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O ENTARDECER

O ENTARDECER

O MUNDO E A SUA SOCIEDADE

 

Vida em sociedade?

O que aconteceria se o planeta ficasse sem energia eléctrica para sempre?

CIÊNCIA E TECNOLOGIA | CURIOSIDADES |  17 de Novembro de 2014 por Rafael Miranda

A humanidade sobreviveu a muitos estágios evolutivos na sua longa história neste planeta. Duas descobertas, em particular, têm moldado o futuro da nossa raça como nenhuma outra: A pólvora e eletricidade. A primeira foi certamente a causa de muitas tragédias, enquanto a última ajudou a empurrar a raça humana para frente, embora tenha causado danos consideráveis à natureza.

Juntos, os dois fizeram as guerras mais destrutivas. Mas, considere se a eletricidade fosse um dia desaparecer sem aviso. Falta de energia para os dispositivos pode ser a preocupação imediata que vem à mente,

mas o problema maior seria ainda abrangente quando se considera que o mundo moderno foi construído em torno da dependência elétrica.

PÂNICO

O pânico e o caos tomariam conta das grandes cidades. Ocorreriam assaltos, roubos e assassinatos em massa. As forças policiais e militares não conseguiriam conter o pânico da população.

QUEDA DE GOVERNOS E LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA

Haveria a descentralização dos poderes. Com a população e pânico, a lei do “mais forte” seria instaurada. Seu lindo vizinho poderia tornar-se o mais feroz na competição por alimento. Seria o momento no qual o ser humano iria mostrar os instintos mais ferozes.

VOLTA AO FEUDALISMO

A civilização, que não inclui algumas tribos indígenas nos cantos perdidos do mundo, depende de energia elétrica para a inovação. Não se pode ignorar o fato de que a indústria médica entraria em colapso sem eletricidade. Doenças extintas poderiam voltar com uma vingança e estoques das vacinas seriam esgotos. Mesmo o extremo racionamento não retarda o inevitável.

Nós teríamos que reaprender a cozinhar, lavar, usar novos meios de transporte, novos meio de diversão e viver sem os dispositivos que usamos todos os dias. Seria à volta aos tempos feudais. E sem eletricidade, o tratamento médico seria medieval. Também voltaríamos ao regime de manufatura. Isso é algo que muitos não estariam preparados.

FIM DO MUNDO MODERNO

No mundo moderno quase todos os aparelhos ou máquinas rodam tanto com gasolina como eletricidade. É difícil imaginar um mundo de hoje, na ausência de energia elétrica. A vida sem ela representa tentar imaginar o planeta sem chuva, ou seja, quase impossível de se manter a sobrevivência.

Preâmbulo:

 

A luz percorre a distância do diâmetro da Terra em quarenta e dois milésimos de segundo. Para chegar à estrela mais próxima, Alfa de Centauro, leva 4,3 anos. A luz do nosso Sol necessita de 30 mil anos para chegar ao centro da Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães, a galáxia mais próxima da Via Láctea, é observável da Terra (Via Láctea) só 169 mil anos depois da luz que emite ter chegado cá. E assim por diante, cada vez mais longe, cada vez mais vasto e inacessível.

Um notável vídeo que nos dá consciência da nossa insignificância no Universo.

Um professor filósofo dizia:

Nós somos ultra minúsculos no Universo, mas o Universo não suspeita que existimos, e nós sabemos que ele existe!

 

VENTOS GREGOS

 

  1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
  2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
  3. Eros e Pan inauguram um prostíbulo.
  4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
  5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
  6. O Minotauro puxa a carroça para ganhar a vida.
  7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
  8. Eurozona rejeita Medusa  como negociadora grega: “Ela tem minhocas na cabeça!".
  9. Sócrates inaugura o Cicutas Bar para ganhar uns trocados.
  10. Dionísio vende vinhos à beira da estrada das Maratonas.
  11. Hermes entrega o currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
  12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
  13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberta as ninfas para trabalharem na Eurozona.
  14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
  15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
  16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca o pânico nas Bolsas.
  17. Áries, deus da guerra, é preso em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
  18. A caverna de Platão abriga milhares de “sem-teto”.
  19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão todos a falar grego!

