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O ENTARDECER

O ENTARDECER

DOUTOR DA MULA RUÇA

O doutor da mula ruça existiu mesmo em 1534
 

Quando por brincadeira as pessoas se referem ao primeiro-ministro de Portugal como doutor da mula ruça, estão (sem o saber) a utilizar uma dupla ironia. Primeiro o senhor é mesmo pigarço; depois não está registado na Ordem dos Engenheiros.

Pois a graça disto tudo está em que, no ano de 1534, um tal António Lopes exercia medicina, em Évora onde era muito conhecido, mas não tinha diploma. Tinha estudado em Alcalá de Henares e, por falta de verba para pagar o «canudo», saiu de lá sem o respectivo diploma. Vai daí escreveu ao rei Dom João III e pediu-lhe que o mandasse analisar pelos médicos da corte de modo a poder exercer a sua actividade sem qualquer contestação. Em 23 de Maio de 1534, o livro da Chancelaria de D. João III refere:

«Dom Joham 3º a quantos esta minha carta virem faço saber que o doutor António Lopes, físico de Évora, me apresentou ua carta do doutor Diogo Lopes, meu físico moor, de que o theor de verbo é o seguinte: O doutor Diogo Lopes, comendador da Ordem de Christo e físico moor del Rey Nosso senhor em seus regnos e senhorios, faço saber a quantos esta minha carta de doutorado virem como por António Lopes, físico da mula ruça, morador em esta Évora, me foy apresentado hum allvará dellRey nosso senhor, por sua alteza assygnado e passado per sua chancelaria do qual o trellado he o seguinte: Eu ell Rey faço saber a vós Doutor Diogo Lopes seu fisico moor, que António Lopes, físico da mula ruça, morador en esta cidade, me dice por sua petiçam que elle estudou nove ou dez annos no estudo de Alcala de Henares.»

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:10
 
 

 
QUARTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2014

O NOSSO ENTARDECER

Começo a sentir o meu entardecer. Todo o ser humano acaba por senti-lo. No fundo é uma nova vida que chega, com um sentir muito mais lato. 

Nem de propósito! Tinha acabado de me aprontar para sair, quando ouvi tocar a campainha da porta. Apressei-me para ver quem tocava e, mesmo dali, deparei-me com um jovem que acompanhei em todo o seu evoluir para homem. De tristeza estampada no rosto disse-me: vizinho é para lhe dizer que o meu pai morreu esta noite!

Pouco ou nada consegui dizer. Tal o embaraço que se apossou de mim! Havia falecido o meu vizinho de mais de cinquenta anos!

É verdade, o senhor Orlando partiu para algum lado onde todos seremos vizinhos, mesmo sem portas ou janelas. Mas mais livres, também. E, acima de tudo, muito muito solidários.

Se eu vinha sentindo o entardecer, tal convicção tomou-me por inteiro. Voltei para dentro, precisava de meditar no Homem que somos. Se sempre lutei por mudanças no mundo a favor de todos, sem qualquer exceção, desta vez apercebi-me que tais mudanças teriam de ser feitas na minha própria vida. É hora de mudar! Não em torno da política ou da economia, mas da sacralidade da pessoa humana, e dos valores inalienáveis, como pede o Papa A luta que abracei com coragem, em todo o meu passado, para que se pudesse olhar com confiança o futuro no mundo, e para que se pudesse viver nele, plenamente, a esperança e a dignidade, vai entrar noutra rota. A rota da minha disponibilidade numa luta individual, pode despertar algumas consciências, mas as coisas não se alteram!

A perda (?) do vizinho não sai do meu pensamento. Muitas vezes saíamos em simultâneo de casa, e eu via-o trazer a gaiola do seu canário, que pendurava na parede exterior da sua casa. Em breve começaria uma sinfonia espantosa desta ave! Efeitos sonoros de alta qualidade, um canto melodioso. Adorava ouvir o seu trinado!

Por outro lado, sentia pena que o canário, estivesse aprisionado numa gaiola. A melodia que entoava, sem cansaço, seria certamente muito mais bonita cantada do alto de uma árvore e em plena liberdade.

