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O ENTARDECER

O ENTARDECER

SEM REI NEM ROQUE

Lusa  

QUAL O RUMO A SEGUIR?

De resto, ninguém conhece qual o rumo a seguir para o país que temos. Não há projecto, e sem ele não há futuro. Numa Europa e num mundo globalizados, a circunstância de estarmos no fim do pelotão europeu, é desanimadora para toda a gente.

A actualidade da Mensagem de Fernando Pessoa, na verdade, faz pensar e renovar espiritualmente a raça portuguesa. Saibamos, no entanto, que essa Mensagem não é a apologia do povo português, mas o apelo à utopia, para melhorar Portugal e talvez o mundo.

Precisa-se de uma nova ordem mundial antes que a miséria, a fome e o desespero a criem.

O nosso país, é hoje um país onde as reformas estruturais parecem nunca passar da sua primeira fase! Ou seja, do seu anúncio. No contexto europeu, somos hoje um mau aluno, ao jeito de qualquer possuidor de um diploma das “Novas Oportunidades”. Cresce o descontentamento, a criminalidade, o desemprego e decresce o nível de vida, a economia, e a esperança dos portugueses. Estes, aturdidos, votam cada vez mais à esquerda, em contra-ciclo, com a Europa! A nossa democracia está frágil e desacreditada aos olhos dos votantes. Muitos perigos espreitam, hoje, Portugal e os portugueses. Muitas vozes se têm levantado convidando à reflexão e à mudança, todavia, existe na pele dos lusitanos uma indiferença que os torna cegos e surdos! Olham para tais arautos (da desgraça) como se fossem loucos.

Porém, a nossa salvação, a ser conseguida, aparecerá somente ao fim de várias dezenas de anos. É tempo demais para ter esperança numa nova vida.

De resto, ninguém conhece qual o rumo a seguir para o país que temos. Não há projecto e sem ele não há futuro. Numa Europa e num mundo globalizados, a circunstância de estarmos no fim do pelotão europeu, é desanimadora para toda a gente.

Todavia, parece ser sina nossa, sermos diferentes. Ou somos pioneiros arrasando o mar em busca de conquistas impressionantes ou ficamos perdidos na estrada que suporta a nossa mágoa e tristeza juntamente com o nosso cansaço.

Do mar nunca retivemos a imagem do “surfista” que espreita a formação da onda, para nela se montar e galgar com prazer, a distância à terra firme. É pena. No fundo é de uma onda que nos leve, que os portugueses precisam! De mar sabemos nós. Temos dormido e sonhado vidas inteiras com ele. Das ondas também. Vamos, pois, parar e pensar.

Parece fácil! Há muito que o fazemos. Mas o pensar tem-se tornado cada vez mais difícil para nós. Quanto maior é o caos, a incerteza e o pessimismo, maior é a necessidade de “fuga para a frente” e menor é a coragem de se pensar nos porquês, uma vez que isso demora tempo demais. Parece que o tempo urge e que estamos parados há décadas, mas talvez seja vantajoso parar com inteligência.

É essa inteligência que nos pode mostrar e lembrar que a crise é global. No mundo as interrogações são muitas. O aquecimento global, escassez de recursos (água, petróleo, matéria prima, etc.) Soluções não abundam. Só abundam convicções. Dentro delas sabe-se que o enorme aumento da natalidade é preocupante. O desemprego avassalador por todo o lado, também!

A dignidade do Homem e mais, ainda, das famílias, tem de ter uma resposta. Metade do mundo não pode nadar em supérfluos e a outra em fome e miséria. A mudança é imperiosa! Às cegas nunca. Devemos partir montados na onda, sendo ela, agora, os valores humanos mundiais. Desde logo, uma enorme plêiade de novos conceitos. No fundo é o capital humano, e as vias para o seu relacionamento.

”Os políticos e os líderes empresariais necessitam de mudar os fundamentos da civilização moderna". Ou seja:

1) A sociedade deve abandonar o conceito da dominação e orientar -se para o conceito da colaboração:

2) A economia necessita de ir para lá do objectivo do crescimento e estabelecer uma nova ordem económica baseada na transformação:

3) Necessitamos abandonar também a disponibilidade infinita da energia e dos recursos e definir o conceito da interferência mínima no ambiente:

4) Necessitamos de um novo quadro social e económico de criação de valor, baseado nos valores humanos universais.  

" O ponto de mudança da Grande Transformação está perto. Ou há oportunidades, grandemente inovadoras, ou haverá um enorme desastre. As nossas acções criativas - ou os nossos fracassos em agir - decidirão o futuro da vida na Terra".

Por último, uma aposta em Portugal, membro da UE, feita pela Europa dos 27, impõe-se: Seremos nós, Portugal, pela sua dimensão reduzida, pelo baixo valor dos seus indicadores económicos, pelas qualidades e experiência do seu povo, a lavrar esta grande mudança a caminho de um novo mundo mais solidário e sustentável? Se sim, não seríamos cobaia mas sim pioneiros. Orgulhosos.

Caminharíamos na frente e isso nos motivaria. Aos outros países ficaria a certeza do caminho não minado. De um caminho seguro. De resto, a tarefa de explorar o mar já nos foi dada. Está bem entregue.

Era lindo ver, liderado pelo povo português, o V Império de Fernando Pessoa. Alguém pode abrir este caminho para um novo mundo, ao lado dos seus compatriotas. Fazia-se história e abria-se uma grande janela no mundo. A janela do respeito e da solidariedade entre os Homens. Aberta pela utopia! Sim, e por que não?

