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O ENTARDECER

O ENTARDECER

A ARTE NOS ANDAIMES

 

O sentimento de gratidão traz-nos bem-estar e alegria. E esse estado de espirito torna-nos mais aptos para a criatividade, enfortecesse-nos a autoestima e desperta-nos boas ideias para vermos com maior eficácia e clareza. Dito de outro modo, a gratidão ajuda a atrair novas situações pelas quais nos sentiremos ainda mais gratos. Desta vez o sentimento de gratidão vai para o grande artista Victor Lajes e para a obra que nos legou.

 

A obra que realizou em Queijas, na nossa Igreja, é de um valor artístico assinalável! Tive o prazer de pisar com ele, muitas vezes, os andaimes que o elevaram muito alto, tão alto que nos deixou a singeleza artística de um enorme Cristo e outras obras de enorme classe artística, que ficará para sempre com as gentes de Queijas.

 

A CARIDADE E O ESBANJAMENTO DO ESTADO

A grande mudança

Apesar de muito consumo e ostentação, as pessoas mais despertas perguntam as si mesmas: Até quando isto durará? Havia muitos sinais de que muita gente e populações inteiras, estavam fora do aparente bem-estar!

 A primeira morte parece ir ser a da económica. O modelo socialista/social-democrata/democrata-cristão, centrado na caridade do Estado e na subalternização do indivíduo, está falido, e brinda-nos com recessões de quatro em quatro anos.

Basta ler "O Dever da Verdade" (Dom Quixote), de Medina Carreira e Ricardo Costa, para percebermos que o nosso Estado é, na verdade, a nossa forca. Através das prestações sociais e das despesas com pessoal, o Estado consome mais do que aquilo que a sociedade produz. Estas despesas, alimentadas pela teatralidade dos 'direitos adquiridos', estão a afundar Portugal. Eu sei que esta verdade é um sapo ideológico que a maioria dos portugueses recusam engolir. Mas, mais cedo ou mais tarde, o país vai perceber que os 'direitos adquiridos' constituem um terço dos pregos do caixão da III República [...]

As pessoas não gostam de Medina Carreira. Mas, na verdade, as pessoas não gostam, é da realidade. Ele só aponta para a realidade. Ele só aponta para factos que ninguém quer ver.  E é fascinante ver o "genial" das pessoas perante os factos.

AJP Taylor dizia que as pessoas, quando criticavam Bismarck, o realista, estavam, na verdade, a criticar a realidade. A grande mudança no mundo terá de chegar, fazendo o Homem engolir novos conceitos e éticas, mais humanas e ambientalistas!  

 

A PURIFICAÇÃO DO TEMPLO

 

Duas vezes em três anos, Jesus expulsou do templo os vendedores e os cambistas (João 2:13-16; Mateus 21:12-13). A sua explicação foi simples: "Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores."

Quarenta anos mais tarde, o templo foi destruído. O edifício físico que representava a presença de Deus na terra jamais foi reconstruído, e não teria mais valor para as gerações futuras. O próprio Jesus tinha predito uma mudança no centro da adoração para os servos de Deus. Eles não mais adorariam num monte em Jerusalém, mas nos seus próprios corações (João 4:19-24).

No Novo Testamento, o templo ou tabernáculo representa: 1. o corpo de cada cristão (1 Coríntios 6:19-20; 2 Coríntios 5:1-4) e 2.  a igreja, o coletivo do povo de Deus (1 Coríntios 3:16-17). Estes factos desafiam-nos a ponderar uma questão importante: o que Jesus faria se tivesse que visitar os nossos templos hoje em dia? Ele acharia necessário purificar os nossos templos como fez em Jerusalém? Considere as aplicações disso.

Jesus jogaria fora todas as coisas que impedem a nossa obediência pessoal a ele. Se continuarmos a nos corromper com erros doutrinários ou com imoralidade pessoal, o templo de nosso corpo não estará adequado para que Jesus permaneça nele.

Que faremos? "... Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Coríntios 7:1). Precisamos pôr de lado "toda impureza e acúmulo de maldade" (Tiago 1:21).

