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O ENTARDECER

O ENTARDECER

MORTE ANUNCIADA

ASSIM VAI QUEIJAS

 

 

 COM O PATROCÍNIO DA 1.ª DAMA

 

Associação Cultural de Queijas - Junt' arte

 

 É, desde princípios de Setembro de 1999, uma realidade legalmente constituída.

 

Contudo, ela nasceu efectivamente algum tempo antes, precisamente, na altura em que a Junta de Freguesia fez as comemorações do seu 6.º aniversário, Fevereiro de 1999.

Nas andanças do Presidente da Junta de então, em resposta a convites de outras freguesias, ele tinha sempre o maior prazer em encontrar gente de Queijas participando de exposições de pintura e artes plásticas noutras freguesias.

Foi então que todos perguntámos; porquê aqui e não na nossa terra ?

Palavra passa palavra, e aconteceu o maior acontecimento cultural de Queijas, a sua primeira Exposição Colectiva de Pintura e Artes Plásticas, que reuniu mais de 40 participantes.

 

Foi bonito de se ver durante dez dias, registando a visita de centenas de visitantes. Até ministros!

 

E agora?

Foram outras perguntas que colocámos uns aos outros. Perder todo este trabalho e capital de experiência, tão arduamente amealhado, nem pensar !

Apertámos mais as mãos, que ainda estavam dadas, e em uníssono decidimos, vamos em frente.

A Junta cedeu instalações, apoiou, e o projecto lindo nasceu, chamando-se Junt'arte - Associação Cultural de Queijas.

Todos éramos gente sem fortuna à mão, por isso haveríamos de ser fortes e criativos. Fomo-lo, e a obra sonhada passou também a ter Estatutos,  Regulamentos e Corpos Associativos.

Teve também legalização formalizada com escritura e respectiva publicação em Diário do Governo.

Nos nossos estatutos e regulamentos, aparecem gravados alguns princípios cheios de idealismo associativo.

Qualquer pessoa pode aparecer e inscrever-se, independentemente dos conhecimentos que tenha ou das suas possibilidades económicas.

A idade não conta, pode ser, de maneira pouco rígida, dos oito aos oitenta.

Os professores são os que sabem, os outros são alunos. Mas como ninguém sabe tudo, um formador numa valência pode ser aluno noutra, e o contrário também é verdadeiro. Com o tempo, será com mestres.

Com esta linha de orientação foi sempre a somar sócios e êxitos. Muitos êxitos em muitas exposições colectivas, na nossa terra e pelos arredores.

Exposições em pintura, cerâmica e artes decorativas estiveram à disposição da população em Queijas, no concelho de Oeiras e outros concelhos.

 

Talvez a que mais nos tenha marcado, tenha sido uma realizada no Palácio dos Anjos em Algés, com o patrocínio da Câmara Municipal de Oeiras.  

Também surgiram dificuldades, mais derivadas de gente que não consegue fazer a separação entre cultura e política. É a vida ... por vezes com altos custos e danos morais e materiais, para as pessoas e respectiva freguesia! Hoje volta a acontecer. É um crime hediondo!

Na actualidade, os alicerces estão sólidos, o edifício está indestrutível (sem intromissão de gente com pouca dignidade), e Queijas, tem a sua Associação Cultural.

 

Alguma coisa foi entretanto mudando, os ideais da fundação tiveram que ir dando lugar a uma orientação mais realista.

Assim, temos hoje, monitores muito competentes e algo profissionais, as estruturas financeiras deixaram de crescer, para estabilizarem.

 

A autarquia (CMO)  foi apoiando numa responsabilidade que é sua, ajudando a propiciar uma actividade cultural à sua população.   A Junta de Freguesia só destruiu! E continua, infelizmente.

Nós continuamos a sonhar, mas com os pés no chão, nem que para isso haja, como há, membros da direcção a fazerem a limpeza das exíguas instalações que o Centro Social de Queijas, por intermédio do seu Pároco, nos cedeu. Hoje na Rua Júlio Diniz n.º 20A.

As pessoas de Queijas têm tido à sua disposição, um lugar onde podem conviver e praticar cultura, a preços módicos, nalguns casos até, sem necessidade de pagar.

