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O ENTARDECER

O ENTARDECER

O IMPÉRIO DO HOJE

 

(..) Mas há um outro lado da moeda deste império. Quem vive para o hoje também ignora o amanhã. Não poupa nem planta. Só desfruta. Desresponsabiliza-se da preservação dos recursos naturais e deixa o planeta aquecer. Demite-se de transmitir valores e tradições aos que nos sucedem, no pressuposto do não vale a pena. Não tem paciência nem persistência. Não é capaz de diferir remunerações nem de as emprestar ao futuro. Quer tudo para si e já. Paradoxalmente, apesar de um discurso e de uma aparente prática de valorização das crianças e dos jovens, os escravos de hoje não são verdadeiramente solidários com as novas gerações. Se o fossem agiriam diferentemente.

Temos, por isso, perante nós um enorme desafio de cultivar a solidariedade intergeracional. De reforçar uma cadeia, onde tudo se liga e na qual somos responsáveis não só pela gestão do presente mas também por continuar o passado e viabilizar o futuro. A História não começou connosco nem tão-pouco irá acabar connosco. Por isso o império do hoje é mais uma armadilha a evitar.

Rui Marques   

Apresentar razões:

O estilo da proclamação

O contexto no qual nos encontramos pede às Igrejas locais, assim, um novo impulso, um novo acto de fé no Espírito que a conduz, para que possam assumir novamente, com alegria e entusiasmo, a tarefa fundamental pela qual Jesus enviou os seus discípulos: o anúncio da Evangelho (cf. Mc. 16, 15), a pregação do Reino (cf. Mc. 3, 15). É importante que cada cristão se sinta interpelado por este mandamento de Jesus, se deixe guiar pelo Espírito a dar-lhe a resposta, segundo a sua própria vocação. Num momento em que a escolha da fée do seguimento de Cristo é menos fácil e pouco compreensível, e até por vezes contrastada e combatida, aumenta a responsabilidade da comunidade e dos cristãos de serem testemunhas e arautos do Evangelho, como o fez Jesus Cristo.

A lógica de tal comportamento é-nos sugerida pelo apóstolo Pedro quando nos convida àapologia, a apresentar razões, a «responder a quem perguntar da razão da esperança que existe em vós» (1 Pd. 3, 15). Uma nova temporada para o testemunho da nossa fé, uma nova forma de resposta (apo-logia) a quem nos pede o logos, a razão, da nossa fésão as vias que o Espírito indica às nossas comunidades cristãs: para nos renovar, para tornar presente no nosso mundo, com maior vigor, a esperança e a salvação que nos foi dada por Jesus Cristo. Trata-se de aprender, como cristãos, um novo estilo, de responder «com cortesia e respeito, com a consciência limpa» (1 Pd. 3, 16), com aquele vigor suave que vem da união com Cristo no Espírito e com aquela determinação de quem sabe ter como meta o encontro com Deus Pai, no seu Reino6.

Esse estilo deve ser um estilo global, que abarca os pensamentos e as acções, os comportamentos pessoais e o testemunho público, a vida interna das nossas comunidades e o seu ardor missionário, a sua atenção à educação e à sua dedicação generosa para com os pobres, a capacidade de cada cristão de falar nos vários contextos em que vive e trabalha para comunicar o dom da esperança cristã. Este estilo deve fazer seu o zelo, a confiança e a liberdade de expressão (a parresia) que se manifestavam na pregação dos Apóstolos (cf. Act. 4, 31; 9, 27-28) e que o rei Agripa experimentou ao escutar Paulo: «Um pouco mais e quase me convencem a tornar-me um cristão! » (Act. 26, 28).

uma altura em que tantas pessoas vivem a sua vida como uma experiência real do «deserto da escuridão de Deus, do vazio das almas sem mais consciência da dignidade e do caminho do homem», o Papa Bento XVI recorda-nos que «a Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo, devem pôr-se a caminho, para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dáa vida, a vida em plenitude»6.

