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O ENTARDECER

O ENTARDECER

Os donativos para os incêndios

 

Os portugueses não doaram só os mais de 13 milhões de euros que entretanto já foram capturados pelo governo, num suposto “fundo público”!

O povo português doou quase 18 milhões de euros. Estes 13 milhões são somente o valor que sobrou, após o Estado já ter sonegado, confiscado, roubado, mais de 4 milhões de euros, a título de cobrança de IVA.
Mas não irá parar por aqui o roubo por parte do Estado. Vou tentar explicar:

Os portugueses doaram perto de 18 milhões de euros, sobre os quais, as entidades de intermediação, como os bancos, as estações de TV, ou as operadoras de telecomunicações, foram obrigadas pelo fisco, a ter que reter 23% a título de IVA, e posteriormente remeteram esse IVA para os cofres do Estado.

Foram mais de 4 milhões que por esta via o Estado conseguiu confiscar aos fundos doados, sendo o remanescente (MAIS DE 13 MILHÕES) sido encaminhado para um fundo público, debaixo de administração governamental.

Mas agora, o Estado ainda vai conseguir confiscar mais 23%, novamente a título de IVA, sobre os restantes 13 milhões. Sempre que o Estado entregar algum do dinheiro doado às vítimas dos incêndios, que só é feito contra apresentação de facturas, para que os lesados possam ir pagar por exemplo as facturas dos custos das obras de reconstrução, da compra de mobiliário, electrodomésticos, roupa, reposição de viaturas, tractores, e alfaias agrícolas, materiais de construção, custos de mão-de-obra contratada, etc., o Estado irá cobrar-lhes, novamente, mais 23% de IVA.

Serão mais de 3 milhões de euros só por esta via, a adicionar aos mais de 4 milhões, já previamente confiscados.

Só pela via do IVA e deste esquema de DUPLA TRIBUTAÇÃO, o Estado vai conseguir confiscar, ou melhor, vai roubar, mais de 7 milhões de euros, a gentes que ficaram na mais completa miséria, sem nada, quando na verdade, estas gentes deveriam era estar a serem compensadas pelo Estado, dado que foi por incúria e incompetência dos serviços do Estado, que esta gente perdeu tudo o que tinha. Muitos, até a própria família perderam.

Vou repetir:  o povo português doou mais de 18 milhões de euros, e não 13 milhões. E dos mais de 18 milhões, só em IVA o Estado irá confiscar mais de 7 milhões de euros, que irão reverter TOTALMENTE para os cofres do governo, e nem um único euro destes 7 milhões alguma vez irá chegar aos bolsos daqueles que era suposto receberem este dinheiro.

E não se deixem iludir, com outras “narrativas” dos governantes, nem com promessas que irão ou estão a compensar o confisco destes 7 milhões, por outras vias, como a protecção civil, ou pela via da Segurança Social. É uma enorme mentira e falácia, pois qualquer gasto via Protecção Civil, e via Segurança Social, é a que deriva das actuais leis, e se não existissem tais donativos, estes Serviços do Estado estariam obrigados a prestar e mesma assistência que deriva da lei. Se alguém disser que não é assim, estarão a mentir com todos os dentes.  Garanto-vos que é assim.

 

 

 

AS GERAÇÕES VINDOURAS

Deixar o caminho preparado para as gerações vindouras, faz parte da moral universal.

