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O ENTARDECER

O ENTARDECER

MAIS DINHEIRO NA CIÊNCIA

 

Ainda empossado na presidência, Jorge Sampaio deu uma ajuda para a mudança de mentalidades. Todos estamos fartos de ser massacrados com um tipo de notícias que já ninguém pode suportar! Sindicatos e greves!

Na cerimónia de entrega do Prémio Bial 2002, em Coimbra, apelou ao Governo (não importa qual), a que aumente o investimento na área da ciência em 20 ou 30%. Isso mesmo, é que era uma aposta. Disse, sublinhando, que, sem ela não há inovação e sem inovação (os portugueses) não chegarão onde as nossas condições humanas lhe permitirão chegar!

Alguns ministros assistiam a este acto, e por tal o Presidente da República pediu-lhes que levassem esta mensagem ao Conselho de Ministros.

O neurologista Alexandre Castro Caldas, galardoado com o prémio Pial 2002, em virtude da sua obra sobre a organização funcional do cérebro de adultos que aprendem a ler e a escrever, defendeu uma maior preocupação com o ensino básico em detrimento daquele que existe face ao ensino superior.

Se tivéssemos de escolher um dos dois apelos, eu escolheria este último. É mais grave a qualidade do ensino básico neste país do que a qualidade do ensino superior. Existem milhares de emigrantes a sair do nosso país para o estrangeiro! Mas os emigrantes que saem mais caros a esta nação, são os chamados “licenciados”

Os outros, muitas vezes sem o ensino básico, ou com a sua má qualidade, saem de Portugal para voltarem já idosos, na intenção de viverem das economias que por muitos anos enviaram para a mãe pátria. Este ou outro qualquer país, precisa de todos e de todos bem preparados. Todos podem concorrer para mais inovação em Portugal, ao contrário da propaganda apregoada nos nossos noticiários, onde se pede assiduamente mais gente no Estado.

Os licenciados ficam muito caros ao nosso país, os trabalhadores pouco preparados, nem por isso!

A acreditar nas estatísticas portuguesas, nas empresas portuguesas privadas há mais licenciados do que empresários com licenciatura.

Portugal precisa muito de exportar e para vencermos a competitividade mundial, precisamos ainda mais de quem produza bem e barato. O mito dos licenciados só existe por estarem, quase no seu todo, empregados no Estado. Nesse Estado não se vê grande inovação, ao contrário da economia privada que vai amparando a nossa economia.

O problema da educação é real e não terá sido com o sistema educacional estatizado que ele melhorou, antes pelo contrário!

Na economia privada pouco se fala de greves, de diminuição de horas de trabalho e de promoções garantidas ou salários médios superiores aos outros trabalhadores, etc.Isto, dá que pensar!

A ECONOMIA E O NOSSO ENSINO

 

 

São alunos de licenciatura, mestrado ou doutoramento e escolheram sair do país para estudar nalgumas das mais prestigiadas universidades do mundo. As médias com que terminaram os cursos permitiram-no, mas não só.

Um grupo de alunos do INA, bem como outros de escolas de Santo Tirso e Aveiro, representou Portugal, em Março, na capital da Letónia, Riga, na 75ª Sessão Internacional do Parlamento Europeu dos Jovens (PEJ), uma das maiores plataformas Europeias que reúne jovens dos mais diversos países promovendo o debate intercultural e internacional.

Uma escola é uma colecção de salas de aula e o ensino é uma repetição de matérias anteriormente dadas..... Só os melhores alunos conseguem entrar numa das oito universidades que escolheram. "O Governo tira conclusões precipitadas  ... com base em resultados internacionais, média da OCDE, diz que o ensino está melhor (português, matemática e ciência), e acima das médias internacionais! Esquece-se dos esforços dos governos anteriores e faz uma extrapolação de escolhas elitistas para a generalidade do ensino em Portugal! Não é, mas ainda que assim fosse, que vantagem tira Portugal daí com uma economia mais que moribunda? Portugal limita-se a exportar um alto dispêndio que fez sem qualquer retorno. Bons e maus alunos correm para longe da pátria que não lhes garante sobrevivência. A ser assim, somos levados a pensar que com pior ensino, estes jovens ficariam por cá, trabalhando para Portugal.

De resto, nada seria alterado pois os nossos empregados já têm mais escola que os seus patrões! Mais de metade dos patrões portugueses (55,8% do total) tem apenas o ensino básico! Mais de metade dos trabalhadores portugueses (quase um milhão) possuem o ensino superior! Mesmo na Europa, apenas 17,5% dos patrões têm o ensino básico. É caricato que os nossos altos decisores, analisem os graves problemas do país, isoladamente e esquecendo que no mundo tudo está estritamente relacionado no sagrado princípio da “causa VS-efeito”. 

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