Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O ENTARDECER

O ENTARDECER

Linda-a-Pastora, Lugar

 

Edificada nos socalcos da encosta de um monte elevado e pedregoso, a povoação situada no extremo Sudeste da freguesia de Queijas surge ao visitante como um reduto da pacatez perdida noutros lugares.  
Entra-se ali pela Avenida Tomás Ribeiro, de onde é possível admirar a fabulosa perspectiva do concelho, enquadrada pelos sempre múltiplos azuis do céu, por um lado, e do rio Tejo, por outro.  

Descobrem-se Heranças de lavoura e Poesia

Recantos bucólicos, evocando uma vivência campestre ainda muito presente nos detalhes. Junto à igreja, por exemplo, ladeado por canteiros onde florescem enormes jarros plantados por algum morador, o fontanário, animado por singular obra de azulejaria, retracta um animal alimentando-se nos campos, rodeado de árvores, enquanto lá ao fundo se imaginam as velas de um moinho, girando ao sabor dos ventos.  

Um bonito fontanário

Ali ao lado, uma mesa e dois bancos em madeira, muitas buganvílias dependuradas na muralha e um pequeno jardim em frente, constituem um dos vários locais que em Linda-a-Pastora convidam ao descanso e à reflexão, e para tal a Junta de Freguesia se empenhou em todos os aspetos.

 
Não terá sido, por certo, obra do acaso, que nesta terra de tranquilidade inspiradora, tenha passado longos períodos da sua vida Cesário Verde.  
O poeta que, à semelhança da tal linda pastora, constitui figura de referência para as gentes da terra.

 

A água que lá corre, de óptima qualidade, diz-se que vem dos lados de Queijas, do seu subsolo.

Em tempo de corte no abastecimento público do precioso líquido, é de lá que as populações de Queijas e Linda a Pastora se socorrem para os gastos mínimos.

 

Durante centenas de anos, Linda - a - Pastora foi a segunda maior localidade da linha, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.

Dos registos de censos efectuados, temos o primeiro dos anos de 1755, que refere ter esta terra, setenta e tantos habitantes, enquanto Carnaxide teria oitenta e tantos. Depois temos o de 1865 com 403 e Carnaxide com mais três habitantes.

A partir do século XX, começa a dar-se uma inversão e Carnaxide cresce muito em habitantes, por exemplo em 1969 em que Linda - a - Pastora tem 860 e Carnaxide 1278. Neste ano Queijas já apresenta 1076 habitantes e Algés (20948), Dafundo/Cruz Quebrada (8770) e Linda - a - Velha (7196) tornam-se as  maiores localidades da freguesia.

A partir deste momento a tendência foi para a estagnação ou lenta evolução do número de habitantes em Linda - a - Pastora, tendo a auto-estrada do Estádio Nacional, de algum modo, emparedado esta terra em relação ao rio Jamor e às terras, dos belos pomares da sua margem direita.

NÃO CONSEGUIR LER NAS ENTRELINHAS

 Más práticas, têm de ser abolidas!

Vista de fora a VIDA DE RUI assemelhava-se à de tantos outros adolescentes. Gostava de ler “Astérix e Obélix”. Tinha uma namorada e no irmão mais novo o grande parceiro de brincadeiras. Andava nos escuteiros. Ia à escola, tinha telemóvel e computador. Mas há precisamente 22 meses Rui, então com 15 anos resolveu acabar com a vida Com a tal vida que parecia normal vista de fora, mas que vista de dentro era tão sombria que achou mais fácil terminar com ela do que a enfrentar. “Não aguentava mais”, escreveu Rui em duas cartas, antes de se enforcar. Em Janeiro, numa já distante.madrugada fria que mudou para sempre o mundo da família de cinco, residente nos arredores de Braga.

O que não aguentava mais – as peças foram aparecendo e encaixando – era ser vítima de “bullying” um estrangeirismo para a violência escolar, que a nível mundial se estima que afecte uma a três crianças com idades entre os 13 e os 15 anos.

