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O ENTARDECER

O ENTARDECER

DAR NAS VISTAS

ARMAR AO PINGARELHO

O (i) na vida dos portugueses é um completo flagelo: IRS, IRC, IVA, IS, IMI; IMT, IABA, ISP, IT, ISV, IUC, são o nosso pingarelho (impostos), ou seja, aquilo que faz de nós uns indivíduos pobres ou mal vestidos, mas com pretensões de dar nas vistas”; ...Depois vem a fatalidade de andarmos todos a “armar ao pingarelho”, ou seja:

Armar-se ao pingarelho” ou “armar-se em carapau de corrida” têm o mesmo significado, ou seja, são expressões usadas para definir alguém armado em espertalhão ou que se quer mostrar mais do que aquilo que realmente é.”

Claro que com tantos impostos em PORTUGAL só podem sobrar pessoas deste tipo!

António Costa, em menos de 3 minutos, ontem, no programa "quadratura do círculo “desabafou, sem “dó nem piedade”: RE...LEMBRAR*

"A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve, um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável”…….

Claro que nós nunca errámos. Quem errou foi a União e foi ela quem se armou ao Pingarelho. Nós nunca faríamos uma coisa dessas!

DE BESTIAL A BESTA

Se há lições que tenho retirado é que podemos passar de bestiais a bestas, num simples estalar de dedos. O inverso já não é bem assim, demora o seu tempo. Contudo, fixemo-nos no passar "de bestial a besta", já que é o mais comum e vejamos o seguinte:

  1. Até podemos ser super atenciosos, estarmos sempre "ali", sermos uns amores, que basta não sermos a favor de algo que convém à outra pessoa, que tudo muda;
  2. Uma simples "chamada de atenção" ou um pequeno reparo, mesmo bem, intencionados, podem não ser vistos com bons olhos e ser um bom motiva para passarmos à condição de besta;
  3. Não compactuarmos com uma dada situação, por qualquer razão, basta para sermos afastados.
  4.  Posto isto, restam-nos poucas alternativas: Então o que é ser “BESTIAL”? E O QUE È SER BESTA?

     5.Na volta, todos temos um pouco de “ZÉ POVINHO”, porque também este passou rapidamente de “BESTIAL a BESTA “ e de “BESTA a BESTIAL”: Se não acredita medite:

Diz ele; o meu nome é Zé Povinho, pois então!  “Represento, na perfeição, todas as características do nosso povo, sejam elas boas ou más.”

Após o 25 de Abril ajustei-me, mantendo velhos hábitos, em vez de os corrigir, permitindo que novas injustiças e novas albardas surgissem cobertas com um fino verniz de democracia.

Hoje, o Zé Povinho é menos analfabeto, mas perdeu algumas qualidades estimáveis como a simplicidade e a naturalidade de outrora, bem como algumas raízes culturais importantes, adquirindo novos costumes pouco recomendáveis. Mas enche páginas na Internet. Por lá o ficámos a conhecer melhor e por lá o pudemos divulgar. Quanto a valores foi-os perdendo e hoje se puder dá uma "facadinha" no melhor amigo, sem olhar para trás.

De algum tempo a esta parte, os mais "vivaços", vegetam dentro daquilo a que todos chamam de "SISTEMA". Na verdade, ninguém sabe explicar o que isto é, mas dá jeito falar nele,  para dar a perceber aos outros,  que se é muito entendido!

Hoje, Zé Povinho também representa do povo aquilo que ele tem de pior. A mentira, a denúncia, a traição, o oportunismo etc., etc. Votou à esquerda para mandar e ficar rico com pouco trabalho, mas lixou-se e passou a besta..... Votou à direita mas sem esquecer a sua esquerda e voltou a lixar-se. Hoje, já não sabe para onde se virar e ainda vai acabar no "ZÉ POVINHO" de antigamente. Simples, bom e muito honesto, o que não evita que o dito "SISTEMA" o venha a denunciar como "amigo do alheio" para dar cobertura aos verdadeiros "amigos do alheio"! Ele há tantos por aí….. é só mais um!

Foi este povo, cheio de qualidades e defeitos, com a ajuda de forças naturais, esquecendo os trsidores, mas desprezado na sua terra e orgulhoso dela em terra alheia, que venceu tudo e todos e fez justiça com uma honrosa taça na mão. Que deus abençoe esta gente que fala português com tantro orgulho! Viva Portugal.  

 

 

QUEM FEZ AS LÍNGUAS?

Os indicativos da Torre de Babel começam na bíblia, especialmente no Antigo Testamentolivro do Gêneses. De acordo com este, a torre teria sido construída pelos descendentes de Noé na época em que o mundo inteiro falava apenas uma língua. Supostamente, a localização da Torre de Babel seria entre os rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia. A soberba dos homens em se empenharem na empreitada de alcançar o mundo dos deuses teria causado a fúria de Deus, que, em forma de castigo, teria causado uma grande ventania para derrubar a torre e espalhado as pessoas sobre a Terra com idiomas diferentes, para confundi-las. Por esse motivo, o mito é entendido hoje como uma tentativa dos antepassados de se explicar a existência de tantas línguas no mundo.

Pela beleza e criatividade desta argumentação, nunca a poria em causa. Porém, viver nesta terra a que chamamos mundo, implica ser mais modesto e tentar perceber as coisas simples com que diariamente nos confrontamos.

Já não falamos do dom da palavra, que muitas pessoas tiveram por dote de nascimento. Queremos falar de tudo aquilo com que nos deparamos desde a nossa juventude. Até de uma prima a quem a família chamava de Zézita. Licenciou-se em letras e começou por ser professora de português no Liceu de Santarém. Também eu nasci numa quinta ribatejana, na qual aprendi a tentar perceber tudo quanto me rodiava.Aqui, sempre que o céu escurecia e os primeiros pingos de chuva caíam, o povo dizia: “Vamos embora, porque vem aí um (gravaneiro)”.

Mais tarde fui estudar para Lisboa e muito convivi com uma tia que guardo no coração. Recordo que ela sempre que ouvia alguém pronunciar mal uma palavra, delicadamente corrigia. A isto a Zézita assistiu muitas vezes e franzia o sobrolho dizendo: “ Para quê corrigir, foi o povo que fez a nossa língua!

Anos mais tarde debrucei-me sobre uma possível maldição que nos pode cair em cima. Refiro-me ao esgotamento do crude e com isso o fim da fartura de energia que hoje ainda temos. Eu mesmo vasculhei as possíveis energias alternativas. Curiosidade e simplicidade de gente que pensa!

Percebi que havia diferentes tipos de vento. Apesar de ser um processo aparentemente simples eles alteram-se conforme a sua durabilidade, variando entre ventos constantes, periódicos locais ou variáveis.

Insisti na investigação e localizei um vento chamado “Gravaneiro” e ainda um dito popular:

“Fevereiro gravaneiro afogou a mãe no ribeiro”

Curiosamente na capital algumas pessoas riam dos ribatejanos quando pronunciavam a chegada de um gravaneiro, pois para eles quando chovia por algum tempo, a isso os alfacinhas chamavam sempre “AGUACEIRO”. No fundo, todos têm razão, mas a minha prima também a tinha:” Quem faz a língua é o povo”. Os estudiosos, quando muito, melhoram a sua forma escrita.  

 

  

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