Os sistemas de rega são programados, através de computorização, para que um bem tão escasso e caro na sua obtenção, não volte a faltar. Nessa linha de preocupações foram estudadas as novas técnicas de rega. Entre elas, foi desde logo dada toda a prioridade à rega “gota a gota”. Todas as técnicas de cultura, usadas desde há muito, foram objecto de profundos estudos. Sem descurar a crescente vontade em inovar. Em muitas houve profundas alterações. Em muitos casos as culturas no solo foram abandonadas, para passarem a ser feitas em extensos tapetes rolantes mecanizados. Com suficiente altura de boa terra, eram “lavrados” antes da plantação e depois das colheitas mecanicamente. Enquanto isso, as terras caiam ou subiam em tanques apropriados, onde a terá era fortificada e adubada. Também a plantação como a rega e a apanha eram automáticas, assim como o seu transporte para o espaço de armazém. Em certas culturas de vegetais, passaram a utilizar-se estufas altamente preparadas, na rega e humidade do ar, assim como no tempo de exposição ao sol. Além das estufas, eram também utilizadas e devidamente orientadas, culturas em escadaria (qual anfiteatro), com largas vantagens no tempo gasto em cuidados normais e exigíveis. Toda a água das chuvas era recolhida em depósitos colocados na parte mais alta e, com aproveitamento dos sucessivos declives, utilizada em rega “gota a gota”, automática! Laboratórios de preparação de boa terra, procediam com base nos conhecimentos da célebre «Terra Preta» da Amazónia, à obtenção da terra utilizada pelo mundo fora. Ainda sobre a terra da amazónia, até onde se sabe, continua por desmistificar o mito de que tais terras eram pobres e impróprias para a agricultura. Mas, no que se refere à “terra Preta”, o mestiço, diz que nela tudo dá. Pesquisadores do Brasil, Europa, Estados Unidos e América Latina, debruçaram-se sobre aqueles lugares arqueológicos para tentarem perceber com se formou aquele tipo de solo. Tal descoberta significaria uma revolução, e a chave do desenvolvimento da agricultura sustentável no mundo! Sobre isso, ainda há muito para discutir, principalmente como foi a “Terra Preta Arqueológica” formada. Os pesquisadores sabiam da importância dessa descoberta, pois conseguir reproduzir essa terra, significaria um grande salto em frente para acabar com a fome para sempre, no mundo inteiro. Então, foi isso que aconteceu. Estranhamente, veio-se a descobrir que a própria “Terra Arqueológica encerra em si um ecossistema, que a leva a auto-reproduzir-se. Assim, a sua produção foi industrializada, e essa terra, apareceu espalhada por todo o mundo. Neste momento (2040), tenta-se com ela, a recuperação dos grandes desertos. Deste modo, está a ser ganha a batalha contra a desertificação. Os custos deste projecto foram substancialmente diminuídos, com a poupança de adubos, de alfaias agrícolas e energia gasta na preparação da terra e nas colheitas. Também se desenvolveram inovações para transformação das temperaturas extremas em energia eléctrica, acontecendo o mesmo com a luz solar dos desertos. A produção agrícola mundial, teve ganhos de produtividade impressionantes.

A TRANSFORMAÇÃO DA ÁGUA

Transformação de água salgada em água doce

Finalmente da Universidade Mundial saíram os projectos que levaram o Homem a poder transformar a água salgada em água doce, de excelente qualidade e sabor. Esta realidade foi conseguida e espalhada por todo o litoral mundial, sendo o seu desenvolvimento e exploração, assumido pelas populações da orla marítima, embora o sistema também permita qualificar água doce, a partir de lagos, lagoas e rios, nos quais a água doce se apresente imprópria para uso doméstico. Todos beneficiarão e todos terão alguma participação. O problema da água potável para consumo, parece estar finalmente resolvido! Através de enormes “condutas”, é levada já em produto final, a todos os lugares onde haja a sua procura. É um custo universal, suportado por todos. A energia produzida pelas marés, ondas e brisas marítimas, a baixos custos, é utilizada para a impulsão das águas até ao interior. Nas barragens, foi igualmente conseguido fazer com que grande parte da água já utilizada, voltasse à barragem, sucessivamente, para cair novamente e fazer mais energia. Também foram aproveitadas as grandes condutas de água, para no seu interior, aproveitar a corrente de água em fabrico de energia eléctrica. Para tanto, foram colocadas turbinas no interior das condutas, a espaços, de modo a ser conseguida alguma energia, transportada depois, por cima da linha condutora de água. Para além disso, os organismos internacionais, começaram a recuperação dos efeitos da prolongada escassez do precioso líquido. Com os mesmos recursos e auxílio do calor desenvolvido por pequenas centrais nucleares (geradores nucleares), é processado o degelo em muitas zonas geladas do mundo! Essa água, proveniente do degelo, é enviada, por impulsão eléctrica, para zonas de baixo-relevo e aí guardada como reserva estratégica. Também é aproveitada, no enchimento das enormes cavernas aparecidas pela extracção do crude, e já exauridas.

