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O ENTARDECER

O ENTARDECER

UMA SAUDÁVEL LOUCURA

 

Zé da Burra o Alentejano

 

(IP: 193.136.1.22)

Disse sobre UMA SAUDÁVEL LOUCURA na Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009 às 11:39:

 

   A "Globalização", tal como foi concebida, vai determinar a derrocada económic

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A "Globalização", tal como foi concebida, vai determinar a derrocada económica do ocidente que passará para segundo plano e será ultrapassado pelas novas superpotências que a globalização ajudou a criar: a China, a Índia e outros países. O Ocidente caiu na armadilha da globalização que interessava às grandes Companhias que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no oriente. Todos sabem que o custo da mão-de-obra é insignificante no valor dos bens aí produzidos em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais. Os países ocidentais perderam a aposta quando aceitaram a "globalização selvagem" sem exigirem aos países do oriente que prestassem às suas populações melhores condições sociais, como: regras laborais justas, melhores salários, menos horas e menos dias de trabalho, férias anuais pagas, assistência na infância, na saúde e na velhice. A única alternativa será a de nivelar os salários e as condições sociais no ocidente pelas do oriente e é a isso que estamos a assistir neste momento, enquanto algumas empresas não resistem à concorrência e fecham as portas por falência, outras fecham portas para se deslocarem para oriente. De qualquer maneira o resultado será sempre mais desemprego no ocidente em favor do oriente. Quanto aos trabalhadores, será que vão aceitar trabalhar a troco de um ou dois quilos de arroz por dia sem direito a descanso semanal, sem férias, sem reforma na velhice, etc? Não! Por isso o ocidente está já a iniciar um penoso caminhar em direcção ao caos: a indigência e o crime mais ou menos violentos irão crescer e atingir níveis inimagináveis apenas vistos em filmes de ficção que nos põem à beira do fim dos tempos como consta nos escritos bíblicos. Para desincentivar a deslocalização de empresas começam a ser-lhes dadas facilidades fiscais e de isenção nas contribuições para a Segurança Social, que serão cada vez mais pagas apenas por assalariados, pequenos comerciantes e pequenos industriais, o que não será suficiente para evitar as deslocalizações nem para financiar a SS com necessidades acrescidas. A democracia só é viável se existir uma classe média que assegure a manutenção do sistema económico; sem ela como esperam os políticos manter-se no poder? Como vão convencer os trabalhadores escravizados a votar neles? Será com o apoio de criminosos e outros marginais? Será que vão conseguir enganar a maioria dos trabalhadores e convencê-los de que a miséria é boa para eles?
Um dia esta convulsão irá estabilizar mas o centro do novo mundo económico estará então no oriente e a época áurea do ocidente pertencerá ao passado. As ruas encher-se-ão por cá de grupos de salteadores desesperados, sobrevivendo à custa do saque. Com o declínio da classe média, haverá apenas duas classes: a dos ricos (alguns à custa do crime violento e/ou económico), que habitarão autênticas fortalezas protegidas por todo o tipo de protecções e que apenas sairão rodeados por guarda-costas dispostos a matar ou a morrer pelos seus “senhores”; e a dos pobres, uma enorme mole de gente desocupada de mendigos e de salteadores lutando pela sobrevivência a todo o custo e cuja protecção apenas poderá ser conseguida quando em grupos. As ruas serão dominadas por bandos de marginais, ficando as polícias confinadas aos seus espaços e reservadas para reprimir as “explosões” sociais que possam surgir.
Os políticos, desonestamente, para justificarem o corte de regalias sociais, continuarão a lamentar a redução da "natalidade", num discurso perverso, escondendo que o desemprego será o futuro mais que provável para as futuras gerações, até porque a intervenção humana será cada vez mais desnecessária à produção face às novas tecnologias. E como não há uma melhor repartição da riqueza produzida (a nível global) não haverá a possibilidade de grande aumento de ocupações alternativas, como nas áreas do lazer, saúde, etc.
PS e PSD são os dois fiéis representantes em Portugal desta política, de "Globalização", por isso não podem enjeitar os resultados que estão a surgir.

 

AS PERNAS A CAMINHAR …

 

Aqui vai um bom conselho

No ser humano, as pernas correspondem a 20% do peso do corpo.

É onde temos os músculos mais longos (sartorius) e mais fortes (glúteos).

O sangue desce por gravidade mas tem que subir de volta para o tronco.

Entre os músculos e o Tibialis Posterior temos veias e artérias que, por contracção, produzem o efeito de circulação do sangue.

É como se em cada perna existisse uma bomba.

O par de músculos na barriga da perna - os gémeos -  são activados cada vez que caminhamos e ainda mais intensamente quando subimos escadas ou andamos nas pontas dos pés.

