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O ENTARDECER

O ENTARDECER

A EXISTÊNCIA TERRESTRE

 

Platão, foi convidado a fazer o mesmo que Aristóteles, ou seja, numa frase definir o mundo, aquele mundo a que chamamos de Terra, antes porém quis, ele próprio defini-lo adiantando:

 “A melhor definição que posso adiantar como minha, aponta nele para um modelo aristocrático do poder. Mas não se trata de uma aristocracia vinda do berço, nem da riqueza, mas da inteligência e cultura, em que o poder é confiado aos melhores. Reconhecidos como tal, ou seja: aos detentores do poder e da sabedoria. Seguidamente, Platão resumiu assim numa frase parte do seu pensamento sobre o mundo:

Para mim o fim do caminho, verdadeiramente, nunca se atinge na existência terrestre, apenas se pode chegar muito perto.”

A ECONOMIA A CRESCER?

 

Se há actividades em que Portugal tem larga experiência, uma delas é a agricultura. Então como é possível que este país com uma dívida monumental, importe metade daquilo que come? O governo fala de inovação e subsidia cientistas, supostamente inovadores, sem saber o que vai acontecer!

Os políticos nada sabem deste ramo de actividade da agricultura, que não se pratica em Lisboa, Porto ou Coimbra. É muita verdade, que têm sido postos milhares de pessoas altamente conhecedoras nisto e muito mais, em reformas absurdas. Porque não se pedem opiniões a esses portugueses? Certamente eles falariam de muito mais que do estranho matagal que consome as terras com valor para a agricultura!

A ciência e o conhecimento deste país, vem do povo e nunca da classe política que temos!

Uma classe política que, para lá de um Parlamento quase improdutivo, nada tem para oferecer ao País que lhe paga principescamente! Uma classe política que pretende chamar ao eucalipto, pomposamente de direita, deixando a esquerda para o pinheiro MANSO. Uma classe política que ano sobre ano, deixa o nosso país arder à conta de matagais sem fim E SEM DESBASTE.

Sem vergonha, ouçam-se as pessoas experientes que existem por esse país fora. O actual presidente da República tem andado nesse caminho.

Deixem-se de glosar crescimentos na nossa economia, quando até os limões, são importados de Espanha e Itália! Promovam aquartelamentos de bombeiros voluntários pelo interior de Portugal e não fiquem à espera que os voluntários das grandes cidades cheguem a tempo de apagar os fogos cavalgantes pelos matagais sonolentos. Deixem-se de terminologias balofas tais como: cativações, precários, rendam etc, e outras aberrações do género. Deixem que os portugueses saibam como chegaram a determinados números estatísticos! Não basta que os políticos apregoem bons ventos. O País inteiro deve saber em pormenor a verdade de tais números para, daqui a algum tempo não estar a contas com mais aumentos na dívida feita por esses mesmos políticos. O País tem de mudar e não mudará enquanto todo o povo não se sentir participante activo, mesmo os reformados, que em vez de passarem o tempo nos jardins a jogar às cartas, podem e devem ajudar na sua freguesia. Há muito que fazer para salvar e mudar Portugal! 

“UM OU OUTRO PORTUGUÊS DISTRAÍDO”

 

Marcelo critica o “português distraído” que trocou o “aplauso” de Angola por “uma vaia”

Por Redação

27 Setembro 2017 - 10:26

O Presidente da República desdramatizou os assobios que ouviu durante a tomada de posse do homólogo de Angola. Para Marcelo, só “um ou outro português distraído” é que pode ter confundido “aquilo que os povos consideraram um aplauso” com “uma vaia” ao representante de Portugal.

Foi um dos momentos mais quentes da tomada de posse de João Lourenço, o novo Presidente de Angola. Marcelo Rebelo de Sousa ouviu assobios e palmas quando foi anunciado como representante da República Portuguesa.

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“É estranho que sejam os presidentes dos outros países, os diplomatas dos outros países, a notarem e a felicitarem como” os angolanos “gostam dos portugueses e haja um ou outro português distraído que entenda que aquilo que os povos consideraram um aplauso acabou por ser uma vaia”, desdramatizou Marcelo, quando confrontado pelos jornalistas sobre o momento.

Para o Presidente português, o povo angolano teve um especial carinho pela antiga metrópole, quase meio século depois da descolonização.

“A ovação de hoje, claramente superior a todas às outras na cerimónia, não foi dirigida à pessoa do Presidente”, reforçou Marcelo.

