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O ENTARDECER

O ENTARDECER

O conflito entre gerações

 

E a sua convivência social

A convivência entre diferentes gerações é, quase sempre, um problema complicado. Isso, ocorre quando a diferença envolve diferentes faixas etárias, uma vez que grupos de variadas gerações podem possuir valores e interesses muito distintos. O jovem, por exemplo, visto muitas vezes como um "rebelde sem causa", que age de modo inconsequente e tanto desafia os limites de instituições tradicionais, como a família e a escola, é, por outro lado, o mesmo que tem sido caracterizado historicamente como um revolucionário, aquele que se levanta contra situações estabelecidas, vindo mais tarde a arrepender-se!

 São também os representantes das novas gerações, mais adaptadas às mudanças tecnológicas, que têm promovido grandes avanços nas relações de trabalho do mundo contemporâneo. Pensando nisso, questionamos: Como se caracteriza o convívio social entre gerações atualmente? 

As relações inter geracionais permitem a transformação e a reconstrução da tradição no espaço dos grupos sociais. É uma transformação recíproca!

 Assim mesmo, a transmissão dos saberes não é linear; ambas as gerações possuem sabedorias que podem ser desconhecidas entre si , e a troca de saberes possibilita vivenciar diversos modos de pensar, de agir e de sentir, e assim, renovar as opiniões e visões acerca do mundo e das pessoas. As gerações renovam-se e transformam reciprocamente, em movimentos constantes de construção e desconstrução.

Durante muitas décadas, definiu-se nova geração como sendo aquela que sucedeu aos nossos pais. Portanto, “calculava-se como sendo uma geração com um tempo de 25 anos. “A questão é que, nos últimos 50 anos, nós tivemos uma aceleração do tempo, do modo de fazer as coisas, do jeito de as produzir. A tecnologia é decisiva para criar marcas de tempo. O intervalo entre uma geração e outra, ficou mais curto. Hoje, já se pode falar em uma nova geração a cada dez anos. Isso significa que mais pessoas diferentes estão convivendo em casa, na escola, no mercado de trabalho.

Para conhecer as gerações que, hoje, são colegas de trabalho, nós agora vamos voltar à linha do tempo. Nos acontecimentos de cada época, está a chave para entender a cabeça de cada geração.

O TEMPO TUDO APAGA

Um casal de idosos resolve ir a um restaurante para comemorar os 65 anos de casamento.

Dizem ao empregado qual o tipo de comemoração que estão a fazer, e ele dá-lhes um lugar romântico para aproveitar o jantar.

O velho diz:

- Minha Rainha, onde queres sentar-te?
- Aqui, diz a senhora de idade.

- Minha princesa, queres um aperitivo para começar?
- Sim, um Porto, obrigada.

- Meu anjo, o que vais comer?

 Ela pediu a ementa e encomendou.

- Meu Doce, que vinho queres?

O empregado não podia acreditar nos seus ouvidos.

A certa altura, a senhora vai à casa de banho, e o marido diz:
- Vai, minha vida, fico à espera.

O rapaz, surpreendido, pergunta ao velho :
Há quanto tempo você chama a patroa com palavras tão bonitas? "Minha rainha, meu anjo, minha vida princesa', eu estou admirado.

O velho olha para ele e responde:

NÃO CONSIGO LEMBRAR-ME DO NOME DE LÁ!

Dom  Quixote

 

 

 

 

ESTÁ NA HORA

 

DE REABILITAR A POLÍTICA

“ A Política é uma obra colectiva, permanente, uma grande aventura humana. Tem dimensões continuamente novas e alargadas. Diz simultaneamente respeito à vida quotidiana e ao destino da humanidade a todos os níveis.

A imagem que dela tem a nossa sociedade precisa de ser revalorizada.

A política é uma actividade nobre e difícil. Os homens e mulheres que nela se comprometem, assim como quantos querem contribuir para as causas comuns, merecem o nosso encorajamento.

Vai-se generalizando na opinião pública a ideia de que os governos se sucedem, sem que os grandes problemas sejam resolvidos. E assim, se adiam as reformas estruturantes que todos reconhecem urgentes. Em contrapartida, superabundam leis e regras….O público depara-se também com a diluição dos centros de decisão, muitas vezes confrontados com a necessidade de responderem a questões imediatas, sob pressão dos lóbis ou da rua. Neste quadro, os cidadãos sentem frequentemente que se alarga o fosso entre a sua procura e a oferta das instituições – com o consequente descrédito e desinteresse. Daí estar a verificar-se uma forte quebra na militância, assim como uma participação eleitoral irregular e um absentismo crescente, sobretudo entre os eleitores mais novos.

Para o prestígio da política também não contribui nada - antes pelo contrário! – Os “casos” em que alguns elementos da “classe” se deixam enredar. Estes casos facilitam a generalização da suspeita, assim traduzida: “a política reduz-se à mera gestão de dossiers complexos, à solução de conflitos de interesses, à regularização de egoísmos corporativos ou de bairros, e à sujeição, e à lógica do aparelho partidário. Abrem-se pois as portas ao renascimento de ideologias extremistas, especialistas em esgrimir com temas demagógicos”.     

A GRANDE VIAGEM NO TEMPO

 

A política é essencial. Por isso, uma sociedade que a despreze expõe-se a graves riscos. Em todos os seus domínios: educação, família, economia, ecologia, cultura, saúde, protecção social, justiça ….De modo que haja uma efectiva relação activa entre a política e a vida quotidiana dos cidadãos.

A melhor universidade é o mundo e os professores são gente sem mácula, são o decorrer do tempo de vida e as inúmeras lições que nos deixam para reflexão! Elas serão milhares, mas podemos começar por uma qualquer, para podermos constatar que o mundo não pára, faz e parece desfazer, constrói e desconstrói, etc. Numas vezes será evolução e noutras acabarão em retrocesso!

Facilmente, encontraremos entre nós, muitos jornalistas que tiveram que se adaptar a múltiplas evoluções, não diremos no seu dia-a-dia, mas seguramente na sua carreira.

Chegados à reforma, em períodos de mais apego ao pensamento, ser-lhes-á fácil traçar a forma como o mundo arrasa e logo alterna. Recuemos uns cinquenta anos e avancemos ao longo de uma vida e constataremos como tudo se transformou tão depressa, na imprensa.

Na linguagem destes profissionais todos tiveram que conviver com os famosos “linguados”, simples rectângulos para os jornalistas não poderem ultrapassar a dimensão permitida pelas redacções. Assim, chegaram aos nossos jornais e revistas, milhares de opiniões entregues aos editores e impressoras. Mais adiante, os “linguados”foram substituídos pelas disquetes. Delas, os editores retiravam os textos e devolviam as disquetes para nelas incluírem o trabalho da semana seguinte. Aparentemente, terá sido uma grande evolução. Só que, certo dia, depararam-se com a famosa internet. Escreviam o texto em casa e enviavam-no por email à redacção! Com alguma adaptação técnica à mistura, tinham-se acabado as relações pessoais. Entretanto, os emails invadiam o mundo e a Internet resolvia tudo. Muito mais à frente os próprios jornais resolveram desmaterializar-se. O papel seria substituído pelo monitor. Tudo tinha sido mais rápido e a normal leitura de jornal em papel, haveria de desaparecer!