 

 

 

Muitas horas sentados ou em pé, sem activação adequada destes músculos, é muito prejudicial a longo prazo para a nossa saúde.

Pernas enfraquecidas por falta de movimento significam patologias circulatórias, falta de equilíbrio, fraco alinhamento postural que pode também resultar em dores articulares e tensões na parte superior do corpo.

 

Por isso, caminhe …pela sua saúde! E divulgue pelos seus amigos se os quer manter por muito tempo!

 

Os arredores da quinta

 

Tudo isto ao longo dos anos haveria de conquistar o coração das populações das redondezas que, de facto, nutriam grande simpatia e respeito por esta quinta, sabiamente gerida durante séculos. Socialmente e numa época em que nenhuns direitos havia para aqueles que trabalhavam na vida do campo, os seus gestores tinham, eles mesmos, deixado a semente do respeito pelos outros, que induziria os futuros e mais significativos donos desta quinta, a fornecerem assistência médica, colónia de férias etc., e outros cuidados sociais, até aí inexistentes no país de então.

Por esta altura da 5ª. Feira da Ascensão já se podiam comer alguns frutos maduros. As searas tinham a cor amarela da sua perfeita maturação. As hortas tinham de tudo, pois a natureza era pródiga, ajudada pela qualidade das terras e pela abundância de água para rega. Ao cair da noite esvoaçavam morcegos por todo o lado e nas noites quentes do fim de Maio as crianças corriam atrás dos pirilampos que em ziguezagues se escapavam pelos ares.

O potente sino que se fazia ouvir em toda a quinta, badalava agora mais cedo e mais tarde, era a hora de verão. O sino marcava há anos o inicio e o fim da jornada de trabalho diário e também no rebate a fogos. No pino do sol, no verão, passava a tocar quatro vezes ao dia em consequência do calor e da necessária “sesta”.

 

O palácio e os seus rituais

 

O palácio é considerado património nacional e a sua construção remonta a tempos desconhecidos. O mesmo acontece com o castelo. Lendas antigas relacionam-nos ao Almourol, Templários e Convento de Cristo. Incorporada no palácio existe uma linda capela com ricos vitrais. Entre um dos lados do palácio e o rio ficava um lindo jardim e ao lado deste uma estufa com plantas exóticas.

A Páscoa era o ponto alto da primavera. Todas as famílias vestiam a sua roupa melhor e iam à missa na capela, que se enchia. Os donos conviviam com todos os trabalhadores e participavam com as crianças na festa da procura dos ovos de Páscoa escondidos nos arbustos da horta.  Havia ovos de todas as cores.

Aproveitando o labirinto existente, faziam-se jogos e distribuíam-se prendas pelas crianças presentes.  Nos campos já tudo era verdura e floria. Papoilas e malmequeres brancos e amarelos eram a perder de vista!  As roseiras enroladas às muitas árvores da avenida de entrada eram muito bonitas e transmitiam-lhe um colorido vistoso e alegre!     

As cheias desapareciam lentamente

Aos poucos, as águas do rio deixavam de ser barrentas e tornavam-se límpidas. A sua torrente arrastava as ramagens dos salgueiros que assentavam na água. Adeptos da pesca à linha vinham das terras vizinhas. Existiam também os outros, quase profissionais, que com os seus barcos pretos em forma de meia-lua percorriam o Tejo estendendo as suas redes.

Outros aprestos como os “covos”, etc. Ajudavam os pescadores a ganhar a vida. O peixe assim recolhido era vendido nas terras ribeirinhas que não eram abrangidas pela venda de peixe do alto-mar.  Algum tempo depois, outro evento anual fazia acorrer à quinta muita gente das redondezas. Falo da 5ª Feira da Ascensão ou “dia da espiga”. Vendedores ambulantes apareciam manhã cedo e montavam as suas bancas. Vendiam refrescos, pevides, tremoços, sanduíches, bolos etc. Outras pessoas vendiam os típicos ramos deste dia, chamados de “espiga”. No rio fragatas enfeitadas passeavam as pessoas, a troco de quase nada. Todos entoavam cantigas populares.

 

A RUA É O SEU ESPAÇO

A formação de uma criança

Bom, mas não faria qualquer sentido começar por um idoso, mas sim por uma criança cheia de carinho e de sonhos! Porém, os seus pais eram trabalhadores de poucos recursos económicos. Afinal, que importância tem isso quando se é feliz e se vive numa quinta, prenhe de uma natureza pura e dura?

Os estudiosos, normalmente preocupam-se em analisar a acção e influências que o homem exerce sobre o meio em que vive. Concordo e reconheço a importância desse conhecimento. Todavia a análise e o estudo do inverso, não será menos importante, antes pelo contrário. A influência do meio ambiente sobre o Homem é decisiva na formação do seu carácter e da sua personalidade, nomeadamente no período da infância e adolescência. Depois fica.

