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O ENTARDECER

O ENTARDECER

Os Quatro Elementos

 

Os Quatro Elementos são: Água, Ar, Terra e Fogo. São objecto de referência em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica.

A origem da teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, está na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água.

No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos. Estes são, na verdade, elementos subtis, ou melhor, estados de mutação da matéria-energia.

Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças subtis que se manifestariam através de transformações recíprocas. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época.

A astrologia, quando usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sanguíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biotipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão:

  • colérico: coração
  • fleumático: fígado
  • sangüíneo: rins
  • bilioso: pulmões

Cada um desses tipos teria então um órgão indicativo de seu estado de relativa saúde ou doença, e durante determinada estação do ano estaria mais propenso a desequilíbrios.

O Homem integral

 

O Homem tem uma constituição Septenária ou seja, é um ser marcado pelo número 7, como de resto toda a Natureza, e é composto por sete corpos ou princípios.

O sete subdivide-se em duas formas geométricas: o quadrado e o triângulo. O quadrado representa os quatro elementos que no homem constituem a sua personalidade e o triângulo está relacionado com a sua parte espiritual ou seja o seu Ser.

O Ser Humano é complexo e, se repararmos bem, podemos e devemos distinguir nele:
1. O corpo físico que todos conhecem;
2. O molde e as causas dirigentes da geração e formação desse corpo físico, bem como a vitalidade que o anima e mantém coeso;
3. Os desejos, emoções, afectos e sentimentos pessoais;
4. Os pensamentos e a capacidade analítica a partir dos dados observados e das coisas sentidas;
5. Uma inteligência criadora, que funciona em termos abarcantes e sem ser comandada, de fora para dentro, pelos fenómenos e pelas reacções que estes suscitam, antes se lhes sobrepondo, num domínio de liberdade (por isso se diferenciando do tipo de pensamento imediatamente antes considerado);
6. Capacidade intuitiva, i.e., de uma sabedoria íntima, realce essencial, adveniente do contacto directo com o âmago dos seres e das situações, o que só pode ser concomitante de um Amor inegoísta, forte, lúcido e que não se confina à própria pessoa e ao que lhe está próximo (distingue
- se, assim, dos afectos atrás referidos);
7. Uma latente Vontade incondicionada de Bem, que se pode manifestar somente quando nenhuma mácula de egoísmo ou separabilidade existe, visto ser uníssona com o grande Plano Divino, com o extraordinário Propósito Inteligente que subjaz a todo o Universo.

E, antes e depois de tudo, É (e, ao Ser, pode expressar-se sob todas as formas que vimos enumerando).

É perfeitamente visível perceber a matemática da Natureza na repetição do 7; nos dias da semana, nas cores do arco-íris, nas 7 ondas, nas sete saias, nos 7 pecados mortais, as sete colinas de Lisboa, os sete Dons do Espírito Santo, as sete partidas do Mundo, etc. 

O NOSSO EGOISMO, DE CADA DIA E HORA

 

 Diariamente, somos confrontados com inúmeras demonstrações de egoísmo partindo de nós ou a pairar à nossa volta.

- É aquele passageiro que entra no transporte colectivo e corre para um lugar vazio, sem olhar se tem algum idoso, alguma senhora grávida, ou uma mãe com criança, que precisaria de melhor cómodo ou segurança!

- É prendermos a porta do elevador enquanto se vai concluindo a conversa ou nos despedimos demoradamente.

 Infelizmente, há muitos exemplos a serem dados, de egoísmo explícito. Se sentirmos que estamos sendo empurrados para fazer coisas deste género, e escutamos, mesmo, uma voz crítica incitando-nos a fazer o que ela quer, saiba tratar-se de conversa fiada do seu ego. Neste caso lembre-se do uso do sal na comida. Como tempero, alegra o nosso gosto, como egoísmo faz faz-nos ter sede e estragando-nos a digestão.  

O egoísmo de cada um de nós, é um dos grandes males da Humanidade, conduz-nos à fonte geratriz de orgulho, de prepotência, de ingratidão, de desordem, de rebeldia, de violência, de sovinice, mesmo de indiferença.

Está mais do que na hora de modificarmos o nosso egoísmo de cada dia, para um altruísmo nosso de todos os dias.

Pensemos nisso, não esquecendo que o nosso passado nos pode ter criado hábitos egoístas que algum dia terão de ser banidos dos nossos comportamentos, se quisermos para os outros, aquilo que mais desejamos para nós próprios!

Com isto podemos fazer uma nova nação e um novo povo, amante do combate à corrupção.