“Fosse o Presidente qualquer um, teria sido dirigida à Portugal e aos portugueses e eu só estranho o facto de haver portugueses que não gostam de ser aplaudidos por povos irmãos”.

Para o chefe de Estado português, a eleição de João Gonçalves como novo Presidente de Angola não vai alterar as relações entre os dois países, cimentadas por décadas de irmandade.

Os povos português e angolano fizeram uma escolha, essa escolha tem a ver com a nossa história, com a nossa cultura, com a língua comum, com muito daquilo que uns e outros nos demos ao longo dos séculos, mas também tem a ver com hoje e com o amanhã”.

Reveja o momento em que o Presidente de Portugal é assobiado em Angola:

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TÓPICOS:ANGOLAJOÃO GONÇALVESMARCELO REBELO DE SOUSA


FLORESTA ARDIDA

 

Prof. Jorge Paiva, Biólogo Universidade de Coimbra in Público, 2006.

 

"Antes da última glaciação, Portugal estava coberto por uma floresta sempre-verde (laurisilva).

Durante essa glaciação a descida drástica da temperatura fez desaparecer quase por completo essa laurisilva, tendo sido substituída por uma cobertura florestal semelhante à actual taiga.

Após o período glaciar, a temperatura voltou a subir, ficando o país com um clima temperado como o actual.

Assim, a floresta glaciar foi substituída por florestas mistas (fagosilva) de árvores sempre-verdes (algumas delas relíquias da laurisilva) e outras caducifólias, transformando o país num imenso carvalhal caducifólio (alvarinho e negral) a norte, marcescente (cerquinho) no centro e perenifólio (azinheira e sobreiro) para sul, com uma faixa litoral de floresta dominada pelo pinheiro-manso e os cumes das montanhas mais frias com o pinheiro-da-casquinha (relíquia glaciárica).

Por destruição dessas florestas, particularmente com a construção das naus (três a quatro mil carvalhos por nau) durante os Descobrimentos (cerca de duas mil naus num século) e da cobertura do país com vias férreas (travessas de madeira de negral ou de cerquinho para assentar os carris), as nossas montanhas passaram a estar predominantemente cobertas por matos de urzes ou torgas, giestas, tojos e carqueja. A partir do século XIX, após a criação dos "Serviços Florestais", foram artificialmente re-arborizadas com pinheiro-bravo, tendo-se criado a maior mancha contínua de pinhal na Europa. A partir da segunda década do século XX, apesar dos alertas ambientalistas, efectuaram-se intensas, contínuas e desordenadas arborizações com eucalipto, tendo-se criado a maior área de eucaliptal contínuo da Europa.

Sendo o pinheiro resinoso e o eucalipto produtor de óleos essenciais, produtos altamente inflamáveis, com pinhais e eucaliptais contínuos, os incêndios florestais tornaram-se não só frequentes, como também incontroláveis.

Desta maneira, o nosso país tem já algumas montanhas transformadas em zonas desérticas.
Sempre fomos contra o crime da eucaliptização desordenada e contínua.

Fomos vilipendiados, maltratados, injuriados, fomos chamados à Judiciária, etc. Mas sabíamos que tínhamos razão.

Infelizmente não vemos nenhum dos que defenderam sempre essa eucaliptização vir agora assumir as culpas destes "piroverões" que passámos a ter e que, infelizmente, vamos continuar a ter.

Também sempre fomos contra o delapidar, por sucessivos Governos, dos Serviços Florestais (quase acabaram com os guardas florestais).

Isso e o êxodo rural (os eucaliptos são cortados de 10 em 10 anos e o povo não fica 10 anos a olhar para as árvores em crescimento tendo, por isso, sido "forçado" a abandonar as montanhas e a ficar numa dependência económica monopolista, que "controla" o preço da madeira a seu belo prazer) tiveram como resultado a desumanização das nossas montanhas pelo que, mal um incêndio florestal eclode, não está lá ninguém para acudir de imediato e, quando se dá por ele, já vai devastador e incontrolável.
Infelizmente vamos continuar a ter "piroverões" por mais aviões "bombeiros" que comprem ou aluguem. Isto porque, entre essas medidas, não estão as duas que são fundamentais, as que poderiam travar esta onda de incêndios devastadores que nos tem assolado nas últimas décadas.

