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O ENTARDECER

O ENTARDECER

ESTÁ NA HORA

 

DE REABILITAR A POLÍTICA

“ A Política é uma obra colectiva, permanente, uma grande aventura humana. Tem dimensões continuamente novas e alargadas. Diz simultaneamente respeito à vida quotidiana e ao destino da humanidade a todos os níveis.

A imagem que dela tem a nossa sociedade precisa de ser revalorizada.

A política é uma actividade nobre e difícil. Os homens e mulheres que nela se comprometem, assim como quantos querem contribuir para as causas comuns, merecem o nosso encorajamento.

Vai-se generalizando na opinião pública a ideia de que os governos se sucedem, sem que os grandes problemas sejam resolvidos. E assim, se adiam as reformas estruturantes que todos reconhecem urgentes. Em contrapartida, superabundam leis e regras….O público depara-se também com a diluição dos centros de decisão, muitas vezes confrontados com a necessidade de responderem a questões imediatas, sob pressão dos lóbis ou da rua. Neste quadro, os cidadãos sentem frequentemente que se alarga o fosso entre a sua procura e a oferta das instituições – com o consequente descrédito e desinteresse. Daí estar a verificar-se uma forte quebra na militância, assim como uma participação eleitoral irregular e um absentismo crescente, sobretudo entre os eleitores mais novos.

Para o prestígio da política também não contribui nada - antes pelo contrário! – Os “casos” em que alguns elementos da “classe” se deixam enredar. Estes casos facilitam a generalização da suspeita, assim traduzida: “a política reduz-se à mera gestão de dossiers complexos, à solução de conflitos de interesses, à regularização de egoísmos corporativos ou de bairros, e à sujeição, e à lógica do aparelho partidário. Abrem-se pois as portas ao renascimento de ideologias extremistas, especialistas em esgrimir com temas demagógicos”.     

 

O Estado Novo

 

É o nome do regime político autoritárioautocrata e 

Corporativista de Estado que vigorou em Portugal durante 41 anos sem interrupção, desde a aprovação da Constituição de 1933 até ao seu derrube pela Revolução de 25 de Abril de 1974.

Ao Estado Novo alguns historiadores também chamam de Segunda República Portuguesa, por exemplo a História de Portugal de José Hermano Saraiva e a obra homónima de Joaquim Veríssimo Serrão. No entanto, tal designação jamais foi assumida pelo regime fundado por Salazar, que conservou a forma de governo republicana mas nunca adoptou a designação "II República", preferindo designar-se oficiosamente, isto é, extra constitucionalmente, como um "Estado Novo". Dado o apoio inicial que o Estado Novo recebeu por parte de alguns monárquicos e integralistas, a questão do regime manteve-se em aberto até 1950-1951. Apesar da oposição das Forças Armadas e do Ministro da Defesa Santos Costa a uma mudança de regime, com a morte do Presidente Óscar Carmona em 1951, a restauração da Monarquia chegou a ser proposta por Mário de Figueiredo e Cancela de Abreu, verificando-se então uma decisiva oposição à mudança por parte de SalazarMarcelo Caetano e Albino dos Reis.

A designação oficial de "Estado Novo", criada sobretudo por razões ideológicas e propagandísticas, serviu para assinalar a entrada num novo período político aberto pela Revolução de 28 de Maio de 1926 que, ficou marcado por uma concepção presidencialista, autoritária e antiparlamentar do Estado. Neste sentido, o Estado Novo encerrou o período do liberalismo em Portugal, abrangendo nele não só a Primeira República, como também o Constitucionalismo monárquico.

Como regime político, o Estado Novo foi também chamado salazarismo, em referência a António de Oliveira Salazar, o seu fundador e líder. Salazar assumiu o cargo de Ministro das Finanças em 1928 e tornou-se, nessa função, uma figura preponderante no governo da Ditadura Militar, o que lhe valeu o epíteto de "Ditador das Finanças". Obtendo enorme sucesso num curto espaço de tempo, ficou posteriormente conhecido como o "Mago das Finanças". Ascendeu a Presidente do Conselho de Ministros em Julho de 1932 e esteve em funções até ao seu afastamento por doença em 1968, nunca chegando a ter conhecimento de que já não era o Presidente do Conselho de Ministros. A designação salazarismo reflecte a circunstância de o Estado Novo se ter centrado na figura do "Chefe" Salazar e ter sido muito marcado pelo seu estilo pessoal de governação. Porém, o Estado Novo abrange também o período em que o sucessor de Salazar,  Marcelo Caetano, chefiou o governo (1968-1974). Caetano assumiu-se como "continuador" de Salazar[1] mas, vários autores preferem autonomizar este período do Estado Novo e falar de Marcelismo Marcelo Caetano ainda pretendeu rebaptizar publicitariamente o regime ao designá-lo por Estado Social, "mobilizando uma retórica política adequada aos parâmetros desenvolvimentistas e simulando o resultado de um pacto social que, nos seus termos liberais, nunca existiu", mas a designação não se enraizou[3]

