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O ENTARDECER

O ENTARDECER

AS FORÇAS DE BLOQUEIO

 

Quem ouvir os noticiários, ler os jornais e alguns livros e for ouvindo os telejornais, procurando estabelecer uma relação entre as notícias, depara certamente com acontecimentos aparentemente sem lógica, mas que se percebe não acontecerem por acaso, tal o grau de eficiência que existe na sua execução.

 

É como se um conjunto de pessoas, não expostas, mas muito influentes, através de um complicado sistema de cordelinhos conseguissem encaminhar todos os acontecimentos a seu belo prazer, supõe-se também que com vantagens próprias asseguradas.

 

Do real ao imaginário, podemos visualizar um rio, daqueles com água muito transparente e fria, naturalmente pouco profunda. A sua torrente vai esbarrando nas imensas pedras espalhadas no seu leito, sem que a água nunca as cubra. A leveza que proponho, física e mental, vai permitir, que saltemos de pedra em pedra, quase sem nelas fazermos peso. Sempre que o nosso pé toca numa pedra, pisamos a realidade. Enquanto saltamos, percorremos o imaginário.

Provavelmente, tudo não passará de simples coincidência, ou mesmo de pura alucinação, com certeza provocada pelo “stress” com todos os seus efeitos colaterais geradores de desconfianças, fraquezas, mal entendidos e especulações, mas, mesmo assim, vale a pena pensar, evitando a castração do melhor que Deus nos deu, que foi o recurso ao pensamento.

Naturalmente que se forem coincidências, também não vem grande mal ao mundo, estaremos então a entrar no campo da pura ficção, que de certo modo nos fará esquecer outras preocupações mais reais e nefastas para a nossa saúde e bem-estar psíquico.

Ninguém duvidará da honestidade e competência de ninguém, contudo, ficou sempre por esclarecer o que eram e de onde vinham as ditas forças de bloqueio. Acredita-se que elas existiram e continuarão sempre a existir. Tinham e têm, sobretudo, uma ação bloqueadora terrivelmente nefasta! Estarão, também, as mais das vezes, ao serviço do mal!

 

 

 

 

 

 

A mentira tornou-se prática comum

 

 

O Tenente-General está farto.

Nós também

 

29 Agosto 2014, 10:03 por Baptista Bastos | b.bastos@netcabo.pt

 

A mentira tornou-se prática comum, inclusive nas mais simples relações sociais; na política, nem se fala.

Não culpemos apenas a Europa por esta desgraça que nos atinge. O sonho europeu (o que quer que a expressão queira dizer) nasceu dos escombros de uma guerra maldita, pensado por homens generosos que acreditavam na generosidade dos outros homens. Os grandes escritores e os grandes pensadores, que têm conjecturado sobre o mundo, ensinam-nos da maldade dos homens; e as guerras sem fim, as atrocidades que não acabam provam-no das razões, horrorosas razões, que determinam a condição humana. Há uma maldade intrínseca em nós, e quando essa maldade é sustentada pela ganância e por um sistema que a estrutura pretende justificar, a extensão do mal torna-se pavorosa.

Os nomes dessa maldade estão aí: Gaza, Iraque, Afeganistão; mas também o preconceito, a fome, a ignorância em que as religiões, todas as religiões se apoiam; as hegemonias, tudo o que de pior há por aí, aí está. Claro que os oportunistas políticos, os incapazes que seguem, como as rémoras, as ideologias salvíficas, fazem grupo; porém, o infortúnio não será para sempre.

A tragédia que assolou a sociedade portuguesa tem culpados e responsáveis, primeiros entre os quais, nós próprios. Os que mandam treparam ao poder devido à nossa inércia e à alucinante incapacidade de os escorraçar. Os protestos chovem de todo o lado, transversalmente, e vamos ficando cada vez mais pobres, em alguns casos esmoleres sem energia nem dignidade. A mentira tornou-se prática comum, inclusive nas mais simples relações sociais; na política, nem se fala. A moleza ética parece fazer parte integrante de uma idiossincrasia até agora pouco conhecida. A palavra de honra e o aperto de mão correspondente faziam parte dos nossos padrões de vida. Ainda se encontram na província, de onde regressei há dias, um pouco recauchutado desta lástima.