“Eu não compreendi o meu filho, tanto que em Dezembro eu perguntei-lhe se estava tudo bem com a escola, e ele disse: me:“Isto daqui a pouco também acaba e eu também mudo a escola”, mas eu não soube ler nas entrelinhas

Essa frase foi um pedido de ajuda mas eu, como mãe, não consegui perceber. Eu só soube o que se passava na escola depois”, lamentou-se a mãe!

Foi depois de rui morrer que a mãe soube que o filho era constantemente agredido.

Ameaçado. Obrigado a comer dos caixotes do lixo. Expulso do autocarro e gozado por ter de fazer 10 quilómetros a pé até casa, onde chegava exausto e triste mas sem coragem para contar à família o que tinha acontecido. Dois dias antes da tragédia Rui foi despido no recreio “Pontapeado, cuspido, humilhado na sua nudez”. Contou a sua advogada. E quando o despiram, desapareceu também o telemóvel que a mãe lhe tinha dado no Natal com muito esforço. Alguém vendeu um telemóvel ao Rui por cinco euros, mas pouco depois telefonaram-lhe acusando-o de o ter roubado e a dizer que ia pagar por isso. Ele não conseguiu lidar com tal chamada, acrescentou ainda a mesma advogada!

CRUZ DE LORENA

 

Foi assim que a Cruz de Lorena ‒ de Anjou e Hungria ‒ passou a ser o símbolo das minorias fiéis que na hora do abandono geral levantam a Cruz de Cristo e iniciam uma epopéia de resistência saindo de um modo admirável do zero, atravessando inúmeras humilhações e problemas, até que a Providência, no fim, as premia com a vitória que de início se afigurava humanamente impossível.

 Cruz de Lorena      

 

Resultado de imagem para foto da cruz de lorena

Túnel de Ezequias em Siloam

 

Conhecido como o “Rei Virtuoso”, Ezequias sucedeu a Acaz com a idade de 26 anos e reinou durante 29 anos. Fortalecido pelas vitórias sobre os filisteus (II Reis 18.8), preparou-se para sacudir o odioso jugo da Assíria. A sua preparação consistia, em parte, no aperfeiçoamento das fortalezas de Jerusalém, e em levar abundância de água por baixo da terra (II Rs 20.20; Cr 32.5).

Dados do “Túnel de Ezequias”

533 m/1749 pés sob a terra.

320 m / 1056 pés de superfície.

Altura: 1.1-3.4 m (3.6 pés – 11.22 pés)

Profundidade: 52 m/ 170 pés do topo do morro.

Gradiente: 7 pés.

Largura: 0.58-0.65 m de largura (1 ¾  - 2 pés).

Gradiente: 7 pés

Tempo de construção: 7-9 meses. Dois turnos de trabalhadores simultaneamente, um começando do norte, no vale Kidron, e o outro no sul, em HaGai.

Não é exemplo de uma caverna natural das lendas árabes, mas uma construção feita pelo homem. Acredito que o subterrâneo da Montanha Sinjar era igualmente aquilo a que chamam nos dias de hoje um “bunker”. Acho oportuno, um novo pedido sobre a natureza do material envolvente do suposto subterrâneo. De novo com o meu pensamento formulei o pedido e a resposta apareceu com rapidez: “betão armado e pedra calcária”.

