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O ENTARDECER

O ENTARDECER

Primeira Revolução industrial

Primeira Revolução industrial

 A visão mercantilista privilegiando o comércio externo em detrimento do comércio interno é contestada por Smith: a riqueza de uma nação nada mais era do que um conjunto de provisões e capacidades produtivas necessárias à satisfação das necessidades humanas. Os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho podem ser atribuídosaos seguintes fatores: a) Maior destreza do trabalhador na realização das suas tarefas;

  1. b) Redução dos tempos mortos;
  2. c) Maior possibilidade de Invenção de máquinas e mecanismos facilitadores do trabalho.

 

Os indivíduos são direcionados a se especializarem num único tipo de trabalho de forma a aumentar o seu excedente e com isso obter cada vez mais dos produtos que sejam necessários. Através de recursos financeiros as pessoas poupam parte dos frutos do trabalho e transformam - nos em capital de forma a comprar o trabalho de outras pessoas. Logo, essas pessoas, agora capitalistas e movidas egoisticamente por interesses próprios, aceleram a divisão/mecanização do trabalho e ampliam os seus lucros.A dinâmica de acumulação de capital caracteriza - se pelo fato de que quanto maior o volume de capital, maior a capacidade de divisão e mecanização do trabalho, gerando maiores lucros, maior capital e assim sucessivamente. A única limitação para a divisão do trabalho seria a dimensão do mercado. É interessante observar a questão salarial, onde o aumento dos salários tende a aumentar as forças produtivas do trabalho e fazer com que uma quantidade menor de mão-de-obra produza uma quantidade maior de produto. Haverá muitas mercadorias que podem ser produzidas por um número tão reduzido de trabalhadores, que o aumento do preço deles é mais do que compensado pela diminuição de sua quantidade. 

 

IDEOLOGIA À SOLTA

 

NEM À ESQUERDA NEM À DIREITA

Há outros caminhos a percorrer, muito mais seguros e fiáveis:

Queremos é ir para frente. Sim, nós podemos, A nossa liberdade está no acreditar. Criar um novo mundo, vencer qualquer abismo Viver com fé na força da Família, da verdade, do trabalho e do amor ao próximo!

Qual é o nosso papel na sociedade? Comparecer às urnas e darmos o nosso voto de confiança para alguém do qual só sabemos o nome e um número? Eu duvido que alguém, efetivamente conheça a carreira e a reputação do seu Vereador, Presidente de Junta, Presidente da Câmara, Ministros etc.

Delegamos o poder de decidir os interesses coletivos a indivíduos dos quais nem conhecemos as suas carreiras profissionais, muito menos a sua vida pública de forma minimamente adequada para que possamos transferir o poder de desenhar os rumos das nossas Cidades, dos nossos Estados e do nosso País e da Nossa vida.

É alienado, o político ou militante partidário que apregoa teorias conspiratórias do “nós”, contra “eles”. Que ficam imaginando mãos invisíveis que tem objetivos escusos de “oprimir as minorias” ou de “ameaçar a propriedade privada”. Isso, é discurso ideológico, balela, fantasia. A realidade é muito mais grosseira, clara e dura do que visões ideológicas de um mundo onde poderes etéreos decidem os rumos de nossa sociedade.