Anteontem, o Diário de Notícias publicou um artigo notável por contundente e contundente pelo desabafo moral que contém, assinado pelo tenente-general Mário Cabrita, reformado, o qual, associado a centenas que se publicam, resulta numa grave advertência e num protesto superior.

Escreve Mário Cabrita:

"Estou farto de políticos mentirosos que na oposição prometem tudo e que no Governo nada fazem.

Estou farto de políticos despudorados que concorrem a eleições com um programa e que, quando eleitos, o rasgam sem ponta de vergonha.

Estou farto de políticos autistas que não percebem que a elevada abstenção representa um não ao actual sistema político.

Estou farto de políticos malabaristas que jogam com números já hoje duvidosos e amanhã falsos, tentando fazer de nós estúpidos e ineptos.

Estou farto da promiscuidade entre políticos e poderes financeiro e empresarial.

Estou farto de ministros que são nomeados e depois se volatilizam, tal como o dinheiro dos contribuintes que o Estado coloca nos bancos falidos.

Estou farto de pagar mais impostos, ver a pensão reduzida e a dívida a aumentar.

Estou farto de ouvir dizer que o problema são os juros da dívida e não ver coragem para negociar a sua reestruturação.

Estou farto de banqueiros e de presidentes de empresas com prejuízo receberem milhões de indemnização e receberem para si reformas obscenas.

Estou farto de bancos e empresas com conselhos de administração de 20 membros a ganharem quantias exorbitantes.

Estou farto de uma A.R. cujos deputados passam parte do tempo a trabalhar para empresas privadas.

Estou farto das juventudes partidárias que só produzem políticos incultos, arrogantes e inexperientes".

É o documento impressionante que não pode deixar de ser lido e ouvido por quem tem responsabilidades gerais: os governantes, os comentaristas não estipendiados, os jornalistas honrados, os escritores que ainda não emudeceram. Por todos nós. O tenente-general Mário Cabrita fala por todos nós. E o seu documento possui, além do valor do protesto imediato, a consistência que transforma as palavras num requisitório humano e histórico.


b.bastos@netcabo.pt

O QUE SIGNIFICA UM POVOADO

 

Povoado

Um povoado é uma povoação constituída por poucas casas, ou seja, uma pequena povoação. É geralmente um meio humano rural que é demasiado pequeno para ser considerado uma aldeia, embora por vezes o termo seja usado para um tipo diferente de comunidade. Outra característica que distingue os povoados das aldeias é o facto de nas aldeias as construções se articularem de modo a constituir vias de comunicação, enquanto nos povoados as construções estão geralmente circundadas por uma parcela rural.

 

O povoado romano dos Casais Velhos, situado na localidade da Areia, em Cascais, é bem conhecido pelas entidades competentes e está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1984.

Apesar das várias campanhas de exploração arqueológica que ali aconteceram, e de se conhecer de forma fundamentada a sua enorme importância para a consolidação da Identidade Cascalense, o povoado romano dos Casais Velhos não chegou a ser definitivamente estudado, presumindo-se que a importância daquilo que se conhece representa somente uma parte ínfima do que esta estação arqueológica apresenta.

A própria designação como “Casais Velhos”, deixa perceber que desde há muito que se conhecem estes vestígios arqueológicos. Parcialmente escavados em 1945 por Afonso do Paço e Fausto de Figueiredo, ilustres defensores do desenvolvimento programado do Concelho de Cascais, as ruínas em questão foram alvo de trabalhos arqueológicos em 1968, 1970 e 1971, desta vez sob a tutela de dois dos maiores vultos da historiografia nacional: D. António de Castelo Branco e Octávio da Veiga Ferreira. Nas intervenções mais recentes, e que visavam o aproveitamento cultural dos vestígios, fizeram-se essencialmente campanhas de limpeza e de consolidação dos materiais postos a descoberto naquelas datas.