O que se passa nos grandes centros urbanos é certamente diferente daquilo que se passa na vivência diária de uma quinta. Nesta, não existem factores, como nas cidades, que desliguem ou afastem as pessoas da forte influência da natureza.

Também as crianças se habituam a viver com a dureza da mãe natureza!

Nas grandes cidades, talvez que sejam mais determinantes outros coisas como, clubes desportivos, associações culturais e o próprio ambiente familiar, onde as pessoas são obrigadas a recorrer, pois a rua é só de passagem.

Aptidões Morais

 

 

A honestidade é a compostura, decência e moderação, da pessoa, das suas acções e palavras. É a condição básica para aspirar converter-se num grande árbitro. Sem ela não pode haver equidade, objectividade, imparcialidade, e por fim justiça.

O conjunto de aptidões morais baseadas na honestidade é o que forja a conduta ética imprescindível para cada contacto, cada relação, em qualquer momento.

Consideramos que o árbitro enquanto ser humano deve ser honesto consigo mesmo, com os que dirige, com os seus companheiros, com toda a sociedade.

Honesto consigo mesmo: a partir de uma sincera autocrítica, sabendo ouvir, admitindo os seus erros e tentando corrigi-los.

Sem sombra de dúvida, tudo que mexe neste mundo, precisa de uma boa arbitragem. Recordemos então que, também a política está por demais carente de uma arbitragem forte e independente, mas mesmo assim, nada nos pode garantir que sejam alcançados DESÍGNIOS MORAIS MINIMAMENTE SAUDÁVEIS PARA UM QUALQUER PAÍS.

Afinal, se pusermos um árbitro de futebol também a jogar, além de arbitrar, marcando até os penaltis mais valiosos, quem poderá pôr as mãos no lume por ele?

Passando a assuntos mais sérios e importantes, compare-se A ACTIVIDADE ECONÓMICA DE UM PAÍS a uma actividade desportiva com semelhantes árbitros!

 

Será ou não verdade que qualquer economia se desenrola com fortíssimas concorrências e interesses de toda a ordem. Lembremo-nos que qualquer governo tem em si, forte intervenção na condução dessa mesma economia. Deve arbitrar com extrema lealdade esta luta de gigantes. Assim, como pode ter esse governo largas faixas económicas sob a sua inteira responsabilidade! Como pode ele dominar aquilo a que chamam de empresas públicas e ainda largas fatias na economia privada! Em termos de ARBITRAGEM estamos falados.

 

Só por muito descaramento se pode acreditar em tal soberania ou arbitragem, ou mais ainda, como pode ele, com isenção, gerir saudavelmente toda a economia de tal PAÍS?

 

 

ÉTICA NA POLÌTICA

 

 

“Viver para a Política ou viver da Política.”

O que diferencia o verdadeiro político é a entrega, a dedicação, o trabalho sem dia nem horário, ao serviço da política. Ele vai às reuniões, vai às festas, aos casamentos e funerais. Está sempre viajando e atendendo todos que o procuram. É uma entrega total, feita com prazer e amor.
Na sua verdadeira concepção, quem vive “para” a política, deve transformá-la num mecanismo incondicional na busca de objectivos a favor da sociedade. Por outro lado, aquele que vive “da” política, é beneficiário dos seus próprios interesses económicos, ou seja, está sempre na condição de “político profissional”, até porque vê a política apenas como uma permanente fonte de renda.

Deve o homem político ser economicamente independente das actividades que a actividade política lhe possa proporcionar...”. Nesse sentido, o político exerceria a política de forma altruísta, já que não precisaria dela para obter vantagens.

Mas a política também é renovação, das pessoas e das coisas. A verdadeira política, tem de ser mudança na busca não da visão de um só homem, mas da visão do conjunto do dos cidadãos, melhor dizendo, da sociedade civil no seu todo. É por esta razão que o político não pode cristalizar na política, mas, desprender-se dela e reocupar o seu lugar na sociedade para, ocupando a sua profissão de sempre, promover, assim, o arejamento salutar à transparência da ética política. Isto funcionará como a sua indispensável reciclagem junto da população e das suas privações e anseios. Dando de caminho o lugar de político a outra pessoa, de momento, mais actualizado com o pulsar da sociedade.

Voltar para a profissão, em lugar de esperar outra nomeação política, também preserva as organizações partidárias, evitando, por exemplo, aquilo a que a democracia tende a criar, a figura de políticos profissionais fora do parlamento, ou sem mandato, que tomam as mãos da organização e tendem a administrar os partidos como empresários, buscando vantagens para seu agrupamento e para si.