Este éo estilo que o mundo tem direito a encontrar na Igreja, nas comunidades cristãs, segundo a lógica da nossa fé6. Um estilo comunitário e pessoal; um estilo que chama a um exame as comunidades no seu conjunto, mas também cada um dos baptizados, como nos recorda o Papa Paulo VI: «ao lado da proclamação geral para todos do Evangelho, uma outra forma da sua transmissão, de pessoa a pessoa, continua a ser válida e importante. [...] Importaria, pois, que a urgência de anunciar a Boa Nova às multidões de homens, nunca fizesse esquecer esta forma de anúncio, pela qual a consciência pessoal de um homem éatingida, tocada por uma palavra realmente extraordinária que ele recebe de outro»6.

  1. Os frutos da transmissão da fé

A finalidade de todo o processo de transmissão da fééa edificação da Igreja como comunidade de testemunhas do Evangelho. O Papa Paulo VI afirma: «Comunidade de crentes, comunidade de esperança vivida e comunicada, comunidade de amor fraterno, ela tem necessidade de ouvir sem cessar aquilo que ela deve acreditar, as razões da sua esperança e o mandamento novo do amor. Povo de Deus imerso no mundo, e não raro tentado pelos ídolos, ela precisa de ouvir, incessantemente, proclamar as grandes obras de Deus, que a converteram para o Senhor; precisa sempre ser convocada e reunida de novo por ele. Numa palavra, éo mesmo que dizer que ela tem sempre necessidade de ser evangelizada, se quiser conservar frescor, alento e força para anunciar o Evangelho»6.

Os frutos que este processo contínuo de evangelização gera para a Igreja, como sinal da força vivificante do Evangelho, formam-se no confronto com os desafios do nosso tempo. Precisamos gerar famílias que sejam um sinal real e verdadeiro do amor e da partilha, capazes de se abrirem àesperança, porque abertas àvida; épreciso ter a força de construir comunidades dotadas de um verdadeiro espírito ecuménico e capazes de diálogo com outras religiões; urge a coragem de apoiar iniciativas de justiça social e de solidariedade, que coloquem no centro das atenções da Igreja os pobres; espera-se alegria no dar a própria vida num projecto vocacional ou de consagração. Uma Igreja que transmite a sua fé, uma Igreja da “nova evangelização” é capaz, em todos estes âmbitos, de mostrar o Espírito que a guia e que transfigura a história: a história da Igreja, dos cristãos, dos homens e das suas culturas.

Faz parte desta lógica de reconhecimento dos frutos também a coragem de denunciar as infidelidades e os escândalos emergentes nas comunidades cristãs, como sinal e consequência de momentos de fadiga e de cansaço neste âmbito do anúncio. A coragem de reconhecer as culpas; a capacidade de continuar a testemunhar Jesus Cristo, enquanto contamos a nossa contínua necessidade de salvação, sabendo que – como nos ensina o Apóstolo Paulo – podemos olhar para as nossas fraquezas porque éassim que reconheceremos o poder de Cristo que nos salva (cf. 2 Cor. 12, 9; Rm. 7,14 s); o exercício da penitência, o empenho em formas de purificação e a vontade de reparar as consequências de nossos erros; uma forte confiança de que a esperança que nos foi dada «não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm. 5, 5) são também esses frutos de uma transmissão da fé, de uma proclamação do Evangelho que, em primeiro lugar, nunca deixa de renovar os cristãos, as suas comunidades, enquanto leva ao mundo o Evangelho de Jesus Cristo.

 

Jean Monnet

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Cartaz evidenciando a casa de Jean Monnet

Jean Omer Marie Gabriel Monnet (Cognac, 9 de novembro de 1888Houjarray, 16 de março de 1979) foi um político francês, visto por muitos como o arquiteto da unidade europeia (CEE). Nunca eleito para cargos públicos, Monnet atuou nos bastidores de governos europeus e americanos como um internacionalista pragmático bem relacionado. Foi o inspirador do Plano Schuman

Jean Monnet nasceu em Cognac, Charente, numa família de comerciantes de conhaque.

