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O ENTARDECER

O ENTARDECER

A RUA e o seu significado social

A RUA

A Rua e Suas Significações

 

O estudo das ruas apresenta-se com relevância em muitos aspectos, principalmente porque não se pode conceber uma cidade sem as mesmas. Os múltiplos encontros realizados nas cidades são mantidos e alimentados pelas trocas, que estabelecem as relações sociais. A rua, então, passa a ser, por excelência, o grande palco das sucessivas cenas e dramas, enfim, lócus das diversas representações da sociedade.

 

Algumas abordagens teóricas

 

Para determinadas pessoas, a rua é mais que um simples passar de transeuntes, ela possui uma “alma encantadora”, como nos informa João do Rio, que com seu potencial literário descreveu o amor que sentia pelas ruas, revelando de maneira subtil os seus movimentos. Para ele, a rua não é um simples alinhamento de fachadas, ela é agasalhadora da miséria, é o aplauso dos medíocres, dos infelizes, dos miseráveis da arte. A rua é generosa, é transformadora de línguas,matando substantivos, transformando a significação dos termos, impondo aos dicionários as palavras que inventa. (1995: 4)

 

Na visão dos arquitetos e urbanistas, por exemplo, as ruas ligam os múltiplos pontos de interesse particular ou semipúblico, formando o que Santos chama de uma rede de canais livres e de propriedades coletivas. Se não existissem, não haveria troca de espécie alguma, pois servem de suporte ao deslocamento de pessoas, veículos, mercadorias, informações (1988:91). O autor  fala-nos ainda das multiplicidades da rua com as suas inúmeras funções e apropriações como suporte não só da arquitetura, que por si só é obra das relações humanas, mas também como local de encontro.

 

Para alguns autores da Geografia, a rua é vista como uma dimensão concreta da espacialidade das relações sociais num determinado momento histórico, mais do que isso, nas ruas se tornam perceptíveis às formas de apropriação, nelas se afloram as diferenças e as contradições que envolvem o cotidiano, enfim, as ruas se revelam como elemento importante de análise da sociedade.

 

Segundo Carlos (1996:88), no transcurso de um dia é possível presenciar que as Ruas da cidade são tomadas por passos com ritmos diferenciados, com destinos diferentes. A autora afirma que as ruas guardam múltiplas dimensões, portanto, podem ter o sentido de passagem; o sentido de fim em si mesmas quando seu uso se volta para a realização da mercadoria; o de mercado, onde camelôs e feiras reúnem pessoas; o de festa; o de reivindicação; o de apropriação como território e, finalmente, o sentido de encontro.

 

Lefebvre (1999), em seu livro A Revolução Urbana, apresenta argumentos favoráveis e contrários à dinâmica da rua. Em sua análise, o autor afirma que a rua é mais que um lugar de passagem e circulação. Ele argumenta que com a invasão dos automóveis destruiu-se toda a vida social e urbana, impedindo que a rua fosse o local do encontro. Para ele, o encontro espontâneo proporcionava sentido à vida urbana. Ao elaborar seus argumentos contrários sobre a rua, Lefebvre questiona o tipo de encontro que ali poderia ser estabelecido. Segundo o autor, uma vez que o indivíduo caminha lado a lado com o outro, não existe o encontro. A rua, nesse aspecto converte-se numa rede organizada pelo/para o consumo.

 

A rua e a evolução do seu significado social

CAUSAS DOS CONFLITOS

 

MOTIVAÇÕES RELIGIOSAS

Desde o princípio dos tempos, as pessoas olharam para a religião como um meio de explicar o mundo à sua volta e o universo escondido para além do seu alcance. As religiões formam o núcleo duro das diversas culturas e sociedades e definem o modo como os seus seguidores entendem o mundo.

As religiões oferecem aos seus aderentes uma estrutura consistente de organização ética, moral e social que lhes permite fazerem parte da sociedade. Num mundo cada vez mais interdependente, perceber o papel da religião numa cultura específica pode ajudar-nos a compreender melhor os outros e a nós próprios.

Todos sabemos que a guerra é tão antiga como os homens! Vamos pois começar por admitir como prováveis origens desta, motivos religiosos.

Para tal, valerá a pena fazermos uma leve abordagem sobre as religiões nascidas nesta região da Terra (Médio Oriente), onde a guerra estava prestes a estalar e com isso verificarmos possíveis causas que possam estar a ela ligadas.