A ÁGUA DOS OCENANOS

A circulação global das águas dos oceanos

Sabe-se que a água dos oceanos não se mantém parada, que circula em torno do globo num ciclo que pode durar até mil anos! As águas quentes tropicais do Atlântico deslocam-se à superfície para o Pólo Norte, onde arrefecem. O arrefecimento aumenta a sua densidade, pelo que elas descem em profundidade. Assim, forma-se uma corrente submarina em direcção ao Antárctico. As águas sobem à superfície no Oceano Índico e no Pacífico, devido ao afastamento das águas superficiais da costa oriental dos continentes, um fenómeno resultante da circulação superficial dos oceanos. Deste modo, passam a correr à superfície, voltando para o Atlântico pela força do vento. A circulação superficial dos oceanos corre segundo padrões de ventos globais. A cada lado do Equador, em todas as bacias oceânicas, existem duas correntes circulando para oeste a norte e a sul. A água transportada deste modo aquece, e quando embate na costa oriental dos continentes, flui para as latitudes mais elevadas, onde arrefece por contacto com as águas polares. Estas águas voltam a descer para o Equador seguindo a costa ocidental dos continentes para sul, completando o ciclo. Estas correntes circulares transportam calor dos trópicos para os pólos, contribuindo para a amenização do clima. Era difícil absorver os muitos conceitos estudados, e que favorecem a solução de muitas actividades económicas iniciadas. O respeito por estes conhecimentos, permitiu uma nova concepção das pescas, logo, permitiu, por inteiro, satisfazer uma das formas de alimentação do Homem. Claro, que estamos a falar dos imensos recursos do mar. O levantamento dos hábitos de cada uma das espécies, está muito ligado à temperatura das águas e às correntes marítimas. Através do visionamento, pudemos ver a produção da pesca mundial, em larga escala, e com custo mínimo de captura. Nesse visionamento, vimos a produção de Pargo e Dourada, feita em pleno mar. Em menos de dez anos, os empresários da aquacultura, conseguiram o domínio da produção destes peixes tão apreciados. Foram criadas várias quintas aquáticas, em todo o litoral, especialmente no mediterrâneo. Nesta actividade, a produção começa com a recolha dos ovos. São colocados por “genitores” (peixes adultos), que são geralmente peixes selvagens capturados no mar e depois adaptados ao cativeiro. Com as espécies migratórias e de alto mar, as técnicas são as mesmas, mas em grandes tanques flutuantes e em rede, que acompanham as correntes marítimas. Os mercados abastecedores oferecem grande variedade e quantidade de consumo a preços acessíveis. As algas tiveram uma expansão idêntica à dos peixes, num cultivo incrementado pelo Homem. Têm hoje, procura para diversas finalidades: alimentação, medicina, cosmética, etc. Um dos factores mais importantes para o sucesso do cultivo de peixe é a utilização de alimento natural (fito plâncton), principalmente nos estados iniciais de desenvolvimento dos organismos aquáticos. O alimento vivo, devido ao seu conteúdo em ácidos essenciais, é a melhor opção para a nutrição inicial das larvas. Apesar dos esforços para substituir totalmente o alimento vivo por dietas artificiais, os aquicultores ainda são dependentes da produção e do emprego de microrganismos para a alimentação de certas espécies de peixes. Pois, em geral, o alimento artificial não supre as necessidades nutricionais dos peixes. Além disso, os custos das rações são elevados.

OS “illuminati”

 

 

VAMOS TIRAR CONCLUSÕES

O nosso país e principalmente os portugueses, precisam que tiremos conclusões. Para quê? Pois, para que este povo tenha garantido o seu sustento e da sua família, com dignidade e segurança. Se estamos mal, é certamente porque os políticos decidiram mal, mas decidiram. Se decidiram pela sua cabeça, ou pressionados por lóbis é outra questão.

Lendo o passado, podemos concluir e relembrar! Vejamos: “ É preciso acabar com as pequenas guerras internas, com a proteção de interesses que não são do partido, com o branqueamento de personalidades que se servem de nós, mas não nos servem”. Afirmou Pinto Balsemão aos militantes do PSD!

Bom, se precisamos de emprego como “pão para a boca” alguém tem que pôr a nossa economia a andar para a frente! Cabem as decisões aos políticos?