Aos seus 16 anos quando terminou o liceu viajou para muitos países como comerciante de conhaque e, mais tarde, virou banqueiro.

Durante a I Guerra Mundial e II Guerra Mundial exerceu alguns cargos importantes na produção industrial na França e no Reino Unido. Como consultor do governo francês, foi um dos principais inspiradores da famosa Declaração Schuman , que ajudou na criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Entre 1952 e 1955, foi o primeiro Presidente do órgão executivo da referida Comunidade.

 

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Cartaz evidenciando a casa de Jean Monnet

Jean Omer Marie Gabriel Monnet (Cognac, 9 de novembro de 1888Houjarray, 16 de março de 1979) foi um político francês, visto por muitos como o arquiteto da unidade europeia (CEE). Nunca eleito para cargos públicos, Monnet atuou nos bastidores de governos europeus e americanos como um internacionalista pragmático bem relacionado. Foi o inspirador do Plano Schuman

Jean Monnet nasceu em Cognac, Charente, numa família de comerciantes de conhaque.

Aos seus 16 anos quando terminou o liceu viajou para muitos países como comerciante de conhaque e, mais tarde, virou banqueiro.

Durante a I Guerra Mundial e II Guerra Mundial exerceu alguns cargos importantes na produção industrial na França e no Reino Unido. Como consultor do governo francês, foi um dos principais inspiradores da famosa Declaração Schuman , que ajudou na criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Entre 1952 e 1955, foi o primeiro Presidente do órgão executivo da referida Comunidade.

 

 

Relógios Antigos

 

É o nome que se dá a todo e qualquer instrumento destinado à medição do tempo.

Primórdios  

Acredita-se que o homem começou a medir o tempo há cerca de 5000 anos; provavelmente em bastão fincado na terra ou tronco de árvore iluminados pelo sol, projectando suas sombras no solo permitiu-lhe constatar que o movimento dessas sombras era o próprio transcorrer do tempo; tendo sido esse o primeiro medidor de tempo de que o homem lançou mão.

O Sol  

O tempo foi, pela primeira vez medido com o auxílio do sol. O seu percurso pela abóbada celeste proporcionou ao homem a noção do tempo em relação ao espaço, estando, portanto, a Relojoaria, directamente ligada à mecânica celeste, com os seus fenómenos naturais repetindo-se em ciclos constantes.

Gnomos  

Primitivamente, conforme nos diz a História, os primeiros relógios construídos e usados pelo homem foram os gnomos.
Consistia este instrumento de um obelisco que, iluminado pelo sol ou pela lua, projectava sua sombra, que se movia com o passar das horas e entre o seu ponto inicial e seu ponto término havia um espaço que o homem fraccionou, criando a divisão do tempo.

Relógio Solar  

Embora seja certo que o relógio solar tenha existido em épocas bem mais distantes, a História registar o seu aparecimento na Judeia, pelo ano 600 a.C., quando o Rei Acaz mostrou aos seus súbditos um desses relógios; duzentos anos após (400 a.C.) é conhecido no Egipto o primeiro relógio solar.

Quadrante Solar  

Com o aperfeiçoamento dos relógios de sol, chegamos ao quadrante solar, inventado por Anaximandro de Mileto (380 a.C.), constituído geralmente de uma placa com um marco em uma lateral que, iluminado pelo sol, projecta sua sombra sobre o quadrante convenientemente dividido; com esse relógio tornou-se possível, então, a medição relativamente certa do tempo, porém a contagem de pequenas fracções era praticamente impossível.