Há uma expressão popular que diz: “não quer largar o osso”. Como a ambição do ser humano não tem limites, eles prosseguem na política porque assim podem ter sempre mais. Ter dinheiro, quintas, barcos, carros e apartamentos, ter poder, ter um Estado inteiro, ter, ter, ter... A política como profissão, no mau sentido da palavra, é uma constante no nosso País. Principalmente no Partido Socialista.

Na verdade, a concorrência é tamanha que o político que não tiver uma experiência profissional na hora de conquistar o voto do eleitor, fatalmente será mal sucedido. Mesmo conquistando outro mandato.

Seria de todo em todo desejável, que constasse de algum site oficial o currículo de todos aqueles que se passeiam pelos lugares de eleição ou nomeação política. Escrutináveis por tudo e por todos, envoltos em total transparência ou removidos para sempre da nobre função de ser político.

António Reis Luz

 

 

A REFORMA DA SEGURANÇA SOCIAL

 

 

Recebemos por invalidez, porque estudamos, porque não trabalhamos, porque trabalhamos, porque não queremos trabalhar. Recebemos por filho, por dependente e por pai, Por curiosidade fui ver: contei 31 apoios, subsídios e pensões. Trinta e um apoios subsídios e pensões. Trinta e um formulários, trinta e um sistemas, trinta e um departamentos, trinta e uma funções. Preenchemos papel para dizer que alguém morreu. Preenchemos outro para o enterro. Trinta e um tipos de prestação social. Sistemas dentro de sistemas, formulários dentro de documentos, dentro de sistemas, dentro de sistemas, dentro de outros sistemas. E muitos milhares de funcionários, para tratar da papelada dos sistemas todos. Algo assim, não pode ser eficiente.

 

Rodrigo Moita de Deus

OS ÁRABES DOS PÂNTANOS

 

É preciso salvar o jardim do Paraíso

Aparece na lista de crimes ecológicos de Saddam Hussein e é tido como um dos grandes atentados ambientais de sempre, mas para Umm Ali, Abu Ali e Abu Mohammed o que o antigo ditador fez foi tentar matá-los. Arrancou-os pela raiz e fez deles estrangeiros. Porque os madan não são iraquianos. São árabes dos pântanos.

 

Muitos pescadores tiveram de sair, poucos puderam ficar

Sai-se de Bassorá para norte, pela estrada que cruzará Nasiriyah e Amara antes de chegar a Bagdad. Atravessa-se os subúrbios extensos da segunda maior cidade do país, pobreza a perder de vista, e depois ainda Kezayzeh, no fim da estrada, um bairro com um parque infantil sem brinquedos, só terra e umas escadas que terminam no ar.

Deixa-se a estrada para Bagdad e é logo depois que o cenário muda e passa a fazer-se de palha, de terra seca deste Verão ou já do ano passado e o chão a abrir-se como a querer sugar o ar. A seguir há pedaços de água e a terra a ficar castanha e a palha que de repente é erva muito, muito verde. Canais naturais, com pequenos barcos de madeira, os mashhof, que os cruzam conduzidos por um homem com o seu remo que é um tronco. Os mashhof encontram o caminho por entre a erva alta e espessa. Palmeiras e depois já não. Quando há água, ouvem-se sapos e vêem-se búfalos e miúdos a pescar e a entrelaçar palha e outros só a tomar banho. Também há peixe, mas é pouco e é pequeno.

Estamos em Qorna, início de pântanos que há 20 anos eram sem fim. Uma das zonas húmidas com um dos ecossistemas mais ricos do planeta. Peixes, plantas, aves, insectos. Pessoas como não há iguais. Os árabes dos pântanos.

 

O REPUBLICANISMO

 

Oliveira Martins criou-se no meio da Lisboa democrática da década de 1860. O autor então mais em voga era Alexandre Herculano. Herculano não era associado com uma escola literária (por exemplo, o Romantismo), mas com uma visão do mundo determinada acima de tudo por duas categorias siamesas: «virtude» e «corrupção». Herculano achava que a vida colectiva portuguesa estava «corrupta», que a liberdade se perderia por causa disso e que só com virtude se poderia manter uma nação livre. A «corrupção» era o resultado de facciosismo e de concentração nos «interesses materiais». A «virtude» que faltava era a devoção cívica. O impacto em Oliveira Martins desta maneira de ver as coisas pode-se atestar pelo romance histórico “Febo Moniz”, de 1867, Martins mostra aí como um político virtuoso, isolado entre a aristocracia egoísta e a plebe demagógica, falhou a sua tentativa de manter a liberdade colectiva. Numa nota final ao livro, explicava o que competia fazer para evitar uma tragédia semelhante: «Fortificar-nos pela moralidade e pelo civismo, engrandecer-nos pela ilustração e pela riqueza.» 

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