Tudo parece conjugar-se no sentido daquilo que imaginamos. Só não consigo interpretar a densidade pouco receptiva numa pequena área. Dêem sugestões. De novo alguém avançou com a hipótese de serem dois grupos de pessoas. Um grande e outro pequeno, em lugares separados. Ainda perguntámos ao sistema se teriam sido de lá retiradas grandes quantidades de pedra e a resposta veio de seguida com pormenores: “Sim, para Hatra”! A “cidade da pedra” sobreviveu ao tempo porque é das únicas cidades do Iraque, construída com pedra calcária, transportada das montanhas Sinjar, na fronteira com a Síria. Desse facto ficou um enorme vazio no interior dessa montanha. Infelizmente, poucos turistas ficam a conhecer os tesouros arqueológicos do Iraque, como o antigo reino de Hatra, também conhecido por “Cidade do Sol”. Esse lugar feito de pedra cor-de-mel, está localizado no deserto a noroeste do Iraque. Foi governado por reis árabes cristãos durante a vigência da rota da seda, antiga ligação entre o Ocidente e o Oriente. Hoje, as muralhas carregam lembranças do ainda governante do país, o presidente Saddam Hussein. As suas iniciais estão marcadas em milhares de pedras usadas na reconstrução da cidade. O Iraque está repleto de tesouros históricos da era mesopotâmica até ao nascimento do islamismo. Entre eles, há as mesquitas douradas da Najaf e Karbala e os palácios de Bagdad e Samarra. O início de Hatra é obscuro. Segundo o governo iraquiano, a cidade foi fundada em meados do século 2 a.C. Os iranianos afirmam que ela nasceu no século 3 d.C. Hatra era a ligação entre cidades árabes como, Palmyra na Síria, Petra na Jordânia e Baalbek no Líbano. Esta cidadela fica a 354 quilómetros de Bagdad e apresenta uma miscelânea das culturas orientais e ocidentais. A arquitectura possui influências gregas, romanas e persas. Há inscrições nas paredes em aramaico, língua usada por Jesus. No centro da cidade, há uma complexa estrutura onde estão os principais templos. Os maiores são os de Shamash (o Deus do Sol), construído por Sanatruq 1.º, e o de Shahiro (Estrela da Manhã ou Vénus), um dos Deuses de Hatra. O complexo é rodeado por um muro interno de três quilómetros, defendido por outro muro maior com 171 torres de vigília. Os altos portões arqueados dos templos, possuem imagens de cabeças humanas. O mármore branco ainda é visível. A cidade possui quatro entradas, as quais correspondem aos pontos cardeais. Algumas paredes são decoradas com desenhos de águias, camelos e peixes. As antigas caravanas que cruzavam a Mesopotâmia buscavam em Hatra água, diversão e negócios. Casas de banho e armazéns ladeiam a parede sul, onde comerciantes trocavam informações, temperos, tapetes e seda. No templo de al-Saqaya (purificação), acontecia o banho dos mortos.

A reconstrução e as escavações arqueológicas tiveram início em Hatra, ou al-Hadhar, como é conhecido pelos iraquianos, no início da década de 50. Porém, apenas 15% do local foi estudado, com ênfase nos 14 templos. Apesar disso, o trabalho de restauração continua. A qualidade do trabalho dificulta a distinção entre as pedras antigas e novas. Empilhados no chão, há milhares de blocos de pedra e pilastras, todos com numeração. Alguns serão usados na reconstrução de um anfiteatro do Parlamento, outros serão colocados na entrada principal da cidade. Objectos achados em Hatra, como estátuas de ouro, prata e bronze, foram levados para o Museu Nacional Iraquiano, em Bagdad.

O sistema político e o caos absoluto

Começarei por este último.Das experiências colhidas no período do “caos absoluto” (2020), nem tudo foi negativo. Todos, estamos lembrados de que perante a inexistência de autoridades, em muitos bairros, as pessoas organizavam-se em grupos para procederem à sua segurança, limpeza de ruas e controlo de trânsito, etc.

A partir daí começou as nascer «um novo conceito de sociedade».