Clepsidra  

A necessidade de possuir um meio de medir o tempo em intervalos menores e independente das condições atmosféricas, o que o relógio de sol não permitia, levou o homem a idear a Clepsidra, também chamado de relógio d´água, sendo considerado como o seu inventor, Platão, discípulo de Sócrates. A Clepsidra se baseava no princípio do escoamento do líquido de um recipiente, gota a gota, por um orifício situado em sua base. Entre o ponto em que o vaso estava cheio, até ficar completamente vazio, o homem calculou uma escala e dividiu o tempo.
Este foi o primeiro relógio criado pelo homem, de maneira a lhe permitir a medição do tempo a qualquer hora do dia ou da noite, sem depender da luz dos astros. A contagem do tempo, nestes relógios, também era relativa uma vez que estava directamente condicionada à influência de diversos factores, como: pressão atmosférica, temperatura, limpidez da água empregada, etc. A Clepsidra chegou a ser muito difundida, sofrendo sua construção muitos aperfeiçoamentos, sendo que, na sua fase mais avançada foi conjugada a um sistema de engrenagens.

Rodas Dentadas  

A História dá a primazia da construção das rodas dentadas a Arquimedes de Siracusa (250 a.C.). A marcação do tempo, na Clepsidra de rodas dentadas, apresentadas pela primeira vez por Ctesibio de Alexandria (100 a.C.), era feita por intermédio de uma bóia, que acompanhando a subida do nível da água no recipiente, e levava consigo uma barra dentada; esta, por sua vez, movia uma engrenagem em cujo eixo se situava o ponteiro indicador; é curioso notar-se que o mostrador desse relógio já possuía uma grande semelhança com os mostradores actuais. A Clepsidra, também chamada relógio hidráulico, evoluiu de maneira notável, permitindo mesmo a medição do tempo com uma exactidão razoável; sendo que, no ano 721 da era actual, Y. Hang, astrónomo chinês, inventava um relógio deste tipo que, conjugado a um sistema de rodas, indicava os movimentos dos planetas.

Ampulheta  

A ampulheta, ou relógio de areia, surgiu na mesma época da Clepsidra, tendo com esta certa analogia, sendo que, ao invés de água, era areia fina que se escoava de um recipiente. Constitui-se a ampulheta em dois bojos cónicos de vidro ligados pelos vértices, havendo entre ambos um pequeno orifício de comunicação, pelo qual a areia escoa devido à acção da força da gravidade, do recipiente superior para o inferior; uma vez transferida toda a areia para o bojo inferior, termina a medição do tempo; a ampulheta então é virada, iniciando-se novo ciclo de medição.
A ampulheta, durante certa época, foi o relógio mais difundido, pois era simples de transportar e oferecia grande facilidade no seu uso; era porém destinada principalmente à contagem de períodos curtos de tempo.
O relógio de areia passou por grandes aperfeiçoamentos. Seus fabricantes se esmeraram na sua apresentação, criando verdadeiras obras de arte. O principal trabalho eras executado nos suportes dos bojos de vidro, os quais eram meticulosamente trabalhados e fabricados com os mais variados metais, inclusive metais nobres, como o ouro e a prata, havendo também muitos com suportes feitos de madeira entalhada.

Relógios de Fogo  

Outro fenómeno que o homem lançou mão foi a combustão. Com efeito, o fogo leva um tempo para consumir um material combustível. Assim, surgiram diversos relógios de fogo.

Relógio de Corda com Nós  

Uma corda com nós à distância determinadas que ia se consumindo, até chegar ao primeiro nó, depois ao segundo, etc.. Foi usado nas antigas cidades medievais para determinar o tempo da mudança da guarda.

Relógio de Fogo Despertador  

Chinês, consistia de uma vareta colocada horizontalmente em cima de fios de arame. Sua extremidade era acesa e em certo ponto de seu comprimento passava-se por cima da vareta um fio de seda com duas esferas metálicas. O suporte do conjunto, geralmente em feitio de um barco com cabeça de dragão, era colocado sobre um prato também metálico. Com o transcorrer das horas, o fogo avançava pela vareta lentamente, até alcançar o fio de seda, queimava-o, soltando as duas esferas que caíam sobre o prato metálico produzindo um ruído suficientemente forte para acordar uma pessoa. Como se vê era um relógio engenhoso, embora como se pode imaginar, não despertava tão precisamente como estamos hoje habituados.