A importância do sítio, integrada numa perspectiva global de exploração económica da Península de Lisboa na época de ocupação romana, deve-se sobretudo à existência de alguns tanques ou cubas na zona setentrional do povoado. Segundo os especialistas, e de acordo com os dados e informações recolhidos no campo, serviriam para o armazenamento de MVREX, um crustáceo existente em grande quantidade na costa nacional, e a partir do qual se fabricava a púrpura. Após o tratamento das conchas, e após um período bastante longo de repouso nos referidos tanques, que possuem tampas herméticas que os fechavam, a púrpura era transportada para Olissipo, de onde era retransportada para Roma. Em conjunto com os tanques de salga de peixe encontrados recentemente junto do centro histórico da vila, e com as grandes quantidades de cereais produzidos nas terras férteis de Freiria, serviriam de base à subsistência económica das populações romanas do actual Concelho de Cascais.

 

Para além destas cubas, possui o povoado dos Casais Velhos um aqueduto que trazia água de uma nascente próxima para um tanque situado sensivelmente a meio das ruínas, de onde, por sua vez, se alimentava o complexo termal situado alguns metros abaixo, com pequenas banheiras semicirculares e a zona de banhos quentes.

Além destes vestígios de construção e de outros restos ainda indeterminados que afloram dentro do circuito amuralhado, são ainda de salientar, segundo Guilherme Cardoso, os restos das muralhas e as necrópoles de inumação. Nestes locais foram encontradas moedas datáveis de entre os anos 205 e 405 da nora era (do tempos dos imperadores Teodósio, Constâncio II, Constante, Constantino e Arcádio), o que sugere uma ocupação mais intensa do local exactamente nos finais do Império Romano do Ocidente. Digna de nota, é ainda uma moeda encontrada numa sepultura, que mantém ainda o seu invólucro de tecido de linho, peça raríssima e do maior interesse histórico.

Os inúmeros exemplares cerâmicos recolhidos, bem como os restos de canalizações, estradas e sepulturas espalhadas nos terrenos anexos, demonstram a exiguidade dos trabalhos efectuados neste local perante aquilo que deverá ser a totalidade da estação arqueológica. Urge, por isso, e também porque o desenvolvimento urbanístico nas redondezas acabou por encerrar o povoado dos Casais Velhos dentro de um perímetro que ninguém sabe se é aquele que determina as fronteiras antigas do povoado, avançar com uma intervenção profunda no local, de forma a recuperar uma das mais importantes memórias de Cascais.

Classificado há já 32 anos, e devidamente comprovada a sua importância desde 1945, os Casais Velhos não passam hoje de uma inadmissível amálgama de velhos muros derrubados pelas intempéries e pela marcha incessante do progresso.

O potencial histórico e cultural dos Casais Velhos, determinante para a salvaguarda da Identidade Municipal e para o fomento da Vocação Turística de Cascais, é inquestionável e exige das entidades oficiais uma resposta célere e imediata.

A bem de Cascais. A bem dos Cascalenses…

 

COMO APARECE A RIQUEZA

 

Alguém, um dia fracassou em cinco empreendimentos seguidos antes de virar a mesa. De raiva

As mudanças que acarretaram essa guinada e que depois fizeram um milionário satisfeito, foram reunidas num livro ao longo de anos, sob a forma de lições a seguir Além de terem funcionado para ele, também mudaram a vida dos seus colaboradores e de centenas de clientes agradecidos.

Porque não obrigar os políticos do mundo a fazerem o mesmo no seu governo e no próprio país?