Ao invés de defender partidos, seja você de esquerda ou direita, devemos começar a defender os interesses da coletividade. Político de partido nenhum, tem interesse no povo, mas sim nas suas agendas pessoais e nos seus financiadores de campanha. Não há ideologia, nem programa de governo, que cative qualquer político. Não é problema de um ou outro partido, é problema de uma crise de credibilidade das instituições estatais, como um todo. Coloquem isso na vossa cabeça. Somos trouxas na mão de um sistema, que não tem representatividade dos anseios populares e que não está voltado para o bem coletivo, de forma geral E onde não há justiça, porque aqueles que a deveriam aplicar carecem de moral e de ética. Temos que fazer algo, não só através do voto, mas através do descontentamento. Agora não é hora para olhar partidos e bandeiras. Agora seria a hora para olhar o que queremos e onde queremos chegar como nação, Mobilizarmo-nos pacificamente contra os abusos que o Estado tem cometido, com medidas arbitrárias que não levam em consideração e não ponderam, os interesses da sociedade, que não ouvem ninguém! Vamos esquecer as diferenças, para consertar o país de baixo para cima. Vamos vigiar todas as instituições do Estado e fazermos o que for possível para limpar o país dos vícios do poder, do jeitinho, do “deixa assim que passa”, da “vista grossa”. Mobilizemo-nos para reclamar, acionar, processar, condenar, prender seja qual for o agente do Estado que coloque os seus interesses pessoais acima dos da coletividade. Sejamos vigilantes, protestemos, não só em passeatas públicas, nas ruas, mas todos os dias, quando necessitamos dos serviços públicos e eles não aparecem. Temos que nos unir e não nos separar. A separação só favorece aqueles que tem um projeto de manutenção de poder. A “luta” de classes, num país onde não há classes, apenas um bando pobres e remediados dominados pelos amigos do Governo, só enfraquece a população de forma geral, que se ocupa com um novo inimigo imaginário, “eles” enquanto os reais mandantes do país continuam com a espoliação dos que legitimamente tem a voz de comando.

luzdequeijas

 

 

CATIVAÇÕES

 

Fonte de receita que afectou o combate às doenças no SNS

As restrições decorrentes das elevadas taxas de cativação aplicadas em 2017 condicionaram o desempenho e concretização dos programas da DGS, nomeadamente, entre outros:

- Ruptura de stock de remédios para o VIH

- Cancro ficou por realizar a elaboração do Plano Nacional, pois as restrições financeiras não permitiram avançar com vários projectos.

- Combate à Diabetes

- Teste de Hepatite C

- Cartão de Pessoa com Doença Rara

CM – 01-06-2018

 

QUEIJAS TEM UM FUTURO RISONHO

 

"É minha convicção que Queijas tem um futuro risonho"

Presidente da Junta de Freguesia de Queijas, António Reis Luz

                                   Entrevista: Alexandre Gonçalves

A Freguesia de Queijas lutou durante muito tempo com a falta de infraestruturas e foi uma das mais sacrificadas com a implantação de bairros de barracas, todavia o esforço dos seus autarcas e da Câmara, está a dar a esta parte do território do Concelho, a qualidade de vida a que todos os cidadãos têm direito.

Fundada em 1993, depois da revisão administrativa do Concelho de Oeiras, Queijas tem uma área de cerca de 2,267 Km2 e uma população de quase 10 mil habitantes, distribuídos pelas povoações de Queijas e Linda – a - Pastora.
Com uma situação privilegiada, estas duas povoações são autênticos miradouros de onde se avista o vale do JAMOR até ao rio Tejo, ou se pode estender a vista pelas paisagens mais a norte.
O seu clima ameno, os seus terrenos muito férteis e a grande abundância de água, de que ainda são testemunho os chafarizes alimentados todo o ano, terão justificado a ocupação desta região desde a pré-história até ao passado recente, por comunidades agrícolas.
A produção de cereais foi uma das mais importantes actividades, de que os moinhos ainda existentes são testemunho, mas outras produções agrícolas tiveram importância, como foi escrito pelo Poeta Cesário Verde, cuja casa ainda hoje podemos apreciar em Linda – a - Pastora.
O esquecimento a que foi votada esta região, está agora a ser compensado com a criação de novas estrutura, como é o caso do conjunto escultural implantado na rotunda de Queijas, representando o padroeiro desta localidade, S. Miguel Arcanjo, da autoria do escultor Francisco Simões.
A igreja é também, para além do seu significado religioso e do seu centro social, uma peça importante pelas pinturas interiores, da responsabilidade de Victor Lages.