Aqui começa e vai continuar, assim parece, a morte lenta dos jornais e revistas, em papel.

Deu-se início a um novo jornal. Os tempos mudaram. Que mundo novo é este dominado pelo virtual?

Muita coisa ficou para sempre dentro desta gente de trabalho! Aos poucos, novas gerações chegarão, na certeza porém de que lhes irá acontecer o mesmo, a “Viagem” também passará por cima deles e depois por cima de outros e outros -etc. Sem esquecermos milhares de realidades que nos pareciam imutáveis e que desapareceram, modificando-se como tudo o resto. O tempo e a lonjura da distância percorrida, será certamente o infinito.

 

 

O CONCEITO DE SERVIÇO PÚBLICO

QUINTA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2018

 

 

Existem vários autores que procuraram dar uma definição do conceito de "Serviço Público". De forma geral, entende-se Serviço Público como aquele que a Administração Pública presta à comunidade porque reconhece-se como essencial para a sobrevivência do grupo social e do próprio Estado. De entre os principais autores que exploram a natureza de Serviço Público destacam-se os conceitos:

Em Portugal são serviços públicos essenciais os seguintes:6

  • Serviço de fornecimento de água;
  • Serviço de fornecimento de energia elétrica;
  • Serviço de fornecimento de gás natural e gases de petróleo liquefeitos canalizados;
  • Serviço de comunicações electrónicas;
  • Serviços postais;
  • Serviço de recolha e tratamento de águas residuais;
  • Serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos.
 
 
publicado por luzdequeijas às 12:57
 
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SEXTA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2015

MUDAR SÓ POR MUDAR.

 

Os cálculos sobre a Teoria do Caos são hoje utilizados para estudar os fenómenos meteorológicos, o crescimento das populações, as variações no mercado financeiro e os movimentos de placas tectónicas, etc. A Teoria do Caos levou ao conhecimento do chamado “efeito borboleta“, apresentado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963.

Talvez cansadas da normalidade, as sociedades humanas parecem estar, ou estarão de facto, em permanente mudança! Tal mudança decorre em boa parte de um modo escondido, embora a parte restante, seja possível ser reconhecida por qualquer humano no seu dia-a-dia. Porque decorrem estas mudanças já será de explicação mais problemática. Todavia, a fome de mudança gira à volta de tudo aquilo que envolve o ser humano. Desde os modelos automóveis, às roupas, penteados, sem podermos esquecer as novas tecnologias, divórcios etc. Os fatores que originam esta loucura na mudança, a montante ou a jusante, do ato em si próprio, poderão ser vários e serão mesmo; desde a promoção do consumismo até ao horror que a normalidade produz na maioria do ser humano! Algumas das muitas formas da fuga à normalidade chegam mesmo ao ridículo, roçando muitas vezes o caricato! Será ainda de mencionar as muitas e aberrantes estravagâncias no uso dos mais variados objetos de consumo corrente!

Parece haver uma enorme vertigem de mudança e até de destruição de tudo que é normal e corrente. O sacudir valores sobejamente consagrados ataca toda a humanidade e em especial a classe política, Por outro lado o mundo em que vivemos, vai anualmente cumprindo as suas rotinas de milhares ou milhões de séculos. Que efeito provocará no mundo, esta febre atual de mudar só por mudar?

Aparentemente está-se a seguir no encalce do caos total no planeta Terra. Ou será que antes desse fim os humanos, para continuarem a mudar, tentarão a caminhada de regresso aos valores e à normalidade como virtude indispensável?

Sendo o periodo eleitoral, em democracia, um tempo praticamente sagrado pela responsabilidade de tal ato, com uma abrangência de mais quatro anos, será de estranhar que a Constituição Política não imponha normas para a atuação geral do país! Só impõe normas, aos candidatos com responsabilidades governativas anteriores!

Sabendo-se que, como por via sindical se podem criar climas de insubordinação eleitoral, em tudo adversas ao julgamento a fazer pelo o povo a quem deteve o poder, em situações tão críticas?, É de estranhar que só haja normas a pesarem em cima de quem foi governo! Quando a tendência geral é para carregar em tal governo o peso de medidas que são recebidas de trás! Estranha-se que, em estações televisivas, jornais, e outros atos públicos (greves) tudo seja permitido, com clara vantagem para quem quer ser poder, mesmo não assumindo responsabilidades que são ou serão da sua rtesponsabilidade partidárias!

Parece haver candidatos com imenso poder de antena, ou somente noticioso! , Sem falar no tempo de campanha de que já dispuseram, antes do ato eleitoral. Será isto democrático?

Não será o tempo eleitoral um tempo em que cada português, deveria cercear a sua atuação pública, não para exibicionismos públicos de mau gosto, mas para acrescentar de forma educada uma visão acrescida no bom sentido, àquela que foi protagonizada pele governação em julgamento? Sem exibicionismos, favores, ou atitudes de mau comportamento público? 

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:25
 
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QUARTA-FEIRA, 5 DE AGOSTO DE 2015

CENTRO DE DIA DE QUEIJAS

 

ANIVERSÁRIO DO CENTRO

É dia de parabéns

E também de alegria

Lembrando anos que tens

Brilha mais a luz do dia

 

 

Foram pedaços de vida

A quem deste a tua mão

Procuras sarar a ferida

Com Amor no coração

 

O Centro é o tesouro

Onde se guardam esperanças

Rugas bordadas a ouro

Em rostos de mil lembranças

 

A festa de aniversário

Vai repetir-se no tempo

Com data de calendário

Presente no pensamento

Queijas- 11 de Março de 1999

Poeta José Manuel Ricardo

Para este nosso poeta a saúde já faltava e a idade ia longa! Este poema foi dedicado ao Centro de Dia do qual ele e a sua mulher, eram, frequentadores habituais. Viria a falecer com a sua obra publicada.

 
 
publicado por luzdequeijas às 17:58
 
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SÁBADO, 1 DE AGOSTO DE 2015

ALMOÇO MUITO INDIGESTO

https://www.facebook.com/Juntarte/videos/459998374064929/?permPage=1

 

LEVOU A JUNTARTE À FALÊNCIA ....

 

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 19:40
 
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TERÇA-FEIRA, 21 DE JULHO DE 2015

FUMO BRANCO E NEGRO

O drama foi tanto que o alívio sentido por ver viabilizado o Orçamento de Estado (OE) até parece inaugurar um tempo em que os amanhãs vão cantar. Como se sabe, não vai ser assim.

 

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

O acordo entre o Governo e o PSD traz fumo branco e negro. Fumo branco porque, na verdade, é preferível ter um OE do que não ter. É preferível ter um documento orientador para todos, particularmente para as empresas, do que não ter. E, sobretudo, é preferível poder utilizá-lo para levar alguma acalmia aos mercados financeiros do que manter esta situação de morte cada vez menos lenta.