Relógio de Azeite  

Funcionava sob o princípio parecido com o da Clepsidra, pois era constituído fe um recipiente de vidro com uma escala horária, o qual era cheio de de azeite e possuía um bico em sua parte inferior; este, uma vez aceso, ia consumindo o óleo, e o seu nível, ao descer, marcava as horas. Era um relógio que servia para marcar as horas, e ao mesmo tempo, iluminar ambientes. Tinha, portanto, duas utilidades. Foi muito usado na Europa, principalmente na Alemanha.

Relógio de Vela  

Compreendia uma vela normal, demarcada com uma escala horária, servindo também para iluminação. Foi bastante usado nas cortes européias.

Primitivo Relógio Mecânico  

Durante muitos e muitos anos o homem utilizou-se como principais medidores de tempo os relógios de sol, Clepsidra, ampulheta e relógios de fogo. Somente pelo ano 850 de nosso era, foi construído por Pacífico, arcebispo de Verona, um relógio puramente mecânico, que consistia de um conjunto de engrenagens movido por peso. Apesar da invenção desse relógio mecânico, ainda por muitos e muitos anos o homem se serviu dos antigos relógios, os quais só aos poucos é que foram cedendo terreno aos relógios mecânicos.
Nesses primitivos relógios mecânicos, não se sabe qual foi o sistema de escape usado.
Sobre a prioridade da construção do primeiro relógio mecânico, há algumas controvérsias entre os historiadores. alguns consideram Gerberto (ano 990), monge francês, que foi Papa sob o nome de Silvestre II, o inventor desse relógio.

O Foliot  

Com a descoberta do Foliot, o primeiro escapamento relativamente confiável aplicado nos relógios mecânicos - época e autor desconhecidos - os aperfeiçoamentos na construção dos relógios sucederam-se de maneira notável, passando os grandes relógios monumentais a serem diminuídos, chegando aos relógios de parede, posteriormente aos de mesa; em 1510 surge o primeiro relógio de bolso, inventado por Peter Henlein, de Nuremberga.

O Pêndulo  

No ano de 1595, quando Galileu Galilei observando o movimento de oscilação de um lustre na Catedral de Pisa, descobre e aplica a Lei do Pêndulo, a relojoaria recebe uma das mais importantes contribuições que lhe permitiram penetrar no terreno da medição precisa do tempo.

Evolução  

Pelo registo da História, observamos que o homem necessitou de cerca de 2200 anos para chegar a construir um relógio que funcionasse com precisão (600 a.C. a 1600 d.C.). No entanto, em pouco mais de 300 anos, dá um passo gigantesco nesse sector, chegando a construir relógios que, pelo seu trabalho mecânico e por sua elevada precisão, nos deixaram extasiados, como os relógios que recebem corda pela variação da temperatura; os que se movimentam pela energia acumulada, ao receberem luz natural ou artificial em uma foto célula; os finíssimos de pulso ou os microscópicos relógios de anéis; os modernos relógios automáticos de pulso e os relógios elétricos de pulso a quartzo que permitem a medição do tempo com precisão até então desconhecida para essa classe de relógios. São sem dúvida inúmeros os aperfeiçoamentos que se podem esperar neste ramo da ciência, uma vez a relojoaria se libertou do artesanato e na actualidade já nem sempre é exclusivamente mecânica. Cremos mesmo que a sua evolução seguirá uma linha, cuja tendência é afastar-se progressivamente da mecânica e mergulhar-se em outros ramos da física, notadamente a electrónica.

Relógios Mestre-Secundários  

Até certa época a relojoaria teve na mecânica a sua base extraordinária de desenvolvimento. Em princípios do século passado, começou a ligar-se em alguns sectores à electricidade iniciando-se então, por volta de 1820, a construção dos primeiros relógios eléctricos chamandos mestres e secundários, que consistem num relógio central de funcionamento autónomo, cuja função é comandar por meio de impulsos eléctricos enviados por fios, geralmente cada 1/2 ou 1 minuto, outros relógios denominados secundários, constituídos de um sistema electromagnético, que transforma o impulso eléctrico em movimento mecânico, fazendo os ponteiros dos relógio avançar. Os relógios mestres, como os demais, sofreram grandes aperfeiçoamentos, e podem comandar muitas centenas de relógios secundários sendo especialmente destinados a locais onde se torna importante a hora unificada, como estações, escritórios, indústrias, edifícios, escolas, etc.

