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O ENTARDECER

O ENTARDECER

A QUEDA DE UM IMPÉRIO

PORTUGAL QUE SE CUIDE. Temos na nossa história dos dois últimos séculos, todos os sintomas de uma decadência contínua, à medida que fomos perdendo todo o império conquistado e mundialmente invejado. Ainda com império, vimos cair a ditadura. Com a sua queda Portugal foi enfraquecendo a olhos vistos. Não desaparecem países ou civilizações, só pela queda de uma forma de poder, mas principalmente pela perda de valores, usos e costumes. Pelo enfraquecimento das lideranças políticas e, neste caso, Portugal está mais baixo que nunca. Está sem valores e sem liderança. Aquilo que temos, é um parente muito afastado de uma verdadeira liderança que garanta ao povo poder dormir descansado. O enfraquecimento social é notório e confrangedor! Talvez depois de nós portugueses, venham a cair outros países e até talvez a Europa. Outros mundos estão emergentes e as coisas são como os “alcatruzes da nora”, para uns poderem estar em cima, outros terão de estar mais em baixo.

Desde a antiguidade até aos nossos dias nenhuma civilização reconhecida pelo seu poder militar, cultural ou tamanho dos territórios conquistados, sobreviveu à erosão dos tempos. A história comprova-nos esta realidade inevitável. Gigantes subjugaram, progrediram, cresceram aos olhos das outras nações mais fracas, despertaram cobiças envaidecidos pelas suas capacidades e grandeza, finalmente, sucumbiram, mais século menos século, a uma época florescente. Como exemplos na antiguidade, os Romanos, os gregos, os Cartagineses, os Egípcios, o próximo e médio oriente, as civilizações da América Central, nomeadamente os Maias, Azetecas e Incas, China e Japão, nos nossos dias, a Alemanha, a Itália, intervenientes na primeira e segunda, guerras mundiais, o imperialismo japonês através de uma China medieval com objectivos bem claros, os governos não democráticos de Salazar, Franco e Mussolini.

As ambições impossíveis de sustentar e conter, projectadas pelos líderes adulados e glorificados pelos povos em questão, caíram inevitavelmente por terra. As invasões e as transformações de ordem política, social e religiosa amoleceram esses «imperadores» bem como os avanços militares desmedidos e cruéis. A ganância permanente do poder transformou-se rapidamente em autênticos fracassos pela impossibilidade de manutenção da actividade militar e força política. Grandes áreas conquistadas foram objecto de surpresas inesperadas onde se ceifaram milhares de vidas, principalmente militares, dando-se desse modo o enfraquecimento das ditaduras. O último dos ditadores a cair parece ter sido Saddam Hussein e com ele o seu desumano regime. Morto ou vivo que ele esteja, adivinha-se para sempre um mistério à volta de tudo o que aparecer na comunicação social sobre a sua sorte. Rodeado de duplos, tudo parece ter sido previsto por ele, mesmo a apregoada existência do seu ADN que os americanos dizem possuir! Não lhe terá sido difícil deixar que fosse roubada pelos invasores, a tal prova de individualidade, mas que até pode ser de um dos vários sósias que toda a vida manipulou! Só não previu cair tão depressa como caiu e foi enforcado pouco tempo atrás. A Babilónia já havia caído depois de ter sido o centro do mundo, tal como Bagdad, a cidade das “Mil e uma noites”.

 

 

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