 

O SISTEMA ESTÁ PODRE!

 

“Sempre que se quer fazer algo no país, surge um interesse organizado a opor-se.“

                                                                                       

Expresso 09-02-02

 

O “ Sistema “ pode pôr o Homem a fazer tudo, até mesmo a engolir “ elefantes “ ou anestesiado e, na sua boa-fé, a julgar-se uma criança crédula e feliz, mesmo sem brinquedos. Porém, que ninguém se engane e compreenda logo, que a criança depressa crescerá e se fará homem, percebendo então como foi violentada na sua infância. A sua reação será, então, proporcional à sua grande revolta.

Há poucos dias assisti, a um show de araras amestradas. Espantosamente, faziam tudo. Andaram de skate, bicicleta, patins e até fizeram cálculo aritmético, com o auxílio de badaladas de sino! Tudo isto, é claro, a troco da usual recompensa comestível. O método do “ Sistema “ parece ter sido copiado deste ou de outros “shows” idênticos. Castiga ou premeia para melhor condicionar a vontade própria dos infelizes servos.

Será uma fatalidade?

Também a famosa “ cortina de ferro “ parecia indestrutível.

Tal como nela, a revolta virá e irá explodir por dentro e por fora do “ Sistema”.

Se tudo o que existe na Terra morre implacavelmente, não morreria o “Sistema caduco?”

Tal como para o câncer ou para a sida, a cura virá um dia, também para o famigerado “ Sistema “, o seu antídoto irá aparecer.

Tudo o que não é natural, subverte a justiça e não premeia os melhores e mais merecedores, o sistema também tem de cair. Em lugar de ser isento, tende cada vez mais, a premiar os seus “amigos”.

De volta, estarão então finalmente os valores, até agora remetidos para o esquecimento.

 

O segredo pode ir amortecendo a queda deste edifício medonho, mas não vai conseguir mantê-lo de pé eternamente.

As torres do “ World Trade Center “ eram de facto imponentes e em minutos ruíram de forma inesperada e brutal. Ainda há muita gente de bom senso e de bom carácter, espero que tenham coragem e despertem para se unirem em vontade de mudar, tudo aquilo que está podre.    

                                                                               

Portugal Refém dos Lóbis

 

“Financial Times vê-nos como um modelo esgotado, onde as reformas são travadas por todas as classes e com os piores níveis de qualificação, produtividade e absentismo. Um desafio difícil”.

DN Negócios 22-10-2002

 

 

OS MAIORES ERROS

 

DA NOSSA POLÍTICA ECONÓMICA

AS DECISÕES QUE TRAMARAM A NOSSA VIDA, ATÉ 2007.

Escolher os maiores erros em economia e decisões que afetaram as empresas, não é tarefa fácil! Segundo um estudo do Expresso – 14-04-2007 – foram 15 os erros eleitos:

1 – Oportunidade perdida de consolidação das contas públicas na segunda metade da década de 90 (com a economia a crescer mais de 3% ao ano e a descida das taxas de juros).

2 – O travão imposto à economia mais recentemente (agravamento dos impostos, e os cortes no investimento).

3 – Seguem-se Investimentos na OTA e na Alta velocidade – estádios 2004 – Metro do Terreiro do Paço – Sistema Retributivo da Função Pública (Cavaco em 90) – Admissão em Massa de Funcionários Públicos (a partir de 95 por Guterres) – A fixação da Taxa de Conversão euro em 2001) – Ponte Vasco da Gama (mau negócio para o Estado) – Acordo com a Luso Ponte (lesivo dos interesses do Estado) – Interferência no livre funcionamento dos mercados (veto de Sousa Franco) – Gestão Pública deficiente na GALP E EDP – Derrapagens nas obras Terreiro do Paço com uma duração de mais de dez anos.