Se os pássaros não foram feitos para viver aprisionados, muito menos o Homem o foi. Assim, não poderá viver, ou seja, sem ser em plena liberdade!

Submeter o Homem aos pecaminosos interesses de grupos fechados ou, com outra dependência intelectual qualquer é, também, limitá-lo e tolher-lhe as suas aptidões de ser humano.

Disposto estou, a pôr as minhas últimas forças ao serviço dos valores inadiáveis e inalienáveis da nossa sociedade e estes ao serviço da sacralidade da pessoa humana, Assim mesmo, terminarei a minha atividade no blog luzdequeijas e tentarei desbravar outros caminhos mais consentâneos com o cansaço do entardecer a que fiz alusão. Sem perder a dignidade conquistada no meu passado de lutador pela verdade.

 
 
publicado por luzdequeijas às 19:09
 
 
 
TERÇA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2014

A SACRALIDADE DA PESSOA HUMANA

 

“Queridos Eurodeputados, chegou a hora de construir juntos a Europa que gira, não em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana, dos valores inalienáveis; a Europa que abraça com coragem o seu passado e olha com confiança o seu futuro, para viver plenamente e com esperança o seu presente. Chegou o momento de abandonar a ideia de uma Europa temerosa e fechada sobre si mesma para suscitar e promover a Europa protagonista, portadora de ciência, de arte, de música, de valores humanos e também de fé. A Europa que contempla o céu e persegue ideais; a Europa que assiste, defende e tutela o homem; a Europa que caminha na terra segura e firme, precioso ponto de referência para toda a humanidade!”

Obrigado!"

A voz do Papa no Parlamento Europeu

 
 
publicado por luzdequeijas às 17:17
 
 
DOMINGO, 16 DE NOVEMBRO DE 2014

SABER TUDO ACERCA DE NADA

Atenção Senhor António Costa

“Formaremos milhares de jovens que saberão «tudo acerca de nada», mas incapazes de usar o português básico”. “ De outro modo seremos cada vez mais um país de licenciados, o que é bom para as estatísticas mas de pouco ou nada serve. Formaremos legiões de especialistas em inúmeras coisas, provavelmente muitas sem interesse prático para as nossas necessidades. Milhares de jovens que saberão tudo acerca de nada, mas as mais das vezes incapazes de usar o português básico ou de calcular, sem recorrer a uma máquina, uma operação aritmética simples, da tabuada elementar. Coisas que os seus pais já sabiam na 4ª classe.”    

Expresso 17 Agosto 2002

 
 
publicado por luzdequeijas às 16:10
 

 
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A NOSSA FORCA

 

As raposas do Ártico correm grandes distâncias, algumas de mais 2.300km, todos os anos em busca de comida.

Acasalam com o mesmo par durante toda a vida. Quando estão procriando, partilham o território com outros casais, geralmente construindo a toca em uma zona abrigada e sem gelo ou entre pedras. Essas tocas são construções complexas, chegando a possuir 250 entradas. Algumas têm sido utilizadas continuamente ao longo dos mais de 300 anos. A raposa usa a toca como esconderijo contra o mau tempo, despensa para armazenar sobras de comida, abrigo para as crias ou para se refugiar de predadores. Entretanto, não hibernam nessas tocas. Quando o tempo está muito ruim, escava uma cova na neve, enrosca-se e enrola a cauda à volta dos pés e pernas para se aquecer.

É um animal onívoro (aquele que come de plantas e animais)

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:55

SABER TUDO ACERCA DE NADA

DOMINGO, 16 DE NOVEMBRO DE 2014

 

Atenção Senhor António Costa

“Formaremos milhares de jovens que saberão «tudo acerca de nada», mas incapazes de usar o português básico”. “ De outro modo seremos cada vez mais um país de licenciados, o que é bom para as estatísticas mas de pouco ou nada serve. Formaremos legiões de especialistas em inúmeras coisas, provavelmente muitas sem interesse prático para as nossas necessidades. Milhares de jovens que saberão tudo acerca de nada, mas as mais das vezes incapazes de usar o português básico ou de calcular, sem recorrer a uma máquina, uma operação aritmética simples, da tabuada elementar. Coisas que os seus pais já sabiam na 4ª classe.”    