O povo pôde perceber que paga tudo quando liquida os impostos obrigatórios, que podiam e deveriam ser bem mais leves. Mas para lhe permitir uma melhor compreensão deste e de muitos outros factos, foi-lhe demonstrado quanto custa cada aluno, ou cada doente, ou cada julgamento, ao erário público? Foi-lhe demonstrado que em tudo isto, em pura concorrência Estado/Privado, os custos a suportar desceriam e a qualidade do serviço ainda subiria.

É isso, que os “donos do Estado”, parecem querer continuar a esconder? Ao invés, deveriam assumir criticar a gestão dos milhões e milhões do financiamento feito no ensino e saúde, de natureza pública. Ou nos tribunais. Também em todo o aparelho de Estado, e criticar demonstrando com simplicidade!

Tudo isto, permitindo que ao lado do público funcionasse o privado, sem medo! Ou então, que de uma vez por todas, o Estado se limite a traçar os caminhos a seguir, deixando a execução à sociedade civil em tudo que seja adequado.

Naturalmente que ainda é cedo para a dita Democracia Participativa. Mas ir indo ao seu encontro, não faz mal a ninguém. Não podemos adiar este sonho eternamente adiado.

O mundo tem pressa. Há largos passos a dar neste sentido. Não é fácil, tomar a toda a hora este barco! Se nos atrasarmos, nunca mais acertaremos o passo com o futuro, que alguns dizem, estar para vir:

O MAU CAMINHO SOCIALISTA

Um outro argumento da moda é atacar o "directório de Bruxelas" e lamentar a "perca de soberania nacional". Neste caso, à má-fé e à ignorância, acrescenta-se a falta de memória. Sabíamos ou não sabíamos, que entrámos no Euro no limite do cumprimento dos critérios? Sabíamos ou não sabíamos que teríamos que cumprir critérios rigorosos de política orçamental? Fomos ou não fomos avisados, durante a última década, que estávamos no mau caminho e que mais tarde ou mais cedo pagaríamos um preço elevado? Por que estamos surpreendidos por "2010" ter finalmente chegado? Somos inconscientes ou perdemos a memória? A questão é muito simples: a entrada no Euro exige obrigações. Ninguém nos obrigou a entrar, mas simplesmente não cumprimos os nossos deveres.

Um governo, já há alguns anos, avisou contra os perigos do défice e pediu alguns sacrifícios aos portugueses (para evitar danos maiores no futuro). O Presidente da República de então afirmou, para celebrar o 25 de Abril, que "há mais vida para além do défice". O partido da oposição fez dessa declaração o seu tema de campanha política. Os portugueses deram-lhes razão ao derrotar o governo numas eleições europeias. Foi nesses anos que o país começou a perder o direito à soberania económica. E agora vamos começar a sentir o que é "a vida para além do défice".

UMA OUTRA FARMÁCIA

Na reunião de Câmara realizada em 20 de Março de 1995 foi aprovado o Programa de Instalação de novas farmácias, uma delas em Queijas.

Face às competências da autarquia não contemplarem abertura de concurso e concessão de alvarás, mas tão só a apresentação da proposta para instalação de novas farmácias, o processo foi remetido à ARS e deste passou para o INFARMED. Uma nova farmácia acabou por ser instalada em Queijas, satisfazendo-se, assim, mais uma pretensão da nossa população.

Em Maio de 98, as Juntas de Freguesia do concelho, são informadas pela CMO, a pedido da ARS, dos procedimentos necessários à organização dos processos de abertura de novas farmácias!

Em reunião de câmara de 23 de Junho de 1999, é decidido que se irá insistir novamente na necessidade urgente da resolução desta situação, apresentando o seu protesto público face à não satisfação das necessidades básicas e legítimas da população e não querendo cair na explicação de que a demora, resulta da protecção de interesses cooperativistas ilegítima de alguns poucos interessados. 

Reforça e mantém o pedido de novas farmácias onde consta mais uma para Queijas.

Apesar de se considerar seis a oito meses o prazo ideal para a conclusão de concursos de abertura de novas farmácias, o INFARMED, admite que não consegue dar resposta.

Uma situação que se arrasta ano após ano e que está a deixar os bairros novos do concelho sem estruturas capazes de responder a necessidades urgentes. A Câmara considera inadmissível e vai pedir audiência à Ministra da Saúde.

O processo para abertura do concurso da nossa segunda farmácia, acaba por passar pela Junta, somente em meados do ano de 2001, para na II série do Diário da República de 19 de Novembro de 2001, se ler: chamamos a atenção para diversas rectificações a listas de classificação finais relativas ao concurso para instalação de novas farmácias nas freguesias de (   ) de Queijas.

Todo este processo tem muito a ver com o Terceiro Mundo. e enquanto os donos das farmácias vão ficando ricos, a população vai ficando sem os serviços que elas prestam, a maioria das vezes com prejuízos materiais, físicos e morais.

Para acudirem aflitivamente aos seus doentes, as famílias gastam o que não têm e perdem o seu tempo em deslocações completamente evitáveis.

O Ensino Pré – Escolar

 

Pela Lei - Quadro da Educação Pré - Escolar (Lei 5/97), ficou consagrado como a 1.ª fase de toda a educação básica, tentando clarificar o papel do Estado enquanto promotor de uma rede generalizada a toda a população.

Com efeito uma educação pré - escolar com boa qualidade é, acima de tudo, uma excelente resposta para as dificuldades com que muitas famílias se deparam em particular e a comunidade em geral.

Para começo não está nada mal, agora há que dar mais um passo em frente, e pensar no escalão etário dos 0 aos 3 anos, afirmou o Presidente da Junta, na abertura deste tipo de ensino no ano de 1998. 

Heranças de Poesia e Lavoura

O Rio das Lavadeiras deixou – nos Heranças de Lavoura e Poesia. O rio era o JAMOR, campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares". Ali, há mão de Linda – a - Pastora.