A maioria das decisões erradas devem ser atribuídas aos governos do PS, nomeadamente, aos governos de Sócrates até atingir o PÂNTANO. Quanto à decisão de Cavaco ao fixar um novo sistema retributivo da FP, Tornando os aumentos automáticos ((entre 3% e 4%) visava atrair técnicos e licenciados que não eram atraídos pelos baixos vencimentos da FP. A estratégia seria de aumentar os funcionários e proceder à redução gradual do seu número. Todavia com a mudança de governo, Guterres meteu mais 115 mil funcionários aumentando de forma acentuada a DESPESA PÚBLICA. Como consequência tivemos primeiro défice orçamental excessivo que até hoje foi sempre crescendo. Cavaco havia-lhe chamado de MONSTRO.

É esta situação que os portugueses vão penalizar o PSD nas próximas eleições, por culpas que não são suas. De seguida, apontaremos os erros dos Governos de José Sócrates para avivarmos a memória a SEGURO.   

 

A BANALIDADE REINA

 

 

É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de Televisão, é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática.

 A preguiça é virtude. O tosco é arte. A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade.  

A boçalidade é prova do que é genuíno. A submissão ao poder e aos partidos é democracia.

 A falta de cultura e de inteligência é isenção profissional.

Os serviços de notícias de uma hora ou hora e meia, às vezes duas, quase únicos no mundo,

 São, assim, porque não se pode gastar dinheiro, não se quer ou não se sabe trabalhar na redacção.  

Porque não há quem estude nem quem pense. Os alinhamentos são idênticos de canal para canal.

 Quem marca a agenda dos noticiários são os partidos, os ministros e os treinadores de futebol.  

Quem estabelece os horários são as conferências de imprensa, as inaugurações, as visitas de ministros e dos jogadores de futebol.

Os directos excitantes, sem matéria de excitação, são a jóia de qualquer serviço. Por tudo e por nada,  sai um directo. Figurão no aeroporto, comboio atrasado, treinador de futebol maldisposto, incêndio numa floresta, assassinato de criança e acidente com camião: sai um directo, com jornalista aprendiz a falar como se estivesse no meio da guerra civil, a fim de dar emoção e fazer-se humano.

Jornalistas em directo gaguejam palavreado sobre qualquer assunto: importante e humano é o directo, não editado, não pensado, não trabalhado, inculto, mal dito, mal soletrado, mal organizado, inútil,  vago e vazio, mas sempre dito de um só fôlego para dar emoção! Repetem-se quilómetros de filme e horas de conversa tosca sobre incêndios de florestas e futebol. É o reino da preguiça e da estupidez.

É absoluto o desprezo por tudo quanto é estrangeiro, a não ser que haja muitos mortos e algum terrorismo pelo caminho. As questões políticas internacionais quase não existem ou são despejadas no fim. Outras, incluindo científicas e artísticas, são esquecidas. Quase não há comentadores isentos,  ou especialistas competentes, mas há partidários fixos e políticos no activo, autarcas, deputados,  o que for, incluindo políticos na reserva, políticos na espera e candidatos a qualquer coisa! Cultura?  Será o ministro da dita. Ciência? Vai ser o secretário de Estado respectivo. Arte? Um director-geral chega.

Repetem-se as cenas pungentes, com lágrima de mãe, choro de criança, esgares de pai e tremores de voz, de toda a gente. Não há respeito pela privacidade. Não há decoro nem pudor. Tudo em nome da informação em directo. Tudo supostamente por uma informação humanizada, quando o que se faz é puramente selvagem e predador. Assassinatos de familiares, raptos de crianças e mulheres, infanticídios, uxoricídios e outros homicídios ocupam horas de serviços.

A falta de critério profissional, inteligente e culto é proverbial. Qualquer tema importante, assunto de relevo ou notícia interessante pode ser interrompido por um treinador que fala, um jogador que chega, um futebolista que rosna ou um adepto que divaga.

Procuram-se presidentes e ministros nos corredores dos palácios, à entrada de tascas, à saída de reuniões e à porta de inaugurações. Dá-se a palavra passivamente a tudo quanto parece ter poder,  ministro de preferência, responsável partidário a seguir. Os partidos fazem as notícias, quase as lêem e comentam-nas. Um pequeno partido de menos de 10% comanda canais e serviços de notícias.