Há quem pense que sim e há quem pense que não. Numa notícia de Helena Pereira com M.A.M. podia-se ler: “A criação de uma comissão independente para assessorar o Governo na análise das grandes obras públicas está a ter cada vez mais adeptos. A esquerda e Marques Mendes aplaudiram a pressão sobre o Governo de José Sócrates. João Cravinho defendeu só a criação de um grupo de trabalho, liderado por Silva Lopes, para fornecer ao Governo estudos e pareceres! “ Mas não é um grupo de super sábios, daqueles que querem ser ministros sem terem que ir a eleições”. Acontece, que é precisamente isto que se faz nos grandes e prósperos países! Os políticos limitam-se a acompanhar o desenvolvimento dos planos. Marcelo Rebelo de Sousa também apoiou a criação de uma Comissão de Avaliação de Investimentos nas tomadas fundamentadas de decisões. Será que Sócrates tomou as medidas corretas? Se as tivesse tomado estaríamos na situação crítica em que estamos.

Já os “illuminati” afirmaram que: “a sua luz provinha, não de uma fonte autorizada mas secreta, mas de dentro, como resultado de um estado alterado de consciência, ou seja, esclarecimento espiritual e psíquico.” Bom, a votos nunca eles foram. 

UM MUNDO ESCURO

 

Meus Senhores:

A decadência dos povos da Península nos três últimos séculos é um dos factos mais incontestáveis, mais evidentes da nossa história: pode até dizer-se que essa decadência, seguindo-se quase sem transição a um período de força gloriosa e de rica originalidade, é o único grande facto evidente e incontestável que nessa história aparece aos olhos do historiador filósofo. Como peninsular, sinto profundamente ter de afirmar, numa assembleia de peninsulares, esta desalentadora evidência. Mas, se não reconhecermos e confessarmos francamente os nossos erros passados, como poderemos aspirar a uma emenda sincera e definitiva? O pecador humilha-se diante do seu Deus, num sentido acto de contrição, e só assim é perdoado. Façamos nós também, diante do espírito de verdade, o acto de contrição pelos nossos pecados históricos, porque só assim nos poderemos emendar e regenerar.

Conheço quanto é delicado este assunto, e sei que por isso dobrados deveres se impõem à minha crítica. Para uma assembleia de estrangeiros não passará esta duma tese histórica, curiosa sim para as inteligências, mas fria e indiferente para os sentimentos pessoais de cada um. Num auditório de peninsulares não é porém assim. A história dos últimos três séculos perpetua-se ainda hoje entre nós em opiniões, em crenças, em interesses, em tradições, que a representam na nossa sociedade, e a tornam de algum modo actual. Há em nós todos uma voz íntima que protesta em favor do passado, quando alguém o ataca: a razão pode condená-lo: o coração tenta ainda absolvê-lo. É que nada há no homem mais delicado, mais melindroso, do que as ilusões: e são as nossas ilusões o que a razão crítica, discutindo o passado, ofende sobretudo em nós.

Não posso pois apelar para a fraternidade das ideias: conheço que as minhas palavras não devem ser bem aceites por todos. As ideias, porém, não são felizmente o único laço com que se ligam entre si os espíritos dos homens. Independente delas, se não acima delas, existe para todas as consciências rectas, sinceras, leais, no meio da maior divergência de opiniões, uma fraternidade moral, fundada na mútua tolerância e no mútuo respeito, que une todos os espíritos numa mesma comunhão - o amor e a procura desinteressada da verdade. Que seria dos homens se, acima dos ímpetos da paixão e dos desvarios da inteligência, não existisse essa região serena da concórdia na boa-fé e na tolerância recíproca! Uma região onde os pensamentos mais hostis se podem encontrar, estendendo-se lealmente a mão, e dizendo uns para os outros com um sentimento humano e pacífico: és uma consciência convicta! É para essa comunhão moral que eu apelo. E apelo para ela confiadamente, porque, sentindo-me dominado por esse sentimento de respeito e caridade universal, não posso crer que haja aqui alguém que duvide da minha boa-fé, e. se recuse a acompanhar-me neste caminho de lealdade e -tolerância.

Já o disse há dias, inaugurando e explicando o pensamento destas Conferências: não pretendemos impor as nossas opiniões, mas simplesmente expô-las: não pedimos a adesão das pessoas que nos escutam; pedimos só a discussão: essa discussão, longe de nos assustar, é o que mais desejamos, porque; ainda que dela resultasse a condenação das nossas ideias, contanto que essa condenação fosse justa e inteligente, ficaríamos contentes, tendo contribuído, posto que indirectamente, para a publicarão de algumas verdades. São prova da sinceridade deste desejo aqueles lugares e aquelas mesas, destinadas particularmente aos jornalistas, onde podem tomar nota das nossas palavras, tornando-lhes nós assim franca e fácil a contradição.