 

 Era este o rio das lavadeiras da freguesia de Carnaxide, no levantamento eclesiástico de 1865 (Padre Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários") lembram-nos da existência do total de 191 (?), assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda – a - Pastora, 44; Linda - a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2; Algés, 40; Praias, 10; Queijas, 16; e dispersas, 10.

Às segundas-feiras lá iam entregar a roupa lavada e buscar trouxas de roupa suja.

Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.

Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, à vista das antigas azenhas e moinhos de vento. Os peixes nadavam aos pés descalços destas lavadeiras, mergulhados na água!

O Jamor era navegável e tinha nos actuais terrenos do Estádio Nacional, perto da piscina, o ancoradouro dos barcos, destruído em finais do último século.

Era o Rio no qual muita gente ainda viva mergulhou e nadou nos seus pegos.

Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu o rio, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras. Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda - a - Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III;

E lá, em perspectiva, no fundo deste quadro, em  derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. Uma aldeia Suíça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.

O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a – Pastora. Porquê? Não sei.”

A lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro, a versão mais bonito da lenda da pastorinha.

Três bonitas lendas regionais terão deixada à posteridade a bela imagem da foz do JAMOR e, mais ainda, uma unidade mítica entre Linda – a – Pastora, Linda - a velha e Cruz Quebrada (A Cruz que Brada). A não desfazer nunca.

A CMO acaba de assinar um protocolo com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), criando a SRU, Sociedade de Reabilitação Urbana.

A SRU irá fazer um trabalho de investigação incidindo sobre a zona de Algés e Cruz - Quebrada com extensão, através do Rio JAMOR, aos núcleos de Linda – a - Velha e Carnaxide.   

Se nos lembrarmos da profunda ligação de Linda – a - Pastora ao JAMOR e a toda esta várzea, é de estranhar o afastamento do seu núcleo histórico de tal estudo. Demais, sabendo-se que durante centenas de anos Linda - a - Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.

É de estranhar que a terra de Cesário Verde seja excluída!

Não poderá ainda ficar esquecida a linda capela setecentista de S. João Baptista implantada em pleno centro histórico, que urge recuperar. Nem o Hotel JAMOR com a sua sala de jantar panorâmica.

O seu núcleo devidamente recuperado pode e deve prestar um alto serviço a este pólo de atracção cultural, religioso e turístico.

É preciso que o JAMOR volte a ser navegável pelo menos, até ao Santuário da Rocha

Visite-se nos arredores da capital do México a Veneza mexicana, Xochimilco de seu nome, com canais navegáveis e uma festa constante aberta todo o ano ao turismo e ao mundo.

 

  

A FÉ MOVE MONTANHAS

 

Quem circulasse há um ano atrás, na auto-estrada Lisboa - Cascais apercebia-se dos sinais de progresso, que em Queijas vêm ganhando expressão, bem como da beleza natural envolvente a esta Freguesia; mas colhia também uma imagem de subúrbio desqualificado, uma vez aqui e ali se aglomeravam umas quantas famílias em bairros degradados, onde se acolhia a pobreza, falecia a esperança e germinava a marginalidade e a exclusão.   

Os Taludes de Queijas, Senhora da Rocha, Beco dos Pombais, Atrás dos Verdes e Alto dos AGUDINHOS, sempre foram manchas na paisagem e na consciência dos homens.

Essas manchas estão hoje em vias de desaparecer, darão lugar a jardins, a espaços de lazer, quem sabe, de inspiração, nesta terra de poetas.

Apagar da paisagem uma casa degradada, é acender uma vela de esperança, no seio de uma família, na mão de uma criança, substituir um bairro degradado por um jardim é um poema de fé.

Quando assim acontece, quando seis bairros degradados desaparecem, como que por encanto, do habitat duma freguesia, não temos senão que nos regozijar.

Que melhor maneira teria esta Freguesia de celebrar o Jubileu de 2000, do que a de extinguir o vitupério e vitoriar a solidariedade. Em nome da dignidade humana, Queijas pode hoje aspirar a ser Vila; sê-lo-á então, como noiva imaculada e radiosa.

Porque acima de tudo o que está em causa, caros concidadãos, é a dignidade humana, acima das discórdias, dos orgulhos e das vaidades. E é na família, berço da vida e do amor, onde o homem nasce e cresce, que se realiza em primeiro lugar a dignidade.

Por isso a família, valor único e insubstituível da sociedade, constitui o primeiro espaço para o empenhamento político e social. Onde se realiza em plenitude, a dignidade humana, aí está Deus.

Neste Natal de 2000, aspiremos pois, meus amigos, ao dom da fé, porque a fé move montanhas.

PELA PAZ E SEM ATALHOS

Em busca da paz a qualquer custo, mesmo que para isso se tenha que brigar.A paz e a verdade, sempre de mãos dadas

O carro mostra que é necessário tomar as rédeas e controlar as forças psíquicas para conduzir a vida ao caminho que nós escolhemos, não tomar estas rédeas empurra-nos para a fraqueza, egocentrismo, descontrole, irreflexão, orgulho, brutalidade, fracasso, desengano, injustiças e doenças.

 

A NOITE SOCIALISTA

 

Com a excepção do intermédio cómico Barroso/Santana, o PS governou Portugal nos últimos quinze anos. Portanto, o PS é o principal culpado pelo estado comatoso da nossa economia. Isto não é uma questão de opinião, é uma questão de facto. Quinze anos são quinze anos, e os resultados desta longa noite socialista estão aí: dívida incontinente, défice incontrolável e incapacidade crónica para crescer a uma média europeia. A tormenta que estamos a viver em 2010 não resulta da mediática crise internacional de 2008-2010, mas sim da silenciosa crise portuguesa que começou a emergir em 1999. A publicidade enganosa de José Sócrates não pode apagar este facto: nos últimos dez anos, Portugal saiu da rota de convergência com a Europa; na última década, a Europa e o mundo conheceram um crescimento ímpar, mas Portugal passou ao lado dessa prosperidade. Aliás, nós estamos a atravessar o período mais negro da economia portuguesa desde o tempo em que o meu avô 'proibia' a minha avó de ir à 'farmácia'.

