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O ENTARDECER

O ENTARDECER

UMA FRASE FEITA

 

Há uma frase feita, mas que deve ser aqui recordada: a liberdade não pode existir sem lhe estar associada a responsabilidade. Já se sabe que o exercício da minha liberdade termina onde começa a liberdade dos outros. É por isso que vimos antes existir toda uma série de limitações à liberdade de expressão e informação- justamente para garantir outros direitos dos cidadãos. Mas os jornalistas não podem repousar a sua consciência apenas nisto, não basta descansarem no facto de não estarem a incorrer em nenhum dos constrangimentos penais ou civis previstos. O jornalismo é uma profissão com profundo impacto social. Isto quer dizer que tudo o que é publicado ou difundido através dos media, por um lado, não pode ser alterado ou apagado, a partir do momento em que entrou no espaço público e, por outro lado, pode deixar marcas irreparáveis em entidades individuais e coletivas.

Os media podem ser usados perversamente para fazer campanhas contra ou a favor de pessoas e grupos, para destruir mesmo a vida de alguém, sem que haja qualquer instância de regulação a moderar ou equilibrar a sua atitude.

É certo que os visados podem invocar a iniciativa de corrigir um erro que involuntariamente tenha afetado o seu trabalho. Mas, é impossível eliminar por completo os efeitos da primeira informação, não apenas porque, nem toda a gente que a recebeu terá conhecimento da retificação como porque há sempre no seio do público uma impressão inicial que nunca mais se apagará.

A NOSSA SALVAÇÃO

AINDA, AS NACIONALIZAÇÕES

Para detetar muitas das causas que nos levaram ao atual estado de austeridade, nem será preciso fazer a famosa descida ao fundo do poço. Muitas delas foram fruto de uma revolução desfasada nos conceitos e totalmente fora de uma realidade que levou o mundo a caminhar por vias diferentes, muito diferentes. Estamos a pagar o preço por não termos caminhado por uma democratização sem revanchismos nem excluídos, antes, de mão dada com todos tal como fizeram os nossos vizinhos espanhóis. Eis pois, aquilo que se fez e não devia ter sido feito; Das chamadas “conquistas da Revolução” – nacionalizações, reforma agrária e controle operário – a terceira nunca existiu de facto, a segunda deixou uma marca profunda no Alentejo, a primeira moldou o destino da economia e da sociedade portuguesa até aos dias de hoje, no mau sentido.

As nacionalizações, a seguir ao 11 de Março que foram da responsabilidade da ala militar ligada ao PCP, no MFA, são, ainda, nos tempos que passam, um enorme sorvedouro de recursos financeiros e uma fonte de sacrifícios para os portugueses, sem esquecer a fonte de instabilidade sindical e social que as deixam ser. Em todo este problema de saber quem detém a posse das empresas, há um outro que não pode ser esquecido por dizer respeito aos seus trabalhadores. Eles são, foram e continuarão a ser o maior capital dessas mesmas empresas e do país e nessa condição viram-se confrontados com difíceis adaptações e uma nova realidade na estabilidade do emprego. No ato das nacionalizações, que foram atos revolucionários, a primeira ação era regra geral o saneamento selvagem de toda a estrutura de comando ou até técnica. Muita gente de lágrimas nos olhos viu ser-lhes retirado o trabalho e os direitos adquiridos. Normalmente eram substituídos por outros , por vezes alheios às empresas, nomeados nunca por desempenhos ou qualidades demonstradas.  Ascenderam a tais posições de relevo na estrutura dessas empresas, mais como comissários políticos. A qualidade pedida era que fossem de esquerda de preferência ativistas políticos e antifascistas. Nesta situação as empresas foram-se deteriorando, adoecendo até se verem forçadas a estender a mão aos cofres do Estado. Os salários começaram a estar em perigo todos os meses, foram poucos os casos de encerramento com despedimento coletivo. Mas é destas cinzas que renasce a vida, a fénix renascida. Passa por aí a nossa salvação-

SARAR FERIDAS

 

 

 

Sarar feridas e deitar para longe conceitos afastados de um salutar convívio democrático, será fundamental no reencontro entre todos os portugueses de boa-fé.

