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O ENTARDECER

O ENTARDECER

TER DIGNIDADE

A FAZER COMENTÁRIOS POLÍTICOS.

Num artigo de opinião do Correio da Manhã (23-08-2012) podemos ler uma opinião do ex-ministro PS Rui Pereira referindo o empobrecimento em curso e alguns indicadores publicados ultimamente. Também a diferença entre os nossos desejos e as realidades possíveis

“ (…) Temos de em boa verdade um primeiro-ministro que agarrou num país como Portugal, na situação de bancarrota e anemicamente de rastos, pouco mais pode fazer do que tentar com “mentiras piedosas”, dar alguma esperança ao povo, enquanto isso, vai descobrindo algum dinheiro para ir pagando as volumosas e repetitivas dívidas de Portugal, daqui decorrendo a celeridade do processo de empobrecimento em curso (não só em Portugal). Não podemos porém esquecer, que os preocupantes indicadores, como seja o desemprego está melhor do que a herança deixada, mesmo sem tomar em consideração a paragem que as desastrosas PPP tiveram que ter e o desemprego originado por tal. Num país que já detinha o maior índice/km2 de autoestradas na União Europeia fizeram-se obras que levaram Portugal à calamidade que enfrentamos. Também o PIB sofreu os mesmos efeitos negativos, pois, sem uma economia produtiva a paragem das PPP e outras obras estatais, congelaram o seu crescimento, de si agravado pelas dificuldades de financiamento das pequenas e médias empresas, também sobrecarregadas com elevados impostos para que o Estado faça frente ao pagamento das dívidas deixadas! Apesar desses factos as exportações tiveram um crescimento assinalável! Do que não restam dúvidas é que teremos de enfrentar um célere empobrecimento, dada a luta que enfrentamos contra duas crises, a nossa, originada pelas políticas erradas e herdadas dos últimos anos, e a do mundo inteiro, que ciclicamente faz das suas!"

De facto, o mundo está em crise e mudança acelerada, empobrecimento também, sendo esta uma boa altura para todos nós mudarmos de atitudes nos nossos comportamentos, a todos os níveis, até na seriedade como se escrevem os artigos de opinião e, com isso, podermos ajudar os outros a compreender a realidade nua e crua e o tamanho possível para os nossos desejos. Por último, temos de deixar um reparo ao líder do maior partido da oposição, no sentido de ter muito cuidado com as declarações que vem fazendo, nomeadamente pugnando por mais crescimento na economia! O crescimento na nossa economia deriva do poder de compra do seu povo. Sem dinheiro não há consumo no povo, logo, não pode haver  o dito crescimento. O dinheiro dos consumidores está a ir, para mais e mais impostos! Tudo para pagar o descalabro herdado da governação socialista. Tem-nos valido o aumento assinalável, das nossas exportações. O trabalho realizado pelo atual governo, é merecedor de rasgados elogios, senão, veja-se o caso da Grécia!

 

 

 

 

 

OS MAIORES DO SÉCULO XX

O século XX que, como alguns defendem, acabou de fechar um ciclo, foi a todos os títulos espetacular. Sobre isso, nem vale a pena duvidar, houve de tudo nos últimos cem anos, Neste mundo em que vivemos e, claro está, também Portugal não fugiu à regra e, deu mesmo, um valioso contributo.

Falar de “maiores” é sempre difícil, mas pelos ataques que sofreram, ao tempo do Estado Novo, são merecedores de tal honraria os muito célebres “Três EFES”. A oposição desse tempo, presentes em Portugal, ou refugiados no estrangeiro zurziu desdenhosamente como responsáveis pela longa governação dita “ditatorial”, nada mais nada menos que Amália Rodrigues (Fado), Eusébio da Silva Ferreira (futebol) e Religião católica (Fátima).

Acresce ter havido o 25 de Abril e terem sido exatamente os políticos da chamada Democracia, quem mandou sepultar duas dessas figuras com as mais altas honrarias!

De Fátima sobressaem os “ pastorinhos”, por sinal: Francisco e Jacinta Marto, irmãos pastorinhos que, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria, entre Maio e Outubro de 1917, são os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica. Beatificados por João Paulo II a 13 de Maio de 2000

As personalidades sepultadas no Panteão Nacional, são:

 É tudo muito estranho! Afinal os políticos do Estado Novo não eram assim tão perversos na sua ação governativa! Prova-o que tomado o poder, eles apoiaram as mesmas pessoas, que os ditadores de antanho!