Para a navegação à vista, ter o Orçamento é sempre melhor do que não ter. Mas o fumo negro também está lá, e esse forma uma nuvem teimosa sobre o País que há muito não nos larga. Com este OE, pagamos a factura de um outro, de 2009, vergonhosamente eleitoralista, que ignorou todos os dados objectivos da crise internacional e da nossa própria.

Foi totalmente subordinado ao desígnio da conquista de poder a qualquer custo. Com este OE, agrava-se o desemprego, e as famílias ficam mais pobres. É um documento que não leva esperança a ninguém e imputa uma espécie de responsabilidade colectiva no ataque à crise. Como se fosse possível esconder ou ignorar as responsabilidades objectivas de quem governa há cinco anos.

 
 
publicado por luzdequeijas às 15:21
 
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TERÇA-FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2015

ENDIVIDAMENTO PÚBLICO E PRIVADO

 

14 JULHO, 18:02•BRUXELAS•ZLR

(ANSA) - Em meio de uma discussão que opõe Itália e Alemanha sobre a necessidade ou não de ter mais flexibilidade nas normas europeias, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou nesta segunda-feira (14) que a questão mais urgente atualmente é devolver a zona do euro a um caminho de prosperidade.
Em pronunciamento na sede do Parlamento da União Europeia (UE) em Bruxelas, o banqueiro disse que nos últimos anos muito foi feito para restabelecer a estabilidade e a confiança no bloco, mas que nesse período o endividamento público e privado e o desemprego acabaram crescendo, enquanto o crescimento diminuiu.
"A moderada retomada em curso deve prosseguir, os progressos nas reformas e o saneamento [das contas] deverão empurrar a economia nos próximos dois anos", declarou Draghi. No entanto, o presidente do BCE salientou que flexibilizar o Pacto de Estabilidade da UE não é a única forma de promover crescimento. (.)

 

PS: Afinal em Portugal quem é que promoveu o endividamento público e privado mais o desemprego?

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:23
 
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A POLÍTICA COR-DE -ROSA

 

 “Pesado vai ser também o fardo que o PS vai carregar, quando os próprios “analistas” que lhe tecem louvas, se comecem a fazer esquecidos de tudo o que disseram e iniciarem as suas novas campanhas em função do estado de espirito dos portugueses, decorrente dos malefícios do que hoje acham muito justo e muito corajoso. Como sempre vai doer, mas aposto que será um filme que todos iremos rever brevemente.”

Este premonitório naco de prosa fazia parte de um texto sobre a denominada “reforma fiscal” que aqui fiz publicar há dois meses e onze dias atrás. Não era, aliás, necessário consultar os astros para prever o que se ia passar.

A dita reforma obedeceu a dois imperativos: aumentar a receita para fazer face ao despesismo dialogante e ajudar um periclitante ministro das finanças que precisava comunicar urgentemente ao país que tinha feito uma coisa chamada reforma.

E assim foi! À pressa, com a cara virada para a comunicação “social” e as costas para a realidade económica do país, o ministro e os deputados, apoiados na superior sabedoria de muitos analistas políticos lá conseguiram dar à luz o aborto fiscal.

O país está endividado e precisa de incentivar a poupança que caiu de forma drástica. Pois bem, lá se optou por taxar mais o aforro, baixando assim a propensão à poupança. Para um país endividado, captar o investimento estrangeiro e a poupança interna é nuclear. De braço dado com o PCP – esse partido da modernidade -, a política cor-de-rosa lá reencontrou o discurso de esquerda, tornando assim possível decretar, em nome do povo, medidas fiscais para afugentar esses capitalistas que nos exploram Aliás, trataram também de castigar os pequenos empresários que são sempre uma ameaça, pois se crescerem se tornam grandes. Vai daí, há que tributar a mais de 60% os dividendos e inventar uma dupla tributação para os empréstimos.de sócios. É que assim, quem investe, ou seja, quem oprime, é posto na linha graças a estas imaginativas opções fiscais de esquerda-os ricos que paguem a crise.

Mas para não se ficarem a rir dos capitalistas, porque no fundo vivemos em democracia, quem ganhar pouco tem de passar a pagar como se ganhasse mais, pelo menos 469 contos. Se não ganhar nada, paga também. Ou paga ao fisco ou paga ao contabilista. Pode escolher, porque somos uma sociedade livre. Assim, não se fica a rir do patrão, pois leva também com o socialismo pela cabeça abaixo. E não vale a pena perguntar às finanças, porque nem o ministro sabe. O único que talvez saiba qualquer coisinha é o secretário de Estado que já não o é, apesar de continuar a ser. (..)

RUI RIO – Ano de 2000

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:19
 
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OS QUATRO IMPÉRIOS

 

Existiram quatro impérios: • o Império Grego – aglutinando todos os conhecimentos e toda a experiência dos antigos impérios pré-culturais; • o Império Romano – juntando toda a experiência e cultura gregas e fundindo em seu âmbito todos os povos formadores, já ou depois, da nossa civilização; • o Império Cristão – fundindo a extensão do Império Romano com a cultura do Império Grego, e complementando com elementos de toda a ordem oriental, entre os quais o elemento hebraico); * o Império Inglês – distribuindo por toda a terra os resultados dos outros três impérios.

O V Império é um Império desejado por Fernando Pessoa, que este espera que Portugal o crie. Basicamente o V Império, esse tão esperado, consiste na reunião das duas forças separadas há muito, mas há muito que se estão a aproximar: • o lado esquerdo da sabedoria, isto é, a ciência, o raciocínio, a especulação intelectual; • e o seu lado direito, ou seja, o conhecimento oculto, a intuição, a especulação mística e cabalística. Este Império Português caso viesse a existir seria ao mesmo tempo um império de cultura e um império universal.

 

Que Portugal é um país predestinado no mundo e para o mundo, a sua história parece comprová-lo. Mesmo como país predestinado, nunca poderíamos fugir aos ciclos, mesmo andando, como por vezes parece, em contraciclo! Provavelmente por isso mesmo. Só andando com o passo trocado, em momentos determinados, podemos liderar um novo ciclo. Englobados dentro de um ciclo, nunca alcançamos os lugares cimeiros.

 

“… Quase ao mesmo tempo emudeceu a lira de Camões e parou a pena de João de Barros, o cronista da Índia. A providência levou-os a todos quando a Pátria já não precisava dos cantos do Poeta, nem das crónicas do Historiador, nem dos cálculos do Cosmógrafo...”.

 

À medida que foi sendo consolidado o comércio na rota das índias, a partir da sua descoberta em 1498, a coroa foi absorvendo gradualmente os poderes da Ordem de Cristo. Até que em 1550 o rei D. João III fez o papa Júlio III fundir as duas instituições. Com isso, o grão-mestre passa a ser sempre o rei de Portugal, e o seu filho tem o direito de sucedê-lo também no comando  da Ordem de Cristo e das expedições.

 

Por esta ou outra razão depois de se ter atingido o apogeu de Portugal o nosso país vai começar a entrar em declínio até se extinguir todo o Império!