Este estado de coisas, situações e mentalidades foi-se desenvolvendo e transformando hábitos anteriores! Alguns deles, mesmo, seculares. Abriu-se uma era em que toda a gente participava na vida colectiva, mais ainda na vida colectiva local. Aqueles que mais se iam distinguindo pelo esforço dado e pelas suas qualidades natas, começaram a ser incitados a liderar as responsabilidades autárquicas. Para trás iam ficando os dias em que eram nomeados candidatos, pela sua lealdade aos interesses de toda a ordem, menos aos do povo. O serviço à sociedade civil era remunerado em prestígio e respeito, os interesses materiais eram subalternizados. Novos conceitos iam sendo absorvidos por todos, que só agora tomavam consciência como tudo estava errado anteriormente! Eram unanimemente aceites. Este, foi um trabalho levado a efeito pela nova comunicação social. Todas as notícias passaram a conter mensagens para um novo caminho de transparência, lealdade, sentido cívico e entrega, por inteiro ao bem comum. Acima de tudo de “VERDADE”, com absoluto repúdio pela mentira. Algum serviço público deveria ser diariamente prestado por todos à sociedade civil! Nem que fosse um simples gesto. Da grandeza desta nova comunicação social, não poderia escapar a sua formação política. Depois de tanto sofrimento e amargura, amassados em anos de “caos”, havia implícito um juramento de repúdio pelos conceitos anteriores, que teriam levado àquele estado de ruína. Da esfera política era para sempre proibido falar de “esquerda” ou “direita! Tais pseudo - realidades, mais não tinham sido que formas evasivas de alienar o povo. Nesta nova “ordem social”, essas formas alienantes, não tinham lugar. Todo o acesso ao poder terá de ter primeiro uma demonstração ao serviço local. Só a partir daqui e com estas provas prestadas e certificadas, se poderiam abrir todos os limites da política para o nível nacional. Seria um tributo à terra que nos viu nascer, mas, também um teste de validade. O verdadeiro eleitor é o chamado «vizinho», para onde quer que nos viremos temos sempre vizinhos e caberá a eles aferir da conduta moral, cívica e política de qualquer político investido. Um político não tem que ser santo, mas, tem de ser um exemplo para a sociedade. Para trás, terão ficado, arrepiantes concepções anteriores, nas quais um político poderia ser corrupto e não sofrer por isso, um justo repúdio eleitoral. A partir de agora isso seria inimaginável! Também uma fraca “performance política”, deve ser um atestado de óbito para qualquer político.

Entraremos agora numa palavra mágica que é “PODER”. Em tempos decorridos já havia tantos poderes, que esta palavra deixou de ter uma precisa definição. Uma definição sem ambiguidades, clara e entendível por todo o cidadão. È o “PODER” exercido em nome do povo. Sem subterfúgios! Todos os outros imensos poderes têm de ficar bem enterrados. Esse “PODER” cria-se de baixo para cima. E para quem está em “cima” exerce-se olhando frequentemente para baixo. Isto não é “basismo”. A isto chama-se e com uma vénia, RESPEITO. A não ser assim entraremos em nova selva e num novo “CAOS”. Desta vez, talvez, para não mais sairmos dele!

É desta grande vontade nascida de uma opinião pública, antecipadamente esclarecida e criada, no maior respeito pela imparcialidade e verdade, escrupulosas, que deve nascer e nasce mesmo, um “PODER” indestrutível.

O poder da razão, da verdade e do serviço à sociedade.

De mãos dadas a este Poder, terão de andar códigos de honra aceites por toda a gente, tais como, total transparência e entrega.

A “FAMÍLIA” deverá estar sempre consagrada como a instituição mais sagrada da sociedade. Qualquer “sociedade civil” não pode prescindir de um Conselho Nacional da Família”, eleito de forma inquestionável. Assim, todas as famílias participarão de forma indirecta, das tomadas de decisão políticas, porque todas essas decisões com carácter genérico, serão submetidas a Tal Conselho Nacional.

Nova Ordem Social e Económica

Universidade Mundial 

Esta foi a primeira universidade no mundo, a leccionar matérias já dominadas na “Casa do Saber”, dos sábios de vida eterna. Por exemplo as “Leis da Mecânica Celeste” : A Mecânica Celeste é, pois, a parte da Astronomia que visa estudar o movimento relativo dos astros que estão submetidos às forças admitidas como resultantes da atracção gravitacional entre esses corpos celestes. Assim, podemos dizer que a Mecânica Celeste estuda os movimentos relativos dos astros, aplicando as leis da Mecânica Newtoniana. Este caminho teve de ser percorrido, para, de algum modo, podermos dominar as emissões que tanto desejamos que cheguem aos humanos na Terra, em boas condições.

