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O ENTARDECER

O ENTARDECER

IDENTIFICAÇÃO DE GÉNERO

 

Os tais racionalistas radicais poderão entender a grandeza de gente muito anterior ou posterior a Cristo? Que, muito para lá da barriga e do conforto, se preocupou essencialmente em desvendar os segredos da natureza, do Homem e do universo, procurando descobrir o seu lado espiritual e superior.

Nunca eles poderão entender ou querer entender, se o universo funciona como um grande pensamento divino. Tais seres limitam-se a pensar que eles próprios, são o universo!

Tudo vem a propósito de uma proposta do actual governo, no sentido de emitir um projecto do BE e PAN sobre o direito à autodeterminação do género. Tal proposta está a baixar à comissão sem votação. A ideia é tentar negociar um texto único. A proposta de Lei estabelece o regime de identificação do género, deixando de ser preciso relatório médico para a mudança no registo. E é alargada a possibilidade desse pedido a partir dos dezasseis anos.

 

A devoção não esmoreceu

 

 

Nem um pouco, antes pelo contrário, as pessoas continuaram a venerar a Imagem de Nossa Senhora da Rocha, embora todos os desacatos havidos, tenham deixado escandalizada muita gente.

Foi assim, que as populações da área do JAMOR, sempre na esperança de tornarem a ter de volta a Imagem que tanta devoção neles despertou, começaram a edificar naquele local um templo enquanto punham na gruta um registo da Imagem que lhes tinham tirado.

Todavia a gruta, por ordens superiores foi entaipada; reaberta pelo povo, é novamente, e de modo mais sólido, encerrada a sua entrada. 

Sobre a gruta já então havia um templo vasto, de boa cantaria e que, apesar de incompleto e de mau gosto, ficou sendo monumento perdurável da piedade daqueles tempos.

Todo o seu traçado se ficou a dever a Domingos António Sequeira, afirmando mais tarde Tomás Ribeiro ter sido ele, o seu providencial impulsionador.

O santuário viu as obras interrompidas em 1833, por falta de fundos, e já por ordem do governo liberal, sendo algumas das suas pedras, já aparelhadas, utilizadas na construção do Arco da Rua Augusta.

O lugar da Aparição foi aparentemente transformado num improvisado redil mal cuidado!

 

O Priorado e os Templários

 

Segundo Plantard, os Cavaleiros Templários e o Priorado de Sião seriam duas facetas de uma mesma organização: a primeira pública e a última secreta. Plantard afirmava que a Igreja Católica tinha traído os Merovíngios ao legitimar a dinastia carolíngia. Segundo Plantard, o Priorado teria como missão proteger os descendentes da dinastia merovíngia, organizando-se contra a Igreja Católica: «… os descendentes merovíngios estiveram sempre na base de todas as heresias, desde o arianismo, passando pelos cátaros e pelos templários até à franco-maçonaria. Com o nascimento do protestantismo, Mazarin em Julho de 1659 fez destruir o seu [dos descendentes merovíngios] castelo de Barberie que datava do século XII (Nièvre, França). Esta casa não tem gerado através dos séculos senão agitadores secretos contra a Igreja…».

Segundo Plantard, em 1188 o Priorado de Sião ter-se-ia separado dos Templários, passando a operar às escondidas (Plantard chamou a esta separação "corte do olmo"), tornando-se uma "sociedade secreta" da elite, enquanto os Templários foram violentamente atacados pelo rei francês Filipe IV, o Belo e pelo Papa Clemente V. Em 13 de Outubro de 1307, Filipe IV ordenou a prisão de todos os Cavaleiros Templários. Uma lenda diz que na noite anterior à detenção, um número desconhecido de Cavaleiros teria partido de França com dezoito navios carregados com o lendário tesouro da Ordem. Uma parte desses navios teria aportado na Escócia e os Templários ter-se-iam fundido noutros movimentos, fazendo sobreviver as suas ideias heréticas ao longo dos séculos seguintes sob a capa dos ritos maçons.

 

EM PLENO ACORDO

Gisela Oliveira

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 Nov. 25, 2017

 A propriedade está classificada como imóvel de interesse público e reza a sua história que foi doada à Ordem dos Templários em 1169, por D. Afonso Henriques, para “arroteamento e cultivo”.

Uma vez extinta esta Ordem, passou para o domínio da Ordem de Cristo, que aí edificou uma granja de veraneio. O projecto do conjunto da quinta (incluindo o palacete, o celeiro, a capela e o claustro), é atribuído à traça do arquitecto João de Castilho.

A propriedade, que possui um valor histórico, cultural e arquitetónico, apresenta características que convidam ao investimento turístico, já que é constituída por um Palácio com cerca de 3.500 metros quadrados que dispõe de 40 quartos, salões, cúpulas e abóbadas arquitectónicas de valor histórico e cultural, uma capela com Pórtico Manuelino, uma Torre com três andares datada do século XII e um jardim voltado para o Rio Tejo.

Na sua envolvência incluem-se ainda cavalariças e um picadeiro, um lagar de azeite e um celeiro, etc.