Se permanecerem os agravos no seio do país, com os portugueses divididos por conceitos políticos inexistentes e alimentados artificialmente, continuaremos enfraquecidos e nunca alcançaremos a necessária estabilidade política nos próximos atos legislativos. Sem esse esclarecimento e essa estabilidade política, não ganharemos a confiança do povo nem ganharemos o país. As feridas que não são saradas têm a tendência a agravar cada vez mais.

Do ponto de vista ético é necessário que cooperemos com toda a lealdade, não continuando a alimentar guerrilhas, que somente impedirão a credibilização da política.

Perante o País e os eleitores o sistema político ainda não conseguiu a credibilização suficiente para se empreenderem as grandes mudanças absolutamente necessárias, embora o desgaste que se começa a sentir na governação, seja preocupante.

Alguém, com alguma notoriedade política e funções internacionais, terá dito:

“Aquilo que muitas vezes me choca é ver Governo e partidos da oposição atuarem como se estivessem numa situação normal. Não se sai daqui com o mero jogo da alternância democrática”

Dizer isto é muito importante, por que de há muito a comunicação social o deveria dizer, nomeadamente quando determinado líder, sem qualquer experiência vivida, utiliza um tom e uma linguagem tão chocante, esquecendo que foi o seu partido o maior responsável pelo atual sofrimento dos portugueses! Certamente está convicto da infalibilidade do chamado “Arco do Poder” e da “alternância democrática”. Todavia, a gravidade da situação e o respeito pelo sofrimento de milhares ou milhões de famílias, EXIGIRIA OUTRO APRUME E OUTRA LINGUAGEM! Tudo o que nasce morre um dia, valerá a pena salvarmos pelo menos, a nossa alma.

Claro que há um “mal - estar”. Mas isto não quer dizer que todo o País esteja a lidar mal com os objetivos da contenção do défice e das reformas ensaiadas. Quanto ao crescimento económico, políticas de emprego e à promoção da coesão e segurança social, por muita propaganda que se faça, e faz, serão muito poucos os convencidos.

Tenhamos a força de vontade e a coragem moral para, juntos no partido, podermos mudar e salvar o nosso País levando-o aos níveis de bem – estar dos nossos parceiros europeus!

Depois de não haver feridas abertas no partido, em profusão, e ressarcindo quanto possível os mais atingidos pelos danos colaterais das guerrilhas, é forçoso lutar pela credibilização do PPD/PSD, enfrentando todos os moinhos de vento, para acabar de vez com a falta de transparência interna e externa.

Guerra aos caciques de novo pois, o tempo é da coragem.

Não esquecer que o resultado das próximas eleições autárquicas não deixará de ter repercussões profundas no actual executivo.

A guerra ao pagamento de quotas arregimentado e aos financiamentos envenenados visando o tráfico de influências é outro combate indispensável.

Guerra a tudo que não seja lealdade, competência e sentido do dever de servir com altruísmo.

Estas e muitas outras conhecidas manobras de baixo nível dentro do partido são um assunto sério, pois minam a credibilidade do partido e do regime político, e devem ser combatidas com determinação e sem demagogias.

Os fautores são bem conhecidos e todos os militantes terão de assumir as consequências dos seus actos que causaram danos ao partido.

Por estranho que possa parecer, quanto maior o afastamento e o desinteresse pela política dos cidadãos, provocado pelo conhecimento público de tais diatribes imorais de militantes sem escrúpulos, mais os partidos têm de gastar nas suas actividades eleitorais para mobilizar os eleitores, de si, totalmente descrentes no sistema político.

Lá bem no fundo todos sabemos que é o povo eleitor que, além de pagar, acaba sempre por ser o prejudicado com os caminhos ínvios daqueles que só procuram na política aquilo que ela lhes pode dar.

Os eleitores vão dando provas de saberem isso, fazendo da abstenção o maior partido.