Dela, iria sair a divulgação de múltiplos códigos de conduta social, política e de organização da futura economia. A grande linha orientadora assenta no respeito entre a acção individual e o bem comum. As duas coisas têm de coabitar. Outras grandes revelações do Divino, também vieram de montes e montanhas, como o monte Sinai dos dez mandamentos e o monte Moriá do sacrifício de Isaac. No monte Ararat poisou a arca de Noé, depois de Deus desgostoso com a maldade dos seres vivos, ter querido extingui-los, com quarenta dias de chuva! Em várias voltas ao mundo pudemos visionar nele um aspecto muito agradável. Espaços verdes, limpeza impecável e um harmonioso campo, todo ele aproveitado. Curiosamente até os rios já tinham um nível de água normal. Quase normal. As pessoas já andavam na rua com ar de despreocupado. Não eram visíveis nas ruas carros mas sim óptimos transportes colectivos. Os comboios fornecem boa qualidade e rigoroso cumprimento de horários. De aspecto moderno e muito funcionais. Observamos vários hospitais e escolas, a funcionarem de modo impecável. O civismo parecia ser comum a toda a gente. Enquanto ia observando perguntava a mim próprio; como é possível? Este trabalho estava tão bem apresentado, que incluía entrevistas de rua, palestras e todo o tipo de informação captada dos meios de comunicação da Terra. Por aí tomámos conhecimento de duas alterações profundas, na sociedade civil:

- O Respeito instituído pelos idosos e as crianças

A circulação global das águas dos oceanos

 

Sabe-se que a água dos oceanos não se mantém parada, que circula em torno do globo num ciclo que pode durar até mil anos! As águas quentes tropicais do Atlântico deslocam-se à superfície para o Pólo Norte, onde arrefecem. O arrefecimento aumenta a sua densidade, pelo que elas descem em profundidade. Assim, forma-se uma corrente submarina em direcção ao Antárctico. As águas sobem à superfície no Oceano Índico e no Pacífico, devido ao afastamento das águas superficiais da costa oriental dos continentes, um fenómeno resultante da circulação superficial dos oceanos. Deste modo, passam a correr à superfície, voltando para o Atlântico pela força do vento. A circulação superficial dos oceanos corre segundo padrões de ventos globais. A cada lado do Equador, em todas as bacias oceânicas, existem duas correntes circulando para oeste a norte e a sul. A água transportada deste modo aquece, e quando embate na costa oriental dos continentes, flui para as latitudes mais elevadas, onde arrefece por contacto com as águas polares. Estas águas voltam a descer para o Equador seguindo a costa ocidental dos continentes para sul, completando o ciclo. Estas correntes circulares transportam calor dos trópicos para os pólos, contribuindo para a amenização do clima. Era difícil absorver os muitos conceitos estudados, e que favorecem a solução de muitas actividades económicas iniciadas. O respeito por estes conhecimentos, permitiu uma nova concepção das pescas, logo, permitiu, por inteiro, satisfazer uma das formas de alimentação do Homem. Claro, que estamos a falar dos imensos recursos do mar. O levantamento dos hábitos de cada uma das espécies, está muito ligado à temperatura das águas e às correntes marítimas. Através do visionamento, pudemos ver a produção da pesca mundial, em larga escala, e com custo mínimo de captura. Nesse visionamento, vimos a produção de Pargo e Dourada, feita em pleno mar. Em menos de dez anos, os empresários da aquacultura, conseguiram o domínio da produção destes peixes tão apreciados. Foram criadas várias quintas aquáticas, em todo o litoral, especialmente no mediterrâneo. Nesta actividade, a produção começa com a recolha dos ovos. São colocados por “genitores” (peixes adultos), que são geralmente peixes selvagens capturados no mar e depois adaptados ao cativeiro. Com as espécies migratórias e de alto mar, as técnicas são as mesmas, mas em grandes tanques flutuantes e em rede, que acompanham as correntes marítimas. Os mercados abastecedores oferecem grande variedade e quantidade de consumo a preços acessíveis. As algas tiveram uma expansão idêntica à dos peixes, num cultivo incrementado pelo Homem. Têm hoje, procura para diversas finalidades: alimentação, medicina, cosmética, etc. Um dos factores mais importantes para o sucesso do cultivo de peixe é a utilização de alimento natural (fito plâncton), principalmente nos estados iniciais de desenvolvimento dos organismos aquáticos. O alimento vivo, devido ao seu conteúdo em ácidos essenciais, é a melhor opção para a nutrição inicial das larvas. Apesar dos esforços para substituir totalmente o alimento vivo por dietas artificiais, os aquicultores ainda são dependentes da produção e do emprego de microrganismos para a alimentação de certas espécies de peixes. Pois, em geral, o alimento artificial não supre as necessidades nutricionais dos peixes. Além disso, os custos das rações são elevados.