A concepção do pluralismo é de uma total indigência: se uma notícia for comentada por cinco ou seis representantes dos partidos, há pluralismo! O mesmo pode repetir-se três ou quatro vezes no mesmo serviço de notícias! É o pluralismo dos papagaios no seu melhor!

VIRAR O MUNDO

 

É uma tarefa gigantesca! Mesmo assim vale a pena tentar, seria indigno não o fazer!

Contudo, os problemas do HOMEM serão somente de natureza económica?

Vejamos se assim é.

O nosso Alentejo é a região do nosso País na qual se matam mais idosos:

Uma corda ao pescoço que se prende ao ramo mais forte daquela árvore, escolhida muito tempo antes do ato definitivo, ou, por uma questão de pudor e de maior recolhimento, à trave mestra do celeiro em ruínas. Uma pedra como apoio, às vezes um banco para o qual se vai subir e de onde se dará o passo decisivo e último, pensado há muito, iniciado agora mesmo. Por dentro e por fora, apenas o silêncio e a solidão. A alma já estava morta de tristeza e de secura, tanta mágoa sofrida, tanta desesperança, tanto abandono, tanto vazio e desamparo. Mas tudo isso já passou e já não conta quando o corpo resolve enfim subir ao banco e atirar-se daquela altura, trinta centímetros, não mais. Um esticão forte, estremece a árvore, um gemido seco e breve, os olhos arregalados, cede que não cede o velho barrote apodrecido e o corpo fica a baloiçar uns momentos, antes de se imobilizar para sempre. Nem uma carta de despedida ou explicação. Porque em vida não houve tempo de ir à escola, porque a despedida não vale a pena e a explicação, a existir, não cabe numa carta!

Quem se importa com toda esta gente boa que morre, por um lado a pensar no céu e por outro em tanta mágoa sofrida em silêncio?

Será assim só no Alentejo? Será em todo o nosso País também? E no resto do mundo?

A maior miséria é de facto o abandono! Mas isso, também é GLOBAL!

Será que os velhos não prestam por não terem capacidade política de revolta? Greves, manifestações de rua ou jogos sujos politiqueiros?

Ninguém lhes dá importância, os próprios filhos muitas vezes  se esquecem deles!

Um horror, e os dias passam sem que apareçam homens de boa vontade! Antes, aparecem políticos defendendo aquilo que faliu pelo mundo inteiro! O ESTADO PATRÃO:

Quando as forças não chegam para os idosos subirem as escadas dos seus prédios sem elevador (há prédios cheios de velhos do 1º ao último andar), nem conseguem ir à mercearia  da esquina buscar as batatas para matar a fome! Ou um vizinho faz a boa ação do dia, ou a noite chega sem nada no estômago.

É um cenário deprimente que nos interpela a todos como cidadãos deste País e deste MUNDO.

É disto que nos fala a Mensagem de Sua Santidade João Paulo II. Está a falar-nos do óbvio, mas os nossos ouvidos estão surdos.

O atual 1º. Ministro fez como promessa eleitoral, um pequeno aumento financeiro para os mais desprotegidos. Ou serão mais cortes na curta reforma? Há anos sem actualização! Mas cada vez com mais impostos.

Será disto que fala a Mensagem? Não certamente!

Ela fala-nos de uma grande mudança na mentalidade de todos nós. O carinho, a companhia, o amparo e uma palavra amiga valem muito mais que alguma fome no estômago.

 

De facto como chegarão ao Céu milhões destes idosos, depois de tanto abandono, muitas vezes da própria família?

A sociedade portuguesa desumanizou-se bastante neste largo período de crescimento e bem-estar económico. Em muitos aspetos, nos tempos da “sardinha para três”, parece ter havido muito mais solidariedade!

O problema ultrapassa, em muito, a questão meramente económica!

Virar o mundo é fundamental, mas isso ainda não se ensina nas nossas  UNIVERSIDADES! Mesmo naquelas que parecem oferecer diplomas!

Cuidador Formal e Informal

 

 30 de Novembro de 2015 Portal Home Care cuidador informal

Existem dois tipos de cuidadores: o Formal e o Informal.