AS FAÇÕES E OS PARTIDOS

 

Sou um crítico assumido, por entender que as coisas no sistema político nacional e partidário não estão nada bem, mesmo nada bem.

Será talvez por isso, por causa dos monstros, que tanto se ouve o povo dizer: “ Hoje, já não chegaria um Salazar, seriam necessários pelo menos, uma mão cheia deles.

Estes curtos comentários, mais não serão do que uma chamada de atenção, para a necessidade de, na “Revisão dos Estatutos Partidários” se tomarem medidas de choque, transparentes, saudáveis e corajosas, que despertem os dois maiores partidos que, quase sem oposição, dominam a política nacional. Hoje é bem visível que no PS existem dois partidos: um PS NOVO e um PS VELHO. O primeiro é temente a Deus e frequenta os templos o segundo é laico e republicano.

O PPD/PSD tem nos seus estatutos, de há muito tempo, duas siglas (Art.º 76.º dos Estatutos),: “Num período transitório, cujo termo será determinado pelo Conselho Nacional, o Partido Social Democrata ( PPD/PSD), usará igualmente a designação Partido Popular Democrático – PPD e a sigla PSD”.

Quero ignorar a razão de ser das duas siglas, aparentemente inofensivas.

Porém, na sua vida interna, a conflitualidade é feroz, não na procura de soluções para os enormes problemas e carências da nossa sociedade, mas na conquista do poder partidário que os possa (a sua fação) levar a ser governo e conquistar lugares no parlamento, câmaras ou Juntas. Os problemas do país virão a seu tempo, se vierem!

Aproveito para deixar uma pergunta: quando um novo militante se vai inscrever no PPD/PSD ou no PS, em qual das sensibilidades destes partidos, se inscreve? Se nada lhe perguntarem, ou informarem, como poderá o inscrito aceitar ser descriminado, mais tarde, por não pertencer a uma qualquer destas fações, que o levará a uma vida de êxitos fáceis ? Mesmo assim, os responsáveis pelos estatutos, estão a esquecer-se de que há uma nova lei que contempla a candidatura de independentes! Será que nestes "Independentes" não existem fações? Se houver, qual das fações vai governar se são ignoradas? Acredito, que a Lei esteja a ser ignorada!

SÍNTESE JORNALISTICA

É impossível transmitir tudo sobre uma acontecimento, pelo que se torna fundamental captar a sua essência, para que o público receba, a parte mais importante e substancial da informação. Isso implica capacidade de síntese, de resumir em poucas palavras ocorrências por vezes muito complexas. A concisão é uma qualidade que por vezes falha, mesmo aos nomes mais reputados do jornalismo, mas continua a ser fundamental para defender o bom jornalismo, que deve evitar ser palavroso, muito alargado nos seus relatos. Com a multiplicação dos media, a atenção das pessoas é disputada por um número cada vez maior de centros de comunicação. O jornalista, se tem o privilégio de alguém lhe conceder alguns segundos ou minutos da sua vida, não pode desperdiçar essa oportunidade, não deve deixar que a atenção da pessoa se disperse, que mude de página ou de canal.

AS TASCAS ALFACINHAS

Não há bairro que as não tenha. Airosas ou atabalhoadas, as tascas são a segunda casa do genuíno alfacinha. A boa vida das gentes. A comida é boa e simples Os proprietários são muito simpáticos, embora, tudo se processe com alguma lentidão.

Aqui na capital, onde cada vez se come pior, se é mais enganado e desarmado perante a coragem para tanta trapalhice culinária, é difícil encontrar casas que vivam mais pela vocação e menos para o negócio. Falo dos  restaurantes  vulgares que proliferam por toda a Lisboa, exímios no croquete que sabe a tudo menos a carne, que se nos cola à dentadura, embrulha na goela, e não há meio de ir para baixo, se não ao empurrão de qualquer coisa líquida de paladar acentuado... É uma bofetada que, caramba, não merece quem vem, de boa vontade, com fastio ou apetite, comer. É o come e cala. O paga e siga, andor, há mais quem queira. Amanhã torna a vir, e tudo se repete com o rissol de camarão, em massa grossa como parede mestra, recheio minado a caules de salsa e cascas do bicho, enchumbado em óleo, e é se quer... “Olhe que é fresquinho.” O “fresquinho” mata qualquer um, cala o atrevido, embrulha o esquisito e regala as donzelas.