Corda Eléctrica  

Algum tempo após a invenção dos relógios mestre-secundários, ou seja, por meados do século passado, surgiram os relógios cujas cordas se encarregam automaticamente pela electricidade.

Relógios Síncronos  

Só em princípios de nosso século, com a evolução da distribuição da electricidade e redes públicas, é que apareceram os relógios eléctricos síncronos, para serem ligados directamente à corrente eléctrica de cuja frequência dependem para funcionar com precisão. Estes relógios nada mais são, em sua essência, que pequenos motores elétricos que giram rigorosamente sincronizados com os geradores de energia elétrica às cidades.

Relógios a Quartzo  

A evolução da humanidade exige constantemente maior precisão no controle de tempo, no entanto, ainda hoje é muito comum ser necessário acertarem-se os relógios uma ou mais vezes por mês. Por este motivo, nos anos mais recentes a indústria relojoeira tem mostrado profundo interesse na obtenção de novos meios de melhorar a precisão na marcação do tempo, e encontrou no cristal de quartzo um padrão excepcional para esse fim.
O cristal de quartzo começou então a ser adotado também na produção de relógios de pulso. Pelos progressos tecnológicos alcançados neste campo, os relógios com cristais de quartzo dominariam uma parte considerável do mercado.

Relógio Atómico  

Mais preciso que o relógio a cristal de quartzo é o relógio atómico, que, entretanto, é bastante caro e de produção extremamente limitada, sendo especialmente destinado a observatórios, com a finalidade de marcação de tempo de extrema precisão. A evolução do relógio atómico, no futuro, é ainda, de alguma forma especulativa, embora não seja ousadia prever-se a possibilidade de que venha a tornar-se, com o tempo, um relógio também de uso geral.

 

Algarismo Romano IV ou IIII?   

Porque os relógios com números romanos usam IIII ao invés de IV para representar o número 4?

Esta é uma das mais populares perguntas sobre relógios e até hoje não se tem uma resposta definitiva.
O formato IV é uma forma relativamente moderna de se representar o numeral 4. O formato IIII foi usado até o período que chamamos de 'tempos modernos'.
Existem diversos sites que têm dispendido tempo para analisar este caso. Alguns comentam que esta forma de representar o numeral 4 deve-se a herança da realeza inglesa ou francesa. Outros entretanto, baseiam seus comentários sobre o assunto na simetria aplicada nos mostradores.
O
Big-Ben, um dos mais famosos 'cartões postais' de Londres, usa a forma IV ao invés da tradicional forma encontrada na grande maioria dos relógios, que é o IIII.

CORAGEM PARA MUDAR DE POVO

 

Existem países e povos que, amargurados de muitas décadas de empobrecimento, deram as mãos e mudaram tudo, inclusive, o próprio povo. Desistiram de dizer mal de tudo e assumiram serem eles mesmos, a mudança do país!

Tiveram justamente a consciência de que só teriam êxito se desistissem de copiar o passado. Decidiram, ao contrário, criar o futuro, guiados pelos seus sonhos.

Não se fala de utopia, fala-se de acordar e seguir em frente. Em Setembro os portugueses poderiam ter mudado o seu País. Teriam saído à rua para dizer que desejam um novo modelo político, gestão pública eficiente e serviços públicos decentes. Também uma nova economia e porque não um Estado muito menos esbanjador e muito mais competente?