Com Guterres e Sócrates, o PS continuou a linha de fomento fontista iniciada por Cavaco Silva (o socratismo é uma espécie de cavaquismo 2.0). Em consequência, este cavaquismo cor-de-rosa viciou o país nas obras públicas, criando assim a contradição mortal da nossa economia: Portugal aceitou fazer parte do euro, do mercado europeu e da globalização, mas, em simultâneo, viciou-se nas obras públicas, aquelas coisas faraónicas que não são exportáveis. Isto é o mesmo que ir para o duelo do "O.K. Corral" com uma fisga a fazer de Colt 45. Ao jogar com as armas erradas, a economia portuguesa transformou-se numa linha de montagem de dívida: os governos socialistas pedem dinheiro aos malvados especuladores para depois distribuírem esse dinheiro pelos benfazejos construtores civis, os arautos da modernidade socrática. Desta forma, Portugal, que devia estar concentrado nos mercados externos, tornou-se um ensimesmado estaleiro de obras.

A não ser que o Dr. Jorge Coelho surpreenda o mundo com a invenção da 'obra pública exportável', Portugal não pode continuar a apostar neste capitalismo de betão. De uma vez por todas, as construtoras civis têm de sair do centro da nossa economia. Esta longa noite socialista tem de acabar. Portugal não merece ser o Alabama socialista da confederação europeia.

 

UTOPIAS CONSTITUCIONAIS

 

Artigo 64.º - Constituição da República

(Saúde)

  1. Todos têm o direito à proteção da saúde e o dever de a promover e defender….
  2. Com mais de quarenta anos de democracia, continuamos em boa verdade sem dentistas, oftalmologistas, etc., a funcionar sem plena satisfação.

Tanto no âmbito da participação direta do Estado, como nos acessos aos domínios privados, os cuidados do serviço nacional de saúde (universal, geral e gratuito), garantidos pela criação de condições económicas, sociais e culturais, responsabiliza o Estado por um vasto leque de obrigações! Todavia, sem criação de riqueza pelo país, nada do estipulado é viável ou sustentável! O Funcionalismo Públco só faz despesa!

Acontece, que uma constituição pode ser minimalista ou maximalista e para o caso nem interessa muito que a nossa seja quase  maximalista, o pior é que a nossa é sobretudo socialista e utópica! Diz-se o pior porque um serviço nacional de saúde tão vasto e dispendioso assume desde logo um enorme irrealismo quando o país e o povo são empurrados para uma economia socialista e longas listas de espera nas intervenções…. Salta à vista do mais desatento, que desde 1974/75 a nossa economia tem vindo a perder pujança, credibilidade e riqueza. Ainda por cima, em boa parte apoiada em empresas estatais, geridas por políticos incompetentes, entrou em derrapagem e atirou, mais que uma vez, com Portugal para a bancarrota!

A dívida do país é monstruosa, o Estado esbanja a acoberta de gente de pouca ou nenhuma produtividade e vamos ficando cada vez mais longe dos utópicos objetivos constitucionais.

Seria de crer que uma Constituição minimalista e isenta de ideologias políticas, seria muito mais útil ao bem-estar da população e do próprio país.

A Inglaterra vive e progride, praticamente, sem qualquer “Constituição”!    

AS "ASSOCIAÇÕES" NAS ASSOCIAÇÕES!

Ao Jornal de Oeiras

Ex. Mos Senhores

Na qualidade de vosso colaborador gratuito, por largo tempo, e de apoiante, como Presidente da Junta de Freguesia de Queijas e da Associação Cultural de Queijas, solicito o direito de reposição da verdade, sobre o que foi dito numa entrevista por pseudo-representantes da ACQ e, com base na lei, a publicação deste documento.

Em Maio de 2009 terminei o meu segundo mandato e pedi a não renovação de qualquer outro mandato, mas, desejava (hoje não desejo), continuar como sócio. Pediram-me que continuasse até Dezembro, ao que eu acedi. Neste mês, apoiei a reeleição de uma nova lista, sem mim, que saiu vencedora. Entretanto, apercebi-me que o Presidente da Mesa da AG, queria ultrapassar as suas funções estatutárias, baseado em algo que, para o efeito, não tinha qualquer legitimidade (?). De tal modo que, ele, e a D. Jeni Martins criaram, dentro da associação, um movimento de hostilidade interna que levou à destituição da lista eleita, sem que um mês tivesse decorrido. Ao que me pareceu, por serem pessoas independentes, ou seja, não pertencerem ao “grupo de amigos”, lá instalado por eles. Pelo presidente da AG, foi-me mesmo dito, na presença de várias testemunhas, que eu, pelo meu percurso político estava a prejudicar a ACQ. Queria com isto dizer que, eu não poderia ser independente, ou seja, estar sem pertencer ao “grupo deles”. Fiquei a saber que, em Portugal, só pode desempenhar um qualquer cargo directivo, todo aquele que pertencer a um “grupo de amigos, no caso, o deles! Estranha democracia! Onde está a legitimidade desta “norma avulsa”? Na Constituição, nas leis existentes, nos estatutos, nos regulamentos? Não existe! Assim,  não admira, que tenhamos em Portugal, uma democracia “menor”, da qual a grande maioria dos cidadãos, são excluídos de participarem nas suas instituições.

