhos, das igrejas, dos pequenos clubes, das colectividades, das associações, dos ranchos folclóricos, dos dadores de sangue etc.

São estas as vozes que ninguém ouve e precisam ser ouvidas.

Mas cuidado com as vozes dos que dizem representá-los.

Essas estão contaminadas! As redes que por aí andam são a fingir.

São as vozes desta gente anónima, que não fala nos telejornais, que derrubam os  governos. Embora não pareça.

 

Explique-se à população que é mentira haver, entre outros, sistemas gratuitos como a educação e a saúde. Publiquem-se nos jornais, em linguagem simples, os números astronómicos que os portugueses pagam por eles.

Os números que os portugueses pagam para gáudio das corporações.

Pagam e vêm péssima qualidade de ensino, atrasos de anos na justiça, longas listas de espera para se ser operado, e cada vez viver pior.

Pagam quando liquidam os impostos que podiam ser bem mais leves.

Para permitir melhor compreensão dos factos, diga-se quanto custa cada aluno ou cada doente, ou cada julgamento ao erário público.

Assuma-se criticar a gestão dos milhões e milhões do financiamento feito no ensino e saúde, de natureza pública. Ou nos tribunais.

Permita-se que ao lado do publico funcione o privado, sem medo. Não se privilegie nem um nem outro. Inverta-se o modo de financiamento, entregando o dinheiro aos utentes ( ou família),  em vez de financiar as instituições.

Isto é que é democracia, é pôr as pessoas a decidir todos os dias onde deve gastar o seu dinheiro.

Fazer-nos pagar impostos e depois gastar o dinheiro em opções erradas, é não dar ao povo a possibilidade de participar na democracia muito para além do voto. Muito para além do candidato que lhe querem impingir.