O recado seria claro. Só iria sobreviver politicamente quem estivesse à altura dos novos tempos, quem tivesse coragem para mudar e abandonar formas ultrapassadas de governar. Mas não, continuaram na mentira de castigar quem governa há dois anos! De quem recebeu um país totalmente endividado e se credibilidade externa. Um país com um contrato assinado por um primeiro-ministro, em representação do povo. Sem esse contrato estaríamos todos a morrer de fome! Nada resistiria; empregos, assistência médica, salários, educação etc. Não haveria dinheiro para nada! E depois disto o que é que o povo faz? Vota em prisioneiros, vota em quem arruinou este país e assinou uma submissão de Portugal de má memória ao estrangeiro. Tudo para castigar quem está a governar sem o mínimo de condições de todo o tipo. Os culpados de tudo isto passeiam-se pela rua e ganharam as eleições! O povo também!

Então, temos ou não de mudar de POVO?

 

 

 

UM DIREITO UNIVERSAL

 

Estamos perante a universalidade do direito à liberdade de expressão e de informação (artigo 37.º da nossa Constituição): “ Todos têm direito à liberdade de opinião e de expressão; “este direito abrange a liberdade de emitir opiniões sem interferência externa, porque de contrário estaríamos no âmbito da censura, e tentar receber e partilhar informações e ideias através de qualquer órgão de informação, sem qualquer tipo de limitação”.

Na mesma linha de orientação, o jornalismo deve ser uma profissão aberta, sem formação especial, nem da necessidade de ter qualquer curso de jornalismo, embora, haja uma lei que protege a atividade de jornalista, que é o Estatuto do Jornalista. Todavia, a nossa constituição estipula que qualquer cidadão tem o direito de informar. Este é um conceito que radica na filosofia subjacente ao artigo 37.º, e não é exclusivamente português, pois, é um conceito que existem em todas as sociedades abertas e democráticas. Todas as constituições e mesmo em Inglaterra, sem ela, garantem este direito como direito universal. No mesmo sentido vai a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que garante os direitos e garantias básicos do cidadão, desde 1948. Aliás, um ponto desta Declaração diz, na sua essência, o mesmo que o artigo 37.º da nossa Constituição!

A liberdade de expressão e informação são sempre referenciadas universalmente, e é delas que deriva a profissão de jornalista.

 

 

NÃO PODE HAVER PERDÃO

 

Nos países do sul da Europa, vivem-se tempos de grande sofrimento e angústia. Ainda há pouco tempo atrás, os seus habitantes, confrontados com sacrifícios menores, indignavam-se e saíam à rua em protesto! A onda era de ganhos fáceis e consumo ao desbarato.

As pessoas teriam invocado direitos adquiridos, promessas eleitorais e coisas do género. Hoje, preparam-se para perder dois dos catorze meses de salário anual; salários da função pública e todas as pensões reduzidos, desemprego etc.; idade de reforma aumentada; subida de todos os impostos; extinção de entidades públicas e várias empresas públicas privatizadas. De forma menos planeada, o caos em que caiu a situação financeira destes países, com as taxas de juro a subirem e com o crédito cortado, farão fechar muitas empresas, destruirão muitos postos de trabalho, obrigarão à falência de bancos e reduzirão a pó muitos depósitos bancários, porão muita gente na miséria.

As Bolsas de Valores não param de descer. Podem protestar o que quiserem na certeza de que, quanto mais protestarem, pior. Os agitadores de serviço assumem postura de “gente grande” nas televisões e jornais!

 

O inacreditável é que tudo isto poderia ter sido evitado, com um pouco de responsabilidade e de bom senso. Tem responsáveis, sim, aos olhos de toda a gente, por mais que a autoestima os reconforte.

E não venham dizer que a culpa é dos credores, das agências de rating ou da senhora Merkel. Para males destes, não pode haver perdão. No caso de Portugal há um silêncio ensurdecedor e castigo para quem tenta evitar o desastre total. É tudo tão estranho, que mais parece haver medo de falar claro e enfrentar os culpados!

 

 

Desabafo ou quase verdade?

 

 

                                                                                                                         

 Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa: 
 
- A senhora deveria trazer as suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigos do ambiente.
 
A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo.
 
O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora.
 
A sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.
 
- Você está certo - responde a velha senhora - a nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja.
 