O Cuidador Formal
Provê cuidados de saúde ou serviços sociais para outros, em função de sua profissão, e usa as habilidades, a competência e a introspecção originadas em treinamentos específicos. O grau de instrução e treinamento para se obter certificados em várias profissões é muito variado. Pessoas que ocupam posições administrativas ou académicas, e que têm sido treinadas na profissão de cuidar de outras pessoas, são também denominadas cuidadores formais, porque as suas actividades têm um impacto significativo sobre a saúde dos pacientes. Geralmente, os cuidadores formais recebem compensação financeira pelos seus serviços, mas, algumas vezes não a recebem quando na condição de voluntários de organizações, grupos ou particulares. Os cuidadores formais atendem às necessidades de cuidados de saúde pela provisão efectiva de serviços, competência e aconselhamento, (bem) como apoio social.

O Cuidador Informal (leigo ou familiar)
Provê cuidados e assistência para outros, mas sem remuneração. Geralmente, este serviço é prestado em um contexto de relacionamento já em andamento. É uma expressão de amor e carinho por um membro da família, amigo ou simplesmente por um outro ser humano em necessidade. Cuidadores, no sistema informal, auxiliam a pessoa que é parte ou totalmente dependente de auxílio em seu quotidiano, como: para se vestir, se alimentar, se higienizar, dependa de transporte, administração de medicamento, preparação de alimentos e gerenciamento de finanças.

Características do cuidador informal:
Levantamentos e pesquisas efetuados em vários países permitem reconhecer a importância dos cuidadores. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de dois milhões e duzentos mil membros de famílias e amigos provêm cuidados e tratamentos para mais de um milhão e trezentos mil enfermos ou debilitados. Cerca de dois terços dos cuidadores são mulheres. Aproximadamente, três quartos desses doentes recebem cuidados ou tratamentos por intermédio de membros da família e vivem com as próprias famílias. Embora a actividade empregatícia dos cuidadores tenha provado não reduzir o cuidado dedicado ao paciente, existe um certo impacto na qualidade desse cuidado e/ou tratamento. Esse impacto é relativo ao número de horas disponíveis para esta actividade. Pesquisas indicam que, em média, o cuidador trabalha de 4 a 8 horas/dia. Para muitos, a actividade de prover cuidados estende-se de um até quatro anos, mas com o aumento da expectativa de vida nos Estados Unidos e no Brasil, pode-se esperar um aumento no número de anos dedicados a esta actividade.

Impacto das actividades sobre o Cuidado informal: O envolvimento prolongado na actividade de prover cuidados parece ter um efeito negativo sobre a saúde física e emocional do cuidador, embora, geralmente, ele assuma este papel com grande satisfação e carinho. Diferentemente da experiência do cuidador parente de uma criança, que normalmente resulta na reabilitação, os cuidadores de pessoas debilitadas ou enfermas encaram uma situação estressante, em função da deterioração gradual do doente, sua eventual transferência para um tratamento institucional ou, lamentavelmente, a sua morte. Estudos mostram problemas de sobrecarga do cuidador, altos índices de depressão, sintomas de estresse, uso de psicotrópicos, redução no nível de imunidade e aumento da susceptibilidade a enfermidades. Homens e mulheres parecem ser afectados similarmente, embora as mulheres pareçam desenvolver mais estresse. Estes efeitos negativos parecem persistir em alguns cuidadores, até mesmo após a internação ou a morte do paciente.

Edvaldo de Oliveira Leme, R.N.C.

A VISÃO DE UM PARTIDO

 

Um partido, não pode continuar a viver no limite das suas quatro paredes. E, mesmo assim, as quatro paredes comportam vários quartos, todos eles bem ciosos dos seus pequenos interesses… sem respeito pelo nacional

Um partido, a pensar no seu país e no seu povo, só pode existir com todos a puxar no mesmo sentido.

Só este sentido único pode mudar o rumo para a obtenção do interesse de todos sem perder a vitalidade e coesão no rumo a seguir Sem oposições destruidoras. Mas com oposições colaboradoras.

Parece, haver agora um partido dentro deste conceito. Um partido que legisla:

“Não haverá expulsões directas”.