Segundo a Bíblia, a cidade de Ur, no Iraque, foi o local onde nasceu Abraão, pai de três religiões monoteístas (Cristianismo, Islamismo e Judaísmo), esta cidade foi o centro sagrado da Suméria, tendo atingido o apogeu por volta de 2100 a. C.    

SEM DISFARCES

ES

Cem anos após a revolução bolchevique, o PS antecipou as comemorações com uma imitação reles dos julgamentos de Moscovo.

Eurico Brilhante Dias, nome obviamente irónico, declarou à Renascença que a Comissão de Finanças Públicas “cria pânico e desconfiança na execução orçamental; a tradução não faz propaganda e desmascara a “narrativa” económica do Governo. Consequentemente, o nosso brilhante Eurico convida a instituição da Dra. Teodora a fazer uma “reflexão profunda” (tradução; cala o bico), até porque o Parlamento pode rever o modelo do organismo independente (tradução): adeus, independência). Em breves linhas, temos acusação formada, oportunidade de purificação e ameaça de fuzilamento. Bons tempos em que o PS ainda disfarçava os tiques autoritários. Hoje, com as companhias que se conhecem, a brutalidade é sem disfarces. Tenham medo, tenham muito medo.

João Pereira Coutinho.

AS APTIDÕES MORAIS

 

A honestidade é a compostura, decência e moderação, da pessoa, das suas acções e palavras. É a condição básica para aspirar converter-se num homem íntegro. Sem isso, não pode haver objectividade, imparcialidade e por fim justiça.

O conjunto de aptidões morais baseadas na honestidade é o que forja a conduta ética imprescindível para cada contacto, cada relação, em qualquer momento.

Consideramos que uma pessoa enquanto ser humano, deve ser honesto consigo mesmo, com os que dirige, com os seus companheiros, com toda a sociedade.

Honesto consigo mesmo  a partir de uma sincera autocrítica, sabendo ouvir, admitindo os seus erros e tentando corrigi-los.

Certas atitudes de pessoas, muitas vezes com dois empregos num país a braços com enormes dificuldades, levam à reacção dos órgãos de comunicação social e à sua própria perda de respeito por parte da população!

UMA REDE SOCIAL FORTE E INDEPENDENTE

 

 

DOMINADA A TROCO DE ESMOLAS, PELO PODER POLITICO? NUNCA:

 

As "Redes Sociais"

 

É dado adquirido que algum poder político passa pelos partidos, não todo. Felizmente.  

A “Sociedade Civil” pode e deve de ter uma parte desse todo, se perceber que o deve agarrar. Segundo acreditados estudiosos desta matéria, as estruturas mediadoras da sociedade civil são essenciais para a vitalidade de uma sociedade democrática.

Em livro publicado, Dahrendorf associou a sociedade civil a grupos de activistas ao serviço das ONG, e definiu estas como a totalidade das organizações e instituições cívicas voluntárias que formam a base de uma sociedade em funcionamento, por oposição às estruturas apoiadas pela força de um Estado (independentemente de seu sistema político).

São, ainda, estas organizações também conhecidas por pelotões, que  englobam “associações voluntárias em geral, clubes, bombeiros, corporações” e muitas outras instituições civis. Podem e devem ainda englobar as famílias, a vizinhança e as igrejas.

Está também demonstrado que nas regiões onde elas existem e são vivas, livres e participativas, tais regiões se tornam mais desenvolvidas, ricas e prósperas.

Nos últimos tempos este conhecimento levou a que algum “Poder Local e Central” tivessem reconhecido o seu alto mérito, aglutinando-as em “Redes Sociais” directamente controladas pelo poder político, quando na sua função essencial elas devem existir e moverem-se na horizontal sem tutelas alheias.

Cabe agora fazer o diagnóstico desta situação, citando para tal James Madison no seu federalist paper n.º 51:

Se os homens fossem anjos não seria necessário haver governo. Se os homens fossem governados por anjos, não seriam necessários sistemas de controlo sobre o Poder Político eleito, nos governos e autarquias. Isto serve para dizer que a experiência ensinou aos homens que são precisas precauções adicionais, face ao poder político.

Lamentavelmente, sabe-se que a maioria das ONG vive hoje em profunda e promíscua associação com os Estados, Autarquias e os seus orçamentos.

Mesmo sabendo que a espontânea colaboração de homens livres dá frutos maiores do que a mente das pessoas alguma vez pode imaginar, não poderemos esquecer que os “tais anjos da política”, por vezes, se transformam em “demónios”e deixam cair a democracia em roda livre.