Mercado de Queijas, Posto da GNR e Polidesportivo e a estátua da Madre Maria Clara, cuja obra social exerce uma grande actividade nesta Freguesia e concelho, perto dos moinhos; obra que esteve a cargo do escultor José Núncio.
O Mercado Municipal, é um moderno edifício que integra uma esquadra de polícia e um parque de estacionamento subterrâneo, constituindo também outra obra importante.
Os bombeiros de Linda – a - Pastora viram remodeladas as suas instalações, dispondo agora de um quartel moderno e adequado á sua nobre actividade.
As ruas destas localidades, renovadas, têm hoje melhor aspecto, com criação de zonas ajardinadas.
Mas nem tudo está feito, há ainda carências a que é preciso dar resposta. Foi sobretudo no sentido de sabermos qual a realidade da Freguesia de Queijas, que conversámos com o seu atual Presidente, António Reis da Luz.
Oeiras Municipal - Como é que enveredou pelo trabalho autárquico?
António Reis Luz - Eu faço parte daquele grande contingente de portugueses que foram postos fora das empresas prematuramente, a fim de as mesmas conseguirem emagrecer o número de empregados, o famigerado downsizing.
Algum tempo depois de passar a ter uma quase total disponibilidade, recebi o convite para me candidatar à Presidência da Junta de Freguesia, que acabei por aceitar e posso dizer que não estou nada arrependido.

OM - Encontrou uma Junta com muitas carências?
ARL - Estou convencido que as carências nunca acabam, porque quando umas coisas são conseguidas, outras passam a ser necessárias.

Na realidade nos serviços da Junta reinava muita desorganização e a situação financeira era também aflitiva.
Como autarca entendo que o que conta é o que temos ainda para fazer, e o maior anseio da população de Queijas, é um Centro de Saúde.
Esperamos que o Poder Central nos resolva em breve este grave problema, até porque é um imperativo da Lei que num centro populacional como este, haja cuidados básicos de saúde.

OM - Como é que a população de Queijas ultrapassa esse problema?

ARL - Todas as pessoas são abrangidas pelo Centro de Saúde de Carnaxide, que tem umas instalações desadequadas, num prédio velho, e serve além de Carnaxide, a OUTORELA, Portela e Queijas.
Serão cerca de 30 mil pessoas a recorrerem a um Centro de Saúde sem condições e cuja resposta é necessariamente deficiente.

OM - A Junta teria facilidade em disponibilizar terrenos para a instalação de um Centro de Saúde?
ARL - Muitas vezes o Ministério da Saúde invoca a falta de espaços onde construir equipamentos, mas neste caso não pode ser dada essa desculpa, porque se surgisse uma solução rápida para esta carência, a CMO disponibilizava os terrenos necessários.

OM - Um dos grandes problemas que encontrou nesta freguesia, à semelhança de outras no Concelho, foram e ainda são, em certa medida, os bairros de barracas.
Em que situação se encontra este problema?
ARL - Tenho que considerar que é curioso que me coloque essa questão, porque vulgarmente o interesse é dirigido para as obras que têm visibilidade e servem para mostrar obra feita; o que se verifica com os bairros de barracas é que não são vistos como uma questão muito importante pelos outros habitantes.
Mas se há algo de que me orgulho neste mandato, é o trabalho feito nesse campo, por mérito da Câmara.
O facto de estarem praticamente eliminados os bairros degradados, pois até ao fim do ano estarão todas as famílias realojadas, é um orgulho que vem substituir a vergonha que era para esta Freguesia, haver no seu território pessoas a viver em tão más condições.

OM - Quantos bairros existiam?
ARL - Eram ao todo seis, espalhados por diversos locais e conhecidos por, Senhora da Rocha, Suave Milagre, Verdes, Beco dos Pombais, Taludes e Eira Velha. O Alto dos AGUDINHOS embora não pertencendo à esta freguesia, tinha com ela uma forte ligação devido à proximidade.
Foi feito um trabalho muito importante e hoje a maioria destas famílias têm uma casa digna. Não foi um trabalho fácil, surgiram dificuldades com a mudança das pessoas que ao longo dos anos aqui criaram algumas raízes, provocando até alguma rotura social.
Casos como os bombeiros de Linda -a-- Pastora e os grupos desportivos, que viram os jovens que integravam as suas fileiras, serem deslocados para longe, não foram situações fáceis. Até mesmo ao nível do comércio surgiram receios motivados pelo êxodo desta faixa da população.
Todavia, depois de ultrapassado este processo, já contactei algumas das famílias realojadas e sinto alegria por todas estarem satisfeitas com a nova situação.
Não sendo uma obra que fica à vista de quem passa ou mora na freguesia , esta foi para mim a maior realização do meu mandato.
OM - Em termos económicos como está a freguesia?
ARL - A evolução desta região foi lenta desde que deixou de ser zona rural, depois dormitório, até há alguns anos em que aqui se instalaram algumas empresas e um hotel, o comércio cresceu razoavelmente, começamos a ter vida própria, e espero que cresçamos mais, mas também não muito, apenas até atingirmos uma dimensão equilibrada.