SUSPEITAS SOBRE OS POLÌTICOS

 

Uma sociedade aberta é, por definição, uma sociedade transparente, no caso português a evolução está a ir no pior sentido.

Assim, somos obrigados a concluir que o lodaçal das suspeitas na sociedade portuguesa se vai adensando e a propósito da reforma fiscal, então a ser discutida, Pedro Ferraz da Costa fez esta afirmação à Lusa:

“Toda a gente sabe que grande parte das despesas confidenciais das empresas têm a ver com verbas que elas têm que avançar «por fora» para obterem todo o tipo de licenças relacionadas com obras, toda a gente sabe e, aparentemente, ninguém se indigna. De resto era a segunda vez, pelo menos, que Ferraz da Costa aludia ao mesmo assunto: “ a existência de corrupção e tráfico de influências nos órgãos decisores do Estado e da Administração Pública.

Trata-se de uma denúncia vaga, sem dúvida, e com destinatários indeterminados. Mas não pode senão estranhar-se a naturalidade com que ela foi feita e a indiferença com que foi recebida. Ferraz da Costa deve saber do que fala e de certo não se eximiria a apresentar a quem lho pedisse (policias ou tribunais) casos concretos de que tem conhecimento e as circunstâncias em que eles ocorreram. Seria um inestimável contributo para a necessária e tão apregoada transparência. Seria ainda uma óptima oportunidade de prestar um serviço valioso à democracia portuguesa e á política, as quais ameaçam soçobrar no tal lodaçal de suspeitas que toda a gente alimenta, mas ninguém, sabendo do que fala, se dá ao trabalho de provar,”. Estamos a citar noticia publicada.

 

As suspeitas sobre os políticos são uma constante. Com ou sem razão. A maneira como os processos são encerrados só aumenta o adensar das crescentes suspeitas.

 

“ QUESTÕES IDEOLÓGICAS”

“ QUESTÕES IDEOLÓGICAS”

 “Cá pelos nossos lados a discussão das ideologias é recorrente. Vai, que não vai salta para a ordem do dia. Quase sempre para apaziguar as angustias dos socialistas. Mas, agora, é mais sério. O PS vê as barbas do PCP a arder e trata de pôr as suas de molho. Só que a questão para os socialistas é mais complicada. Mário Soares, por ventura o mais “ousado” de todos em questões “ideológicas”, abriu o caminho mantendo cautelosamente o socialismo na gaveta. Guterres fez o resto. Deu no que todos sabemos. Apesar disso, Soares acaba de presentear-nos com mais uma das suas achegas ideológicas. Historicamente de fim de percurso e residual na essência (Expresso, 04.08). Os socialistas são filhos transviados de boas famílias ideológicas. Excelentes pensadores, invulgares humanistas. Mas as modernas gerações já não recordam sequer os nomes dos avós e não sabem onde pára a herança, que agora parece fazer-lhes falta. Venderam as jóias mas querem continuar a exibir os pergaminhos. Dizem-se socialistas com o mesmo despudor e falta de senso com que os renovadores se dizem comunistas. Nada de novo, porém. O socialismo que o “ideólogo” Soares meteu na gaveta era, já então, uma mera ficção. Eram os primórdios, de um pragmatismo oportunista e eleitoralista perfeitamente insultuosos. De fazer dar voltas na cova a todos os ícones socialistas. O PS passou a ser, como todos os seus congéneres, apenas, uma máquina de guerra no assalto ao poder. Para nada, afinal. A discussão ideológica mudou-se para restritos clubes de gente bem mais dados aos prazeres da discussão e da especulação do que aos destinos da governação, que sabem (hoje) não passar por aí. Perdido o poder, sem ideias, e fustigados por uma prática que quase os destruiu, os socialistas andam, agora, à procura de referências e não as encontram. Não admira que andem atarantados. Viram o PCP desfazer-se. Saltaram para a oposição e ninguém tem saudades deles no governo. A sua verdadeira ideologia é a procura do caminho mais curto de regresso ao poder.