Quando nos propomos ajudar alguém a gerar mais riqueza na sua vida, não estamos tentando torná-lo mais presunçoso nem estimulando-o a encontrar riqueza de forma egoísta. A finalidade tem de estar sempre de olhos postos no êxito alcançado por um colectivo bastante lato. Ser empresário requer uma larga visão da vida e da sociedade

A nossa intenção é oferecer lhe uma liberdade rara: de progredir com facilidade mas com muitos esforços, indo aonde deseja e fazendo como achar bem Ou melhor, aquilo que pensa ser o melhor para si e para todos. que colaborarem consigo.

A riqueza pode trazer-nos essa liberdade. Queremos que os talhados para tal, encontrem um caminho para que possam ter sucesso no seu verdadeiro objectivo de vida, ou seja: ajudar os seus entes queridos e colaboradores a crescer e contribuir com organizações e outras causas comuns com as quais se identifiquem.

Não falaremos nunca sobre truques e artimanhas para ganhar dinheiro. Muito menos de processos corruptivos e ultrajantes.

 Sabemos que a verdadeira oportunidade para enriquecer está dentro de cada um de nós. Você é capaz de se inspirar e conquistar a prosperidade. Com isso sirva o maior número de pessoas e da maneira mais justa possível Nós todos trabalharemos com convicção, orientando as pessoas a criarem riqueza a bem de todos e do próprio país. Os nossos clientes com frequência desfrutarão também, indirectamente, de um sucesso surpreendente que se ficará a dever à descoberta de uma nova forma de estar em sociedade.

Não esquecer porém, que o não esbanjar, o ser produtivo mantendo sempre um espírito colectivo, também faz parte de criar riqueza!

 

O Estado Novo

 

É o nome do regime político autoritárioautocrata e 

Corporativista de Estado que vigorou em Portugal durante 41 anos sem interrupção, desde a aprovação da Constituição de 1933 até ao seu derrube pela Revolução de 25 de Abril de 1974.

Ao Estado Novo alguns historiadores também chamam de Segunda República Portuguesa, por exemplo a História de Portugal de José Hermano Saraiva e a obra homónima de Joaquim Veríssimo Serrão. No entanto, tal designação jamais foi assumida pelo regime fundado por Salazar, que conservou a forma de governo republicana mas nunca adoptou a designação "II República", preferindo designar-se oficiosamente, isto é, extra constitucionalmente, como um "Estado Novo". Dado o apoio inicial que o Estado Novo recebeu por parte de alguns monárquicos e integralistas, a questão do regime manteve-se em aberto até 1950-1951. Apesar da oposição das Forças Armadas e do Ministro da Defesa Santos Costa a uma mudança de regime, com a morte do Presidente Óscar Carmona em 1951, a restauração da Monarquia chegou a ser proposta por Mário de Figueiredo e Cancela de Abreu, verificando-se então uma decisiva oposição à mudança por parte de SalazarMarcelo Caetano e Albino dos Reis.

A designação oficial de "Estado Novo", criada sobretudo por razões ideológicas e propagandísticas, serviu para assinalar a entrada num novo período político aberto pela Revolução de 28 de Maio de 1926 que, ficou marcado por uma concepção presidencialista, autoritária e antiparlamentar do Estado. Neste sentido, o Estado Novo encerrou o período do liberalismo em Portugal, abrangendo nele não só a Primeira República, como também o Constitucionalismo monárquico.