Ao abrigo de um protocolo, as monitoras da Junt’ Arte, deram também acompanhamento cultural adequado aos utentes do Centro Social em Queijas e Linda a Pastora.

 

Muitas peças valiosas, degradadas, da Igreja local, têm sido recuperadas pela nossa associação e devolvidas à paróquia.

 

Temos igualmente acarinhado o teatro, através do Grupo de Teatro Fersuna, com exibições em vários palcos, nomeadamente nas “Mostras de Teatro do Concelho”. 

Um grupo de gente quase anónima, teve sobre os seus ombros a responsabilidade de fazer a cultura caminhar nesta freguesia de Queijas, sem qualquer apoio da autarquia local (JUNTA), só eles poderão dizer porquê, mas até há pouco, felizmente, com o apoio da nossa Câmara Municipal.

 

É a ela que continuamos a pedir um espaço cultural digno e, essa é a razão pela qual tanto temos lutado na defesa da Casa de D. Miguel, imóvel degradado, central e historicamente ligado à cultura. Despeço-me de todos com muita amizade e alguma inquietude, talvez porque veja no céu muitas nuvens negras. Sinto que algo não vai acabar bem.

 

 

António Reis Luz

 

visite o site: www.freewebs.com/juntarte 

 

 

 

 

 

 

DE CANDEIAS ÀS AVESSAS

QUEIJAS, 

Nas últimas autárquicas (2005), um candidato falou muito na expressão indicada no título deste artigo. Talvez por isso, de lá para cá, Oeiras, Portugal e o próprio mundo, parecem estar de “candeias às avessas”.

No Jornal de Oeiras (2006-Junho) li um relato descritivo, sobre aquilo a que chamaram “Inauguração da Alameda de Queijas”. O Presidente da CMO elogiou o construtor e claro quis ser o protagonista desta inauguração. Teresa Zambujo também o quis ser, todavia durante a campanha autárquica de 2005, viu um “out door”, que aludia a esse facto, colocado em Queijas, mesmo em frente do Posto Policial, pela calada da noite, um carro abalroar toda a estrutura desse “out door”, danificando tal intenção.

Em boa verdade esta Alameda, deveria ter sido inaugurada no final dos anos oitenta do último século, data em que foi inaugurada a mancha A da Cooperativa Cheuni, anexa a essa alameda. Não foi e foi muito estranho que se tivessem dado licenças de habitação a todas aquelas habitações, com aquela área repleta de cardos, mato e lixo de todo o tipo! Se a responsabilidade de fazer tal alameda seria da CMO ou da Cooperativa Cheuni, tanto importa. A verdade é que ela tardou muito, mas existe, quanto à paternidade vamos mais DEVAGAR. Em Assembleia de Freguesia de 1999, foi lançada a enorme vontade de a fazer. Todos os partidos deram a sua colaboração. As propostas foram para a CMO e o Presidente da Junta de então, acompanhou todos os detalhes da sua concepção. Até da sua realização. Foram os seus impulsionadores.

Já em 1998 foi lançado pela Junta um concurso, sobre o nome da pessoa dado à sua rua. De todos os trabalhos apresentados, salientou-se o de uma menina de seis anos, moradora nesta alameda, à data uma verdadeira lixeira! Passo a transcrever o seu trabalho:

Cada Rua uma História – Alameda de Queijas

Acompanhando um desenho podíamos ler; era assim que eu gostava que fosse a minha rua. A minha rua tem um espaço cheio de ervas, mesmo em frente da minha casa. Eu gostava que tivesse um parque. Se tivesse um parque podíamos brincar e jogar à bola. Nesse jardim podia haver um escorrega e baloiços, assim como uma coisa para trepar. Devia também ter bancos para a minha avó se sentar a bordar com as suas amigas. Eu gostava que tivesse um lago com nenúfares, peixes e rãs e muitas flores para as abelhas tirarem o mel. Podíamos plantar muitas Árvores, que seriam bonitas como os pinheiros do meu avô.  Há muitos anos quando o meu avô veio morar para esta rua, ele plantou uns pinhões na terra. Agora temos três grandes pinheiros que dão muita sombra. Ao pé dos pinheiros, o meu avô também plantou rosas. Há outras pessoas na rua que plantam árvores bonitas ….. . Mas não é a mesma coisa. Se houvesse um parque todo arranjadinho a minha rua ficava mais bonita e os meninos de Queijas teriam um sítio grande e bom para brincar … ficávamos todos mais contentes. Catarina Flores Henriques – 6 anos!