Expresso 17 Agosto 2002

SUSPEITAS SOBRE OS POLÌTICOS

 

 

Uma sociedade aberta é, por definição, uma sociedade transparente, no caso português a evolução está a ir no pior sentido.

Assim, somos obrigados a concluir que o lodaçal das suspeitas na sociedade portuguesa se vai adensando e a propósito da reforma fiscal, então a ser discutida, Pedro Ferraz da Costa fez esta afirmação à Lusa:

“Toda a gente sabe que grande parte das despesas confidenciais das empresas têm a ver com verbas que elas têm que avançar «por fora» para obterem todo o tipo de licenças relacionadas com obras, toda a gente sabe e, aparentemente, ninguém se indigna. De resto era a segunda vez, pelo menos, que Ferraz da Costa aludia ao mesmo assunto: “ a existência de corrupção e tráfico de influências nos órgãos decisores do Estado e da Administração Pública.

Trata-se de uma denúncia vaga, sem dúvida, e com destinatários indeterminados. Mas não pode senão estranhar-se a naturalidade com que ela foi feita e a indiferença com que foi recebida. Ferraz da Costa deve saber do que fala e de certo não se eximiria a apresentar a quem lho pedisse (policias ou tribunais) casos concretos de que tem conhecimento e as circunstâncias em que eles ocorreram. Seria um inestimável contributo para a necessária e tão apregoada transparência. Seria ainda uma óptima oportunidade de prestar um serviço valioso à democracia portuguesa e á política, as quais ameaçam soçobrar no tal lodaçal de suspeitas que toda a gente alimenta, mas ninguém, sabendo do que fala, se dá ao trabalho de provar,”. Estamos a citar noticia publicada.

 

As suspeitas sobre os políticos são uma constante. Com ou sem razão. A maneira como os processos são encerrados só aumenta o adensar das crescentes suspeitas.

O 150.º aniversário do aparecimento

 

 

Da Imagem de Nossa Senhora da Rocha, vai completar-se este ano de 1972. 

A este acontecimento, estão ligados para sempre grandes nomes da nossa história. Serão de mencionar os reis D. Miguel, D. Pedro V, e D. Luís, pelo muito carinho e devoção que lhe dedicaram, e o poeta Tomás Ribeiro que foi um dos maiores, ou mesmo o maior, impulsionador da construção do Santuário e áreas circundantes.

Em finais do século XIX, acorriam a este Santuário pessoa vindas de Lisboa e outros lugares da região como por exemplo de Mafra, que traziam todos os anos um vistoso veado para ser leiloado. 

Os festejos de Nossa Senhora da Rocha tornaram-se famosos e o culto da Virgem terá aumentado a fé nos povos da região. Durante os dias de festa, o recinto enche-se de animação e de peregrinos para venerarem a Mãe de Deus.

 

Com os meios arrecadados nas festividades, acabou por ser erguido um busto a Tomás Ribeiro junto ao Santuário, num ato de justa homenagem.

 

O último quarto do século XX foi para o Santuário da Rocha de altos e baixos. Podemos dizer que este período começou marcado novamente pela instabilidade política devida à " Revolução de Abril/74", e que tal tipo de instabilidade nunca foi benéfica para a atividade religiosa e espiritual.

Em clima de exaltação reivindicativa e social, parece não haver espaço para outras manifestações, nomeadamente para as de natureza espiritual.

É exactamente neste período pós-revolução, que mais se acentuou a proliferação das barracas em redor do Santuário e com ela a degradação de toda a sua área envolvente, mais exactamente o jardim, lago e terrenos anexos.

Relativamente ao edifício do Santuário, o tempo ia-se encarregando de lhe infligir danos acentuados.

 

Em Portugal os católicos poderão obter indulgências visitando os Santuários escolhidos pelos bispos das várias dioceses. Entre os Templos escolhidos das Dioceses de Lisboa e Porto, para o Ano Mariano de 1988, está o nosso Santuário da Rocha.

Tal escolha trouxe-lhe uma inevitável necessidade de renovação, quer de estruturas quer sobretudo de animação espiritual e pastoral.