UM FIO CONDUTOR

 

Em todo e qualquer país e em todas as sociedades civis, há um fio condutor que assegura o seu progresso e a sua existência. Também o seu futuro. Este fio condutor é composto fisicamente (?) de duas realidades diferentes: uma de natureza humana e outra de natureza sobrenatural. Esta última, representa o seu passado e os milhões de pessoas que o serviram, mas que já morreram. A natureza humana, representa aqueles que estão vivos e a representam.

Este fio condutor obedece a regras inscritas, talvez, na natureza. Aquela parte do fio de condição humana pode aguentar esforços de distensão rápida ou mesmo de estagnação ou compressão, mas nunca de ruturas. De qualquer modo, deve estar sempre atenta à componente a que chamei de natureza sobrenatural, muito extensa, que representa aqueles já desaparecidos, ou seja, o passado do país ou da sua sociedade civil. A sua cultura.

Quem tiver a incumbência de tomar decisões, se não respeitar esta realidade, ou até se a quiser ignorar, pode provocar ruturas de grande dimensão e, muitas vezes, a rutura completa de tal fio e das realidades culturais e projetos, que ele assegurava.

De certo modo foi isso que aconteceu em Portugal depois da Revolução dos Cravos. Os capitães tiveram muitos seguidores, embora de natureza mais moderada, mas que cometeram e continuam a cometer erros de estratégia na tomada de decisões. Isto acontece pela total desresponsabilização com que se passa uma esponja aos sistemáticos e desonestos, maus decisores.

 

UM PLANO NACIONAL

 

PARA O NOSSO DESENVOLVIMENTO

Ao se aproximar o fim desta campanha política, em que percorri todo o nosso território, trago gravada em meu espírito a exata visão das nossas imensas possibilidades e a nítida compreensão da gravidade de nossos problemas.

Estou convencido de que na nossa geração se definirá o destino de Portugal: — seremos uma grande e rica Nação, se soubermos trabalhar intensamente e nos organizarmos para construir o nosso futuro; seremos uma grande e pobre comunidade, superpovoada e infeliz, se nos dedicarmos ao abandono no presente, e à ostentação e às disputas internas dos partidos políticos.

Portugal é ainda uma terra de oportunidades. Continuará, entretanto, retardado e sofredor, se não quisermos lutar com a energia de construtores de um novo mundo e de uma nação reformada e convencida de que uma diretriz geral, nos fará encontrar o caminho que devemos percorrer nos próximos anos, para acelerar o nosso desenvolvimento económico e social. Com ele encontraremos o otimismo sadio e a decidida vontade de criar e realizar, que empolga os homens de boa-fé, deste histórico Portugal. Amadureceremos, assim, o espírito dos mais esclarecidos estudiosos da nossa realidade e das tendências para a evolução necessária ao êxito. Espera-se que em torno delas possamos reunir o melhor da nossa capacidade de trabalho, para darmos a Portugal, nos próximos anos, um novo impulso na senda do progresso e da felicidade para todos os portugueses.

MEMÓRIAS DO SAQUE

segunda-feira, 17 de maio de 2010

VAMOS SEGUIR O MODELO ARGENTINO?

O documentário argentino Memórias do Saque (que pode ser visto na íntegra no YouTube) é um programa obrigatório para antes das eleições. Ele trata do que levou a Argentina à pior crise da sua história, aquela que praticamente destruiu o país em 2002. Basicamente, o presidente

Carlos Menem, sob as directrizes do FMI, privatizou tudo. O resultado foi desastroso. Um bom exemplo foi o do sistema ferroviário: antes de ser privatizado, ele empregava 95 mil pessoas. Hoje, emprega 15 mil. Quem pensa que o importante é que uma empresa tenha lucro pode até dizer: ah, lógico que só ficaram os 15 mil mais eficientes, o resto era máquina estatal inchada. Certo. Talvez alguém possa explicar como um sistema que antes tinha 30 mil km de ferrovia, e hoje tem 8 mil, possa ter ficado mais eficiente. Porque defender corte de funcionários é fácil. Mas corte de trilhos? Engraçado que quem critica os países pobres pela falta de infraestrutura ignora esses detalhes.