Esta criança é que merece a paternidade da Alameda de Queijas. É por isto que vale a pena ser autarca, não por qualquer feira de vaidades ou paternidades.

António Reis Luz

 

O MERCADO DE QUEIJAS

Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

 

Os habitantes de Queijas têm, naturalmente, motivos para algum desconforto ao lerem, no “Correio de Oeiras” de 16/07/2008, opiniões sobre o Mercado de Queijas, do Presidente da Junta e de um vereador da CMO. As opiniões recolhidas pelo jornal, também não ajudam muito, na medida que não foram diversificadas, antes demasiado seletivas e em cumplicidade.

Ficámos a saber que o Mercado de Queijas está sem vida própria, sem atividade comercial e com lojas fechadas. Para os lados da Cheuni há um centro comercial no mesmo “estado de alma”!

Comecemos por tentar entender o PJ de Queijas; Sabemos que há muito não vivia nesta vila e cá se instalou para ser o tal Presidente que o movimento IOMAF precisava ou lhe foi imposto. Entretanto, foi afastado do PSD e juntou-se a três outros cidadãos que nas anteriores eleições tinham integrado uma lista independente contra a CMO. É muito complicado, mas dá para as pessoas desconfiarem. Se quiserem.

Naturalmente faltava ao atual presidente o conhecimento do passado, sempre muito importante. Não teve, também,  humildade para se inteirar. Antes, entregou-se nas mãos destes  “ independentes”,  o que leva a crer que, afinal, não o são (INDEPENDENTES). Com o senhor vereador e jornalista passar-se-á o mesmo. Assim, não sabem bem como dar a volta à situação!

 

Prosseguimos para dar a estes senhores a informação que a área do mercado, não é agradável nem convidativa. Com uma Casa de D. Miguel ao abandono e barracas de permeio, ainda não resolvidas. Com um lago cheio de pedras e lixo e sem um repuxo (que teve), num local onde abunda a água (um extenso lençol de água no subsolo). Existem três bombas a retirar água e a lançá-la no esgoto, para que o parque de estacionamento não fique inundado! Há quem tenha ouvido o Sr. Presidente da CMO em 2001, em visita ao mercado, dar ordens aos senhores arquitetos, para na frente do mercado, serem colocados efeitos de água, visando o embelezamento local. Até hoje nada.

O aspeto exterior não abona pela falta de limpeza e ajardinamento! Quanto ao interior as coisas ainda se complicam muito mais. O mercado, depois de uma fase inicial (1998/2001) em que manteve atividades lúdicas e muitos atracões artísticas de qualidade, foi sendo deixado ao descuido. Hoje tem lojas vazias, falta de qualidade e credibilidade. Tudo acrescido com a ocupação de duas lojas pela CMO. Numa, colocaram um serviço meramente de campanha (pequenas assistências a idosos pobres) esquecendo que Queijas, como as outras terras vizinhas, tem idosos (ainda bem), mas não são indigentes. Claro que há oportunistas! À frente dela colocaram uma figura sobejamente conhecida em Queijas. Demais! Liderou o IOMAF local na última campanha autárquica, e tem mais de setenta anos e praticamente não sabe ler! O que faz, quem lhe paga e como, é um mistério. O IGAT deveria ter investigado. O abandono do mercado tem muitas origens!

Na outra sala, a que a Junta chama de multiusos, têm tentado fazer cultura (?)  ou coisas parecidas. Sem conseguirem. Normalmente está fechada. Os elementos do executivo, nunca subsidiaram a Associação Cultural de Queijas, que poderia ou deveria utilizá-la. Se assim fosse, muita gente seria atraída diariamente ao local. Pretenderam manipular esta associação e ela não nunca deixou que o fizessem, até que a ocuparam ilegalmente! Ela era, talvez, a única coisa independente em Queijas.