As Festas Anuais que se vinham esvaziando de conteúdos religiosos, habituando a maioria das pessoas a chamar-lhe simplesmente de "Feira da Rocha", tiveram neste período um brilho religioso a lembrar os seus melhores tempos.

 

Ultrapassado este Ano Mariano, o Santuário continuou a sua lenta degradação interior e exterior. O estado da ribeira do JAMOR não destoava, apresentando elevado nível de poluição e um leito dominado por extenso matagal.

Algumas obras levadas a cabo na área do "Complexo Desportivo do JAMOR", mais evidenciavam o desleixo que reinava no Sítio da Rocha.

Os anos noventa do último século iam chegando ao fim. Outro acontecimento religioso de grande prestígio começava a ser falado e tal como no Ano Mariano também agora, a caminho do Grande Jubileu e das comemorações dos dois mil anos da Encarnação do Verbo Eterno de Deus, o Santuário da Rocha voltou a ser um dos escolhidos pelo Senhor Patriarca de Lisboa como um dos Templos Indulgenciados.

Se a notícia foi recebida nas freguesias vizinhas com grande alegria, o peso das responsabilidades voltou a trazer alguma inquietação, tanto no que se refere à actividade religiosa reduzida ao mínimo, como ao estado geral de degradação em que a Rocha se encontrava.

As preocupações vinham a público de mãos dadas com apelos de ajuda, já que a Irmandade da Senhora da Rocha, por muito que desejasse, não tinha recursos para dar solução aos inúmeros problemas.

Antecipadamente se sabia que o nosso Santuário iria ser meta de muitos milhares de cristãos durante o Jubileu do ano santo de 2000 e nas celebrações da passagem dos dois mil anos sobre o nascimento de Cristo.

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, Santuário Jubilar, está situado na nossa freguesia de Queijas e bem junto à nossa Linda - a - Pastora, motivos por que todos os habitantes lhe dedicam muito carinho e devoção comprovados no coração de ouro que é ostentado no brasão da freguesia.

Foi com muita alegria e empenho que a freguesia de Queijas assistiu ao realojamento das muitas dezenas de famílias que ali habitavam em condições mais que desumanas.

Porém, ainda muito havia para fazer não sendo pois de estranhar a preocupação revelada pelo presidente da Junta ao fazer uma visita a todo o espaço do Santuário e enviar para publicação do órgão camarário o artigo que se transcreve:

 

Revolução Liberal

 

Em 24.08.1820, uma revolução proclamou a extinção do regime absolutista e a entrada em vigor da Constituição (1822), seguindo-se a sua aceitação pela quase totalidade das pessoas.

Contudo, seguiram-se-lhe a proclamação da Carta Constitucional (1826) e da Constituição em 1838.

A Carta representou o triunfo do rei vigente e o seu direito ao exercício do poder.

A Constituição de 1838 moderou essa concepção, tendo-se mantido até 1842.

O regime liberal conheceu diversas tendências ao longo do seu período de vigência (1820-1826), que assumiram designações próprias, como o vintismo, o cartismo, o setembrismo e o republicanismo.

O liberalismo em Portugal, surgiu por influência da Revolução Francesa, mas durante o século XIX adoptou uma postura britânica e após a instalação da República (5/10/1910), rendeu-se ao parlamentarismo.

 

Como reacção ao regime liberal, seguiu-se um período de conturbada guerra civil - as lutas liberais. Teve início com a revolução do Porto, tendo o seu termo com a assinatura da Convenção de ÉVORA -MONTE em 26/5/1834.

Este período precedido pela Revolução Liberal de 24/8/1820, pelos movimentos da VILA - FRANCADA (1823) e da ABRILADA (1824), tendo continuação na acção do Remexido (1836-1837) e na tentativa dos MARNOTAS (1837).

Tudo isto porque após a morte de D. João VI (10/3/1826), o país se dividiu em partidários de D. Pedro (constitucionalistas ou liberais) e de D. Miguel (LEGITIMISTAS ou ABSOLUTISTAS).

Entretanto D. Miguel foi proclamado rei em 11/7/1828.

 

Todavia, em 22/6/1828, em Angra, nos Açores, decorria uma revolução anti-miguelista, constituindo-se um governo interino.