 

O declínio irá atingir Portugal em todos os seus aspetos mais essenciais, nomeadamente nos valores morais dos seus cidadãos. Sem eles o país, no seu conjunto, perde a confiança. Os timoneiros, eleitos ou não, igualam-se por baixo.

 

Bater bem no fundo é o início do virar de página. São os ciclos que ocorreram em todas as grandes civilizações. Portugal e os Portugueses têm de acreditar no V Império de Fernando Pessoa.

Por esta ou outra razão depois de se ter atingido o apogeu de Portugal, o nosso país vai começar a entrar em declínio até se extinguir todo o Império!

 

O declínio irá atingir Portugal em todos os seus aspetos mais essenciais, nomeadamente nos valores morais dos seus cidadãos. Sem eles o país, no seu conjunto, perde a confiança. Os timoneiros, eleitos ou não, igualam-se por baixo.

 

..... Desprezam os gostos e os valores; o mau gosto torna-se sinónimo de requinte o idiota passa por genial, cantores medíocres são vistos como estrelas. Já não há em Portugal mais lugar para um bravo Português...... 

 

Bater bem no fundo é o início do virar de página. São os ciclos que ocorreram em todas as grandes civilizações. Portugal e os Portugueses têm de acreditar no V Império de Fernando Pessoa.

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:14
 
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QUARTA-FEIRA, 17 DE JUNHO DE 2015

O ASSOCIATIVISMO

 

Esse, nunca poderá estar prenhe de politiquice!

Esse, deveria ser incluído na formação básica de cada um de nós!

A sua definição até poderia ser: “ A união entre muitas pessoas para um determinado fim; ou a ligação lógica de ideais; numa comunidade … Há muitas formas de arte que representam para a grande maioria das pessoas um hobbie como a pintura, música, desporto etc., mas o maior de todos terá ser a “arte do associativismo”.

Tal conceito, desde que entendido como um modo altruísta de transformar um coletivo numa forma BONITA DE VIVER A NOSSA VIDA.

À política poderemos chamar, se for o caso, a arte de governar uma nação, ou a arte da diplomacia destinando-se ela a dirigir as relações entre Estados Todavia, quando a política desce aos níveis da politiquice, ela poderá ser tudo menos uma “arte”. Entramos aqui na política pouco escrupulosa, deixando então de MERECER O ADJETIVO SUPREMO DE ARTE.

A arte e o associativismo são mundos vastos e também conceitos idealistas mais ou menos nobres. Sabemos, porém, que mesmo na arte e no associativismo poderemos ter de usar alguma política, mas sempre de contornos elevados, logo, longe da politiquice! Pois, esta, irá sempre condicionar negativamente quer os fins a alcançar, quer o desenvolvimento e o futuro das instituições a representar.

Quanto ao “associativismo”, nele nunca poderemos deixar que se percam os valores nele associados tais como comunidade, igualdade, e, acima de tudo, a indispensável unidade Tudo, isto, se realmente quisermos atingir o respeito mútuo e, por fim, o desenvolvimento social e cultural de uma sociedade nacional ou local.

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 17:12
 
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SEXTA-FEIRA, 15 DE MAIO DE 2015

DOUTOR DA MULA RUÇA

O doutor da mula ruça existiu mesmo em 1534

Quando por brincadeira as pessoas se referem ao primeiro-ministro de Portugal como doutor da mula ruça, estão (sem o saber) a utilizar uma dupla ironia. Primeiro o senhor é mesmo pigarço; depois não está registado na Ordem dos Engenheiros.

Pois a graça disto tudo está em que, no ano de 1534, um tal António Lopes exercia medicina, em Évora onde era muito conhecido, mas não tinha diploma. Tinha estudado em Alcalá de Henares e, por falta de verba para pagar o «canudo», saiu de lá sem o respectivo diploma. Vai daí escreveu ao rei Dom João III e pediu-lhe que o mandasse analisar pelos médicos da corte de modo a poder exercer a sua actividade sem qualquer contestação. Em 23 de Maio de 1534, o livro da Chancelaria de D. João III refere:

«Dom Joham 3º a quantos esta minha carta virem faço saber que o doutor António Lopes, físico de Évora, me apresentou ua carta do doutor Diogo Lopes, meu físico moor, de que o theor de verbo é o seguinte: O doutor Diogo Lopes, comendador da Ordem de Christo e físico moor del Rey Nosso senhor em seus regnos e senhorios, faço saber a quantos esta minha carta de doutorado virem como por António Lopes, físico da mula ruça, morador em esta Évora, me foy apresentado hum allvará dellRey nosso senhor, por sua alteza assygnado e passado per sua chancelaria do qual o trellado he o seguinte: Eu ell Rey faço saber a vós Doutor Diogo Lopes seu fisico moor, que António Lopes, físico da mula ruça, morador en esta cidade, me dice por sua petiçam que elle estudou nove ou dez annos no estudo de Alcala de Henares.»

 
 
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SEGUNDA-FEIRA, 16 DE MARÇO DE 2015

 

A CLASSE MÉDIA

Pobre, ele não é e rico, ninguém o considera como tal devo ser alguém da classe média, assim se julga muita gente que não vive monetariamente angustiada!

Dizem que no período entre 1643 e 1715, em pleno reinado de Luís XIX, já se falava desta envergonhada classe média! Só muito raramente, alguém com instintos premonitórios, se atreveria a falar de um tal segmento social em plena ascensão, mas, com todos os condimentos para baquear em situações de grave crise financeira. Seria, no caso, a empertigada classe média, glosada até em peças teatrais; a propósito do seu destino oscilar entre uma forte ascensão e um mais que previsível declínio.

Hoje, muitos alertam que Portugal vive numa ambiente propício ao surgimento de um novo Sidónio Pais montado num cavalo branco, populista e demagógico, que ponha em causa a nossa democracia, a dívida e a escandalosa cobrança de impostos. Por outro lado, "a classe média sempre viveu um pouco na fantasia de facilidade, mas sem conseguir consolidar-se do ponto de vista económico e até em termos de estatuto porque tem vivido muito à sombra do Estado social". Começa-se a falar da "ameaça de um empobrecimento repentino" e a armadilha do crédito fácil acabou por atingir a classe do meio, "as famílias ditas de sanduíche, que estavam acima do limiar de pobreza mas por causa do crédito à habitação da crise financeira e da incompetência dos políticos, já vinham tendo menos rendimento disponível do que as pobres". Os devedores bramam em pânico: eu gostaria, que me explicassem como é possível continuar a gastar e a pagar, quando já se está endividado até ao pescoço…

Para o governo arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possívelNão se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele vai continuar a endividar-se… Todos os Estados o fazem!

 

Quando o governo já aprovou todos os impostos imagináveis, que fazer?

Não podemos, sequer, lançar mais impostos sobre os pobres. Sobre os ricos também não!

Eles parariam de investir. E um rico que investe faz viver centenas de pobres.