Na entrevista em causa, é notória a intenção destes “democratas” (?) em ignorarem aqueles que foram de facto os grandes impulsionadores da ACQ. Comecemos então: Primeiro. a Igreja e o padre Alexandre Santos, que nos receberam (2002/2009), nos instalaram gratuitamente e nos permitiram, ao longo de mais de sete anos, levar à prática a cultura possível em Queijas. De resto, foi ele que me pediu para transferir a ACQ para outro lado, certamente, por se aperceber da existência do tal ”grupo de amigos” dentro da ACQ e da sua Igreja! Com respeito pela sua posição, cuidei de o fazer, escolhendo um local central e minimamente exigente. Ficámos a pagar 500 euros por mês, em condições razoáveis. Pessoalmente, pelo ambiente criado, afastei-me da ACQ. Então, a outra patroa do”grupo de amigos” da ACQ, Jeni Martins, e o seu companheiro, terão incitado à mudança de instalações para uma loja que têm e da qual não recebiam qualquer provento há mais de dois anos. O inquilino não pagava a renda. Assim fizeram, e passaram a pagar, 800 euros mês. Tratou-se de um leviano acto de gestão, que a ACQ não poderia suportar. Todo o dinheiro amealhado pela ACQ (mais de 25 mil euros), fora o património, vai parar as mãos da D.Jeni e acabará de vez.

Temos mais, ainda, o actual ou ex-presidente do CF (?), de nome Fernando Marques, que se veio a revelar outro membro do “grupo de amigos”, até aí escondido, deu a cara e, pactuou com todas as tropelias, feitas pelo “grupo de amigos”! De há muito quer vender à CMO uma casa em ruínas, sita nas chamadas “Terras da Ermida” e à qual, alguns chamam de casa D. Miguel! Ao que julgo saber o negócio vai de vento em poupa. Continuemos, agora, para falarmos do actual (?) presidente da Direcção. De nome João Paiva, foi secretário da Junta no mandato anterior ao meu. Estranhamente, nem ele nem o presidente, fizeram algo pela cultura desta terra! Pois, fui eu, que como Presidente da JFQ, chamei três senhoras e muitas outras à Junta, ofereci-lhes um bom local de trabalho, dei-lhes subsídios pela Junta, elaborei estatutos e Regulamentos, cedi-lhes o meu gabinete para reuniões e assim começou a Junt´Arte. O sr. João Paiva foi convidado por mim para presidente da mesa da AG. Altura em que eu, por não querer pertencer a nenhum (grupo de amigos), fui impedido de me recandidatar à Junta de Queijas e, resolvi, lançar uma campanha independente, como Isaltino de Morais haveria de fazer, muito mais tarde. Quase ganhámos (?) a Isaltino e sua gente!


Em Janeiro de 2002 fomos para a Igreja. Fez-se uma AG para reeleger Jeni Martins, a quem sempre dei o meu melhor apoio. Foi a última AG presidida por João Paiva, que deixou de aparecer, sem dar informações nem fazer a acta, certamente por amor à arte. Em 2005 a D. Jeni foi morar para o norte e, entretanto, pediu-me para assumir a presidência da ACQ. Aceitei, na condição de haver eleições e fazer voltar o João Paiva ao seu lugar de presidente da Mesa da ACQ. Ganhei as eleições e assumi a liderança. Quanto à D. Jeni, sempre se lhe ofereceu o lugar de vice-presidente, embora ela, muito raramente viesse às reuniões de Direcção, ou outras. No período em que continuei como presidente entre Maio e Dezembro, passaram-se coisas de bradar aos céus. João Paiva apresentou numa AG uma carta anónima acusando-me de fazer desaparecer dinheiro de subsídios. Não o poderia ou deveria ter feito. Naquela AG o ponto único em agenda era, aprovação das contas de 2008. Hoje, sei que foi obra deste “grupo de amigos” e a carta anónima também foi elaborada por eles, mais precisamente por um casal que por lá anda. Fizeram publicar no Boletim da CMO dados errados no valor atribuído à ACQ, para me comprometerem! Reagi, e obriguei a CMO a que, por escrito, publicasse um desmentido confirmando os dados errados postos no seu Boletim. Assim foi.

Outra carta anónima, haveria de aparecer, com a mesma origem, foi remetida para a CMO, acusando a Direcção de “aldrabar” as informações que enviava à câmara. Nova mentira, sem que alguém se dignasse tomar a responsabilidade da acusação! A carta anónima foi direitinha à Reunião de Câmara! A CMO pode mostrá-la, mas tudo o que sei, foi-me informado particularmente! A câmara nunca me pediu explicações, mas, cortou o subsídio da ACQ do 4.º Trimestre. Começa aqui a haver demasiadas coincidências entre este “grupo de amigos” e a própria CMO. Cabe-me aqui, refutar todas estas maldosas insinuações, como já fiz comprovadamente e, dizer que me envergonhava de ter tais atitudes para com colegas da mesma associação. São comportamentos reprováveis, de gente sem carácter e, é esta gente que tomou conta da ACQ, de forma totalmente anti-democrática. O outro elemento a abater, era e sou, eu próprio.

 Ao invés de quem usa cartas anónimas, eu quero aqui declarar serem totalmente falsas as declarações do Presidente da ACQ (?) quando afirma ao Jornal de Oeiras ter a ACQ (200) sócios. Nem cinquenta e, está em marcha nova debandada! É completamente falso quando ele afirma ter a ACQ 80 alunos. Não passarão de 20 e poucos, contando com gente dos Órgãos Sociais que têm de ser alunos! Desta forma, reponho alguma da verdade, haveria ainda muito mais a dizer, mas quero assinar orgulhosamente este documento, repudiando as cartas anónimas, tão ao jeito de gente que está na ACQ, por amor à arte. Infelizmente, estão por todo o lado!