Ao Estado Novo têm sido atribuídas as influências do maurrasianismo[4], do Integralismo Lusitano[5], da doutrina social da Igreja, bem como de alguns aspectos da doutrina e prática do Fascismo italiano, regime do qual adoptou o modelo do Partido Único e, até certo ponto, do Corporativismo de Estado.

Ditadura Nacional  (1926-1933) e o Estado Novo de Salazar e Marcelo Caetano (1933-1974) foram, conjuntamente, o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o séc. XX, estendendo-se por um período de 48 anos.

WIKIPÉDIA

A DÍVIDA

A dívida está em cima da mesa.  E agora o desejo é da esquerda e da direita. Ok. A esquerda quer ela que seja reestruturada. A direita quer que não haja "devolução de rendimentos", que "mudemos de vida". Há uma coisa interessante. Parte dos críticos da dívida pública são ou foram banqueiros. Mas os bancos fazem o quê? A dívida não só não é necessariamente uma coisa má, como, cá na terra, até é pagável. Com um ajuste inteligente aqui e ali, mas pagável. E a dívida pública pode até ser boa. Como? Veja-se o tal PISA. Se a dívida foi para pagar escolas, a rentabilidade desse dinheiro é seguramente maior do que o juro que pagamos por ela. Coisas de banqueiro, talvez anarquista. Não há dúvida de que a dívida pública é um problema e que nem tudo foi gasto em escolas. Mas está também a ser usada como arma de arremesso político. Lembro-me quando a alternativa era o "programa de ajustamento" ou a saída do euro. Não foi bem assim, pois não? E a saída do euro deixou de ser discutida, por óbvias razões: o euro é péssimo mas melhor do que todas as alternativas. Imagine-se Portugal com o seu escudo de papel entre o Brexit, o Trump e as guerras cambiais e comerciais anunciadas ou já em curso. Com a dívida passa-se o mesmo, os problemas também serão resolvidos, com um sistema monetário melhorado, sem "revoluções", sem "mudança de regime". Reequilibremos então o debate, com todos os ingredientes, dívida, impostos, investimento, mercado de trabalho, desigualdade, educação, tecnologia, investimento estrangeiro, regulação, transparência e tudo o mais. Até porque agora estamos em terreno politicamente mais fino.

13/12/2016 16:33:44 | Economia portuguesaPolítica

Um país novamente normal

 

Sem sermos tidos nem achados, em 2007, começou nos EUA. Em 2008, chegou à costa Atlântica da Europa do norte, sem nada termos também a ver com isso. Em 2009, chegou a Portugal. O país não estava preparado porque ninguém saberia como prepará-lo. À esquerda, as ideias não ajudavam. À direita, nem ideias faziam - excepto umas coisas vagas sobre "desvalorização interna" e "reformas estruturais".

Mesmo assim, com base nesse pouco, entre 2010 e 2011, uma série de peritos inventaram um plano do outro mundo, fruto de uma conjugação de forças políticas nacionais e internacionais. O plano não era para ser levado a sério e todos sabiam, mas foi vendido junto do povo, cá dentro, com um sucesso que poucas coisas terão tido nos tempos mais recentes.