Eu morei em Detroit por um ano. Lá, o sistema público de ónibus era bem ruim. Tá certo que só 10% da população local pegava ônibus, mas eram poucos ônibus, poucos horários, poucas linhas. E isso por quê? Porque três das principais montadoras de automóveis dos EUA e do mundo ficavam em Detroit (ficam ainda, mas em 2008 elas pediram água, e o governo teve que aparecer para salvá-las financeiramente). E elas faziam um grande lobby para que não houvesse investimentos no transporte público. Assim como sou contra as instituições religiosas interferirem no estado, também critico que interesses de empresas privadas interfiram no estado. Porque em boa parte das vezes o interesse de uma empresa privada (o lucro, acima de tudo) não bate com o da população.

Mas, voltando ao caso dargentina, privatizaram todo o setor petrolífero, que dava lucro (e eu adoro como, pra justificar a privatização de uma estatal que dá prejuízo, dizem que é ineficiente. Quando dá lucro, é algo como “É verdade, dá lucro, mas o que o governo está fazendo dirigindo uma estatal de petróleo?”). Lá pelas tantas no documentário, alguém lembra que a Argentina foi um caso inédito no mundo: “Não se conhece um outro país que haja entregado seu gás e seu petróleo sem haver perdido uma guerra”. E a ironia maior: ninguém pagou pelas concessões. O governo vendeu o que era público e não viu a cor do dinheiro.
E aqui no Brasil? Tivemos várias privatizações durante o governo passado. Pesquisas mostram que a única aceita pela população é a da telefonia ― e isso se a gente fechar os olhos pro fato que temos uma das piores e mais caras conexões de internet no mundo. E, lógico, vale a pena perguntar como o país teria sobrevivido à crise mundial iniciada em 2008 se houvesse seguido com as privatizações.
Privatizar faz parte de um projeto político maior, e por isso é fundamental conhecer o programa de cada candidato. E, na falta desse programa, pois há partidos políticos que escondem suas obras, é bom vasculhar o passado. Quem fez o quê, e por que. Não se trata de bonzinhos e malvados, embora, no caso da Argentina, os maus sejam mais do que evidentes. Quem é bom e quem é mau depende do que você defende. Se você acha que o governo tem que ser mínimo, que as empresas privadas não precisam de regulamentação porque querem o bem-estar de seus clientes (já que pro modelo privado não existem cidadãos, apenas consumidores), que o estado serve pra emperrar, e que o livre mercado é eficiente e não merece ser “atrapalhado” pelo governo, bom, assuma-se: este é o pensamento da direita. Sabe aquela direita que dizem que não existe mais depois que o Muro de Berlim caiu? Pois é, essa mesma. Você não está sozinho, muita gente pensa assim. E tudo bem, desde que você defenda o pacote completo: Estado mínimo significa quase nada de investimento em educação e saúde, por exemplo. Você deve ter plano de saúde, mas mesmo assim quer vaga numa universidade federal pra você ou seus filhos, certo? Porque universidade pública é superior à particular. E por isso você fica tão revoltado com as cotas, que estão reservando as vagas nas universidades públicas para quem vem de escolas públicas. Anyway, mesmo que você esteja bem servido na vida (não é sorte, eu sei, é que você trabalhou um monte), talvez dê pra eleger um governo que favoreça os menos sortudos?
Pra quem acha que PT e PSDB são iguais, convém refletir um pouquinho. A principal diferença é em como cada um, enxerga o tamanho do Estado. O governo Lula é acusado pela média de “inchar” a máquina pública. Mas esse inchaço é causado por pessoas como eu, uma entre os oito mil professores contratados para trabalhar numa universidade federal. É causado pelo Bolsa-Família, que custa uma migalha pros cofres públicos, mas possibilitou que 14 milhões de pessoas saíssem da linha da miséria. Dilma defende esse inchaço abertamente. Para ela, o Estado deve ser forte e atuante. Já o PSDB, o que quer? Eles não dizem exatamente, porque pega mal, às vésperas de uma eleição, mencionar cortes em algumas áreas. No máximo usam uma palavra bonita, choque de gestão ― que equivale exatamente a cortar gastos públicos, ou seja, adeus novas universidades com novos professores, ou novos hospitais com novos médicos, ou sequer algum resquício de reajuste salarial para professores e médicos antigos, ou aumento real do salário mínimo. É só ver o que fez o governo FHC em seus dois mandatos, e o que fez Serra no governo de SP. Não é difícil comparar. Veja o valor do salário mínimo em 2002 e hoje. Veja quanto ganha um professor de uma escola estatal em SP, estado mais rico do país. Ou um policial militar. Ou uma enfermeira.
Mas claro, podemos continuar insistindo que não há diferença entre os candidatos e que vamos votar no Serra porque não gostamos da plástica da Dilma. Enfim, centrar-se nos indivíduos, que nunca governarão sozinhos, e não no projeto político de cada um. Essa fórmula funcionou na Argentina, né ?