Os mercados de Algés e Carnaxide não são comparáveis com o de Queijas. Existem há muito mais tempo e souberam ganhar o seu espaço. O de Queijas, muito por culpa da tal figura colocada no mercado, foi sendo prometido e quando chegou já não fazia sentido! Era o tempo dos Centros Cívicos. Os erros são sempre pagos pela população.

Quanto ao Centro de Saúde de Queijas ou como mais modernamente diz o Presidente da Junta USF, está desde os anos 1998/2001, com protocolo assinado entre a CMO e o Ministério da Saúde. Deu muito trabalho e dias inteiros de reuniões. Foi assinado em direto na SIC, para todo o país ver e ouvir, entre estas duas entidades. Lamentavelmente parece que a CMO tem interesse em resolver este problema primeiro em Algés e Carnaxide. Não admira, são áreas onde habitam muitos votantes. Existem gravações destes factos e por eles o presidente da Junta poderá certificar-se deles e ver como a Junta de então conseguiu estar em direto de manhã no programa de Fátima Lopes e á tarde, a cobrir uma grande manifestação de gente desta vila frente ao Centro de Saúde de Carnaxide. Presentes centenas de pessoas e o Presidente da Junta com a vereadora da saúde de então, Teresa Zambujo. Por último se informa que também esteve presente um dos acuais “ independentes”, que faz parte de vários executivo, com proteção assegurada por “alguém”! Provavelmente até já se esqueceu! Não é autarca quem quer mas quem tem a “bênção dos Deuses”! Mesmo que não valha muito como autarca! A ele outros “autarcas independentes” se vieram juntar a troco de silêncios cúmplices!

O povo paga tudo. É a vida……

 



URBANIZAÇÂO DA ENCOSTA DE LINDA A PASTORA

 

Sobre esta urbanização, julgamos não haver muito mais a dizer! Um vizinho meu,

muito preocupado em perder as vistas da sua casa na Rua da Bela Vista, foi lamentar-se à CMO, (Departamento Técnico).

Então, deram-lhe uma planta, com todas as indicações e pormenores. Havia ido à Junta, que não o tinha sabido informar de coisa alguma!

Com essa planta, tirou fotocópias e distribuiu-as pelos vizinhos, razão porque tenho esta na minha mão.

Explicaram-lhe que as acessibilidades, além das ligações a Linda a Pastora já efectuadas, serão pela Via Longitudinal Norte, que por marasmo dos Governos, A CMO já assumiu a sua execução e financiamento, até ao nó de Queijas, esperando-se a sua conclusão para o ano de 2004.

Tudo foi aprovado em Assembleia Municipal e publicado em actas da CMO e da própria Assembleia Municipal.

 

Julgamos que a Junta, deveria pedir à CMO outras plantas de várias urbanizações que estão aprovadas e em curso, como:

 

Bairro de Génese Ilegal da CALÇADA DOS MOINHOS.

VARANDAS DE QUEIJAS.

APARTAMENTOS TURÌSTICOS – PAPELACO.

GEDOISIS – ZONA ENVOLVENTE DA ESCOLA SECUNDÀRIA

“ COLINA DO MOINHO:
QUINTA DE SANTA MARGARIDA.

 

O MCI (Movimento de Cidadãos Independentes) teve o cuidado, de se deslocar à Câmara tendo em vista obter informação sobre tudo isto, que nos foi gentilmente fornecida.

A nossa maior preocupação prende-se com a Calçada dos Moinhos onde existe uma Associação de Moradores, que tem realizado dezenas de reuniões e assembleias as quais foram sempre assistidas pela CMO e JUNTA.

 

É muito importante apoiar toda esta gente, de poucos recursos, que nos merece especial atenção, visto terem o direito de usufruir de um dos lugares mais bonitos de Queijas, transformado numa zona com condições dignas de habitabilidade.

Que os políticos não se limitem a aparecer, por lá, só em tempos de CAMPANHA.

Outubro de 2000

Assembleia Municipal de Oeiras

 

7.6. Emissão de parecer nos termos da Lei, acerca da proposta relativa à elevação da Freguesia de Queijas à categoria de Vila.

Deliberação n.º 46/00 da A.M.