Uma, é a re-humanização das montanhas, que pode ser feita com pessoal desempregado que, depois de ter frequentado curtos "cursos de formação" durante o Inverno, iria vigiar as montanhas, percorrendo áreas adequadas durante a Primavera e Verão.

A outra medida fundamental seria, após os incêndios, arrancar logo a toiça dos eucaliptos e replantar a área com arborização devidamente ordenada. Isto porque os eucaliptos rebentam de toiça logo a seguir ao fogo, renovando-se a área eucaliptada em meia dúzia de anos, sem grande utilidade até porque o diâmetro da ramada de toiça não é rentável para as celuloses.

Mas como tal não se faz, essa mesma área de eucaliptal torna a arder poucos anos após o primeiro incêndio e assim sucessivamente.

Muitas vezes, essas mesmas áreas são também invadidas por acácias ou mimosas, bastando para tal que exista um acacial nas proximidades ou nas bermas das rodovias, pois as sementes das acácias são resistentes aos fogos e o vento ajuda a dispersá-las por serem muito leves.

As acácias, como são heliófitas (plantas "amigas" do Sol), e não havendo sombra de outras árvores após os incêndios, crescem depressa aproveitando a luminosidade e ocupando aquele nicho ecológico antes das outras espécies se desenvolverem.
Mas como vivemos numa sociedade cuja preocupação predominante é produzir cada vez mais, com maior rapidez e o mais barato possível, as medidas propostas são economicamente inviáveis por duas razões: primeiro, porque é preciso pagar aos vigilantes e respectivos formadores; segundo, porque arrancar a toiça dos eucaliptos é muito dispendioso (custa o correspondente ao lucro da venda de três cortes, isto é, o lucro de 30 anos).

É bom também elucidar que os eucaliptais só são lucrativos até ao terceiro corte (30 anos).

Depois disso, estão a abandoná-los, o que os torna um autêntico "rastilho" ou, melhor, um terrível "barril de pólvora", áreas onde os seus óleos essenciais, por vaporização ao calor, são explosivos e, quando a madeira do eucalipto começa a arder, provocam a explosão dos troncos e respectiva ramada, lançando ramos incandescentes a grande distância.

Este "fenómeno" tem sido bem visível nos nossos "piroverões".
Por outro lado, pelo menos uma destas medidas (arranque da toiça e re-arborização ordenada) não tem resultados imediatos mas a longo prazo.

Por isso os governantes não estão interessados na aplicação dessas medidas, pois interessa-lhes mais resultados imediatos (as eleições são de quatro em quatro anos...) do que de longo prazo.
Assim, sem resultados imediatamente visíveis e com uma despesa tão elevada, os governos nunca vão adoptar tais medidas.

Preferem gestos por vezes caricatos, como distribuir telemóveis aos pastores, mas que nunca não acabarão com os "piroverões".
Finalmente, após a referida delapidação técnica e funcional dos Serviços Florestais (antigamente, os incêndios florestais eram quase sempre apagados logo no início e apenas pelo pessoal e tecnologia dos Serviços Florestais), esqueceram-se da conveniente profissionalização e apetrechamento dos bombeiros, melhor adaptados a incêndios urbanos.
Se os nossos governantes continuarem, teimosamente, a não querer ver claramente o que está a acontecer, caminharemos rapidamente para um amplo deserto montanhoso, com a planície, os vales e o litoral transformados num imenso acacial, tal como já acontece em vastas áreas de Portugal."

 

Rui Freitas (rui.m.freitas@netcabo.pt)

 

 

Um Estado de direito falhado

 

Existem os Estados falhados, e, depois, existem os Estados de Direito falhados. A nossa democracia é um Estado de direito falhado: a nossa Justiça é um embaraço confrangedor. A geração que está no poder construiu a democracia. Cabe à minha geração edificar o Estado de direito.

A terceira morte é partidária. O nosso sistema partidário tem a vitalidade de um zombie, pois não responde às necessidades da sociedade. Porquê? Ora, porque os partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade. Portugal precisa de reformas que emagreçam o Estado, mas os partidos são os primeiros a recusar essas reformas. É natural: o emagrecimento do Estado significaria o fim de milhares e milhares de empregos para os boys.