 

UMA BOA ORDEM SOCIAL

 

O primeiro requisito para uma boa ordem social melhor, é conquistar-se uma liberdade de pensamento e de expressão, sem subterfúgios. Todavia, entretanto, sempre poderemos imaginar como será esse país corrupto, criando cenários muito prováveis e situações que certamente surgirão, pela falta de transparência inerente ao estado de imoralidade, sempre de mão dada com qualquer vivência amordaçada.

Vamos então começar por virar o mundo no campo de uma imaginação construtiva, salutar e supostamente real, através, também, de uma criança, de um jovem, de um adulto, de um chefe de família e de um pré-reformado que ficou idoso e deste mal morreu.  

É uma tarefa gigantesca! Está bem de ver! Mesmo assim vale a pena tentar, seria indigno não o fazer!

Contudo, os problemas do ser humano serão somente de natureza económica? Vejamos se assim é.

Situemo-nos em qualquer região pobre, de qualquer país do mundo, sendo preferível que seja a região de cada país no qual se matam mais idosos!

A dor dos idosos, resume-se a uma corda ao pescoço que se prende ao ramo mais forte duma árvore, escolhida muito tempo antes do ato definitivo, ou, por uma questão de pudor e de maior recolhimento, à trave mestra do celeiro em ruínas. Uma pedra como apoio, às vezes um banco para o qual se vai subir e de onde se dará o passo decisivo e último, pensado há muito, iniciado agora mesmo. Por dentro e por fora, apenas o silêncio e a solidão. A alma já estava morta de tristeza e de secura, tanta mágoa sofrida, tanta desesperança, tanto abandono, tanto vazio e desamparo. Mas, tudo isso já passou e já não conta quando o corpo resolve, enfim, subir ao banco e atirar-se daquela altura, trinta centímetros, não mais. Um esticão forte, estremece a árvore, um gemido seco e breve, os olhos arregalados, cede que não cede o velho barrote apodrecido e o corpo fica a baloiçar uns momentos, antes de se imobilizar para sempre. Nem uma carta de despedida ou explicação. Porque em vida não houve tempo de ir à escola, porque a despedida não vale a pena e a explicação, a existir, não cabe numa carta! Os países continuam a ser invadidos pela corrupção que os arrastou para o caos e bancarrota. 

0 resgate financeiro da economia portuguesa levou a uma progressiva erosão da soberania nacional, na medida em que um crescente número de decisões centrais para o país são tomadas pelas instituições credoras. Um exemplo desta perda de soberania é o famoso memorando da troika, que tanto o PSD e o CDS/PP como o PS se comprometeram a respeitar antes das últimas eleições em 2011. Ou seja, independentemente dos resultados eleitorais, as linhas de força da política nacional estavam já definidas.

Agora, depois de uma vida inteira a pagar impostos e mais impostos. TAMBÉM, A VER QUEM LHE ESTÁ A SONEGAR A SUA REFORMA, QUE PAGOU DURANTE ANOS, NUMA VIDA REPLETA DE SACRIFÍCIOS. Também a ouvir gente importante a falar em soberania, que o povo não descortina onde ela esteja.