Sr. Presidente

O Sr. Presidente da Assembleia Municipal referiu o seguinte:

“Já vou dar a palavra ao senhor Presidente da Junta de Freguesia de Queijas, Reis Luz, é só uma brevíssima explicação, é um caso semelhante a um outro que tivemos aqui recentemente, trata-se de um Projecto de Lei apresentado na Assembleia da República, tem que ser emitido parecer pelos Órgãos Autárquicos para que o processo possa seguir, compete neste momento à Assembleia Municipal.

Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Queijas tenha a bondade.

Sr. António Reis Luz (J.F. Queijas)

O Sr. Deputado fez a seguinte intervenção:

“Penso que me fica bem dizer duas palavrinhas. Em primeiro lugar quero agradecer ao Senhor Presidente desta Assembleia, Dr. Marques Mendes, toda a sua colaboração neste processo, ou seja, toda a ajuda que nos deu na elevação de Queijas a Vila.

Depois, gostaria de dizer que todas as condições que a Lei 11/82 exige para que isto aconteça, para que uma povoação seja Vila, Queijas têm praticamente todas, só não tem uma, um Centro de Saúde. Lutamos muito por ele.Todavia, a Lei permite que possam faltar três. Depois, gostaria de dizer que, de facto, a população de Queijas é uma óptima população, trabalhadora, respeitadora, com alto sentido familiar e é essa mesma população que exige que Queijas seja Vila, que a terra onde vivem seja Vila e foi por essa razão que apareceu este processo. A todos o meu muito obrigado”.

  

O populismo

 

A democracia liberal está em perigo na Europa. Dando voz ao eleitoral, a nossa democracia parece não perceber que está longe de o representar e, em complemento, apareceu um “populismo” de duas facetas lembrando-lhe que o povo não se sente representado.

Quanto ao populismo, como quase tudo neste mundo, sobressaem nele dados positivos e outros negativos!

Do lado positivo, teremos;

- Uma hipotética mobilização dos sectores excluídos da sociedade

- Melhoramento por, pressão, da capacidade de resposta do sistema político

- Reforço da responsabilização do sistema democrático

Do lado negativo, teremos;

- Enaltecendo os conceitos da soberania popular, desgastando e debilitando a protecção dos direitos fundamentais

- Politizações das questões que não são consideradas pelas elites

- Deixando ressaltar uma moralização que parece andar arredia da maioria silenciosa

Realçando algumas questões; dir-se-ia como positiva, a actividade dos chamados partidos radicais de direita na Europa, sem ela, o problema dos emigrantes passaria ao lado. Como aspectos negativos, podem sobressair, os atentados às maiorias das eleições democráticas. De referir que, mesmo quando o sistema democrático se torna estável, a regra geral é aumentar a contestação, em lugar do silêncio ou mesmo do seu apoio.  

 

   

O PODER DAS ÁRVORES

 

Esta é uma história real de homens, de árvores e de tempos. Eles conhecem a verdade da terra, bem como a omnipotência do céu sobre as colheitas, pedra angular da existência para si e para as suas famílias. Lá em cima nada é como dantes. A desregulação climática perturba os ecossistemas e leva os homens à loucura. Desde há muito tempo os homens exploram a floresta sem “discernimento”. Ao ponto de ameaçarem os elementos fundamentais de uma biodiversidade até então ideal para a existência de uma floresta de elevada qualidade. E de porem em perigo uma economia de proximidade vital para as populações campestres e aldeias.

Uma só árvore purifica 600 litros de água por ano, protegendo, simultaneamente, o ambiente. Actualmente os seus produtores enfrentam desafios críticos devido às alterações climáticas.  A praga das doenças nas plantas e as chuvas diluvianas, mesmo com algum auxílio, para serem combatidas carecem de novas técnicas na cultura da floresta. 

“Plantar uma árvore pode custar meia-dúzia de euros e alguns minutos de trabalho, para depois prestar serviços ecossistémicos gratuitos durante 50 a 100 anos.

Multiplicar as espécies de árvores ajuda o agricultor a aumentar o seu rendimento. Desta forma, o agricultor pode, em cada ano, vender as colheitas das suas árvores de fruto e produzir mais madeiras preciosas.  