A referida promiscuidade assenta muito na vontade do poder político pretender domesticar o voto dos eleitores, diariamente influenciados por estes seus servidores e, por outro lado, nas necessidades prementes das ONG para acudirem às suas múltiplas despesas.

Ora, a legislação existente diz claramente, nas competências atribuídas às autarquias:

"Apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio a actividades de interesse da freguesia, de natureza social, cultural, educativa, desportiva, recreativa ou outra."

Compreende-se que é função do poder político apoiar as ONG, sem necessidade que estas lhe estendam a mão, e ainda se compreende melhor que ninguém pode ser discriminado por não o fazer.

Percebe-se desta forma a razão porque os respeitados e influentes “pelotões” (ONG ) não podem aceitar o fardo de estarem submetidos a uma política em rede verticalmente estruturada de cima para baixo e sob o controlo do poder político. Assim ficam em situação desfavorável para depois dos seus vibrantes desempenhos e normas de empenhamento cívico, poderem servir de controlo à acção do poder político.

A comunidade cívica (ONG) que se distinguir mais por uma cidadania activa e por um espírito público de controlo, acaba por ser discriminada ficando de fora na atribuição de subsídios dados pelas autarquias (dinheiro do povo e para o povo).

São os demónios à solta, discriminando e desconhecendo que a própria União Europeia, desde a sua criação, fez da luta contra a discriminação, uma das missões mais urgentes.

Finalmente, também expressou a sua convicção de que as organizações da sociedade civil desempenham um papel essencial de intermediário entre as instituições e os cidadãos, corrigindo inconvenientes promiscuidades do poder político.

Que haja unidade no todo,  mas sem o uso de anestesia ao que recebe.

 

António Reis Luz

 

CARNAXIDE

Um dos maiores vultos desta região, que foi Tomás Ribeiro, refere no seu trabalho poético Mensageiro de Fez, e na sua parte terceira:

 

“ E consta que d´ algemas e cadeias

O vencedor humano (CID )

Livrando a gentil moura conduzira

A casa onde pousava: a KARA - a - CID (Carnaxide)

E pouco mais transpira".

 

Esta é uma referência a uma bela jovem moura, KARA - a - CID, que estaria na origem do nome Carnaxide.

Outras fontes apontam como etimologia para o nome desta terra, evolutivamente CARNECHIDE, CARNEXIDE e Carnaxide, a palavra CARNAXADE que significa em árabe ponta de ovelha.

Não será pois de estranhar que se possa supor ter a povoação de Carnaxide origens árabes, remontando à sua antiga dominação do território peninsular.

Sabe-se já com segurança que esta povoação e a sua freguesia, começaram por pertencer ao concelho de Lisboa e posteriormente ao de Cascais, tendo finalmente passado a pertencer ao concelho de Oeiras quando por influência de Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Marquês de Pombal, D. José criou este concelho em 26 de Abril de 1760.

 

A 26 de Setembro de 1895 o Concelho de Oeiras foi, como já vimos, extinto por decreto do ministro João Franco, então ministro do Reino do Governo Regenerador, procedendo-se a uma nova ordenação político administrativa para o distrito de Lisboa.
A freguesia de Carnaxide passa então a pertencer ao Concelho de Cascais.

O POVO E OS "APARELHOS" PARTIDÁRIOS

 

Ele, POVO, sabe aquilo que os pseudo iluminados, fazedores de opinião, fingem não saber.

Conhece na sua terra o modo como aqueles que dominam as estruturas partidárias locais, fecham o partido à sociedade para se apropriarem de uma infinidade de interesses. Interesses esses que são os grandes responsáveis pela degradação da classe política. Também sabe de outros grandes interesses representados por alguns senhores do seu burgo, que ele bem conhece, em promíscua relação de cumplicidades negociais com o poder,  central, regional ou local.

Percebe, por fim, que os dois tipos de interesses que enxameiam os partidos, grandes e pequenos, degradam o regime, retirando-lhe eficácia e desta maneira arruínam o País. Percebe tudo isso melhor que a enorme multidão de iluminados que pulula nos órgãos de informação, pois percebe que castigar dois ou três arguidos, antes de condenados, de quem por vezes o POVO gosta, nunca resolverá problema algum, bem pelo contrário.