Jesus jogaria fora todas as coisas que os homens acrescentaram, sem permissão, à sua igreja. Não era errado cambiar dinheiro ou vender animais, mas era errado fazer disso a função do templo. Algumas igrejas acrescentaram tantas coisas — até mesmo coisas que são boas em si — à obra da igreja que ela não é mais reconhecida como o organismo espiritual, o qual Jesus morreu para comprar (Atos 20:28). Jesus não morreu para estabelecer uma organização social ou de entretenimento. Ele morreu para salvar almas de pessoas perdidas. Amemo-lo o suficiente para manter o seu templo puro!

PROMESSAS E UTOPIAS SOCIALISTAS

 

É pura utopia legislar direitos sem curar de saber se tal tem viabilidade prática! Fazer uma constituição, toda ela de pendor socialista/marxista, crente no Estado, nos trabalhadores e ignorando empresários, sociedade civil, regras do mercado etc. nada adianta!

Hoje, os trabalhadores estão mais pobres, as empresas e Portugal também e existem menos centros de féria que há quarenta anos atrás. Muita gente foi ao estrangeiro com a criação de dívida pelo país, que caiu em bancarrota e atirou com centenas de milhares de trabalhadores para o desemprego e para a emigração!

Trinta e quatro anos depois da Revolução de Abril, são muitos os trabalhadores sem direito a férias e sem emprego! Porque os contratos precários ou os recibos verdes não as contemplam, porque o patrão não deixou, porque se aproveitam as férias para ter um segundo (ou terceiro) emprego que equilibre o orçamento caseiro, porque o subsídio de férias está há meses destinado a pagar dívidas, prestações, propinas ou material escolar, porque o salário, a reforma ou a pensão não cobre as despesas correntes. 

Quando nestas condições aparece um líder, antes das eleições, a prometer tudo e mais qualquer coisa, deveria dar para desconfiar. Mas não! O culpado é sempre o último a estar empossado e que apanhou com a bancarrota em cima, a tolher-lhe todos os desejos, que sente para ajudar o seu povo.

Dá muito jeito ter uma ‘Agenda para dez anos, que não passe de um montão de trivialidades: "valorizar os nossos recursos, as pessoas, o território e a nossa língua"; "modernizar o tecido empresarial, o Estado e a Administração Pública"; "investir no futuro, educação e na cultura"; "reforçar a coesão social".

Quem não acha isto tudo muito competente?

O problema é que nada disto chega para ser um programa político. Mais: “nada disto faz parte das tarefas políticas urgentes, as quais têm que ver com a austeridade, o défice, a dívida pública, o colapso do sistema bancário, o crescimento económico a curto prazo, os desequilíbrios do euro, o desemprego e o aumento constante de impostos

Nem tão pouco com os compromissos assinados na relação de Portugal com a Europa.

Tudo isto só serve para enganar o povo e voltar outra vez para o poder, agravando ainda mais o estado deste pobre país!

UM SENTIR GERAL

 

 

 

Contudo, há algo que é incontornável: os portugueses estão muito insatisfeitos com a democracia. "Não se sentem bem representados e esse sentimento tem vindo a aumentar." Desde 1985, a satisfação regista o seu nível mais baixo em 2008. Mas os eleitores não colocam em causa a legitimidade democrática dos eleitos. Ou seja, os portugueses são democratas insatisfeitos, mas democratas, apesar de tudo. Ainda assim gostariam de participar mais, apesar do papel preponderante dos partidos no sistema político.
Freire arrisca mesmo dizer que nos últimos anos "os partidos tornaram-se meros instrumentos dos seus líderes". Nas últimas semanas, exemplificou, num cenário de crise política, "falou-se logo em eleições" e o PS sentiu necessidade de "tocar a rebate em torno do líder". "Mas os eleitores votaram no PS e nada impede, como acontece noutros países europeus, que o PS indique outro primeiro-ministro", afirmou


Na política não há receitas únicas - "não há soluções que não tenham desvantagens" -, mas Freire retoma a ideia de uma reforma: a votação em lista semifechada. Um sistema misto, com um círculo nacional, e listas regionais. Por outras palavras, o eleitor votaria no partido na lista nacional, mas poderia optar também por votar num determinado candidato. O que obrigaria os partidos a "um esforço suplementar" nas suas escolhas. Tanto que, no estudo, os inquiridos reclamaram uma maior participação na escolha dos deputados.