Mas para lá chegarem precisa de publicitar uma qualquer banha da cobra. Lembraram-se agora, (alguns) da velha ideologia. Mas estão desacreditados de mais para serem levados a sério e falta-lhes a lata dos renovadores. Talvez por isso a grande maioria evite falar de socialismo e se limite a reclamar-se "“de esquerda"” O que tem, pelo menos, uma vantagem: demarcam-se por simples exclusão de partes. Não precisam de ideias, ideais ou ideologias.”

 

                                                               Correio da Manhã 6 Agosto 2002

 

COMO COMEÇAM AS ZANGAS..


.


A minha mulher sentou-se no sofá junto a mim enquanto eu passava pelos canais.
Ela perguntou: "O que tem na TV?"
Eu disse: "Pó."
E então a zanga começou...


***


Quando cheguei a casa ontem à noite, a minha mulher exigiu que a
levasse a algum lugar caro.

Então eu levei-a ao posto de gasolina.
E então a zanga começou...


***


A minha mulher e eu estávamos sentados numa mesa na reunião do liceu;
ela ficou a olhar para um antigo colega bêbado que balançava seu copo,
enquanto estava sozinho numa mesa próxima.
Perguntei: "Conheces?"
"Sim..." disse ela com um ligeiro sorriso: "...é um antigo namorado;
disseram-me que começou a beber logo depois de eu o deixar há tantos
anos e nunca mais ficou sóbrio!"
"Fantástico..." disse eu: "...quem pensaria que alguém pudesse
festejar durante tanto tempo?"
E então a zanga começou...


***


A mulher está nua, olhando no espelho do quarto. Não está feliz com o
que vê e diz para o marido: "Sinto-me horrível; pareço velha, gorda e
feia. Realmente preciso de um elogio teu."
O marido retorquiu: "Tens uma visão óptima."
E então a zanga começou...


***


Levei a minha mulher ao restaurante. O empregado anotou o meu pedido primeiro:
"Quero picanha mal-passada, por favor."
O empregado interroga: "O Senhor não está preocupado com a vaca louca?"
"Não, ela pode pedir o que quiser." respondi.
E então a zanga começou...


***


O marido volta do médico e a mulher, toda preocupada, pergunta-lhe: "E
então, o que disse o médico?".
De pronto, ele respondeu: "A partir de hoje, não faremos mais amor...
estou proibido de comer coisas gordas."
E então a zanga começou...


***

 

Depois de me reformar, fui até à Segurança Social para poder receber a
reforma. A mulher que me atendeu pediu o meu bilhete de identidade
para verificar a idade. Procurei nos bolsos e percebi que o tinha
deixado em casa. A funcionária disse que lamentava, mas teria que o ir
buscar a casa e voltar...
mas depois disse-me: "Desabotoe a camisa."
Então, desabotoei-a deixando expostos os meus cabelos prateados.
Ela disse: "Este cabelo prateado no seu peito é prova suficiente para
mim" e processou a minha reforma.
Quando cheguei a casa, contei entusiasmado o que ocorrera à minha mulher.
E ela disse: "Por que não baixaste as calças? Poderias ter conseguido
invalidez permanente também..."
E então a zanga começou...

 

 

 

 

 

-- 

 
 
Abraço

JAF

Pág. 1/11