 

Os agentes de tanta sabedoria, em exclusividade, e pretensos tutores dum povo cada vez mais empobrecido, só não querem perceber que são exactamente os “ Aparelhos Partidários” os causadores de tudo isto! Os causadores das negociatas, da promiscuidade política e do baixo nível em que se encontra a política em Portugal. Claro que há quem se aproveite desta situação, alguns até se chegam a considerar donos da Pátria, chamando de reaccionários àqueles que sentem vergonha e denunciam tudo aquilo que faz os patrões do “sistema” taparem os olhos para não ver.

 

Quem ousa constituir em arguidos os membros dos Aparelhos partidários? Ninguém! Porque será? Porque será que o órgão “Aparelho” não consta dos estatutos de qualquer partido e ninguém sabe sequer os nomes dos seus membros, mas que, afinal, são eles quem tudo controla no partido, na política, nos negócios e no País? Porque será que qualquer político que a ele (aparelho) não se submeta é literalmente afastado ou constituído arguido, mesmo com o povo do seu lado? Os mansos, os dóceis, os inócuos, os corruptos que servem com desvelo o Aparelho, esses, nunca sabem o que é ser arguido! São os candidatos ideais para o aparelho, mesmo sem terem o agrado da população!

 

António Reis Luz

NOTA PRÉVIA

                                     

Toda e qualquer pessoa, precisa de sentir, de uma forma bem definida, uma identidade pessoal relativamente à sua nacionalidade, família, local de habitação, emprego, clube de eleição, religião etc.

Tudo isto e muito mais coabitam em nós próprios, formando um todo, a nossa identidade, dando a toda a gente, sem sombra de dúvida, uma grande consistência moral e comportamental. São as nossas referências que por regra, em grande parte, já nos vêm, em muito, dos nossos antepassados.

Muitas delas são-nos transmitidos de forma genética ou pelo convívio e educação escolar e familiar, mas todas podem, e devem, ser alimentadas e estimuladas, até combatidas.

No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós mais tarde, tudo se passa da mesma forma.

No caso concreto que escolhi, a Freguesia de Queijas, ela ganhou identidade própria há meia dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.

Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos, se quisermos cavar bem fundo vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.

Por todas estas fases passou este antiquíssimo Lugar de Queijas, e teve que ser assim, até chegarmos a Queijas Paróquia, Freguesia e Vila!

Não há muita informação disponível sobre um universo de muitos séculos, no qual foi vivendo o território da nossa Freguesia, mas é de absoluta justiça falar daquele que nesta matéria nos deu uma enorme ajuda. Deixar de tecer um grande elogio àquela figura que, na minha opinião, mais pugnou por conhecer as nossas referências e em simultâneo mais se bateu pela solução dos enormes problemas que sempre foram afligindo as gentes da antiga Freguesia de Carnaxide, seria de todo injusto.

Foi essa grande figura humana e eclesiástica, o Pie Francisco dos Santos Costa, que nos legou uma publicação de grande dimensão, O Santuário da Rocha - Coração de Carnaxide. Legou-a a todos aqueles que amam a velha freguesia de Carnaxide, que hoje se espalha pelas freguesias de Carnaxide, Queijas, Linda - a - Velha, Algés e Cruz - Quebrada - Dafundo.

Como habitante de Queijas, vai para 40 anos, é desta maneira agradecida que sinto todo o trabalho que ele nos deixou, não esquecendo também todos aqueles que a ele acrescentaram qualquer contributo, para nós tão importante.

Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para tal, não devemos esquecer que muitos até já nela nasceram.

Tentei pois actualizar factos com uma história riquíssima, desta vez circunscritos à Freguesia de Queijas, que como um filho nasceu da velhinha Freguesia de Carnaxide.

Servi-me do trabalho que outros primorosamente fizeram, mas também vos digo que esteja onde estiver, muito feliz ficaria se este trabalho por mim assinado, puder ajudar alguém a dar-lhe continuidade na história desta terra que já tantos amam como sua.  

A vida ensina-nos que factos escritos como actuais, com o tempo decorrido, logo perdem actualidade, e por isso, carecem ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos.

Foi pois esse trabalho que quis escrever e deixar como legado a toda a população da Freguesia de Queijas. Na vida tudo muda, e o amanhã pode voltar a colocar tudo, ou quase tudo, como estava anteriormente! Existem factos de uma tal relevância a condicionar o futuro, que teremos de os aceitar para não travarmos esse futuro, desde que ele seja no interesse geral dos cidadãos.