FALANDO DE TRANSPARÊNCIA

Notável

Alguém, no Facebook, publicou esta pérola, que me permito partilhar convosco:

"Tenho andado preocupado com a situação do Bes/Ges e com as acusações dos lesados  que desconheciam o que estavam a comprar.
 

Ora bem, estive a ouvir com toda a atenção Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Carlos Costa (do BP), a CMVM, etc., e, sinceramente, fiquei esclarecido.
 

Fiquei a saber que houve uma take over sobre a PT, o que provocou um dawnsizing na empresa e impediu o advanced freight.
 

Sendo assim, o asset allocation baseado num appraial report, que é o allotment indicado, provocou um average price muito baixo, reduzindo os back to back ao mínimo.
 

Ora, o bid price provocou um dumping e uma floating rate incomportável com o funding previsto pelos supervisores.

Deixou, pois de existir uma verdadeira hedge, o que levou ao levantamento de hard cash em grande quantidade.

Se considerarmos que o ICVM, ao fim do período estava a deteriorar-se e os pay-out continuavam a baixar, a única solução seria o payabre to the bearer de eventuais incomes da empresa.

Voltando um pouco atrás, o pool entre Bes e Ges, fez diminuir drasticamente o portfólio dos clientes, levando inevitavelmente a um revolving credit que abrangeu a maioria dos shareholders de ambas as empresas.
 

Como é evidente o pricecut da Rio Forte foi inevitável e a take over sobre a mesma também.
 

O gross profit baixou significativamente, aumentando o grade period e o bank rate.

Só para terminar e em jeito de conclusão creio que estamos perante uma grande quantidade de filhos da puting, que utilizando a corrupting ao nível central e local, foram delapidanding os recursos do país e continuam em casa riding da situação, deslocando-se de vez em quanding à Assembleia, fazer de parving os deputados e o poving em geral.
 

Tenho dito !...

UMA VISÃO ASTRAL

 

O meu berço, começou a ser visionada lentamente no painel informativo, algures no espaço sideral. Fiquei estupefacto, mesmo sonhando! Lá estava a “natureza dura e crua”, algures no Ribatejo, onde passei os momentos mais belos da minha vida! O varandim e o rio Tejo, no qual corria apenas um fio de água. Pensei: certamente as barragens de Espanha, retinham a água que normalmente ele tinha a correr! Aquele espaço que eu retinha, estava quase irreconhecível! Não se via viva alma, estava abandonada e desprezada! Não havia flores, carros de bois a passar, vindimas, o Dia da Espiga, e jovens a caminho do rio Tejo. Toda a verdura que antes se podia ver o ano inteiro, estava naquelas imagens amarelada. Contudo, os edifícios continuavam de pé! Com muitas rugas no seu aspecto exterior, aguentavam a pé firme, incólumes aos anos passados! Aquela boa gente que ainda recordo dos tempos de miúdo, estava morta. Eram adultos, quando eu era apenas uma criança. Sei que onde estiverem, continuam preocupados com o berço, que guardam no seu coração que já não bate, e que há muito deixou de bater. Só podem pairar, por cima daqueles mil anos de história! Contemplando as velhas paredes dos palheiros, lagares, vacarias, adega, palácio, vinhedos, searas e o altivo castelo, sempre de vigia. Os meus olhos estavam húmidos de comoção. Aquela Quinta, ainda se aguentou algum tempo com os maus tratos da Revolução de Abril, porém, os conceitos destes revolucionários a favor duma igualdade sem liberdade, iriam fazer os seus estragos e pô-la a dormir como mostra este visionamento! Quiseram mostrar-se pródigos no seu amor ao próximo, vai daí, todos os trabalhadores tiveram um substancial aumento na sua jorna semanal, nesta e em todas as Quintas de Portugal. Será de acreditar que foi ingenuidade dos revolucionários, só pode ter sido. De permeio com muitas ocupações de propriedades, selvagens e ilegais, despontou uma nítida baixa de produtividade. A conquista foi sol de pouca dura e estes homens e mulheres, trabalhadores de sol a sol, começaram a ficar sem receber! A muitos, couberam-lhes pequenas reformas para as quais não haviam contribuído! Depois foi esperar pela ceifa da morte. Com a entrada de Portugal na CEE, a agricultura foi morrendo aos poucos. Nada se produzia mas não resistiu ao caos global que adiante adviria! O interior do nosso país,

ficou deserto, sem escolas, empregos ou searas e acima de tudo ficou sem gente. Viraram “IMIGRANTES”!