A necessária dieta estatal passaria, por exemplo, pela reforma do mapa autárquico. A actual arquitectura do poder local assenta em pilares arcaicos. Em 2009, é simplesmente ridículo vermos o país dividido em 4251 freguesias e 308 municípios. Como é que um país tão pequeno está esquartejado desta forma? Esta situação chega a ser caricata, mas os partidos nunca executarão mudanças no mapa autárquico. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caciques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real. Enfim, a III República está bloqueada. Os actores que deveriam ser as alavancas legítimas das reformas - os partidos - são os primeiros a dizer 'não' às ditas reformas.

Para esconder as três mortes do regime, os partidos inventaram um mecanismo de defesa: o folclore fracturante. A actual conversa sobre o casamento gay é só mais uma forma de adiar a chegada do médico legista da III República, o regime que morreu três vezes.

Henrique Raposo

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS

 

Poema de Mário de Andrade
 

 

Contei meus anos

E descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente

Do que já vivi até agora

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras ele chupou displicente,

mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,

Cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis,

para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias

que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas

que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigam pelo

Majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,

Minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,

Muito humana; que sabe rir de seus tropeços,

não se encanta com triunfos,

não se considera eleita antes da hora,

não foge da sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,

O essencial faz a vida valer a pena.
 

 

OS AMIGOS NÃO SE DESPEDEM,MARCAM UM NOVO ENCONTRO

 

SOL À NOITE

 

OS APLAUSOS AOS POLÍTCOS


 

Numa entrevista para a imprensa, Kim Jong-Un anunciou que a Coreia do Norte ia enviar um homem ao sol em 10 anos.

Um repórter apontou que o sol era muito quente; como um homem pode pousar no sol?

Toda a assistência atordoada ficou em silêncio, até que Kim Jong-Un responde:

- Vamos pousar à noite...

Então, todo mundo se levantou e aplaudiu loucamente.

 Na Casa Branca, Donald Trump e a sua equipe ouviu a conferência de imprensa.

Trump levanta-se e exclama:

- Que tolo, ele não sabe que não há sol à noite!

Então, todo o gabinete se levanta e aplaude freneticamente mais ainda.

 

ARTIGOS DE OPINIÃO

 

Estes artigos podem conter críticas, elogios e ironias etc. Alguns editores de jornais e revistas já elaboraram artigos opinativos com características que não representavam a opinião.geral, criando com isso polémico de todo o tipo, ou seja justas.e injustas. É por essa razão que entrar nos aprofundamentos destes artigos pode resultar em pouca aceitação dos eleitores. Quando se pretende dialogar com o povo, temos de utilizar uma linguagem dentro da “opinião geral, caso contrário podemos encantar meia dúzia de pessoas raras, mas desprezar a grande maioria dos nossos leitores.

Imagine-se agora que nos propomos elaborar um artigo sobre o tema: “prevenir ou remediar”

Vamos primeiro dar algumas “dicas” sobre como fazê-lo, e num passo a passo, começar um óptimo artigo sobre as nossas opiniões.

Para tal, torna-se necessário a apresentação de uma estrutura para conseguirmos elaborar o nosso artigo opinativo com boa qualidade.

Os temas mais pedidos para esse tipo de artigos são: Violência Drogas,Educação Desigualdade Social Racismo Política Bullying Maioridade penal Religião Sustentabilidade Preconceito,Adolescência Meio Ambiente Água e ainda muitos outros, que poderão servir!

Veja-se agora como funciona uma estrutura

Antes de começarmos a elaborar o nosso artigo de opinião, precisamos ter em mente que o artigo é da nossa opinião, ou seja, não fujamos muito deste princípio, e cada ideia colocada por precisa ser apresentada ao menos mais uma vez durante o artigo.

A estrutura destes artigos deve respeitar a seguinte lógica: introdução / Desenvolvimento / Conclusão

Geralmente um artigo de opinião é escrito na primeira pessoa, isso dá um pouco mais de autenticidade ao seu texto. Porém, também é completamente válido fazer um texto em terceira pessoa,  desde que você consiga impor o seu estilo e os seus argumentos.

A estrutura de um bom artigo de opinião baseia-se na apresentação da questão em discussão com o seu ponto de vista de parágrafo a parágrafo.

Por fim, também podemos elaborar uma conclusão, de forma que a nossa tese mostre o resultado e se torne mais forte.

Desenvolveremos agora o nosso o nosso artigo de opinião: “prevenir ou remediar”

 

A sabedoria do povo aconselha: “Prevenir é melhor do que remediar”. Os temporais típicos dessa época do ano, que provocam enchentes e deslizamentos de terra em várias regiões do mundo, fazem-nos voltar os olhos para um antigo e grave problema nos grandes centros urbanos: as ocupações irregulares em locais de risco, como a margem dos rios e encostas. Tudo isso, sem contar o impacto negativo dessa atitude no meio ambiente.

