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O ENTARDECER

O ENTARDECER

VARIAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA

 

 

 (de 1850 aos nossos dias)

Que causa indignação e apreensão, não há dúvida.

Assunto: FW: Variação Dívida Pública (de 1850 aos nossos dias)

Dívida Pública

UMA realidade, que todos deveriam ter presente, quando ficam sem subsídios ou pagam altos impostos...mas principalmente quando votam.

 

 Répare-se :

-  Vejam o que um partido fez ao Endividamento Português.

Recebeu de Salazar e Marcello Caetano 14% do PIB e passou-o para quase 60% do PIB !!!

Depois, durante a responsabilidade de Cavaco e de governos PSD/CDS , a dívida foi-se mantendo abaixo da fasquia aconselhada pelos economistas de 60%.

Quando nas eleições de 2011, o partido afastado deixou-nos uma dívida, acima dos 120% do PIB !!!!  Os mercados deixaram de emprestar, e o país em bancarrota chamou pela troika!

 (Como se gastou tanto dinheiro em tão pouco tempo? PPP, SCUT,Magalhães, 13,6Milhões em viaturas, consentimento dos roubos no BPP e no BPN... e até um desvio de 383 milhões de euros para um off-shore de Gibraltar !  Foi um fartar vilanagem ! )

Na exibição, altamdente populista agora ocorrida (aprovação do Orçamento 20017), os portugueses fiocaram sem saber quanto se deve aos outros países, nem como iremos pagar tal dívida e durante quantos anos!

A isto, chama-se enganar um povo, que não pára de pagar cada vez mais e mais impostos, um povo que vê altos responsáveis a rir , sem saber porque se riem tais  políticos e porque se alcandoraram ao poder, com tanta arrogância!

 

UMA VISÃO ASTRAL

A minha Quinta começou a ser visionada lentamente no painel informativo algures no espaço sideral. Fiquei estupefacto, mesmo sonhando! Lá estava a Quinta, algures no Ribatejo, onde passei os momentos mais belos da minha vida! O varandim e o rio Tejo, no qual corria apenas um fio de água. Pensei: certamente as barragens de Espanha, retinham a água que normalmente ele tinha a correr! A Quinta estava quase irreconhecível! Não se via viva alma, estava abandonada e desprezada! Não havia flores, carros de bois a passar, vindimas, o Dia da Espiga, e jovens a caminho do rio Tejo. Toda a verdura que antes se podia ver o ano inteiro, estava naquelas imagens amarelada. Contudo, os edifícios continuavam de pé! Com muitas rugas no seu aspeto exterior, aguentavam a pé firme, incólumes aos anos passados! Aquela boa gente que ainda recordo dos tempos de miúdo, estava morta. Eram adultos, quando eu era apenas uma criança. Sei que onde estiverem, continuam com a sua Quinta no coração, que há muito deixou de bater. Só podem pairar, por cima daqueles mil anos de história! Contemplando as velhas paredes dos palheiros, lagares, vacarias, adega, palácio e castelo, sempre de vigia. Os meus olhos estavam húmidos de comoção. A Quinta, ainda se aguentou algum tempo com os maus tratos da Revolução de Abril, porém, os conceitos destes revolucionários a favor da igualdade sem liberdade, iriam fazer os seus estragos e pô-la a dormir como mostra este visionamento! Quiseram mostrar-se pródigos no seu amor ao próximo, vai daí, todos os trabalhadores tiveram um substancial aumento na sua jorna, nesta e em todas as Quintas de Portugal. Será de acreditar que foi ingenuidade dos revolucionários, só pode ter sido. De permeio com muitas ocupações de propriedades, selvagens, e nítida baixa de produtividade. A conquista foi sol de pouca dura e estes homens e mulheres, trabalhadores de sol a sol, começaram a ficar sem receber! A muitos, couberam-lhes pequenas reformas para as quais não haviam contribuído! Depois foi esperar pela ceifa da morte. Com a entrada de Portugal na CEE, a agricultura foi morrendo aos poucos. Nada se produzia mas não resistiu ao caos global que adiante adviria!

Portugal já tinha vivido centenas e centenas de anos sem petróleo ou eletricidade, mas sem água não sobreviveu! Era o seu elemento intrínseco. Nesta hora amarga das minhas recordações de criança, quero mesmo realçar, por fim, a vivência de uma pessoa como eu, que cresceu numa realidade muito especial, com uma história riquíssima e de mãos dadas com uma natureza dura, mas amiga. Podemos, mesmo chamar-lhe de mãe. A história de que falo, está gravada nas centenárias pedras do seu castelo, são o orgulho que me vai perseguir o resto da minha vida. A sua natureza foi o meu melhor amigo, mas também o meu desafio para a vida que estou a enfrentar. O seu espaço mais amplo, foi e é a minha transparência, porque nela, tudo era claro, mesmo quando o escuro da noite ficava de breu! Acreditei que a minha Quinta era indestrutível! Infelizmente não o foi. Acredito que um dia se vai reerguer, tal como o mundo depois deste caos. A Terra dá aos homens o que os homens precisam. Foi isso que constatei naquela Quinta que jamais esquecerei. Assim vai ser, também, no futuro. Esta tragédia é o resultado de muitos erros a que a humanidade, eivada de egoísmo, conduziu este mundo.  

