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O ENTARDECER

O ENTARDECER

E A TAXA DE ESFORÇO?

 

Digamos que não sou apologista da governação pelas e para as estatísticas porque há sempre estatísticas para todos os gostos e todos os pretextos.
No entanto, não posso deixar de referir que Portugal está (como bem demonstram os dados que apresenta) numa situação difícil e que urge resolver (espero que as agências de rating estejam distraídas porque esta situação nos vai começar a sair bem cara).
Agora, o problema em si não é das estatísticas mas sim do modelo de governação que privilegia a manutenção do status quo do político despesista enquanto promove a perda de poder do político preocupado com o Bem-Estar-Social. E isso acontece no Governo e nas Autarquias, como acontecerá nas regiões se estas acabarem por ser instituídas.
A política actual continua a não estar interessada em custos de oportunidade, relações custo-beneficio ou mesmo think-tanks para análise das políticas públicas. Já se acabaram com Mestrados que pretendiam formar pessoas para essas áreas e tudo se fará para manter a situação tal como ela é, e com os mesmos intervenientes na esfera do poder.

Deixo apenas uma reflexão no ar: Uma vez que se fala de uma eventual reforma constitucional, não seria melhor introduzir uma norma em que a divida pública não poderia ultrapassar uma determinada percentagem das receitas? É que se as famílias não se podem (devem) endividar acima da taxa de esforço, porque continuamos a deixar que o Estado o possa fazer?