Só há uma solução! Temos uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!  Finalmente em declínio …

 
 
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A CLASSE MAIS CASTIGADA

QUINTA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2018

O CONCEITO DE SERVIÇO PÚBLICO

 

Existem vários autores que procuraram dar uma definição do conceito de "Serviço Público". De forma geral, entende-se Serviço Público como aquele que a Administração Pública presta à comunidade porque reconhece-se como essencial para a sobrevivência do grupo social e do próprio Estado. De entre os principais autores que exploram a natureza de Serviço Público destacam-se os conceitos:

Em Portugal são serviços públicos essenciais os seguintes:6

  • Serviço de fornecimento de água;
  • Serviço de fornecimento de energia elétrica;
  • Serviço de fornecimento de gás natural e gases de petróleo liquefeitos canalizados;
  • Serviço de comunicações electrónicas;
  • Serviços postais;
  • Serviço de recolha e tratamento de águas residuais;
  • Serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos.
 
 
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SEXTA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2015

MUDAR SÓ POR MUDAR.

 

Os cálculos sobre a Teoria do Caos são hoje utilizados para estudar os fenómenos meteorológicos, o crescimento das populações, as variações no mercado financeiro e os movimentos de placas tectónicas, etc. A Teoria do Caos levou ao conhecimento do chamado “efeito borboleta“, apresentado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963.

Talvez cansadas da normalidade, as sociedades humanas parecem estar, ou estarão de facto, em permanente mudança! Tal mudança decorre em boa parte de um modo escondido, embora a parte restante, seja possível ser reconhecida por qualquer humano no seu dia-a-dia. Porque decorrem estas mudanças já será de explicação mais problemática. Todavia, a fome de mudança gira à volta de tudo aquilo que envolve o ser humano. Desde os modelos automóveis, às roupas, penteados, sem podermos esquecer as novas tecnologias, divórcios etc. Os fatores que originam esta loucura na mudança, a montante ou a jusante, do ato em si próprio, poderão ser vários e serão mesmo; desde a promoção do consumismo até ao horror que a normalidade produz na maioria do ser humano! Algumas das muitas formas da fuga à normalidade chegam mesmo ao ridículo, roçando muitas vezes o caricato! Será ainda de mencionar as muitas e aberrantes estravagâncias no uso dos mais variados objetos de consumo corrente!

Parece haver uma enorme vertigem de mudança e até de destruição de tudo que é normal e corrente. O sacudir valores sobejamente consagrados ataca toda a humanidade e em especial a classe política, Por outro lado o mundo em que vivemos, vai anualmente cumprindo as suas rotinas de milhares ou milhões de séculos. Que efeito provocará no mundo, esta febre atual de mudar só por mudar?

Aparentemente está-se a seguir no encalce do caos total no planeta Terra. Ou será que antes desse fim os humanos, para continuarem a mudar, tentarão a caminhada de regresso aos valores e à normalidade como virtude indispensável?

Sendo o periodo eleitoral, em democracia, um tempo praticamente sagrado pela responsabilidade de tal ato, com uma abrangência de mais quatro anos, será de estranhar que a Constituição Política não imponha normas para a atuação geral do país! Só impõe normas, aos candidatos com responsabilidades governativas anteriores!

Sabendo-se que, como por via sindical se podem criar climas de insubordinação eleitoral, em tudo adversas ao julgamento a fazer pelo o povo a quem deteve o poder, em situações tão críticas?, É de estranhar que só haja normas a pesarem em cima de quem foi governo! Quando a tendência geral é para carregar em tal governo o peso de medidas que são recebidas de trás! Estranha-se que, em estações televisivas, jornais, e outros atos públicos (greves) tudo seja permitido, com clara vantagem para quem quer ser poder, mesmo não assumindo responsabilidades que são ou serão da sua rtesponsabilidade partidárias!

Parece haver candidatos com imenso poder de antena, ou somente noticioso! , Sem falar no tempo de campanha de que já dispuseram, antes do ato eleitoral. Será isto democrático?

Não será o tempo eleitoral um tempo em que cada português, deveria cercear a sua atuação pública, não para exibicionismos públicos de mau gosto, mas para acrescentar de forma educada uma visão acrescida no bom sentido, àquela que foi protagonizada pele governação em julgamento? Sem exibicionismos, favores, ou atitudes de mau comportamento público? 

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:25
 
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QUARTA-FEIRA, 5 DE AGOSTO DE 2015

CENTRO DE DIA DE QUEIJAS

 

ANIVERSÁRIO DO CENTRO

É dia de parabéns

E também de alegria

Lembrando anos que tens

Brilha mais a luz do dia

 

 

Foram pedaços de vida

A quem deste a tua mão

Procuras sarar a ferida

Com Amor no coração

 

O Centro é o tesouro

Onde se guardam esperanças

Rugas bordadas a ouro

Em rostos de mil lembranças

 

A festa de aniversário

Vai repetir-se no tempo

Com data de calendário

Presente no pensamento

Queijas- 11 de Março de 1999

Poeta José Manuel Ricardo

Para este nosso poeta a saúde já faltava e a idade ia longa! Este poema foi dedicado ao Centro de Dia do qual ele e a sua mulher, eram, frequentadores habituais. Viria a falecer com a sua obra publicada.

 
 
publicado por luzdequeijas às 17:58
 
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SÁBADO, 1 DE AGOSTO DE 2015

ALMOÇO MUITO INDIGESTO

https://www.facebook.com/Juntarte/videos/459998374064929/?permPage=1

 

LEVOU A JUNTARTE À FALÊNCIA ....

 

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 19:40
 
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TERÇA-FEIRA, 21 DE JULHO DE 2015

FUMO BRANCO E NEGRO

O drama foi tanto que o alívio sentido por ver viabilizado o Orçamento de Estado (OE) até parece inaugurar um tempo em que os amanhãs vão cantar. Como se sabe, não vai ser assim.

 

Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto

 

O acordo entre o Governo e o PSD traz fumo branco e negro. Fumo branco porque, na verdade, é preferível ter um OE do que não ter. É preferível ter um documento orientador para todos, particularmente para as empresas, do que não ter. E, sobretudo, é preferível poder utilizá-lo para levar alguma acalmia aos mercados financeiros do que manter esta situação de morte cada vez menos lenta.

Para a navegação à vista, ter o Orçamento é sempre melhor do que não ter. Mas o fumo negro também está lá, e esse forma uma nuvem teimosa sobre o País que há muito não nos larga. Com este OE, pagamos a factura de um outro, de 2009, vergonhosamente eleitoralista, que ignorou todos os dados objectivos da crise internacional e da nossa própria.

Foi totalmente subordinado ao desígnio da conquista de poder a qualquer custo. Com este OE, agrava-se o desemprego, e as famílias ficam mais pobres. É um documento que não leva esperança a ninguém e imputa uma espécie de responsabilidade colectiva no ataque à crise. Como se fosse possível esconder ou ignorar as responsabilidades objectivas de quem governa há cinco anos.