“Iludem-se aqueles que pensam que a questão se restringe aos que não possuem opção de moradia. Há muitos outros exemplos pelo país. E a Natureza não é a única responsável pelo que está acontecendo.”

Como tese nunca deveremos resolver um caso sem induzirmos em nós próprios a necessidade de conseguir que os casos a resolver, desapareçam por antecipação ou seja, evitando com os devidos meios antes estudados que eles venham a surgir.

Como? Prevenindo, e não deixando espaço para dizer como o outro “depois da casa assaltada trancas à porta”.

Seguindo sempre o princípio do “prevenir ou remediar

O CONTRA FOGO

BOM E MAIS BARATO

 

Mais de metade da área consumida pelas chamas este ano (2016), na Europa, ardeu em território português, são quase 117 mil hectares, valor quatro vezes maior que a média do que ardeu entre 2008 a 2015, segundo os técnicos de protecção civil.

Mitigar os impactes negativos dos incêndios exige um esforço de boa governação, algo que tem estado largamente ausente da discussão pública. Em primeiro lugar, a experiência internacional atesta que a eficácia na gestão do fogo está associada a serviços florestais (SF) sólidos e com intervenção significativa no território. Podemos referir a transferência do combate para os bombeiros em 1980/81 (perdendo-se o conhecimento de como combater o fogo na floresta), o desmantelamento e a regionalização da estrutura vertical em 1996, e a “entrega” da guarda-florestal e da rede de postos de vigia à GNR em 2006.

Mesmo assim, deve prevalecer a técnica do contra fogo, pela sua eficácia e despesa compensadora, em confronto com os actuais gastos anuais no combate aos incêndios.

O contra fogo requer uma preparação técnica compatível, porém os gastos em causa, podem ter efeitos noutros grandes problemas que os países enfrentam.

Para coroar o momento de ápice político, o Ministério Público mandou ao Congresso – no meio da maior e mais bem-sucedida operação anticorrupção do planeta – uma série de medidas como se as que existissem não tivessem sido suficientes para assegurar o amplo e retumbante êxito da Operação Lava-Jato no Brasil.

O problema é que no meio das medidas anticorrupção, que ninguém leu e ninguém pode ficar contra, sob pena de ser execrado pelo pensamento do politicamente correcto, vieram algumas pérolas: o famigerado teste de integridade, já conhecido como o teste de infidelidade; e a admissão de provas ilícitas colhidas com boa-fé. O contra fogo é um sistema de combate infalível! Todo o ser humano teme os fogos incontroláveis (de todos os tipos), mas que o contra fogo é eficaz, não tenhamos dúvidas. É preciso não esquecer que o verão está chegar. Assim será bom também não esquecer de estender o contra fogo a toda a actividade do nosso país.

 

 

REFORMAS ANTECIPADAS

COM PENALIZAÇÕES (GRAVÍSSIMAS)

As notícias postas a correr sobre esta matéria, são ultrajantes para qualquer bom cidadão atingido ou não. De resto, também o são para qualquer bom cidadão, mesmo descontando que está na hora de começarem as promessas eleitorais. Quisemos saber aquilo que o senhor ministro pretendeu informar aos portugueses, para tal demos uma volta na internet. Ficámos a perceber que ele quer lançar informações sobre assuntos para os quais já haverá entendimentos. Talvez com essa medida fique a conhecer a opinião geral dos portugueses.

Respondendo ponto por ponto, a tudo o que foi divulgado:

  • Parece que quem iniciou a sua reforma contributiva antes dos 15 anos, e tem 46 anos ou mais de descontos, tem a reforma sem cortes!

Para se analisar este ponto, é fundamental separar os sexos. Para as mulheres isto é e foi, uma grande vantagem! Não tiveram que servir a pátria como os homens. Tiveram a ganhar dinheiro e a adquirir conhecimentos, para além de aproveitarem oportunidades que só de longe em longe podem surgir!

 

Para os homens, ninguém lhes dava emprego sem a tropa cumprida e isto, normalmente, só acontecia lá para os vinte e três anos de idade, no mínimo. Salvo para os políticos que se refugiaram no estrangeiro.