OS MITOS

 

Os mitos ajudam-nos a entender as relações humanas e guardam em si a chave para o entendimento do mundo e da nossa mente analítica. A mitologia grega, repleta de lendas históricas e contos sobre deuses, deusas, batalhas heróicas e jornadas no mundo subterrâneo, revela-nos a mente humana e os seus meandros multifacetados. Atemporais e eternos, os mitos estão presentes na vida de cada Ser Humano, não importa em que tempo ou local. Somos todos, deuses e heróis de nossa própria história.

 

O FUTURO DO MUNDO

 

Se nos atrasarmos nunca mais acertaremos o passo com o futuro que alguns dizem estar para vir :

Qual é o Futuro no Mundo?

Não fiquemos de boca aberta. A Nova Economia não está morta. Diz-se que vai haver um segundo "boom" até 2009. A Internet, a Web, o telemóvel e a banda larga entrarão num percurso imparável - passarão a valores próximo da total penetração nos mercados dos países mais desenvolvidos atingindo mesmo a massificação por volta de meados/final desta primeira década do século XXI.

Telecomunicações e transportes.

Desenvolvimentos tecnológicos nas telecomunicações: TV, vídeo, fax, telefonia móvel, Internet, estradas e redes de informação. Desenvolvimentos tecnológicos nos transportes: aviões, comboios de alta velocidade, automóveis de baixo consumo, bicicleta; consequência: o bombardeio da informação e da publicidade, a aldeia global, a progressiva não-habitabilidade das cidades; reflexões éticas sobre o controle da informação e a criação de opinião.

Ciência, tecnologia e sociedade no mundo desenvolvido

A energia. Desenvolvimento científico; desenvolvimento tecnológico: energias contaminantes e energias alternativas; o controle da investigação energética; problema da ciência militarizada; a necessidade da participação dos cidadãos na tomada de decisões; consequências económicas e do meio ambiente; ética nuclear e ética do meio ambiente.

A produção industrial. Desenvolvimentos tecnológicos: automatização da produção (informática, robótica…); consequências sócio - económicas; industrialização e desindustrialização; terceirização; crises no Estado de bem-estar social; consumo e desemprego; desequilíbrios em nível mundial: primeiro e terceiro mundos; reflexão ética e política sobre um problema social.

Saúde e demografia. Desenvolvimentos científicos: a Biologia e a Genética modernas; desenvolvimentos tecnológicos: a Medicina moderna (vacinas, novas técnicas cirúrgicas, controle da natalidade) e a Engenharia genética; o controle da investigação e da fixação de prioridades; a influência da ideologia; consequências; controle da mortalidade e explosão demográfica; políticas de controle da natalidade; escassez e progressivo esgotamento de recursos naturais.

Estas profundas mudanças económicas atingirão de forma particularmente violenta, a população activa com baixos níveis de escolaridade onde os houver, a qual passou a concorrer no mercado de trabalho com imigrantes de todo o mundo. A educação passou a ser de facto um capital ainda mais socialmente valorizado pelas famílias.

As Pessoas, será ponto assente, que a principal riqueza de um País ou de uma instituição, seja empresa ou serviço público, são as pessoas que nelas vivem e trabalham.

A nova geração, ou sejam os nossos netos, viverão um novo "boom" longo como aquele que ocorreu entre 1942 e 1968 ou tal como o que aconteceu entre 1902 e 1929.

O próximo "boom" longo, entre 2023 e 2040, desenvolverá, ainda mais, estas tecnologias, estilos de vida e modelos de negócio até atingirem a saturação no mercado de massas, exactamente como aconteceu entre os anos 40 e 70 do século XX. A biotecnologia, tal como as baterias de hidrogénio, serão grandes motores deste "boom".

 

 

A LINHA DO BEM COMUM

Em todo e qualquer país, em todas as sociedades civis, há um fio condutor que assegura o seu progresso e a sua existência. Este fio condutor é composto fisicamente de duas realidades diferentes ; uma de natureza humana e outra de natureza sobrenatural. Esta última representa o seu passado e os milhares de pessoas que o serviram, mas que já morreram. A natureza humana representa aqueles que estão vivos e a representam.