 

Com a Primavera......

.....Tudo renasce, se houver qualidade e respeito pelo passado!

 

 

Edição de 2017.12.07 1ª página O MIRANTE dos Leitores A Quinta da Cardiga teve o seu tempo ...

A Quinta da Cardiga teve o seu tempo e esse tempo acabou.

 

Edição de 06.12.2017 | O MIRANTE dos Leitores

“Não sei se a empresa dona do que resta da Quinta da Cardiga, na Golegã, vai conseguir fazer a urbanização de moradias de que fala O MIRANTE, na zona das antigas instalações de apoio da exploração agrícola que estão em ruínas, e se isso vai ajudar ou não a atrair interessados na compra do palacete junto ao Tejo que está abandonado e a degradar-se. O que eu sei é que o tempo em que aquilo era uma grande exploração agrícola onde trabalhavam centenas de pessoas já acabou há décadas.  
Lamentar o fim do que existiu, se é que alguém lamenta, não vale de nada. O tempo passa e tudo muda. As terras agrícolas continuam a ser semeadas pelo que me apercebo. Outras foram utilizadas para outros fins, nomeadamente infra-estruturas como estradas.
Se houver solução para evitar que fique um campo de edifícios em ruínas onde eram cavalariças, cocheiras, armazéns e habitações de famílias de trabalhadores, será uma excelente notícia. Se o palácio vier a ter algumas utilizações é excelente porque é uma casa com história, é outra boa notícia. Pelas minhas contas qualquer solução vai demorar mais meia dúzia ou uma dúzia de anos a ser implementada.”

Tiago Romeira

 

EMIGRAÇÃO EM MASSA!

 

Quando os europeus estavam a povoar o mundo, fizeram-no frequentemente através da "migração em cadeia". Um membro da família instalava-se num novo país, como a Argentina ou os EUA, mandava para casa notícias e dinheiro e passado pouco tempo seguiam-se-lhe outros membros.

O mesmo aconteceu e ainda acontece na Europa, entre os países ricos mais a norte e os países pobres, mais a sul deste continente.

Os fenómenos da imigração e emigração, seguidamente, interferem e entrelaçam-se com outros fenómenos, bem como, nos dados estatísticos publicados! A causa/efeito paira por aqui!

Em Portugal e em consequência do desemprego aqui existente, muitos milhares ou milhões de portugueses, com lágrimas nos olhos, deixaram a sua terra à procura de trabalho fosse onde fosse! A política e os políticos iam-se mostrando incapazes de lhes garantirem o seu sustento e da sua família.

Também por isto, o Turismo dos últimos tempos, vem apresentando um crescimento espantoso! Quase 4 quatro vezes superior ao dos últimos anos. O turismo continua a crescer e já vale 12,5% do nosso PIB! O  mesmo Turismo acelerou 3,6 vezes mais que o resto da economia!

Analisando quem nos visita, observa-se, por exemplo, que quase 70% dos turistas com origem na Suíça, têm pais ou avós em Portugal. Este crescente dinamismo no Turismo já representa 18,4% das exportações nacionais!

Causas e consequências da emigração

 

Apesar de as consequências da emigração portuguesa terem sido mais notórias no Interior do que no Litoral, todo o território nacional registou uma quebra de população jovem e adulta.  Assim, houve um decréscimo de população em idade de trabalhar e de procriar, o que se traduziu numa diminuição da população activa, da taxa de natalidade e num desequilíbrio na estrutura etária.

 

Das consequências da emigração para Portugal,  destacam-se:

Diminuição da população activa, que levou, nas áreas rurais, ao abandono dos campos e ao esforço de mecanização dos campos agrícolas;

 

Aumento da taxa de analfabetismo (que era inferior na população que emigrou,
cerca de 17%, contra 30% na população do país);

 

Diminuição do desemprego, que provocou uma subida dos salários e o investimento
em nova tecnologia na indústria, sobretudo a de capital estrangeiro;

 

Envelhecimento demográfico;

 

Entrada de divisas estrangeiras.

 

Subida do PIB em consequência do aumento do Turismo.

 

 

 

As paróquias e as freguesias

                          

 

Podemos afirmar que a Freguesia é uma consequência lógica da evolução das Paróquias, cujo começo teve origem em 1830 pelo Decreto n.º 25.

A partir dessa altura e na base desse Decreto em cada Paróquia haveria “uma junta nomeada pelos vizinhos da Paróquia e encarregada de promover e administrar todos os negócios que forem de interesse permanente local”. A partir de então passaram as Paróquias/Freguesias a fazer parte, como autarquias locais, do sistema administrativo público do Estado.

Ao longo destes 172 anos, apesar de várias tentativas para extinguir as freguesias, estas, ao contrário revitalizam-se.

Hoje as Juntas de Freguesias são órgãos do Estado que se afirmam, cada vez mais, junto das populações quer pelo trabalho que desenvolvem quer pelo empenho que manifestam na defesa dos interesses locais.