É minha convicção, haver estranhas ligações de tudo o que acabo de escrever, com a Junta de Freguesia de Queijas e o próprio Movimento IOMAF. As ligações estão à vista de toda a gente!

Assina

António Reis da Luz

03-09-2010

 

ALGUMAS VERDADES

“ OS PARTIDOS “

Por uma cultura de desapego à cor partidária. O PR Jorge Sampaio, ouviu, da boca do povo, duras críticas ao funcionamento dos partidos. Que não só subscreveu, como apoiou.

João Morgado Fernandes

DN 3-11-2002

 No sistema português as máquinas partidárias têm um peso atrofiante e excessivo.

 Pedro Norton de Matos

Visão 30-01-2003

 “ Inventário, precisa-se”

 Aos partidos pede-se que tenham a capacidade de transformar o País “

Entrevista de Manuel Maria Carrilho ao Expresso 14 Setembro 2002

 Este ex-ministro da Cultura, talvez por se ter inscrito muito recentemente no partido socialista, não compreende que os partidos são a face visível de tudo o que está mal no nosso País! Se são eles que estão mal, sem se regenerarem, como poderão transformar o país?

 luzdequeijas

 

Influenciamos e somos influenciados

Influenciamos e somos influenciados

Julgar os humanos é atitude que nunca deveremos ter, isso, só Deus o poderá fazer! Mas também nunca deixaremos de, através dos nossos «pensamentos projectados», influenciar os nossos possíveis irmãos receptores, a defenderem a verdade e a justiça, desempenhando todas as lutas contra organizações que, em concreto, façam mal às pessoas directa ou indirectamente. Teremos de nos lembrar, de que quando projectamos energia para alguém, estamos a criar com isso, um vazio em nós mesmos, vazio esse que, se estivermos ligados ao universo, será imediatamente preenchido. Uma vez que comecemos a dar energia constantemente aos outros, receberemos sempre mais energia do que aquela que alguma vez poderíamos dar. Veja-se como os passarinhos se alimentam do chão, o dia todo. Os humanos, mesmo de óculos, não conseguiriam enxergar tanta comida perdida pelo chão.

Carlos Moreira

O Tejo moldava a Natureza

 

A grande paixão com esta quinta era em primeiro lugar o rio Tejo. Havia nele, fascínio e mistério, que a todos desafiavam.

O Tejo era contido todo o ano por extensas margens de salgueiros e canaviais, chamadas de marachas, com exceção da época  das grandes cheias, hoje quase inexistentes pela grande capacidade de acumulação da água das barragens construídas nos últimos cinquenta anos.

De resto, quase tudo no dia-a-dia da Quinta representava um desafio. Desafio que era preciso vencer sozinho. A natureza é amiga mas lança desafios para nos ajudar e preparar  a nossa própria defesa. Enquanto seres humanos     

O porto fluvial estava equipado com batelões, barcos a motor fragatas e botes.

No inverno, com as grandes e medonhas cheias todas as embarcações eram recolhidas no leito manso de uma ribeira que aqui desagua.

As águas do Tejo quando baixas, no verão, deixavam aparecer belos areais. O sítio onde a ribeira desaguava no rio era o mais belo e apetecido. Havia relva no chão e muitas amoreiras com ótimas sombras para descansar. No meio deste espaço estava um frondoso chorão. Este lugar era conhecido pela «beira do Tejo» e servia para os banhistas e campistas descansarem e conviverem. Era a praia possível para muitas famílias dos arredores, nesta zona interior.

Naquele tempo, a água que corria neste rio era completamente límpida, com muito peixe e marisco.

As primeiras incursões até ao leito do Tejo ocorriam com a chegada dos dias quentes e eram de jovens, normalmente estudantes em grupo à procura da frescura do rio. Vinham ver como estavam as coisas, mas só mais tarde se decidiam pela entrada na água. 

A roupa era trocada no meio dos canaviais e aí guardada, sem receio. Começavam deste modo os mergulhos no Tejo. O sítio mais profundo era exatamente onde a torrente esbarrava na muralha do palácio. Era aí, no pego, que os mais audazes mergulhavam. Os outros maus nadadores, procuravam as águas mais baixas. Apesar disso, todos os anos o Tejo fazia as suas vítimas entre os jovens menos avisados ou afortunados. Estes acontecimentos, onde toda a gente se conhecia, eram profundamente sentidos. O luto era para todos sem exceção. Logo que o corpo era encontrado traziam-no para a margem onde ficava a aguardar os trâmites legais. Por alguns dias o rio era motivo de profundo respeito e não havia banhos para ninguém. Curiosamente estes acidentes ocorriam quase sempre no entusiasmo dos primeiros mergulhos.

Nas noites cálidas de verão e depois do jantar, as famílias desciam até à “ beira Tejo”. Sabia bem apanhar o fresco da noite, que vinha do rio, e os mais faladores ajudavam a passar a noite. Numa dessas noites ocorreu um fenómeno que marcou quem o presenciou!

Por cima das cabeças das pessoas presentes, a alguns metros de distância, passou uma grande bola em fogo! A cauda era muito comprida! Desviou-se para a esquerda e desapareceu no meio de um grande choupal. No dia seguinte procuraram-se vestígios daquele grande objeto luminoso mas sem qualquer êxito. Era o medonho de uma natureza desconhecida e misteriosa!

 

O VALOR DO VOTO DO POVO

O TRABALHO DA OPOSIÇÃO PAGA PELO POVO

Em vésperas de apresentação do Orçamento de 2011, a OCDE publica um estudo sobre os caminhos que Portugal deve seguir. É a OCDE que apresenta sugestões válidas. A oposição (paga pelo povo), pede a saída do Governo! E nada mais!