A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
 
Realmente não nos preocupavam com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até ao comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência de cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
 
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas dos bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secam: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido dos seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
 
Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos somente uma TV ou um rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
 
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
 
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a relva, era utilizado um cortador de relva que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
 
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
 
Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Abandonámos as navalhas,
  ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, noutros tempos, não tivemos uma onda verde. Naqueles dias que vão longe, as pessoas apanhavam o autocarro ou o elétrico e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de “táxi 24 horas”. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos.. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
 
Mas é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não queira abrir mão de nada e nunca pensar em viver um pouco como se vivia noutras épocas?

TEMOS DE MOSTRAR O VERMELHO

 

Devido à influência do seu uso no desporto, o termo "cartão vermelho" tornou-se uma expressão corrente dirigida a alguém como reprovação ou negação. 

A Constituição é a lei suprema do país. Consagra os direitos fundamentais dos cidadãos, os princípios essenciais por que se rege o Estado português e as grandes orientações políticas a que os seus órgãos devem obedecer, estabelecendo também as regras de organização do poder político.

Face ao próximo ato eleitoral (Europeias) convém saber de que forma a Assembleia da República exerce as suas competências relativamente aos assuntos europeus quer na sua relação com o Governo, quer com as instituições da União Europeia tem-se revelado, cada vez mais, uma necessidade. O principal objetivo desta página é, assim, procurar disponibilizar a informação necessária sobre o papel do Parlamento Português nas decisões tomadas ao nível europeu. A Assembleia da República dispõe já, nos termos da Constituição da República Portuguesa - artigos 161.º, alínea n), 163.º, alínea f), 164.º, alínea p) e 197.º, n.º 1, alínea i) – e da Lei n.º 43/2006, de 25 de agosto, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 21/2012, de 17 de maio, relativa ao acompanhamento, apreciação e pronúncia pela  Assembleia da República no âmbito do processo de construção da União Europeia.

Esta Lei define a forma como o Parlamento Português pode acompanhar, apreciar e pronunciar-se sobre as propostas oriundas das instituições europeias, prevendo um processo regular de consulta com o Governo. Este processo de apreciação e de pronúncia envolve todo o Parlamento, desde as comissões competentes em razão da matéria, a Comissão de Assuntos Europeus e o próprio Plenário, como também poderá verificar na consulta das páginas que aqui propomos. A forma como os Parlamentos nacionais cooperam e se relacionam entre si e as relações que têm desenvolvido com as instituições europeias, assim como uma breve síntese do trabalho desenvolvido por cada instituição europeia, é outra das vertentes a explorar neste sítio. Por fim, poderá ainda esclarecer algumas dúvidas na secção dedicada às "perguntas frequentes". Esperamos que esta iniciativa cumpra o objetivo de facultar o acesso à informação sobre a atividade parlamentar no âmbito da construção da União Europeia na qual Portugal inserido e está dependente. Ou ainda os problemas dos nossos défices orçamentais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que Portugal vai continuar a registar défices pelo menos até 2019, ano em que prevê que o défice orçamental do país seja de 1,2% do Produto Interno Bruto.

Problemas originados pela dívida portuguesa, pois as previsões da instituição liderada por Christine Lagarde indicam que, depois de ter subido para os 128,8% do PIB em 2013, deverão inverter a tendência este ano, caindo ligeiramente para os 126,7% em 2014 e para os 124,8% em 2015.

Enfim são tantos os problemas entre Portugal e a EU a serem resolvidos, quanto antes, que se torna vergonhoso vir a público pedir um “cartão vermelho ao governo, como fazem os líderes da oposição ou, também uma certa central sindical há 40 anos dependente do mesmo partido e com os trabalhadores a verem os seus rendimentos de trabalho a caírem há mais de 15 anos!

Por favor mais respeito pelo país e acima de tudo por todos (todos mesmo) os políticos portugues, coniventes em tudo isto e muito mais

Acima de tudo muito respeito pelos nossos idosos, que são uma fonte inesgotável de sabedoria.