Torna-se imperiosa a criação e implementação de um programa de educação e sensibilização florestal, dos riscos dos fogos e da sua prevenção – a negligência é a principal causa dos incêndios. Sobre isto nada se tem feito no nosso País, muito menos, em qualquer pretensa reforma florestal. No último ano, este pobre País ardeu de norte a sul.

No ano que corre foi ainda pior! Autêntica tragédia de norte a sul.    

 

CABRAS À SOLTA

Cerca de 150 mil cabras vão prevenir a ocorrência de fogos, limpando campos e matas nas zonas fronteiriças dos distritos de Bragança e Guarda e nas zonas de Zamora e Salamanca. O projecto transfronteiriço Self Preservation arranca brevemente em Espanha.

Os autarcas transmontanos têm boas expectativas sobre o projecto, que propõe a prevenção de incêndios - em zonas de risco e de difícil acesso - com cabras, "animais flexíveis, que se adaptam a todos os terrenos, e que comem tudo por onde passam", A iniciativa vai funcionar em torno de uma empresa de participação pública e privada, com 51% do capital do agrupamento e 49% de privados, que optimizará a sua sustentabilidade económica na produção e comercialização de leite e derivados, gerando uma oferta laboral de 700 postos de trabalho.

 

Pelo balanço da epidemia de peste em Madagáscar, subiu para 124 mortos e o Governo do país assinala timidamente, pela primeira vez, a desaceleração das contaminações no país.

PROPAGANDA A GRANEL

 

BONS RESULTADOS ECONÓMICOS?

O responsável pelo governo fala, amiudadamente, em bons resultados económicos! Onde estão eles? A dívida monstruosa que o PS deixou ao país está aí e é cada vez maior. O défice foi reduzido grandemente por Passos Coelho e o restinho que faltava foi manipulado com recursos a obras não feitas mas aprovadas na AR! Ou seja cativações ilusórias!

“Queremos construir uma sociedade decente em que todos possam aceder ao conhecimento”, disse o primeiro-ministro na mensagem natalícia, com pouco mais de cinco minutos, na qual elencou algumas medidas já tomadas pelo Executivo neste âmbito, como o alargamento do ensino pré-escolar às crianças a partir dos três anos de idade e o lançamento do programa “Qualifica”, para adultos. António Costa falou ainda do alargamento da majoração do abono de família a todas as crianças até aos três anos, de um programa para o sucesso educativo e de um novo modelo de avaliação.

O primeiro-ministro salientou os bons resultados obtidos por Portugal no estudo internacional PISA — em que pela primeira vez o país ficou acima da média da OCDE — e disse que esse “é o caminho que temos de prosseguir”, pois, defendeu, “foi este investimento no conhecimento que permitiu recuperar sectores como o calçado ou o têxtil, que melhorou a qualidade dos nossos produtos agrícolas e dos nossos serviços turísticos e que nos abriu as portas a novos sectores”.

António Costa disse ainda que é objectivo do Governo aumentar “os empregos de qualidade, que ofereçam confiança no futuro à geração mais qualificada que Portugal já formou”. O governante expressou o desejo de que essa geração “nunca mais seja forçada a emigrar” e admitiu que “a pobreza e a precariedade laboral são mesmo as maiores inimigas de uma melhor economia”.

O nosso primeiro-ministro parece querer fazer esquecer o maior ou um dos maiores problemas que Portugal tem pela frente: Pagar uma dívida externa impagável pela sua dimensão. Tudo isto é conversa para ganhar eleições, pois essa é na realidade a sua maior preocupação. Parece também querer esquecer que foi um governo, do qual fez parte, que deixou o nosso país entregue à TROICA!