 
 
publicado por luzdequeijas às 15:21
 
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TERÇA-FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2015

ENDIVIDAMENTO PÚBLICO E PRIVADO

 

14 JULHO, 18:02•BRUXELAS•ZLR

(ANSA) - Em meio de uma discussão que opõe Itália e Alemanha sobre a necessidade ou não de ter mais flexibilidade nas normas europeias, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou nesta segunda-feira (14) que a questão mais urgente atualmente é devolver a zona do euro a um caminho de prosperidade.
Em pronunciamento na sede do Parlamento da União Europeia (UE) em Bruxelas, o banqueiro disse que nos últimos anos muito foi feito para restabelecer a estabilidade e a confiança no bloco, mas que nesse período o endividamento público e privado e o desemprego acabaram crescendo, enquanto o crescimento diminuiu.
"A moderada retomada em curso deve prosseguir, os progressos nas reformas e o saneamento [das contas] deverão empurrar a economia nos próximos dois anos", declarou Draghi. No entanto, o presidente do BCE salientou que flexibilizar o Pacto de Estabilidade da UE não é a única forma de promover crescimento. (.)

 

PS: Afinal em Portugal quem é que promoveu o endividamento público e privado mais o desemprego?

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:23
 
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A POLÍTICA COR-DE -ROSA

 

 “Pesado vai ser também o fardo que o PS vai carregar, quando os próprios “analistas” que lhe tecem louvas, se comecem a fazer esquecidos de tudo o que disseram e iniciarem as suas novas campanhas em função do estado de espirito dos portugueses, decorrente dos malefícios do que hoje acham muito justo e muito corajoso. Como sempre vai doer, mas aposto que será um filme que todos iremos rever brevemente.”

Este premonitório naco de prosa fazia parte de um texto sobre a denominada “reforma fiscal” que aqui fiz publicar há dois meses e onze dias atrás. Não era, aliás, necessário consultar os astros para prever o que se ia passar.

A dita reforma obedeceu a dois imperativos: aumentar a receita para fazer face ao despesismo dialogante e ajudar um periclitante ministro das finanças que precisava comunicar urgentemente ao país que tinha feito uma coisa chamada reforma.

E assim foi! À pressa, com a cara virada para a comunicação “social” e as costas para a realidade económica do país, o ministro e os deputados, apoiados na superior sabedoria de muitos analistas políticos lá conseguiram dar à luz o aborto fiscal.

O país está endividado e precisa de incentivar a poupança que caiu de forma drástica. Pois bem, lá se optou por taxar mais o aforro, baixando assim a propensão à poupança. Para um país endividado, captar o investimento estrangeiro e a poupança interna é nuclear. De braço dado com o PCP – esse partido da modernidade -, a política cor-de-rosa lá reencontrou o discurso de esquerda, tornando assim possível decretar, em nome do povo, medidas fiscais para afugentar esses capitalistas que nos exploram Aliás, trataram também de castigar os pequenos empresários que são sempre uma ameaça, pois se crescerem se tornam grandes. Vai daí, há que tributar a mais de 60% os dividendos e inventar uma dupla tributação para os empréstimos.de sócios. É que assim, quem investe, ou seja, quem oprime, é posto na linha graças a estas imaginativas opções fiscais de esquerda-os ricos que paguem a crise.

Mas para não se ficarem a rir dos capitalistas, porque no fundo vivemos em democracia, quem ganhar pouco tem de passar a pagar como se ganhasse mais, pelo menos 469 contos. Se não ganhar nada, paga também. Ou paga ao fisco ou paga ao contabilista. Pode escolher, porque somos uma sociedade livre. Assim, não se fica a rir do patrão, pois leva também com o socialismo pela cabeça abaixo. E não vale a pena perguntar às finanças, porque nem o ministro sabe. O único que talvez saiba qualquer coisinha é o secretário de Estado que já não o é, apesar de continuar a ser. (..)

RUI RIO – Ano de 2000

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:19
 
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OS QUATRO IMPÉRIOS

 

Existiram quatro impérios: • o Império Grego – aglutinando todos os conhecimentos e toda a experiência dos antigos impérios pré-culturais; • o Império Romano – juntando toda a experiência e cultura gregas e fundindo em seu âmbito todos os povos formadores, já ou depois, da nossa civilização; • o Império Cristão – fundindo a extensão do Império Romano com a cultura do Império Grego, e complementando com elementos de toda a ordem oriental, entre os quais o elemento hebraico); * o Império Inglês – distribuindo por toda a terra os resultados dos outros três impérios.

O V Império é um Império desejado por Fernando Pessoa, que este espera que Portugal o crie. Basicamente o V Império, esse tão esperado, consiste na reunião das duas forças separadas há muito, mas há muito que se estão a aproximar: • o lado esquerdo da sabedoria, isto é, a ciência, o raciocínio, a especulação intelectual; • e o seu lado direito, ou seja, o conhecimento oculto, a intuição, a especulação mística e cabalística. Este Império Português caso viesse a existir seria ao mesmo tempo um império de cultura e um império universal.

 

Que Portugal é um país predestinado no mundo e para o mundo, a sua história parece comprová-lo. Mesmo como país predestinado, nunca poderíamos fugir aos ciclos, mesmo andando, como por vezes parece, em contraciclo! Provavelmente por isso mesmo. Só andando com o passo trocado, em momentos determinados, podemos liderar um novo ciclo. Englobados dentro de um ciclo, nunca alcançamos os lugares cimeiros.

 

“… Quase ao mesmo tempo emudeceu a lira de Camões e parou a pena de João de Barros, o cronista da Índia. A providência levou-os a todos quando a Pátria já não precisava dos cantos do Poeta, nem das crónicas do Historiador, nem dos cálculos do Cosmógrafo...”.

 

À medida que foi sendo consolidado o comércio na rota das índias, a partir da sua descoberta em 1498, a coroa foi absorvendo gradualmente os poderes da Ordem de Cristo. Até que em 1550 o rei D. João III fez o papa Júlio III fundir as duas instituições. Com isso, o grão-mestre passa a ser sempre o rei de Portugal, e o seu filho tem o direito de sucedê-lo também no comando  da Ordem de Cristo e das expedições.

 

Por esta ou outra razão depois de se ter atingido o apogeu de Portugal o nosso país vai começar a entrar em declínio até se extinguir todo o Império!

 

O declínio irá atingir Portugal em todos os seus aspetos mais essenciais, nomeadamente nos valores morais dos seus cidadãos. Sem eles o país, no seu conjunto, perde a confiança. Os timoneiros, eleitos ou não, igualam-se por baixo.

 

Bater bem no fundo é o início do virar de página. São os ciclos que ocorreram em todas as grandes civilizações. Portugal e os Portugueses têm de acreditar no V Império de Fernando Pessoa.

Por esta ou outra razão depois de se ter atingido o apogeu de Portugal, o nosso país vai começar a entrar em declínio até se extinguir todo o Império!

 

O declínio irá atingir Portugal em todos os seus aspetos mais essenciais, nomeadamente nos valores morais dos seus cidadãos. Sem eles o país, no seu conjunto, perde a confiança. Os timoneiros, eleitos ou não, igualam-se por baixo.