As maiorias absolutas é que são pouco desejadas pelos eleitores. Embora PS e PSD as defendam. Nos partidos mais pequenos, a preferência é para coligações. Percebe-se porquê, num país em que, após o período revolucionário, só o CDS chegou ao poder em coligação - com PS e PSD.

SER GRANDE

 

Está longe, muito longe de ser forte, alto e espadaúdo! Como disse Pessoa, é ser como a LUA: Assim, em cada lago a lua toda 
     Brilha, porque alta vive”.

Ainda com a ajuda de Pessoa, bem poderíamos dizer: Sê grande sê inteiro”. Assim, melhor poderemos definir aquele que tem merecido o aplauso do mundo todo! É de MANDIBA que falamos, pois ele foi um homem inteiro toda a sua vida, detendo ou não o poder. Na história de Portugal ensinava-se que Angola bem como todas as outras províncias ultramarinas constituíam parte integrante do grande império português que nos fora legado pelos nossos corajosos e gloriosos antepassados que deram novos mundos ao mundo através dos descobrimentos e eram senhores de aquém e além-mar.

No momento em que se começou a entoar a “Grândola Vila Morena”, já este além-mar, que falava português, estava repleto de russos, cubanos e demais gente do ex-bloco soviético! 

 

Recusou vinganças menores, a coberto da cor da pele. Nisto e em tudo o resto foi um “Homem Inteiro”.

Ninguém nos poderá impedir ou censurar, que nos venha à mente a tragédia da nossa descolonização.

Faltou a Portugal nesta data histórica, um homem, “inteiro” como Mandela que obrigasse “brancos e negros” a permanecerem na mesma ESCOLA E NO MESMA CARTEIRA. Era importante para o mundo que essa continuidade tivesse sido defendida!

A bem do cristianismo que por ele espalhámos e da extinção de todo e qualquer racismo.

Reavivar assim a memória é serviço prestado a Portugal. E também à História.

Toos os Homens deveriam ser como a lua e serem inteiros tal Mandela.

A INTERVENÇÃO DE DAVID

 

O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para YHWH, onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria permitido ao seu filho Salomão, cujo nome significa "paz". Isto enfatizava a vontade divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz. (2Samuel 7:1-16; 1Reis 5:3-5; 8:17; 1Crónicas 17:1-14; 22:6-10).

Davi comprou a eira de Ornã ou Araúna, um jebuseu, que se localizava no monte Moriah ou Moriá, para que ali viesse a ser construído o templo. (2Samuel 24:24, 25; 1Crónicas 21:24, 25) Ele juntou 100.000 talentos de ouro, 1.000.000 de talentos de prata, e cobre e ferro em grande quantidade, além de contribuir com 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata, da sua fortuna pessoal. Recebeu também como contribuições dos príncipes, ouro no valor de 5.000 talentos, 10.000 daricos e prata no valor de 10.000 talentos, bem como muito ferro e cobre. (1Crónicas 22:14; 29:3-7) Salomão não chegou a gastar a totalidade desta quantia na construção do templo, depositando o excedente no tesouro do templo (1Reis 7:51; 2Crónicas 5:1).

 

 

À BEIRA TEJO

Nas noites cálidas de verão e depois do jantar, as famílias desciam até à “ beira Tejo”. Sabia bem apanhar o fresco da noite, que vinha do rio, e os mais faladores ajudavam a passar a noite. Numa dessas noites ocorreu um fenómeno que marcou quem o presenciou:

Por cima das cabeças das pessoas, a alguns metros de distância, passou uma grande bola de fogo! A cauda era muito comprida! Desviou para a esquerda e desapareceu no meio de um choupal. No dia seguinte procuraram-se vestígios daquele grande objecto luminoso mas sem qualquer êxito.