 Este blogue (Sedes) nasceu, por mera coincidência, com o nascimento dessa história e acabou por acompanhar de perto os seus desenvolvimentos nacionais e internacionais. A história económica internacional pura e simplesmente não estava a ser respeitada e isso não podia acontecer. Os erros de análise sobre fontes de crescimento, problemas de atraso económico, formas de ganhar competitividade externa eram mesmo grandes e o blogue, que no início deveria ser meramente "académico", teve de falar. E falou muito, bem ou mal, mais bem do que mal, mais mal do que bem. O ciclo acabou e o público hoje sabe bem o que aconteceu, ou pode bem saber, assim o queira. O blogue chega por isso ao fim. E vai ser formalmente fechado (penso), pois o servidor deverá interromper o acesso algures em Abril. Para memória futura, e por deformação profissional, os conteúdos foram reunidos num documento que pode ser visto aqui. Não é para ler, verdadeiramente. É apenas para ficar como memória. Um outro blogue ou coisa semelhante nascerá um dia. A todos os leitores, comentadores, críticos e apoiantes deste blogue que acaba, aqui ficam os meus agradecimentos.  

21/03/2017 12:31:18

 

UM CASAL IDOSO

Um casal idoso estava num cruzeiro e o tempo estava tempestuoso. Eles estavam sentados na traseira do navio, a olhar a lua, quando uma onda veio e levou a velha senhora. Procuraram por ela durante dias, mas não conseguiram encontrá-la. 
O capitão enviou o velho senhor para terra, com a promessa de que o notificaria assim que encontrasse alguma coisa.
Três semanas passaram-se e finalmente ele recebeu um fax do navio. Ele leu:
"Senhor: lamento informar que encontramos o corpo da sua esposa no fundo do mar. Nós a içamos para o barco e, presa a ela, tinha uma ostra. Dentro da ostra havia uma pérola que deve valer 50.000 euros. Por favor, diga-nos o que fazer."
O velho homem respondeu:
"Mande-me a pérola e atire de novo a isca."

DÁ PARA CHORAR 

BOAS VERDADES

SOBRE NÓS E OS NOSSOS VELHINOS

- Seria importante os idosos participarem da vida da comunidade. Uma lição para todos 

- Antes de reclamarem do nosso país, saiba que a doença mundial é a falta de humanidade e não económica

- A Sociedade está doente!   Registei: " A confiança é o cimento que dá a liga à sociedade" . Infelizmente a nossa confiança anda muito em baixo em relação a muitos dos que decidem neste país:   

Dura realidade.....

- Parece-me que Knud Romer, em puro e compreensível sofrimento, maltrata toda uma comunidade que tenta o seu melhor  para manter uma vida com o mínimo de dignidade. Os episódios que relata, são 'entendíveis' perante outra perspectiva. O da urina, não teria acontecido se tivessem forçado o pai a ser acompanhado num acto que sempre pretendemos ser privado, por exemplo. Que os médicos tivessem ficado irritados por os equipamentos não estarem a funcionar (o que acontece), por as condições não serem as ideais, parece-me também 'compreensível. Que a sociedade de hoje queira prolongar a vida além dos limites do razoável, e digno para qualquer ser humano, é algo que todos nós devemos equacionar. Retenho a ideia de que, os nossos 'velhos' estariam melhor, para todos nós, se estivessem próximos de creches, uma ideia que sempre defendi. Ainda assim, questiono: em que condições devem estar esses 'velhos' e até que ponto seria benigno? A pergunta que coloco vai no sentido: que posso EU fazer para que seja diferente? Bem-haja.

-Foi para isto que nos andaram a preparar cerca de 60 anos. A única coisa que estranho, é estas coisas acontecerem num País dito evoluído e que, pelo que vimos, não passa dum País do terceiro mundo.

Fico pensando assim: se num pais de primeiro mundo, a saúde está desse jeito, no Brasil está no fundo do posso (acabei de crer). Nos Estados Unidos não sentem essa valorização da família, a pessoa sai cedo de casa e não volta mais, vai criando a sua própria vida. No Brasil esse quadro ainda é bem tardio, mas no fim é tudo igual, largamos os pais para ter a nossa tão sonhada vida profissional, e esquecemo-nos dos laços que unem as nossas vidas.

- Muito triste ver o fim da humanidade nos auto intitulados "humanos"....