Portugal já tinha vivido centenas e centenas de anos sem petróleo ou electricidade, mas sem água não sobreviveria! Era o seu elemento intrínseco. Nesta hora amarga das minhas recordações de criança, quero mesmo realçar, por fim, a vivência de uma pessoa como eu, que cresceu numa realidade muito especial, com uma história riquíssima e de mãos dadas com uma natureza dura, mas amiga. Podemos, mesmo chamar-lhe de mãe. A história de que falo, está gravada nas centenárias pedras do seu castelo, são o orgulho que me vai perseguir o resto da minha vida. A sua natureza foi o meu melhor amigo, mas também o meu desafio para a vida que estou a enfrentar. O seu espaço mais amplo, foi e é, ainda, a minha transparência, porque nela, tudo era claro, mesmo quando o escuro da noite ficava de breu! Acreditei que a minha Quinta era indestrutível! Infelizmente não o foi. Acredito que um dia se vai reerguer, tal como o mundo depois deste caos. A Terra dá aos homens o que os homens precisam. Foi isso que constatei naquela Quinta que jamais esquecerei. Assim vai ser, também, no futuro. Esta tragédia é o resultado de muitos erros a que a humanidade, eivada de egoísmo, conduziu este mundo. Mundo, incerto, injusto e muito longe da igualdade apregoada! Em lugar de tal igualdade, espreita-se gente oportunista sem Rei nem roque.  

VAMOS TIRAR CONCLUSÕES

 

O nosso país e principalmente os portugueses, precisam que tiremos conclusões. Para quê? Pois, para que este povo tenha garantido o seu sustento e da sua família, com dignidade e segurança. Se estamos mal, é certamente porque os políticos decidiram mal, mas decidiram. Se decidiram pela sua cabeça, ou pressionados por lóbis é outra questão.

Lendo o passado, podemos concluir e relembrar! Vejamos: “ É preciso acabar com as pequenas guerras internas, com a proteção de interesses que não são do partido, com o branqueamento de personalidades que se servem de nós, mas não nos servem”. Afirmou Pinto Balsemão aos militantes do PSD!

Bom, se precisamos de emprego como “pão para a boca” alguém tem que pôr a nossa economia a andar para a frente! Cabem as decisões aos políticos?

Há quem pense que sim e há quem pense que não. Numa notícia de Helena Pereira com M.A.M. podia-se ler: “A criação de uma comissão independente para assessorar o Governo na análise das grandes obras públicas está a ter cada vez mais adeptos. A esquerda e Marques Mendes aplaudiram a pressão sobre o Governo de José Sócrates. João Cravinho defendeu só a criação de um grupo de trabalho, liderado por Silva Lopes, para fornecer ao Governo estudos e pareceres! “ Mas não é um grupo de super sábios, daqueles que querem ser ministros sem terem que ir a eleições”. Acontece, que é precisamente isto que se faz nos grandes e prósperos países! Os políticos limitam-se a acompanhar o desenvolvimento dos planos. Marcelo Rebelo de Sousa também apoiou a criação de uma Comissão de Avaliação de Investimentos nas tomadas fundamentadas de decisões. Será que Sócrates tomou as medidas corretas? Se as tivesse tomado estaríamos na situação crítica em que estamos?

Já os “illuminati” afirmaram que: “a sua luz provinha, não de uma fonte autorizada mas secreta, mas de dentro, como resultado de um estado alterado de consciência, ou seja, esclarecimento espiritual e psíquico.” Bom, a votos nunca eles foram!