Naquele paraíso a magia era constante nas quatro estações do ano! No inverno essa magia tinha o acento tónico no medonho. A natureza engrossava a voz e punha o semblante fortemente carregado.  O volume das águas do Tejo aumentava de forma assustadora, em dois ou três dias, por força das primeiras chuvadas, mais persistentes.

A torrente tornava-se forte e impetuosa e a água ganhava uma cor barrenta! Troncos de árvore eram vistos a descer o rio ao ritmo veloz da torrente. Por todo o lado as águas das chuvas descobriam atalhos e mais logo, todas desaguavam no rio, vindas de longe. De tanta água receber o caudal transbordava as margens que ladeavam o leito do rio. Nem os enormes salgueiros e a sua densa ramagem a podiam suster. Era impressionante ver a cavalgada das águas sempre em busca de cada vez mais espaço. A vida animal, sempre desconfiada, apercebia-se da avalanche e refugiava-se como podia, mais longe ou mais alto!

Rapidamente a paisagem verdejante desaparecia e ficava submersa por um extenso mar que galga muros, estradas, pomares, colinas e toda a planície a perder de vista!

Do alto do castelo a nossa vista só alcançava água. As noites caíam pouco depois das cinco e eram longas, muito longas e medonhas. O silvo do vento forte acompanhado do barulho da intensa chuva a cair, compunham uma sinfonia para a noite toda. A seguir á chuva de dias seguidos, numa bela manhã, iria aparecer um sol radioso. Mesmo assim, as águas do rio continuavam a subir até estacionarem por dois ou três dias. Havia de seguir-se o seu abaixamento, normalmente com muita lentidão, que deixava nas paredes e muros uma linha horizontal castanha que marcava a máxima altura daquela cheia.

PAGA O JUSTO PELO PECADOR

A execução de Tiradentes e a exposição pública do seu corpo

O povo, cego na sua ira, mata o mais próximo que encontrar pela frente, ou o mais pobre, deixando inocentes os verdadeiros criminosos. A DEMOCRACIA TEM muitos defeitos, vejamos um caso da história brasileira. O povo ajuda!

Tiradentes esquartejado (Pedro Américo, 1893).

Tiradentes, o conjurado de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento, sendo a sentença executada publicamente a 21 de abril de 1792 no Campo da Lampadosa. Outros inconfidentes haviam sido condenados à morte, mas tiveram as suas penas reduzidas para degredo, na segunda sentença. A casa onde ele viveu foi destruída.

O povo, cego de desespero, liquida o mais próximo que encontrar pela frente ou, o mais pobre e desprotegido, deixando inocentes os verdadeiros causadores do seu sofrimento. A DEMOCRACIA TEM muitos defeitos traduzidos por exemplo: no “paga o justo pelo pecador." 

OBSOLETO E PASSADO

 

Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de “obsoleto e passado”.

Uma sociedade estruturada em valores humanos, poderá levar muitas centenas de anos até ser conseguida. É uma forma contínua de respeito pelos valores recebidos e muito esforço pelo seu aperfeiçoamento. Tudo em resultado de uma entrega abnegada e desinteressada de milhões de almas nascidas e desaparecidas de consciência tranquila!

Hoje, em Portugal e contrariamente ao que gostamos de presumir, a vida hipnotiza-nos com muita facilidade e logo nos esquecemos do que devemos fazer, mesmo se for Deus a pedir-nos  «um copo de água». Basta o olhar de uma linda mulher, ou um elogio envenenado.  Basta a embriaguez do poder adquirido sem merecimento. É na área do comportamento que se trava a batalha mais importante do desenvolvimento. Comportamento individual e coletivo. Sem as virtudes do civismo, o homem não é capaz de viver de bem consigo próprio e de conviver respeitosamente com os outros, tão pouco de se integrar na comunidade civil, de trabalho ou familiar. Tudo se transforma num lodaçal! O cheiro é irrespirável!

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