Ora, como 15 mais 46 dá 61 anos, com esta idade já estarão reformados, todos ou quase todos, com ou sem reformas antecipadas

Nota: Não esquecer que antes do 25 de Abril, os descontos eram feitos às Caixas de Previdência e elas davam conhecimento aos contribuintes da situação financeira dessas caixas. Com o 25 de Abril, essas caixas foram nacionalizadas e os seus dinheiros foram e são geridos em profundo “silêncio”!

Com excepção dos políticos e administradores empossados por eles, esses, têm garantidas, reformas douradas. Sem contribuições, há reformas “chorudas”. 

 

"Também apurei que o Governo decidiu avançar desde já, com uma iniciativa legislativa, que aprovará brevemente, as medidas que têm a ver com a despenalização das muito longas carreiras contributivas". Parece já haver para tal, um "acordo generalizado" entre os parceiros quando a esta matéria.”

                 Aqui merece destaque a falta de respeito que levou (alguém) a promover tais penalizações!

Que se quis fazer  com isto? Penalizar um trabalhador contribuinte por não ter morrido cedo? Uma alegria para gente que pagou as reformas de tantos outros trabalhadores, e que está viva entre nós! Já não se fala de méritos ganhos profissionalmente. Pois entre mortos já não haverá méritos a premiar! Contudo, espera-se que não haja esquecimento daqueles que mais pagaram para a concretização destas reformas pagas…. Reformas nunca actualizadas quanto ao factor inflação, pois de outra forma se iriam desvalorizando com o passar dos anos.

  • Também se publicou, que nesta primeira fase estão em causa 15 mil pessoas e que a medida terá um custo anual de 49 milhões de euros.

 

É estranha esta preocupação dos valores envolvidos! Quanto aos trabalhadores e seus empresários pagaram mais ou menos, mensalmente, 30% do vencimento envolvido!

Que dizer a este respeito das reformas praticadas na Função Pública?

 

  • Igualmente, parece já haver um "acordo generalizado" , entre os vários parceiros, quanto a esta matéria.

Falando de acordos, quem teria inventado as ditas reformas antecipadas? Não passará pela cabeças de ninguém que tenham sido os próprios trabalhadores a incentivarem tal medida das reformas antecipadas! Serão certamente reformas políticas. Então porquê? Já não sou jovem e lembro-me de no gabinete ao lado do meu, ter sido aberto outro gabinete, com gente alheia à minha empresa. Foi este gabinete que pela idade dos empregados os foi chamando e lhes explicou o que eram as “reformas antecipadas!

Como se tratava de uma empresa muito grande e com muito prestígio, este trabalho acabou por levar a reformas antecipadas, mais de 10 mil trabalhadores de uma assentada! Tudo gente para cima dos 50 anos de idade! Este processo estendeu-se por muitas de outras empresas!

Somos levados a pensar na criação, em simultâneo, da instalação de muitas novas universidades no País. Estas, davam trabalho a licenciados e desempregados. Então, ao jeito, bem português, era só tirar uns e meter outros. Os bancos do jardim nunca tiveram tanta gente lá sentada. Totalmente desaproveitada.

Só que fazer um empregado especializado leva a gastar muito dinheiro e muitos anos a conseguir, e estes licenciados, apareciam muito carecidos de tudo. Os trabalhadores atingidos, eram entrevistados e era-lhes dito o valor da reforma que traziam. Mas eram-lhes ocultados os cortes posteriores desconhecidos, a não actualização da inflação nas reformas etc.

Alguns já postos à prova não aceitavam e era gente popular, talvez escolhida. De algum modo ficavam isolados! O seu caso, chamava a atenção dos muitos ainda por chamar!

A percentagem de aceitação foi muito grande.

Então, feita a troca, concluiu-se demora na total cobertura do trabalho que era feito por quem saiu para sempre, sem um único obrigado!

Alguns desempregados arranjaram emprego. O Estado deixou de pagar subsídio de desemprego. Os políticos gabavam-se de terem diminuído o desemprego, sempre importante com eleições à vista. Os empresários perdiam temporariamente para se equilibrarem mais tarde. De novo o Estado, com mais ou menos impostos, lá ia caindo onde está actualmente. Altamente endividado!

Com o pagamento das reformas a curto prazo, seriamente comprometido. Os trabalhadores com reformas altamente desvalorizadas! Vergonhosamente cortadas e ano a ano, a valerem menos.

  

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