Mesmo que conseguíssemos pagar a dívida, para nos desenvolvermos pelos nossos próprios meios, Portugal não é só dos meninos de três anos de idade, que muito terão de aprender para terem mais conhecimento que os seus pais e avós. Estamos a regressar aos tempos desastrosos das “NOVAS OPORTUNIDADES”! Seria bom que o senhor primeiro-ministro com o investimento que já fez aos senhores e senhoras investigadores, inventassem primeiro uma forma de fazer desaparecer toda a população que no seu benfazejo pensamento anda aqui a mais, OS IDOSOS. Depois poderia também tentar vender metade das nossas auto-estradas. Não esquecer que somos o País com mais auto-estradas por quilómetro quadrado. Em metade das que sobrassem poderia mandar plantar hortaliças e outros legumes que nós importamos para não morrermos à fome! Também seria bom que resolvesse o problema dos fogos e mandasse plantar entre os eucaliptos e choupos, muitas árvores de fruto para perceber que há coisas muito mais necessárias, como por exemplo acabar com os malditos fogos. Senhor primeiro-ministro pense depois que está a falar com gente que muito trabalhou por este país e que não gosta de “perdões fiscais, Qualifica”, rendas, cativações e cursos para adquirir mais conhecimentos, pois aquilo que o nosso país precisa é acima de tudo de pessoas que trabalhem e não de “loas” desastrosas e desanimantes. Por favor não nos desgaste ainda mais, mesmo com a barriga vazia. O socialismo não provou em país algum, muito menos provará em Portugal. Entretanto, o melhor é esquecermos os enormes “conhecimentos” dos seus apoiantes da extrema-esquerda!

- AQUILO que Portugal precisa é regressar ao sistema educativo que já teve, ou seja, com muito e bom conhecimento.

 - Recuperar sectores como o calçado, mobiliário ou o têxtil? Estes sectores têm muitos anos de convívio de feiras industriais e de vontade para evoluírem, Também têm muito bons empresários feitos à sua própria custa e não das escolas públicas!

- Portugal não tem oferta turística de hoje, mas um trabalho desenvolvido desde há muitos anos!

- A geração de que fala não aparecerá nunca com os seus fantasiosos e dispendiosos cursos! Mesmo que assim fosse, nunca chegaria por menos de trinta ou mais anos. Um país desenvolvido consegue-se com muito trabalho, produção e respeito por todos. Nunca pela máquina do Estado, mas sim pela actividade privada.

E nunca por um socialismo irrealista!

BOM E MAIS BARATO

O CONTRA FOGO

 

Mais de metade da área consumida pelas chamas este ano (2016), na Europa, ardeu em território português, são quase 117 mil hectares, valor quatro vezes maior que a média do que ardeu entre 2008 a 2015, segundo os técnicos de protecção civil.

Mitigar os impactes negativos dos incêndios exige um esforço de boa governação, algo que tem estado largamente ausente da discussão pública. Em primeiro lugar, a experiência internacional atesta que a eficácia na gestão do fogo está associada a serviços florestais (SF) sólidos e com intervenção significativa no território. Podemos referir a transferência do combate para os bombeiros em 1980/81 (perdendo-se o conhecimento de como combater o fogo na floresta), o desmantelamento e a regionalização da estrutura vertical em 1996, e a “entrega” da guarda-florestal e da rede de postos de vigia à GNR em 2006.

Mesmo assim, deve prevalecer a técnica do contra fogo, pela sua eficácia e despesa compensadora, em confronto com os actuais gastos anuais no combate aos incêndios.

O contra fogo requer uma preparação técnica compatível, porém os gastos em causa, podem ter efeitos noutros grandes problemas que os países enfrentam.

Para coroar o momento de ápice político, o Ministério Público mandou ao Congresso – no meio da maior e mais bem-sucedida operação anticorrupção do planeta – uma série de medidas como se as que existissem não tivessem sido suficientes para assegurar o amplo e retumbante êxito da Operação Lava-Jato no Brasil.

O problema é que no meio das medidas anticorrupção, que ninguém leu e ninguém pode ficar contra, sob pena de ser execrado pelo pensamento do politicamente correcto, vieram algumas pérolas: o famigerado teste de integridade, já conhecido como o teste de infidelidade; e a admissão de provas ilícitas colhidas com boa-fé. O contra fogo é um sistema de combate infalível! Todo o ser humano teme os fogos incontroláveis (de todos os tipos), mas que o contra fogo é eficaz, não tenhamos dúvidas. É preciso não esquecer que o verão está chegar. Assim será bom também não esquecer de estender o contra fogo a toda a actividade do nosso país.

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