“Haverá Introdução de uma condenação: à corrupção, ao tráfico de influências, e a outras infracções de carácter criminoso, “

- O partido que o anuncia, através do seu Secretário-geral, explicou que estas são novas infracções disciplinares para se fazer face a estes comportamentos.

Como diz o povo “ mais vale tarde que nunca”. Estão por fim identificados alguns dos piores pecados dos partidos

Isto, não resolverá o todo nacional, mas dar-se-á um passo nesse sentido! Temos de caminhar no sentido de acabar com os partidos de “amigalhaços”. O rumo de todos a pensar no país e no povo tem de chegar sem exclusões …

UM MUNDO ESCURO

 

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Antero do Quental

Meus Senhores:

A decadência dos povos da Península nos três últimos séculos é um dos factos mais incontestáveis, mais evidentes da nossa história: pode até dizer-se que essa decadência, seguindo-se quase sem transição a um período de força gloriosa e de rica originalidade, é o único grande facto evidente e incontestável que nessa história aparece aos olhos do historiador filósofo. Como peninsular, sinto profundamente ter de afirmar, numa assembleia de peninsulares, esta desalentadora evidência. Mas, se não reconhecermos e confessarmos francamente os nossos erros passados, como poderemos aspirar a uma emenda sincera e definitiva? O pecador humilha-se diante do seu Deus, num sentido acto de contrição, e só assim é perdoado. Façamos nós também, diante do espírito de verdade, o acto de contrição pelos nossos pecados históricos, porque só assim nos poderemos emendar e regenerar.

 

Conheço quanto é delicado este assunto, e sei que por isso dobrados deveres se impõem à minha crítica. Para uma assembleia de estrangeiros não passará esta duma tese histórica, curiosa sim para as inteligências, mas fria e indiferente para os sentimentos pessoais de cada um. Num auditório de peninsulares não é porém assim. A história dos últimos três séculos perpetua-se ainda hoje entre nós em opiniões, em crenças, em interesses, em tradições, que a representam na nossa sociedade, e a tornam de algum modo actual. Há em nós todos uma voz íntima que protesta em favor do passado, quando alguém o ataca: a razão pode condená-lo: o coração tenta ainda absolvê-lo. É que nada há no homem mais delicado, mais melindroso, do que as ilusões: e são as nossas ilusões o que a razão crítica, discutindo o passado, ofende sobretudo em nós.

Não posso pois apelar para a fraternidade das ideias: conheço que as minhas palavras não devem ser bem aceites por todos. As ideias, porém, não são felizmente o único laço com que se ligam entre si os espíritos dos homens. Independente delas, se não acima delas, existe para todas as consciências rectas, sinceras, leais, no meio da maior divergência de opiniões, uma fraternidade moral, fundada na mútua tolerância e no mútuo respeito, que une todos os espíritos numa mesma comunhão - o amor e a procura desinteressada da verdade. Que seria dos homens se, acima dos ímpetos da paixão e dos desvarios da inteligência, não existisse essa região serena da concórdia na boa-fé e na tolerância recíproca! Uma região onde os pensamentos mais hostis se podem encontrar, estendendo-se lealmente a mão, e dizendo uns para os outros com um sentimento humano e pacífico: és uma consciência convicta! É para essa comunhão moral que eu apelo. E apelo para ela confiadamente, porque, sentindo-me dominado por esse sentimento de respeito e caridade universal, não posso crer que haja aqui alguém que duvide da minha boa-fé, e. se recuse a acompanhar-me neste caminho de lealdade e -tolerância.

Já o disse há dias, inaugurando e explicando o pensamento destas Conferências: não pretendemos impor as nossas opiniões, mas simplesmente expô-las: não pedimos a adesão das pessoas que nos escutam; pedimos só a discussão: essa discussão, longe de nos assustar, é o que mais desejamos, porque; ainda que dela resultasse a condenação das nossas ideias, contanto que essa condenação fosse justa e inteligente, ficaríamos contentes, tendo contribuído, posto que indirectamente, para a publicarão de algumas verdades. São prova da sinceridade deste desejo aqueles lugares e aquelas mesas, destinadas particularmente aos jornalistas, onde podem tomar nota das nossas palavras, tornando-lhes nos assim franca e fácil a contradição.

 

 

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