- Tenho 88 anos. DÁ PARA CHORAR 

OS MITOS

 

Os mitos ajudam-nos a entender as relações humanas e guardam em si a chave para o entendimento do mundo e da nossa mente analítica. A mitologia grega, repleta de lendas históricas e contos sobre deuses, deusas, batalhas heróicas e jornadas no mundo subterrâneo, revela-nos a mente humana e os seus meandros multifacetados.Atemporais e eternos, os mitos estão presentes na vida de cada Ser humano, não importa em que tempo ou local. Somos todos, deuses e heróis da nossa própria história

SENTIMENTO DE GRATIDÃO

 

O sentimento de gratidão traz-nos bem-estar e alegria. E esse estado de espirito torna-nos mais aptos para a criatividade, enfortalece-nos a autoestima e desperta-nos boas ideias para vermos com maior eficácia as oportunidades que nos surgem. Além do mais, os nossos sentimentos despertam-nos factos que ajudam a fortalecer esses mesmos sentimentos. Dito de outro modo, a gratidão ajuda a atrair novas situações pelas quais nos sentiremos ainda mais gratos. Ficamos desta forma dominados pela lei do atracão.

Para aumentarmos esse sentimento de gratidão, podemos ainda deitar mãos de práticas simples, que nos garantem resultados seguros. Façamos, pois, uma lista com pelo menos duas ou três dezenas de coisas que nos despertaram gratidão (coisas materiais, pessoas, habilidades que temos, o nosso animalzinho de estimação...).  Coloquemos essa lista na mezinha de cabeceira para não nos esquecermos de a ler antes de dormir, tentando despertar em nós o sentimento de gratidão. 

Quanto mais vezes o fizermos mais ele vai aumentando e se habituando a fazer parte da nossa forma de sentir a vida. Este fenómeno irá repetir-se sempre que nos focamos nas coisas que nos despertam essa gratidão, mais a nossa mente parte à descoberta de outras coisas que também nos fazem ou fizeram sentir gratos, gerando-se assim em nós um cada vez maior bem-estar.

Isso ocorre por que a mente tem um mecanismo de atenção seletiva. Através deste mecanismo, ela faz-nos encontrar as coisas a que damos mais importância.

Por exemplo: quando uma mulher está grávida, ela começa a ver muitas mulheres grávidas. Mas cuidado com outros fenómenos que parecem iguais mas não o são. Estão hoje publicadas em todos os jornais sondagens em crescendo na ministra Cristas ao saber-se que ela estava grávida! Este não é um sentimento de gratidão. É um sentimento de simpatia pelo nascimento de um ser, através de uma figura pública. Quando o povo mistura sentimentos destes na política, normalmente troca tudo, resultando daí não gratidão mas ingratidão. Isso é muito perigoso!

Mas quando você resolve comprar um determinado carro, e passa a ver nas ruas muito mais unidades daquele carro, é porque está satisfeito com ele e grato por isso.

Fica a certeza de que quanto mais você agradece por se sentir grato, mais a sua mente encontra motivos para agradecer e descobre casos de real gratidão...

 

COMBATER A POBREZA

 

Dados do Instituto de Estatística da Venezuela rompem silêncio oficial sobre o aumento da pobreza no país.

Dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística da Venezuela (INE) demonstram que o índice de pobreza no país aumentou 33,1% em Julho de 2015, comparativamente aos últimos valores disponíveis, de 2013.

Os valores de Julho de 2015 sinalizam 2.434.035 de famílias pobres.

Os dados divulgados dão conta de um "progressivo aumento da pobreza" e rompem o silêncio oficial sobre o assunto, cujos últimos valores divulgados correspondiam ao primeiro semestre de 2013, quando o número de famílias pobres era de 27,2%.

Por outro lado, do total geral de pobres, 683.370 famílias (9,3%) estão em situação de "pobreza extrema", um número que contrasta com os 8,4% registados no primeiro semestre de 2013.

Os dados revelam ainda que 1.750.665 famílias (23,8%) estão em condições de pobreza "não extrema" e que 4.930.666 famílias foram classificadas como "não pobres".

Por outro lado, uma pesquisa do Observatório de Saúde, relativa às Condições de Vida, revela que 12,1% dos mais de 30 milhões de cidadãos da Venezuela faziam apenas "duas ou menos" refeições por dia, no primeiro semestre de 2015.

O mesmo estudo adianta que 87% da população se queixa de que os seus rendimentos não são suficientes para manter a qualidade de vida, designadamente os níveis de alimentação.

DN

AS CALÇAS REMENDADAS

 

Umas calças por levarem um remendo não deixam de ser antiquadas. Tudo isto a propósito da Via Longitudinal Norte, há mais de 10 anos anunciada e sistematicamente adiada, ou quase.

Em boa verdade anda ali pelos lados da Outurela naquilo que foi designado pelo 1.º sublanço O 2.º sublanço era para chegar a Queijas em 2004!