Como regime político, o Estado Novo foi também chamado salazarismo, em referência a António de Oliveira Salazar, o seu fundador e líder. Salazar assumiu o cargo de Ministro das Finanças em 1928 e tornou-se, nessa função, uma figura preponderante no governo da Ditadura Militar, o que lhe valeu o epíteto de "Ditador das Finanças". Obtendo enorme sucesso num curto espaço de tempo, ficou posteriormente conhecido como o "Mago das Finanças". Ascendeu a Presidente do Conselho de Ministros em Julho de 1932 e esteve em funções até ao seu afastamento por doença em 1968, nunca chegando a ter conhecimento de que já não era o Presidente do Conselho de Ministros. A designação salazarismo reflecte a circunstância de o Estado Novo se ter centrado na figura do "Chefe" Salazar e ter sido muito marcado pelo seu estilo pessoal de governação. Porém, o Estado Novo abrange também o período em que o sucessor de Salazar,  Marcelo Caetano, chefiou o governo (1968-1974). Caetano assumiu-se como "continuador" de Salazar[1] mas, vários autores preferem autonomizar este período do Estado Novo e falar de Marcelismo Marcelo Caetano ainda pretendeu rebaptizar publicitariamente o regime ao designá-lo por Estado Social, "mobilizando uma retórica política adequada aos parâmetros desenvolvimentistas e simulando o resultado de um pacto social que, nos seus termos liberais, nunca existiu", mas a designação não se enraizou[3]

Ao Estado Novo têm sido atribuídas as influências do maurrasianismo[4], do Integralismo Lusitano[5], da doutrina social da Igreja, bem como de alguns aspectos da doutrina e prática do Fascismo italiano, regime do qual adoptou o modelo do Partido Único e, até certo ponto, do Corporativismo de Estado.

Ditadura Nacional  (1926-1933) e o Estado Novo de Salazar e Marcelo Caetano (1933-1974) foram, conjuntamente, o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o séc. XX, estendendo-se por um período de 48 anos.

WIKIPÉDIA

IMAGINEM

 

 

Imaginem

Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.

Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos.

Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.

Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo

Imaginem que país podia ser se o fizéssemos.

Imaginem que país será se não o fizermos.  

 

 

 

 

COMO E ONDE PROCURAR UM ESTADISTA

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Um verdadeiro Estadista pensa na próxima geração, nunca na próxima eleição. O seu sentido de Estado funciona melhor que qualquer GPS (Sistema de Posicionamento Global) na descoberta do caminho certo para os altos interesses colectivos. É uma pessoa desprendida, segue na senda dos valores e não se deixa enredar nos pequenos interesses de grupo. Torna-se incómodo, mas granjeia o respeito das maiorias. Arrasta com o seu forte carácter e força interior, todo o País para o desenvolvimento e bem-estar social.

Faz crescer o PIB em vez de escravizar a população com escandalosos impostos.

Os bandos corporativos, amantes de governantes fracos, deixam de ter a sua governação subterrânea, tão eficaz na defesa da continuidade dos seus interesses pessoais e de casta.

 

Os potenciais Estadistas, tal como os golfinhos na década de sessenta, quando a poluição invadiu o estuário do Tejo, fugiram para longe. A inteligência e sensibilidade dos golfinhos, tal como a dos Estadistas, não lhes permitem lidar, dia a dia, com tanta opacidade. Querem a água onde se movimentam bem transparente.

Há-de voltar um dia. Quando a poluição desaparecer. Mesmo assim, talvez esteja na hora do País pôr nos grandes jornais mundiais (muitos e bons portugueses emigraram) um anúncio como segue:

 

 “ Estadistas precisam-se; condição indispensável falarem a língua de Camões desde nascença e não estarem inscritos em partidos”

 

Certamente que no “ casting ” será rejeitado todo e qualquer candidato por afirmar que, com excepção do seu, todos os partidos estão mal.

Certamente será escolhido todo e qualquer candidato por afirmar que todos os partidos devem ser profundamente revistos no seu funcionamento interno. Todos estão mal.

Em especial há um, que está completamente anestesiado. As regras internas de funcionamento dos partidos devem ser legisladas e, portanto, serem iguais para todos, para que nos sufrágios haja, de facto, eleições democráticas.

Igualdade à partida.