 

..... Desprezam os gostos e os valores; o mau gosto torna-se sinónimo de requinte o idiota passa por genial, cantores medíocres são vistos como estrelas. Já não há em Portugal mais lugar para um bravo Português...... 

 

Bater bem no fundo é o início do virar de página. São os ciclos que ocorreram em todas as grandes civilizações. Portugal e os Portugueses têm de acreditar no V Império de Fernando Pessoa.

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:14
 
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QUARTA-FEIRA, 17 DE JUNHO DE 2015

O ASSOCIATIVISMO

 

Esse, nunca poderá estar prenhe de politiquice!

Esse, deveria ser incluído na formação básica de cada um de nós!

A sua definição até poderia ser: “ A união entre muitas pessoas para um determinado fim; ou a ligação lógica de ideais; numa comunidade … Há muitas formas de arte que representam para a grande maioria das pessoas um hobbie como a pintura, música, desporto etc., mas o maior de todos terá ser a “arte do associativismo”.

Tal conceito, desde que entendido como um modo altruísta de transformar um coletivo numa forma BONITA DE VIVER A NOSSA VIDA.

À política poderemos chamar, se for o caso, a arte de governar uma nação, ou a arte da diplomacia destinando-se ela a dirigir as relações entre Estados Todavia, quando a política desce aos níveis da politiquice, ela poderá ser tudo menos uma “arte”. Entramos aqui na política pouco escrupulosa, deixando então de MERECER O ADJETIVO SUPREMO DE ARTE.

A arte e o associativismo são mundos vastos e também conceitos idealistas mais ou menos nobres. Sabemos, porém, que mesmo na arte e no associativismo poderemos ter de usar alguma política, mas sempre de contornos elevados, logo, longe da politiquice! Pois, esta, irá sempre condicionar negativamente quer os fins a alcançar, quer o desenvolvimento e o futuro das instituições a representar.

Quanto ao “associativismo”, nele nunca poderemos deixar que se percam os valores nele associados tais como comunidade, igualdade, e, acima de tudo, a indispensável unidade Tudo, isto, se realmente quisermos atingir o respeito mútuo e, por fim, o desenvolvimento social e cultural de uma sociedade nacional ou local.

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 17:12
 
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SEXTA-FEIRA, 15 DE MAIO DE 2015

DOUTOR DA MULA RUÇA

O doutor da mula ruça existiu mesmo em 1534

Quando por brincadeira as pessoas se referem ao primeiro-ministro de Portugal como doutor da mula ruça, estão (sem o saber) a utilizar uma dupla ironia. Primeiro o senhor é mesmo pigarço; depois não está registado na Ordem dos Engenheiros.

Pois a graça disto tudo está em que, no ano de 1534, um tal António Lopes exercia medicina, em Évora onde era muito conhecido, mas não tinha diploma. Tinha estudado em Alcalá de Henares e, por falta de verba para pagar o «canudo», saiu de lá sem o respectivo diploma. Vai daí escreveu ao rei Dom João III e pediu-lhe que o mandasse analisar pelos médicos da corte de modo a poder exercer a sua actividade sem qualquer contestação. Em 23 de Maio de 1534, o livro da Chancelaria de D. João III refere:

«Dom Joham 3º a quantos esta minha carta virem faço saber que o doutor António Lopes, físico de Évora, me apresentou ua carta do doutor Diogo Lopes, meu físico moor, de que o theor de verbo é o seguinte: O doutor Diogo Lopes, comendador da Ordem de Christo e físico moor del Rey Nosso senhor em seus regnos e senhorios, faço saber a quantos esta minha carta de doutorado virem como por António Lopes, físico da mula ruça, morador em esta Évora, me foy apresentado hum allvará dellRey nosso senhor, por sua alteza assygnado e passado per sua chancelaria do qual o trellado he o seguinte: Eu ell Rey faço saber a vós Doutor Diogo Lopes seu fisico moor, que António Lopes, físico da mula ruça, morador en esta cidade, me dice por sua petiçam que elle estudou nove ou dez annos no estudo de Alcala de Henares.»

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:10
 
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SEGUNDA-FEIRA, 16 DE MARÇO DE 2015

 

A CLASSE MÉDIA

Pobre, ele não é e rico, ninguém o considera como tal devo ser alguém da classe média, assim se julga muita gente que não vive monetariamente angustiada!

Dizem que no período entre 1643 e 1715, em pleno reinado de Luís XIX, já se falava desta envergonhada classe média! Só muito raramente, alguém com instintos premonitórios, se atreveria a falar de um tal segmento social em plena ascensão, mas, com todos os condimentos para baquear em situações de grave crise financeira. Seria, no caso, a empertigada classe média, glosada até em peças teatrais; a propósito do seu destino oscilar entre uma forte ascensão e um mais que previsível declínio.

Hoje, muitos alertam que Portugal vive numa ambiente propício ao surgimento de um novo Sidónio Pais montado num cavalo branco, populista e demagógico, que ponha em causa a nossa democracia, a dívida e a escandalosa cobrança de impostos. Por outro lado, "a classe média sempre viveu um pouco na fantasia de facilidade, mas sem conseguir consolidar-se do ponto de vista económico e até em termos de estatuto porque tem vivido muito à sombra do Estado social". Começa-se a falar da "ameaça de um empobrecimento repentino" e a armadilha do crédito fácil acabou por atingir a classe do meio, "as famílias ditas de sanduíche, que estavam acima do limiar de pobreza mas por causa do crédito à habitação da crise financeira e da incompetência dos políticos, já vinham tendo menos rendimento disponível do que as pobres". Os devedores bramam em pânico: eu gostaria, que me explicassem como é possível continuar a gastar e a pagar, quando já se está endividado até ao pescoço…

Para o governo arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possívelNão se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele vai continuar a endividar-se… Todos os Estados o fazem!

 

Quando o governo já aprovou todos os impostos imagináveis, que fazer?

Não podemos, sequer, lançar mais impostos sobre os pobres. Sobre os ricos também não!

Eles parariam de investir. E um rico que investe faz viver centenas de pobres.

Só há uma solução! Temos uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!  Finalmente em declínio …

 
 
publicado por luzdequeijas às 17:12

A POLÍTICA COR-DE -ROSA

 

 

 “Pesado vai ser também o fardo que o PS vai carregar, quando os próprios “analistas” que lhe tecem louvas, se comecem a fazer esquecidos de tudo o que disseram e iniciarem as suas novas campanhas em função do estado de espirito dos portugueses, decorrente dos malefícios do que hoje acham muito justo e muito corajoso. Como sempre vai doer, mas aposto que será um filme que todos iremos rever brevemente.”

Este premonitório naco de prosa fazia parte de um texto sobre a denominada “reforma fiscal” que aqui fiz publicar há dois meses e onze dias atrás. Não era, aliás, necessário consultar os astros para prever o que se ia passar.

A dita reforma obedeceu a dois imperativos: aumentar a receita para fazer face ao despesismo dialogante e ajudar um periclitante ministro das finanças que precisava comunicar urgentemente ao país que tinha feito uma coisa chamada reforma.