O título meramente informativo mas com o objetivo bem definido de todos os leitores poderem aferir do que era a Paróquia/Junta de Freguesia ao tempo, realço alguns aspetos bastantes curiosos:

1-Têm voto, na eleição dos membros da Junta e secretário da Junta da Paróquia todos os chefes de família ou cabeças de fogo, domiciliados na área da Paróquia.

2-Era ao regedor da Paróquia que competia presidir à Junta e dirigir os seus trabalhos. Além do gesto administrativo da Junta, era da sua competência manter a ordem pública, procurando prevenir ou dissipar qualquer rixa, tumulto ou motim.

3- Perante uma morte violenta era competência do regedor não consentir que o cadáver fosse enterrado enquanto o Juiz de Fora ou do Crime não viesse fazer o exame com médicos ou cirurgiões.

4-Também era da sua competência no caso “flagrante delito” ou em seguimento dele prender as pessoas envolvidas, remetendo-as dentro das primeiras 24 horas contadas a partir da hora da prisão, ao Juiz de Fora ou do Crime debaixo de guarda segura acompanhado do respetivo auto que tivesse sido lavrado.

5- Outro aspeto, mais de acordo com a hoje chamado Solidariedade Social estava na competência do regedor em recolher quaisquer crianças achadas ou abandonadas na área da Paróquia e encaminhá-las para a roda dos enjeitados do Concelho provendo à sua sustentação e condução; se algum vizinho da Paróquia quisesse encarregar-se da criação e educação gratuita e caritativa da criança desde que fosse considerado pessoa capaz para o fazer, o regedor entregava-lhe a dita criança lavrando-se Auto de Entrega que após assinado seria remetido ao Juiz de Órfãos etc.

Não será porém de admirar que apesar de estar consagrada uma verdadeira autonomia das Freguesias no n.º2 do art.237 da Constituição da República Portuguesa estas ainda não o tenham conseguido por vários motivos onde a componente de autonomia financeira tem um forte peso.   

 

 

 

A freguesia.

 

 

Desde a ocupação romana da península até 1830, ou seja, grosso modo, até à revolução liberal, a freguesia não era autarquia local.

É um período caracterizado pela existência de freguesias como elementos da organização eclesiástica, mas sem qualquer inserção na estrutura da Administração Pública do país.

«Freguesia» é uma palavra que vem de «fregueses», e «fregueses» vem de «FILIECLESIAE» (que deu FILIGRESES, e depois fregueses), expressão que significava «filhos da Igreja», isto é , a comunidade dos fiéis em torno de um pároco que representa localmente o seu bispo.

Os órgãos eleitos pelos «fregueses» eram chamados, de acordo com a tradição da época, Juízes. Mais tarde, estes juízes chamaram-se «Juízes de vintena» - designação tradicional que se dava aos encarregados de resolver os problemas de convivência e de economia rural que se punham aos habitantes das freguesias.

E assim se chega ao período, que começa quando a revolução liberal, a partir de 1830, incorpora a freguesia no sistema nacional de administração pública.

Foi uma fase de grandes indecisões e de substituição rápida de soluções.

O 3.º período, de 1878 para cá, inicia-se com o Código Administrativo de Rodrigues Sampaio (1878), em virtude do qual as freguesias entram definitivamente na estrutura da nossa Administração Local Autárquica. Assim se têm mantido até hoje, embora, como vimos, sem uma função muito relevante até 1974.           

O populismo

 

A democracia liberal está em perigo na Europa. Dando voz ao eleitoral, a nossa democracia parece não perceber que está longe de o representar e, em complemento, apareceu um “populismo” de duas facetas lembrando-lhe que o povo não se sente representado.

Quanto ao populismo, como quase tudo neste mundo, sobressaem nele dados positivos e outros negativos!

Do lado positivo, teremos;

- Uma hipotética mobilização dos sectores excluídos da sociedade

- Melhoramento por, pressão, da capacidade de resposta do sistema político

- Reforço da responsabilização do sistema democrático

Do lado negativo, teremos;

- Enaltecendo os conceitos da soberania popular, desgastando e debilitando a protecção dos direitos fundamentais

- Politizações das questões que não são consideradas pelas elites

- Deixando ressaltar uma moralização que parece andar arredia da maioria silenciosa

Realçando algumas questões; dir-se-ia como positiva, a actividade dos chamados partidos radicais de direita na Europa, sem ela, o problema dos emigrantes passaria ao lado. Como aspectos negativos, podem sobressair, os atentados às maiorias das eleições democráticas. De referir que, mesmo quando o sistema democrático se torna estável, a regra geral é aumentar a contestação, em lugar do silêncio ou mesmo do seu apoio.  

 

A PRIMEIRA PEDRA!

Quem não tiver pecado atire a primeira pedra

João 8:1 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras.
João 8:2 De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava.
João 8:3 Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos,
João 8:4 disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
João 8:5 E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?
João 8:6 Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo.
João 8:7 Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra.
João 8:8 E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
João 8:9 Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
João 8:10 Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
João 8:11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.