  • AUMENTO DE IMPOSTOS
    Um dos primeiros avisos deixados pela OCDE é que "o Governo deve estar preparado para aumentar mais os impostos". E o agravamento fiscal deve ser feito, segundo a organização, no IVA e no IMI e numa amplitude que compense a redução das contribuições para a Segurança Social (outra das recomendações). Em relação ao IMT, a organização recomenda que esse imposto seja aplicado apenas nas transações iniciais e que, no longo prazo, seja mesmo substituído pelo IVA. Em termos fiscais, também se sugere uma simplificação do regime fiscal que amenize os custos das PME.
  • Por último: Pode um deputado eleito, votar qualquer documento negativamente, sem qualquer juízo de valor, só com o fim último de fazer cair um governo eleito pelo povo democraticamente. Elegendo-se a si próprio para chefiar um governo não eleito pelo povo?
  • Sim ou não?

 

O VALOR DA PEDRA

 Coluna De Pedra, Mítico, Pedra De Areia, Chinês

 

 

12 de dezembro de 2005

Desde sempre a pedra, por ser muito abundante na nossa Ilha, foi aproveitada para delimitar terrenos, fazer abrigos para pessoas e culturas e na construção de edifícios públicos e particulares, de espaços de lazer e monumentos.

Rapidamente a técnica de trabalhar a pedra, de a moldar ás exigências estéticas de cada época, se tornou numa arte espelhada um pouco por toda a ilha e que, infelizmente, está com tendência a acabar, conforme se foram e se vão retirando da vida activa os artífices que construíram verdadeiras belezas. Neste momento já restam muito poucos e o futuro não augura nada de bom nesta área.
Dar um passeio pela ilha, sobretudo pelas zonas urbanas, é um exercício para os sentidos. As cantarias das moradias, os passeios, os muros, os bebedouros, os bancos, as fontes e a calçada portuguesa, constituem um rico património que, apesar de tudo, tem sido preservado minimamente, devido a campanhas de sensibilização iniciadas no período pós sismo de 1980. Creio que cada vez mais se está a dar importância à preservação do nosso património construído, porque também há a consciência que esta riqueza deixada pelos nossos antepassados, junto com o património natural, constituem dois pilares fundamentais e de inegável valor para a projeção da Ilha Graciosa no mercado do turismo, tanto o interno como o externo.
O aumento dos níveis de conforto verificado nos últimos anos tem, no entanto, obrigado a demolições de casas antigas e as ricas pedras trabalhadas que as compunham tem sido, muitas vezes, enterradas e até mesmo enviadas para o mar. Por outro lado também se tem assistido a autênticas aberrações, como sejam a destruição de passeios em nome de maior eficácia e a sistemática substituição sem critérios de harmonia de pedra pelo cimento.
Acho que o respeito que os nossos antepassados nos merecem, obriga a manter uma vigilância ativa para evitar a delapidação do património que herdamos.

Publicada por José Ávila à(s) segunda-feira, dezembro 12, 2005

O VALOR DA DIGNIDADE

 

Uma lição de humildade!

Um psicólogo fingiu ser varredor durante 1 mês e viveu como um ser invisível.
O psicólogo social FB da Costa vestiu
durante 1 mês a farda de varredor e varreu as ruas da Universidade de São Paulo, onde é professor e investigador, para concluir a sua tese de mestrado sobre Invisibilidade Pública'. Ele procurou mostrar com a sua investigação a existência da 'invisibilidade pública'uma perceção humana totalmente condicionada pela divisão social do trabalhoonde se valoriza somente a função social e não a pessoa em si; quem não esteja bem posicionado,sob este critério, torna-se uma mera sombra social, praticamente invisível. Constatou que, aos olhos da sociedade, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis e sem nome'.
Ele trabalhava apenas meio-dia como varredor, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas, mas garante que teve a maior lição de sua vida: “Descobri que um simples
'BOM DIA', que nunca recebi como varredor, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o investigador. Diz que sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. “Os meus colegas professores que me abraçavam diariamente nos corredores da Universidade passavam por mim e não me reconheciam por causa da farda que eu usava.”
-O que sentiu, trabalhando como varredor?
Uma profunda angústia.
Uma vez, um dos varredores convidou-me para almoçar no refeitório central. Entrei no Instituto de Psicologia para levantar dinheiro, passei pelo piso térreo, subi as escadas, percorri todo o segundo andar, passei pela biblioteca e pelo centro académico, onde estava muita gente conhecida. Fiz todo esse percurso e ninguém EM ABSOLUTO ME RECONHECEU. Fui inundado de uma indescritível tristeza.- E depois de um mês a trabalhar como varredor? Isso mudou?
Fui-me habituando a ser ignorado. Quando via um colega professor a aproximar-se de mim, eu até parava de varrer, na esperança de ser reconhecido, mas nem um sequer olhou para mim.

- E quando voltou para casa, para o seu mundo real, o que mudou?
Mudei substancialmente a minha forma de pensar. A partir do momento em que se experimenta essa condição social, não se esquece

Jamais. Esta experiência mudou a minha vida, curou a minha doença burguesa, transformou a minha mente. A partir desse dia, nunca mais deixei de cumprimentar um trabalhador. Faço questão demostrar ao trabalhador que sei que ele existe, que é importante e que tem valor.- 

Aprendi verdadeiramente, com esta experiência, o"Valor da Dignidade”.

OS NOSSOS LEGÍTIMOS REPRESENTANTES

 

Confesso que tenho uma relação esquisita com a democracia. De um lado, não admito nenhum outro tipo de regime. Sou um democrata radical. De outro lado olho para os políticos eleitos por nós empoleirados em Lisboa, ou esparramados nos prédios públicos do país, e sinto-me constrangido e mal representado. Eis o esquisito dessa relação: sou um cidadão e aquelas figuras públicas são os meus legítimos representantes. E, no entanto, nutro por eles, quase sempre, um sentimento que intercala desprezo e repúdio, raiva e indiferença, asco e desconfiança.