E assim foi! À pressa, com a cara virada para a comunicação “social” e as costas para a realidade económica do país, o ministro e os deputados, apoiados na superior sabedoria de muitos analistas políticos lá conseguiram dar à luz o aborto fiscal.

O país está endividado e precisa de incentivar a poupança que caiu de forma drástica. Pois bem, lá se optou por taxar mais o aforro, baixando assim a propensão à poupança. Para um país endividado, captar o investimento estrangeiro e a poupança interna é nuclear. De braço dado com o PCP – esse partido da modernidade -, a política cor-de-rosa lá reencontrou o discurso de esquerda, tornando assim possível decretar, em nome do povo, medidas fiscais para afugentar esses capitalistas que nos exploram Aliás, trataram também de castigar os pequenos empresários que são sempre uma ameaça, pois se crescerem se tornam grandes. Vai daí, há que tributar a mais de 60% os dividendos e inventar uma dupla tributação para os empréstimos.de sócios. É que assim, quem investe, ou seja, quem oprime, é posto na linha graças a estas imaginativas opções fiscais de esquerda-os ricos que paguem a crise.

Mas para não se ficarem a rir dos capitalistas, porque no fundo vivemos em democracia, quem ganhar pouco tem de passar a pagar como se ganhasse mais, pelo menos 469 contos. Se não ganhar nada, paga também. Ou paga ao fisco ou paga ao contabilista. Pode escolher, porque somos uma sociedade livre. Assim, não se fica a rir do patrão, pois leva também com o socialismo pela cabeça abaixo. E não vale a pena perguntar às finanças, porque nem o ministro sabe. O único que talvez saiba qualquer coisinha é o secretário de Estado que já não o é, apesar de continuar a ser. (..)

RUI RIO – Ano de 2000

AS INCERTEZAS NO FUTURO?

 

Nunca os racionalistas radicais poderão entender a grandeza de gente muito anterior ou posterior a Cristo que, muito para lá da barriga e do conforto, se preocupou essencialmente, em desvendar os segredos da natureza, do Homem e do universo, na procura de descobrir o seu lado espiritual e superior.

Para descobrirem se a sua vida é controlada pelo tempo que vai passando, podem usar um critério simples. Basta perguntar se há alegria, bem-estar e leveza naquilo que estão a fazer? Se não houver, é porque o tempo está a encobrir o momento presente e a vida é vista como um fardo, ou uma luta. Para mudar poderá bastar, mesmo continuando a fazer o mesmo, pode mudar o modo como o está fazendo.

Quanto aos radicais, nunca eles poderão entender, ou querer entender, se o universo funciona como um grande pensamento divino. Tais seres limitam-se a pensar que eles próprios são o universo!

Não admitem que a matéria possa ser como os neurónios de uma grande mente, um universo consciente e que 'pensa'. Nem sequer aceitam como possível que todo o conhecimento possa fluir e refluir da nossa mente, uma vez que estamos ligados a uma mente divina que contém todo esse conhecimento.

A sua atenção está tão concentrada no microcosmo que não se apercebem do imenso macrocosmo à nossa volta.

 

Portanto também não podem aprender e compreender as grandes verdades do cosmo, ou observar como elas se manifestam nas nossas próprias vidas.

Nem que das galáxias às partículas subatómicas, tudo é movimento.

Tão pouco aceitarão que a própria matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas repleta de movimento.

 

Duvidarão sempre esses assanhados racionalistas, que o claro e o escuro também são manifestações da luz e que a síntese da árvore da vida poderá ser o Homem Arquétipo. Ou duvidam, também, que a Água, Ar, Terra e Fogo, objectos de referência em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica, sejam os “ Quatro Elementos” da natureza?

 

Para eles, radicais, basta ganhar eleições e continuar no poder, mesmo mentindo e procurando agradar aos grupos de votantes mais alargados. Com isso, os votos virão e a Boavida continuará!

 

 

 

 

 

REFORMA AGRÁRIA

 

Constituição Política Portuguesa

 

Artigo 81.º

 

h) Realizar a reforma agrária.

 

Afinal, com quase 40 anos decorridos e muitos governos de várias cores, quem fiscalizou se os objetivos constitucionais estão mais próximos ou mais afastados da realidade que havia em Abril de 74? Vejamos mais um caso, com equidade ou sem ela!

 

Terrenos agrícolas abandonados

Um terreno por cultivar é riqueza que se perde. O fim dos subsídios mal fiscalizados, vindos da UE, terminou com a chegada da crise, agora apenas quem der provas de investimento e retorno se pode candidatar aos fundos, (até que enfim!).

Entretanto em Portugal, com o abandono do interior, proliferam os terrenos agrícolas ao abandono! Terrenos que provocam centenas de incêndios-ano e milhões de euros pagos pelo Estado para apagar fogos devastadores!

Os “Bancos de Terras”, criados recentemente irão acabar com os baldios e provocar a implementação de uma lei do estilo: Quem desperdiça não tem direito à propriedade. Tudo isto, está a motivar o Governo a identificar as propriedades inativas, e distribuí-las por agricultores com capacidade de as poderem explorar.

Muito mais haverá a acrescentar, se pensarmos que o Estado é dono de 10% das terras e que dois milhões de hectares estão sem gestão, originando com isso perdas de largas centenas de milhões de euros! De resto o território nem tem cadastro predial e nem o Estado sabe quanto vale! Esta, será ainda uma forma de acabar com o fosso entre as capitais desenvolvidas e um interior quase abandonado.

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:42

BOLSA DE TERRAS

 

 

Precisamos de um D. Dinis para repensar a agricultura em Portugal”

“Onze meses depois de ter sido criada, a Bolsa de Terras só foi palco de duas transações| Está previsto que as terras do Estado venham a ser disponibilizadas na Bolsa de Terras mas ainda falta legislação para que isso aconteça.”

É no estado de graça - estado de choque dos adversários e a expectativa dos apoiantes - que se tem de decidir. Romper, avançar, demonstrar firmeza e consistência. Sem exitações.

A demora, por si só, não é hesitação. É demora. E a demora  trava e redobra a inércia. Tudo o que se adia custa mais a fazer - ou não se faz mesmo.

A agricultura deve deixar de ser encarada numa perspetival estritamente económica, mas como uma “questão estratégica de defesa nacional”. De facto, Portugal transformou-se rapidamente num país com uma economia eminentemente terciária, de prestação de serviços, não apostando na produção de bens tangíveis.

Portugal deverá voltar a virar-se para a produção agrícola como aposta na criação de riqueza e valor internos, apoiando a agricultura e os agricultores. O país deve manter uma capacidade de produção que garanta a autonomia perante os mercados internacionais.
A aposta no desenvolvimento da agricultura é, também, necessária na medida em que esta contribuirá para atenuar as disparidades entre interior e litoral. Uma aposta rápida, forte e clara neste sector de atividade teria tido repercussões positivas em todo o território nacional. Mesmo assim, mãos à obra.

 
 
publicado por luzdequeijas às 22:45

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