Em 3/3/1832 D. Pedro chegou aos Açores como regente e dali partiu com 7500 homens, indo desembarcar a sul do Mindelo em 8/7/1832.

No dia seguinte as tropas liberais ocuparam o Porto.

Em 20/6/1883 fez-se novo desembarque liberal, desta vez no Algarve, tropas que avançaram após terem vencido o exército miguelista em Cacilhas.

Com outras vitórias liberais no ano de 1834, os absolutistas viram-se obrigados a aceitar a convenção de Évora - Monte.

Esta experiência demonstrou não haver as condições necessárias para o usufruto das liberdades garantidas pela constituição, devido a abusos cometidos que desautorizavam o poder e feriam as convicções populares.

 

O Republicanismo

O regime absolutista

 

 

Foi uma doutrina política que predominou na Europa dos séculos XVI -XVII e cuja forma de governo caracterizou essa mesma época.

No início do século XVI, os reis franceses já se apresentavam com o poder consolidado, respondendo por seus actos somente a Deus. Criaram os serviços públicos, colocaram a Igreja sob seu controle e incentivaram o comércio, visando obter os metais preciosos.

A nobreza francesa foi se adaptando à centralização, pois os seus privilégios, como as isenções de impostos, a prioridade na ocupação de postos no exército e na administração, continuaram assegurados. Por sua vez, a burguesia integrou-se no Estado absolutista comprando cargos públicos, títulos de nobreza e terras, desviando, assim, seus capitais, do sector produtivo como o comércio e as manufaturas.

0 Estado, com despesas cada vez mais elevadas na manutenção da corte, das guerras e do exército, sustentava-se através de numerosos aumentos dos impostos, que recaíam basicamente sobre os camponeses, os artesãos e os pequenos burgueses.

A maioria dos camponeses era pobre, obrigada a trabalhar na terra alheia por um pequeno salário e lutava por manter o antigo costume de utilização colectiva das terras. Dividido em diferentes camadas, o campesinato unia-se num aspecto: o ódio aos dízimos pagos à Igreja e as obrigações feudais devidas aos proprietários e ao Estado.

 

Em Portugal o absolutismo foi estabelecido desde D. João I, tendo-se reforçado com D. João II.

Com D. José, já no século XVIII, tomou a forma de absolutismo esclarecido (apesar de se humanizar o direito penal, se fomentar o ensino, a cultura e a tolerância religiosa, os povos continuam a não tomar parte nas decisões do estado).

Com a convenção de ÉVORA - MONTE, assinada por D. Miguel em 1834, o absolutismo desaparece em Portugal.

Eram, contudo os apelos de um novo sistema doutrinário, que estava a trazer toda esta vontade de mudança, e que haveria de ficar conhecido como,

 

A SACRALIDADE DA PESSOA HUMANA

TERÇA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2014

 

 

“Queridos Eurodeputados, chegou a hora de construir juntos a Europa que gira, não em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana, dos valores inalienáveis; a Europa que abraça com coragem o seu passado e olha com confiança o seu futuro, para viver plenamente e com esperança o seu presente. Chegou o momento de abandonar a ideia de uma Europa temerosa e fechada sobre si mesma para suscitar e promover a Europa protagonista, portadora de ciência, de arte, de música, de valores humanos e também de fé. A Europa que contempla o céu e persegue ideais; a Europa que assiste, defende e tutela o homem; a Europa que caminha na terra segura e firme, precioso ponto de referência para toda a humanidade!”

Obrigado!"

A voz do Papa no Parlamento Europeu

 
 
publicado por luzdequeijas às 17:17

AS VITIMAS DA CIGARRA

TERÇA-FEIRA, 9 DE DEZEMBRO DE 2014

 

 

Os nossos  partidos políticos pelo modo como têm funcionado (em cartel) e pela forma como selecionam os seus militantes, líderes e candidatos que nomeiam para servir o povo português, transformaram a política no paraíso das cigarras.

“Muita parra e pouca uva” No verão cantam e no inverno esperam pelo próximo verão.

Será bom lembrar que eles legislam os seus próprios interesses e a sua própria autoridade! O País paga o seu esbanjamento e a sua incompetência! E o povo vai ouvindo o seu incessante cantarolar! .