Valeu a pena dizer "Jamais"

 

Publicado por Paulo Marcelo em 30 Set 2009, às 23:13 | jamés (8)

Os blogues coletivos envolvem riscos. Não é fácil conciliar tantas personalidades diferentes com identidade e coerência. Apesar do nosso objetivo principal -contribuir para uma mudança política em Portugal- não ter sido alcançado, o balanço que faço é muito positivo.

Fomos "alinhados" mas nunca previsíveis. Fomos uma voz livre e irreverente, mostrando que a política não tem que ser cinzenta, nem feita por gente sisuda em sedes partidárias ou gabinetes governamentais. Apesar das críticas, por vezes duras, contra a máquina de propaganda socialista, não caímos nos ataques pessoais, contribuindo para elevar o debate político, numa campanha já demasiado marcada por episódios asfixiantes. Conciliámos experiência com juventude, lançando novos autores na blogosfera política. Escrevemos mais de 1000 textos originais gerando milhares de comentários e mais de 130 mil visitas (cerca de 259 mil "page views").

O espaço político "não socialista" tem um caminho a percorrer.  Crescer em convicção e em clareza, no modo como apresenta o seu projeto e defende as suas ideias. Ganhar o “argumento” para depois ganhar o poder, alcançando uma mudança política duradoura em Portugal. Convicção não faltou neste blogue. Espero que alguns dos argumentos que aqui produzimos façam o seu caminho. Apesar do resultado eleitoral negativo, valeu a pena dizer "Jamais". O vernáculo manguito ficou adiado, mas surgirá na altura própria, e não terá de esperar quatro anos.

O DESINTERESSE DOS VOTANTES

 

Numa das muitas viagens ao passado, que faço relendo pedaços de notícias guardadas por instinto, voltei a ler:

“ Na sequência do debate iniciado no PS sobre a Declaração de Princípios e a alteração estatutária, um grupo de dez jovens socialistas manifestou-se ontem preocupado com a orientação seguida na última Comissão Nacional do Partido.

A centralização do poder de decisão no Secretariado, como pretende Ferro Rodrigues, está entre as preocupações apontadas.

Além disso, estes jovens socialistas criticam os militantes com responsabilidades no partido que confundem a “verdadeira matriz ideológica com estratégias programáticas”.”É exatamente através de estratégias programáticas que o eleitorado do centro não poderá ser esquecido”.

Nota: Antes de mais, sabe bem ver jovens a falar desta maneira. A “centralização do poder”, é um dos grandes defeitos dos partidos e logicamente dos governos eleitos. Só não sei, se esta forma de agir e decidir, resulta de alguma confusão, ou não será mesmo uma estratégia para segurar lugares e privilégios conquistados! No atual momento, é corrente ver e ler jovens socialistas nas televisões e jornais a contestar as forças governamentais. É lógico pensar-se que aparecem eles e não os consagrados e “eternos” militantes creio, por duas razões:

1 – Os argumentos apresentados e mandados apresentar ao país, não serão os mais apropriados, nem os mais corretos para gente do “centro-esquerda”. Servirão somente para “arrasar a oposição”, logo não deixarão muita simpatia em quem os ouve, nem qualquer esclarecimento! Logo, as figuras cristalizadas dos partidos, não estarão muito interessadas em aparecer….e, mandam os jovens de outros partidos.

2 – Por este meio, os votantes não ficarão esclarecidos, porque para o ficarem, seria preciso que qualquer partido fizesse o mea-culpa da sua própria atuação (na oposição ou no governo) e depois, apresentasse alternativas credíveis. Estamos perante uma política primitiva, que se projeta num contínuo desinteresse dos votantes!

VIAGEM AO PASSADO

 

Moldada neste espírito, foi pintada por quatro mãos e duas almas. E uma grande paixão pela época dos anos 20 levou-nos aos interiores recheados de objetos antigos, tecidos feitos à mão, mobílias do tempo e livros antigos. Embora sejam coisas reais, tudo o que aparece nestes quadros transmite um ar romântico e sonhador. O romantismo sente-se na leveza da pincelada e na paleta das cores. A suavidade da luz tem a sua discreta presença em tudo.

O nome deste estilo exprime a ideia de as artistas mostrarem ao espetador lugares comuns da nossa vida, do ponto de vista romântico: um recanto de varanda, um corrimão de ferro antigo. No chão, um cesto com flores do campo. Na cadeira de ferro, outro cestinho. Vista pela janela, uma panorâmica da floresta com um caminho a desaparecer ao fundo. Uma suave paleta da cor do quadro, luz penetrante nos objetos do passado, tão queridos à alma do artista. Dinara

 

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