PALAVRA DO SENHOR

Assunto: FW: DEUS TINHA RAZÃO...
 
Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem, decidiu conceder-lhes apenas duas virtudes.  Assim:
- Aos Suíços fê-los estudiosos e respeitadores da lei
- Aos Ingleses, organizados e pontuais
- Aos Argentinos, chatos e arrogantes
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados
- Aos Italianos, alegres e românticos
- Aos Franceses, cultos e com charme
- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e políticos
O anjo, que secretariava as decisões de Deus, anotou… mas logo de seguida, cheio de humildade, e medo, indagou:
- Senhoras, a todos os povos do mundo foram concedidas duas virtudes; porém, aos portugueses, o Senhor enunciou três ! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da Terra?
- Muito bem observado, bom Anjo! Exclamou o Senhor... Isso é verdade!
- Façamos então uma correcção! De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas… nenhum deles poderá utilizar mais que duas simultaneamente – como os demais povos! Toma nota…·Assim:
- o que for político e honesto, não pode ser inteligente.
- o que for político e inteligente , não pode ser honesto.
- e o que for inteligente e honesto, não pode ser político !

“Palavra do Senhor”

 

 

 

 

“Fichas falsas chegam a tribunal”

 

“ O PSD está preocupado com as consequências políticas de um caso de falsificação nas inscrições de novos militantes em Viseu”.       

 

Expresso 26 Outubro 2002

 

Não é possível encontrar justificações técnicas, mais ou menos elaboradas ou fundamentadas, pois a motivação é só uma: a defesa de interesses. Grandes e pequenos. Quando a fera mata a presa para comer, tarde ou cedo irão aparecer os abutres e outros predadores a aproveitar os restos, que para eles são um rico manjar.

 

Os interesses têm, assim, um leque muitíssimo variado, que vão dos poderosos aos pequenos e mesquinhos interesses. Parece ser evidente que os grandes são a razão de ser das facções, dos barões, dos grupos, das tendências, dos «lobbies» etc. Os pequenos são a pequena corrupção, os lugares nas juntas, nas câmaras, a protecção no emprego, o emprego para o filho etc.

 

Servem para motivar e comprar os indivíduos de mais baixa formação moral. Com este quadro, dentro de um partido não podem haver valores. Haverá somente um quadro negro de imoralidade, impossível de caber em quaisquer tipologias do quadro Panebianco.

 

Os militantes que não desistam de ser honestos, aqueles que se conduzam por valores, ou até os outros que insistam em pensar nos problemas das populações, são pura e simplesmente esmagados.

 Não é por acaso que Portugal continua na cauda da Europa, apesar das ajudas comunitárias.

 

É porque sem valores, as conquistas não passam de vitórias de “ Pirro “! Tenho vasculhado tudo, procurado por todo o lado, sempre na tentativa de encontrar respostas para as minhas dúvidas. Sempre na tentativa de perceber o que se passa no meu país. Nunca tive medo, muito menos quando sinto estar a encarnar a verdade. A verdade que procuro, faço-o porque me repugna a mentira e o oportunismo.

 

Não sou ingénuo, sei aquilo que certas forças são capazes de fazer a um ser humano como eu, sem proteccionismo de grupos elitistas, a quem as figuras importantes da nossa praça se vergam e tecem elogios. Atrás tive a coragem de afirmar que nos actuais partidos políticos, tudo se move por dinheiro e interesses de vária ordem. Os valores desapareceram.

 

É isso exactamente que é afirmado no livro de Manuel Villaverde Cabral!

 

 “ Não têm ideologia e parecem-se cada vez mais com os tempos da Ditadura”!

 

Tenho pena, muita pena, que a maioria do povo nem disto se aperceba. Se de tal tomasse consciência iríamos assistir, a grandes convulsões sociais. De facto hoje, os partidos, como atrás dissemos, em nada se preocupam, ou muito pouco, com os problemas sociais.

Por último parece ser agora oportuno perguntar se de facto o poder reside dentro dos partidos?

Desta vez, arrisco afirmar negativamente, deixando de vogar, antes, assentando os meus pés numa rocha maior que acabo de vislumbrar.

Tudo faz acreditar que os partidos, são somente o “ local “onde, as tais grandes redes clientelares e os «lobbies», representando todo o tipo de interesses, se juntam para, à cotovelada e ao empurrão conseguirem, “legalmente” , um lugar à mesa posta para o «grande banquete», no qual se esqueceram de pôr cadeiras para o povo .