As cigarras são os únicos insetos que produzem um som alto e estridente. As fêmeas adultas de cigarra, são fecundadas pelo macho no período de intensa agitação, que é quando os machos cantam mais.

Tudo isto para se dizer que, enquanto se vai cantando, as franjas da sociedade vão desaparecendo com imenso sofrimento!

A nossa Constituição enforma de desvios preocupantes naquilo que concerne aos seus objetivos! Chega a ser uma perfeita obsessão a insistência com que se refere aos “trabalhadores”, “socialismo”, “sindicatos” etc. e ignora a defesa dos direitos das pessoas mais vulneráveis de qualquer sociedade, ou seja as crianças e os idosos.

Decorridos quase quarenta anos da suposta revolução são as organizações internacionais que se mostram altamente preocupadas com a pobreza das crianças e idosos em Portugal, nomeadamente o Conselho da Europa! A nossa comunicação social, em especial televisões, só enchem os telejornais com noticiários de greves, sindicatos, trabalhadores e de todo o tipo de informação negativa e muita de esquerda!

Quanto às franjas da sociedade, nada!

 

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 19:06

O ASSOCIATIVISMO

QUARTA-FEIRA, 17 DE JUNHO DE 2015

 

 

Esse, nunca poderá estar prenhe de politiquice!

Esse, deveria ser incluído na formação básica de cada um de nós!

A sua definição até poderia ser: “ A união entre muitas pessoas para um determinado fim; ou a ligação lógica de ideais; numa comunidade … Há muitas formas de arte que representam para a grande maioria das pessoas um hobbie como a pintura, música, desporto etc., mas o maior de todos terá ser a “arte do associativismo”.

Tal conceito, desde que entendido como um modo altruísta de transformar um coletivo numa forma BONITA DE VIVER A NOSSA VIDA.

À política poderemos chamar, se for o caso, a arte de governar uma nação, ou a arte da diplomacia destinando-se ela a dirigir as relações entre Estados Todavia, quando a política desce aos níveis da politiquice, ela poderá ser tudo menos uma “arte”. Entramos aqui na política pouco escrupulosa, deixando então de MERECER O ADJETIVO SUPREMO DE ARTE.

A arte e o associativismo são mundos vastos e também conceitos idealistas mais ou menos nobres. Sabemos, porém, que mesmo na arte e no associativismo poderemos ter de usar alguma política, mas sempre de contornos elevados, logo, longe da politiquice! Pois, esta, irá sempre condicionar negativamente quer os fins a alcançar, quer o desenvolvimento e o futuro das instituições a representar.

Quanto ao “associativismo”, nele nunca poderemos deixar que se percam os valores nele associados tais como comunidade, igualdade, e, acima de tudo, a indispensável unidade Tudo, isto, se realmente quisermos atingir o respeito mútuo e, por fim, o desenvolvimento social e cultural de uma sociedade nacional ou local.

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 17:12

ENDIVIDAMENTO PÚBLICO E PRIVADO

TERÇA-FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2015

 

 

14 JULHO, 18:02•BRUXELAS•ZLR

(ANSA) - Em meio de uma discussão que opõe Itália e Alemanha sobre a necessidade ou não de ter mais flexibilidade nas normas europeias, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou nesta segunda-feira (14) que a questão mais urgente atualmente é devolver a zona do euro a um caminho de prosperidade.
Em pronunciamento na sede do Parlamento da União Europeia (UE) em Bruxelas, o banqueiro disse que nos últimos anos muito foi feito para restabelecer a estabilidade e a confiança no bloco, mas que nesse período o endividamento público e privado e o desemprego acabaram crescendo, enquanto o crescimento diminuiu.
"A moderada retomada em curso deve prosseguir, os progressos nas reformas e o saneamento [das contas] deverão empurrar a economia nos próximos dois anos", declarou Draghi. No entanto, o presidente do BCE salientou que flexibilizar o Pacto de Estabilidade da UE não é a única forma de promover crescimento. (.)

 

PS: Afinal em Portugal quem é que promoveu o endividamento público e privado mais o desemprego?

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 18:23

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