 

Este fio condutor obedece a regras inscritas, talvez, na natureza. Aquela parte do fio de condição humana pode aguentar esforços de distensão rápida ou mesmo de estagnação ou compressão, mas nunca de rupturas. De qualquer modo, deve estar sempre atenta à componente a que chamei de natureza sobrenatural, muito extensa, que representa aqueles já desaparecidos, ou seja, o passado do país e da sua sociedade civil.

 

Quem tem a incumbência de tomar decisões se não respeitar esta realidade, ou até rindo dela, pode provocar rupturas de grande dimensão e, muitas vezes, a rutura do tal fio e das realidades e projectos que ele assegurava. Aquilo que foi o esforço de muitos vivos e mortos, acaba por desaparecer pelo efeito da entropia ou seja do lixo avolumado. Isto acontece mesmo que ponham um camião às 10 da manhã a escondê-lo!

 

De certo modo foi isso que aconteceu em Portugal depois da Revolução dos Cravos. Os capitães tiveram muitos seguidores, embora de natureza mais moderada, mas que cometeram e continuam a cometer erros de estratégia na tomada de decisões. Isto acontece pela total desresponsabilização com que se passa uma esponja aos sistemáticos maus decisores.

 

Quando por exemplo se aposta numa revolução informática é preciso saber que tipo de licenciados temos produzido e fazer nascer esta realidade em largo tempo e , enquanto isso, manter a coesão das várias gerações nas suas competências e saberes adquiridos.

 

Num momento em que a nossa adesão à UE levou a drásticas reduções no tecido laboral, por vezes, nos limites da sua quase extinção, casos da agrícultura ou das pescas, teria sido preciso garantir que muita dessa gente atingida, ainda tivesse podido ter sido muito útil ao nosso país. No fundo, poucos países têm tanto mar disponível como nós, e há muitas formas de pescar, e muita riqueza nele por descobrir, para desperdiçar tanto talento e experiência. Na agricultura passa-se o mesmo. Por vezes nem é uma questão de dinheiro, mas sim de respeito pelo Homem. E esta falta de respeito por quem tem valor e se esforçou sem cansaço, desinteressadamente, pelo BEM COMUM, paga-se muito cara em termos de falta mobilização e perda de criatividade.

 

LINDA PASTORINHA

 

Quem haveria de dizer que uma lavadeira de Linda-a- Pastora entraria na história da literatura portuguesa! Pois, tal aconteceu. Foi a Senhora Francisca, lavadeira bem conhecida do lugar, que " deu a última e, ao que parece, mais correcta versão que do presente romance se tinha obtido.

Deixo, pois, notações somente das principais versões da lenda, ou seja, acrescentarei mais esta outra, que a lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro":

 

-Linda pastorinha, que fazeis aqui?

Procuro o meu gado que por aí perdi.

- Tão gentil senhora a guardar o gado!

Senhor, já nasce com este fado.

-Por estas montanhas em tão grande p'rigo!

Diga-me, ó menina, se quer vir comigo.

Um senhor tão guapo dar tão mau conselho,

Querer que se perca o gado alheio!

-Não tenha esse medo que o gado se perca,

Por aqui passarmos uma hora de sesta.

Tal razão como essa não na ouvirei:

Já dirão meus amos que demais tardei.

-Diga-lhe, menina, que se demorou

Co´esta nuvem de água que tudo molhou.

Falarei a verdade, que mentir não sei:

À volta do gado eu me descuidei.

-Pastorinha, escute, que oiço balar gado...

Serão as ovelhas que me têm faltado.

-Eu lhas vou buscar já muito depressa,

Mas que me espedace por essa charneca.

 

Ai como vai grave de meias de seda!

Olhe não as rompa por essa resteva.

-Meias e sapatos tudo romperei

Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.

Ei - lo aqui vem; é todo o meu gado

-Meu destino foi ser vosso criado.

Senhor vá-se embora não me dê mais pena,

Que há - de vir meu amo trazer-me a merenda.

-Se vier seu amo, venha muito embora;

Diremos, menina, que cheguei agora.

Senhor, vá-se, vá-se, não me dê tormento:

Já não quero vê-lo nem por pensamento.

-Pois adeus, ingrata Linda - a - Pastora !

Fica-te, eu me vou pela serra fora.

Venha cá, Senhor, torne atrás correndo....

Que o amor é cego, já me está rendendo.

Sentaram-se à sombra.... tudo estava ardendo...

Quando elas não querem, então estão querendo.