Quem chamar a isto “coisas mesquinhas” não tem estatura de Estadista. O povo paga com os seus altíssimos impostos os partidos que temos, e deixa-lhes nas mãos o poder de conduzirem o País. Resta-lhe, a este povo, o direito que o funcionamento dos mesmos seja avaliado por uma credível “Alta Autoridade”, constituída por homens bons e de grande credibilidade. O POVO PARECE TER-SE DEMITIDO! Não vota pela razão mas, sim, pela emoção!

O mesmo se passa com a comunicação social relativamente à emoção (leia-se “partido”) e substitua-se razão por “estímulos”.

António Reis Luz

 

CATIVAÇÕES; MAIS E MAIS!

 

 

O segundo dia do debate na AR do Orçamento de Estado para 2018, na generalidade, parece ter sido de forte emoção! Diz-se na comunicação social que chegou à roupa suja! O mote em discussão diz-se, também, terem sido os cortes feitos em tempo, nas reformas antecipadas! O ministro Vieira da Silva recordou uma proposta feita pelo anterior governo sobre a sua estabilidade enviada para Bruxelas e que previa uma poupança nas pensões de 600 milhões de euros.

Dizia-se em tal proposta ser necessário o corte de 400 milhões de euros em pensões, além de outras receitas para perfazer uma poupança de 600 milhões de euros! Isto, há pouco mais de 2 anos. Tudo isto agitou as bancadas!

Pediu a palavra o PSD e Hugo Soares, para solicitar ao ministro que lê-se o documento. Fê-lo com demasiado nervosismo.  

O ministro muito agitado, pediu a palavra para acusar a ex ministra das Finanças, por ter dito na véspera que o facto de o Governo consignar uma parte do IRC ao Fundo de Estabilidade na Segurança Social era o mesmo que uma transferência do Orçamento para o Sistema de pensões. Entre outras escaramuças, uma parlamentar do CDS acusou o ministro de desonestidade quando este a acusou de ter também apoiado este corte de 600 milhões nas pensões! Seguiram-se outras escaramuças, supostamente entre a direita e a esquerda! Note-se que fazer esta destrinça se torna para os portugueses cada vez mais problemático.

 Com tudo isto, o assunto parece ter sido ultrapassado, tendo o Orçamento sido aprovado pela extrema esquerda e centro esquerda. Votaram contra os partidos de centro-direita, PSD e CDS.

Tudo acaba por ser muito triste senão mesmo vergonhoso. Os portugueses parecem não ter sido devidamente informados! Pois tudo terá nascido, julga-se, em corte do mesmo teor feito no Governo anterior do PS.

Mas na realidade em foco, foi mais um ataque feito aos idosos!

Ainda com o Governo PSD/CDS em vigor, foi aprovado o citado corte aos reformados por antecipação! Porquê aos reformados por antecipação? Eram empurrados para tal e entrava gente nova, nomeadamente licenciados, ou supostamente licenciados), o controlo do número de desempregados também andaria por aqui. É sempre importante controlar tais metas, como crescimento económico, número de reprovações etc., etc.

Ninguém se incomoda a perguntar porquê os idosos? E desta vez porquê oriundos das reformas antecipadas! Não terá bastado o vexame de serem empurrados para o banco de um jardim? Por não terem o apoio de um partido? Para dar colocação aos novos licenciados? Tudo isto mais não é que “assédio moral”. Injustiças sobre injustiças. Tudo isto nada tem que ver com “direita ou esquerda”, tem a ver com gente impreparada para governar com justiça, sabedoria e igualdade os portugueses!

Quem fez desaparecer as velhinhas Caixas de Previdência tem muita responsabilidade em tudo isto e muito mais. O estado dos partidos, ou melhor o recrutamento dos militantes e a saúde dentro dos partidos, está longe de agradar aos portugueses. A comunicação social, salvo certas excepções, também.

O futuro de Portugal e dos portugueses, continua muito escuro! Em boas palavras nada disto passa de CATIVAÇÕES feitas por Centeno ou qualquer outro! Mas as injustiças feitas a quem pagou a sua

reforma e a dos outros, é penosa e lastimável!

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