Vivemos longos anos sob os coturnos de uma ditadura. Naquela época, olhávamos para Lisboa, e tínhamos vontade de chorar. Mas tínhamos um alibi: a maioria daquelas figuras estava lá contra a nossa vontade. Às portas de novas eleições legislativas após a redemocratização, boa parte da sociedade portuguesa contínua com um gosto azedo na boca ao olhar para os políticos. Só que agora não temos mais consolo: fomos nós que os pusemos lá. Somos corresponsáveis pelas bandalheiras pela falta de caráter e de vergonha, pelas patetices e mesquinharias que eles, perpetram. Vários desses elementos, que na época da ditadura deplorávamos por nos terem sido impostos, agora estão lá porque nós votámos neles!

Todavia, a angústia de nunca ter em quem votar reforça em muitos de nós a ideia, de que a democracia é de facto o pior dos regimes – mesmo com a exceção de todos os outros.

CESÁRIO VERDE

José Joaquim Cesário Verde nasceu em 25 de Fevereiro de 1855, na Rua da Padaria, bem próximo da Sé de Lisboa.

Ainda jovem, começa por ajudar o pai na sua loja de ferragens da Baixa lisboeta. Em 1873, com 18 anos, matricula-se no Curso Superior de Letras (que frequenta apenas por alguns meses), onde conhece o jornalista Silva Pinto. Nesse mesmo ano começa a publicar os seus primeiros poemas no Diário de Notícias, e nos anos seguintes nos jornais Ocidente (de Lisboa), Diário da Tarde, renascença, Tribuna e Jornal de Viagens (do Porto) e Mosaico(Coimbra), entre outros. Depois de ter publicado "O sentimento dum ocidental", em 1880, cujas críticas não lhe foram favoráveis, deixa de publicar durante quatro anos, para se dedicar em exclusivo à vida prática.

É sobretudo nessa altura que desenvolve os negócios da família, proprietária desde 1869 de uma quinta em Linda-a-Pastora. Começa então a frequentar cada vez mais os meios literários e as tertúlias intelectuais. Faz parte do grupo boémio que se reúne no Café Martinho, onde se cruza com nomes como Guerra Junqueiro, Gomes Leal, João de Deus, Fialho de Almeida etc. Mais tarde, frequenta a Cervejaria Leão de Ouro, onde reúne o Grupo do Leão, com escritores como Abel Botelho, Alberto de Oliveira, Fialho de Almeida, Gualdino Gomes e pintores como José Malhoa, Silva Porto, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro.

Em 1877 queixa-se dos primeiros sintomas de tuberculose, doença que o viria a vitimar anos mais tarde. Em 1884 deixa de frequentar os meios literários. Ainda tenta recuperar da doença refugiando-se em Caneças, mas o seu estado de saúde não deixou de se agravar. Morre em 19 de Julho de 1886, com 31 anos de idade, em casa de amigos, no Paço do Lumiar. No ano seguinte, o seu amigo Silva Pinto, com a colaboração de Jorge Verde, irmão do poeta,  reúne os seus trabalhos dispersos e edita O Livro de Cesário Verde.

Dividindo a poesia com as funções de ferrageiro/lavrador, a obra de Cesário Verde expressa uma oposição ao lirismo tradicional, procurando um tom natural, que valorizasse a linguagem do concreto e do coloquial, por vezes até com cariz técnico, abrindo caminho ao modernismo e ao neorrealismo, e influenciando decisivamente poetas posteriores, como Fernando Pessoa, António Nobre, Camilo Pessanha, Roberto de Mesquita, Mário de Sá-Carneiro. Na sua época, porém, o carácter prosaico dos seus versos, o seu realismo, não reuniram muitos admiradores, nem no meio intelectual, nem nas críticas da imprensa, como anteriormente se fez notar.

UM CURTO-CIRCUITO

A Babilónia na Profecia Bíblica

Thomas Ice

“Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilónia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo” (Ap 18.10).

Será que a Bíblia tem algo a dizer sobre o papel a ser desempenhado pela Babilónia no futuro? A Babilónia mencionada na Bíblia tem alguma relação com coisas dos nossos dias?

Essas questões podem ser solucionadas respondendo à seguinte pergunta: todas as referências bíblicas à Babilónia devem ser interpretadas literalmente ou não? Eu creio que sim. O Dr. Charles Dyer declara:

A Bíblia menciona o termo Babilónia mais de duzentas e oitenta vezes, e muitas dessas referências dizem respeito à futura cidade de Babilónia que será edificada na areia fina do atual deserto.[1]

Na verdade, depois de Jerusalém, Babilónia é a cidade mais citada em toda a Bíblia. Mas qual será o seu destino profético? Para entendermos esse assunto de maneira adequada, precisamos iniciar a nossa viagem explorando o passado da Babilónia, já que os fatos relacionados com o seu nascimento prestam auxílio no esclarecimento de seu papel futuro. Primeiro conhecer o pai da Babilónia para deste modo prevenir o seu futuro.

Babel foi a primeira tentativa de unificação da humanidade para causar um curto-circuito no propósito de Deus. Essa primeira cidade pós-diluviana foi projetada expressamente para frustrar o plano de Deus relativo à humanidade. As pessoas buscavam unidade e poder, e Babel deveria ser a sede governamental desse poder. Babilónia, a cidade feita por homens, que tenta elevar-se  até ao céu, foi construída em direta oposição ao plano de Deus. [2]

Babel foi a primeira tentativa de unificação da humanidade para causar um curto-circuito.