O monstro que a partir do ano 2000 se tornou desmedidamente grande, ao abrigo de um consumismo incentivado como panaceia de um crescimento económico fictício, provocou no poder central uma magreza assustadora na sua capacidade de realização de obras estruturantes!

Parece lógico que as prioridades de execução do poder central se articulem em paralelo com as do poder local. Na verdade elas, quando falham, afetam sempre vários projetos em curso não só de um, mas de vários concelhos!

Neste caso a não execução da VLN afetou principalmente os concelhos de Oeiras,  Cascais e Sintra. No caso de Oeiras afetou durante vários anos, em especial, a boa funcionalidade do principal polo do desenvolvimento estratégico de Oeiras.

Lamentavelmente muitas sequelas continuaram, originadas pela ausência da VLN.

A realização desta via teria permitido um melhor aproveitamento do aeródromo de Tires e o descongestionamento da A5 e IC19.

Mais do que necessária, acha-se indispensável essa infraestrutura.

A grande força de desenvolvimento destes concelhos foi a A5 ter chegado a Cascais. Agora um novo impulso urge realizar. Trata-se de uma via que permitirá fazer a ligação entre Cascais e Oeiras pelo interior dos dois concelhos e desenvolver o seu interior. 

Temos que afastar as pessoas de se deslocarem no transporte individual. Regionalmente e a nível nacional, é de grande importância caminhar neste sentido.

Junto ao mar temos uma linha de comboio, mas é preciso que as freguesias de Porto Salvo, Barcarena, Queijas e Carnaxide, sejam servidas pelo mesmo meio de transporte ou por um menos poluente, mais rentável, económico e cómodo. Tal como um metro de superfície. Em paralelo com a via longitudinal norte, que anda há mais de 10 anos para ser feita.

Muitas urbanizações no concelho de Oeiras e noutros, fizeram-se a contar com as acessibilidades disponibilizadas por esta via e hoje, na sua falta, termos um trânsito caótico, nomeadamente ao princípio e final dos dias, nestas áreas do concelho.

Dentro das povoações é uma autêntica balbúrdia, como seja, por exemplo, o caso da vila de Queijas.

O congestionamento do IC19 leva ao atravessamento do tráfego entre esta via e a A5, ora num sentido ora noutro. A obrigatoriedade de pagamento de portagens na CREL, fez com que muitos condutores a ignorassem e em Queijas invadissem esta vila para através da Estrada Militar atingirem o IC19 ou a A5 sem pagarem.

Estes serão os constrangimentos externos no caótico trânsito dentro desta vila aos quais serão de somar outros internos.

Queijas e Porto Salvo há mais de quarenta anos foram escolhidos como localidades a albergar um projeto de autoconstrução, destinado a pessoas de baixos recursos financeiros. Esta medida eleitoral populista, dos anos 60, foi de curta duração e contemplou pouco mais de cem famílias. Afinal o Estado Novo não seria assim tão desumano como muitos o querem pintar!

Por um valor à volta de 20 contos tais famílias pobres, adquiriam um lote de 200 m2 onde poderiam construir uma casa simples com projeto fornecido pela câmara. Depois do ato eleitoral, tudo acabou!

O realojamento da Câmara, resolveu muitos problemas mas, por outro lado, originou muitos outros!

A estreiteza de conceitos urbanísticos, ruas e passeios de largura muito reduzida, foi tornado extensivo a esta Ex freguesia complicando o seu normal funcionamento de circulação e estacionamento.

Com o decorrer dos anos vieram outros projetos sociais como cooperativas atiradas para o lado nascente de Queijas e sem outras acessibilidades que não fossem as estreitas ruas de Queijas.

Já nos tempos em que se falava da Via Longitudinal Norte outras urbanizações foram aprovadas (encosta de Linda-a-Pastora) no pressuposto das acessibilidades desta infraestrutura que serviria de circular á parte nascente de Queijas com duas rotundas, uma próximo da Senhora da Rocha e outra mais a norte.

Com o passar dos anos e o esquecimento da realização desta obra (VLC), muitas centenas de moradores são obrigados diariamente a atravessar a vila, para entrarem e saírem de Queijas, sem condições de circulação rodoviária.

As acessibilidades funcionais de Queijas e outras localidades dos três concelhos ficaram feridas de morte.” Ad Eternum”!  

 

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