OM - O Mercado de Queijas ainda não tem o dinamismo que seria de desejar:
Considera possível a revitalização deste tipo de equipamentos?
ARL - Coloca-me uma questão complicada. O aparecimento das grandes superfícies alterou os hábitos das populações, hoje as pessoas deslocam-se, ainda que, de longe em longe, a espaços comerciais onde encontram tudo ou quase tudo. Os mercados, mesmo existindo a poucos metros do local onde residem, estão esquecidos.
Perante isto, a recuperação dos mercados tradicionais não vai ser fácil, mas está-se a tentar, com algumas alterações ao seu antigo funcionamento, dar a esta zona comercial o carácter de um espaço de convívio.

OM - A educação é uma área com problemas?
ARL - No campo da educação penso que não estamos mal, temos escolas básicas, salas de estudo, infantários e ATLS, tanto particulares como oficiais, a escola C+S Prof. Noronha Feio é um equipamento moderno e responde às necessidades, nele só faltando um pavilhão desportivo.
OM - Esse panorama é igual no campo do desporto, do lazer, da cultura…?
ARL - Gostava de dividir a minha resposta em duas vertentes: a desportiva e a cultural.
No que se refere ao desporto, ele é marcado pelo sucesso dos clubes da freguesia, como é o caso da Linda a - Pastora Sporting Clube e do 1.º de Dezembro de Queijas, no atletismo e no andebol, todavia não há instalações desportivas, à exceção de um pequeno polidesportivo ao ar livre, que é quase exclusivamente utilizado pelas crianças.

Relativamente à cultura conseguimos com, muito esforço, erguer um grupo de teatro o "FERSUNA" e uma Associação Cultural a "Junt ´ Árte.

Apesar do seu funcionamento regular, a freguesia não dispõe de quaisquer instalações culturais.

 

DE ROMA A ASSIS

 

Na viagem de Roma a Assis em comboio, de um dia inteiro, descobre-se uma cidade perfeita e encantadora na zona rural italiana. Começa-se o dia por conhecer Orvieto, seguido de um almoço próximo ao Lago Trasimeno. Depois visita-se o Património da Humanidade, na cidade de Assis na Úmbria, aprendendo muito sobre o seu padroeiro, São Francisco de Assis e, em seguida, visita-se Santa Maria degli Angeli, para admirar a sua Basílica do século IX, que já foi idolatrada pelo santo. A Basílica de São Francisco é na verdade composta por duas igrejas: a inferior (1228-1230), a superior (1230-1253)  e uma cripta, escavada em 1818, com a tumba do Santo.

Numa breve história sobre a vida de São Francisco, nascido em 1182 e proclamado santo pela Igreja Católica em 1228 (dois anos após sua morte),  Francisco era o filho de um rico comerciante. Os primeiros anos de sua juventude foram marcados por todo conforto, luxo, segurança e prestígio proporcionado pelo dinheiro paterno.

A partir dos 23 anos iniciam-se os primeiros sintomas daquela longa crise espiritual que o levaria a viver uma vida de renúncias, que depois seria transformada num programa franciscano. Nessa época ele abandonou definitivamente as armas para abraçar a milícia de Cristo, as palavras do Crucifixo de S. Damião, que lhe pede para reparar a sua igreja; a renúncia aos bens paternos e a resolução de se dedicar a uma vida de absoluta pobreza que lhe era sugerida pelo Evangelho.

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

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