Falando nelas, antigamente, Deus as livrasse de entrarem nas tabernas que ganhavam famas. A tasca estava para os homens como o lugar para as mulheres. E que faziam afinal estes homens que não queriam lá as suas damas? Jogavam, gastavam o sustento, bebiam até cair, nas alegrias, nas tristezas, nas horas mortas, nas horas vagas, sem ninguém a atazanar. E conseguiam fazer exatamente o mesmo que elas, penduradas às janelas. Teciam a vida alheia, mandavam brasa, opinião, levantavam falsos testemunhos, arranjavam confusão, intrigalhada da pior. Com muito saber, muita categoria, sim, que dali nada saía. Era a diferença. Ouviam em casa para contar nesse “escritório”. Ouviam no “escritório” para satisfazer o túmulo, o poço sem fundo de homens que eram, com letra grande, aquele H que jamais suscita engano, nem ao mais ignorante magano.

Hoje, gosta-se da tasquinha. De uma tasquinha asseada. Gabarolas na ementa, no jarro de tinto, na factura generosa. É tudo bom. Tasca que é tasca deve ter comida simples mas apurada, vinho avulso de uma qualquer região, pão de lenha, sem manteiga, e azeitona, que tanto calha de ser verde como preta. Quem manda na tasca é a tasca. É o dono, é a mulher do dono, é a filha, é o rapaz, anafado e velado na camisola Ronaldo, que leva a tarde a empanturrar-se e declina todo o petisco da mãe. Aqui não há patrão e as regras não se discutem, assim como os lucros, que nem dão azo a comentários, muito menos a invejas. Aqui entra de tudo, não há discriminação. Quem quer fica, quem não quer vai andando. Numa tasca o jogo é limpo. Prognósticos ou reclamações só no fim da patuscada, longe da porta ou entre dentes.

ASSIMILAÇÃO DE EMIGRANTES

A assimilação cultural dá-se também com a chegada dos imigrantes e refugiados a outras nações. O processo pode ser complexo, porque nem sempre estes grupos desejam assimilar a cultura do país onde se encontram, preferindo defender os costumes próprios do seu lugar de origem. Isto pode trazer-lhes dificuldades na integração à sociedade, tendo como consequência a marginalização e a rejeição por parte da população do país que os recebe. Outros realizam o processo de assimilação de maneira parcial e pragmática, ou seja, assumem os elementos culturais dominantes na sociedade e conservam as suas manifestações próprias no âmbito privado. As populações imigrantes podem ainda mostrar-se completamente abertos a assumir a cultura que os acolhe e se esquecem de suas origens, chegando inclusive a renegá-las. A segunda geração geralmente é mais aberta a esta assimilação, já que nasceram dentro da cultura dominante e possuem pouco vínculo com seu lugar de origem.

Na contemporaneidade, este tema é comum em países industrializados onde chegam ondas de imigração oriundas de vários países. A grande população recém-chegada constitui uma importante força de trabalho, trazendo consigo as suas manifestações culturais e os seus idiomas. Uma vez inseridos na sociedade, estes grupos transformam completamente o país que os acolheu, gerando uma série de novas questões a serem pensadas. Este caso pode ser observado no final do século XIX, quando milhares de pessoas deixam a Europa e se destinam aos Estados Unidos para trabalhar nas indústrias.

A assimilação cultural de grupos que guardam raízes culturais ancestrais, como por exemplo os povos latinos ou anglo-saxões, é mais rápida que aqueles que tem maior diferença histórica. Por esta razão, a assimilação dos latino-americanos na Espanha ou na Itália é mais rápida do que a de imigrantes marroquinos ou paquistaneses.

Pode-se falar também em assimilação recíproca quando os hábitos culturais de duas populações de origens distintas, quando postas em contato direto, se influenciam reciprocamente, formando novos hábitos culturais mistos.

 

O MÁGICO PODER DA VONTADE

 

(1493- 1541)

Escreveu: “

(1)Pelo mágico poder da vontade, uma pessoa deste lado do oceano pode fazer uma pessoa no outro lado do oceano ouvir o que é dito neste lugar … o corpo etéreo de um homem pode conhecer o que outro homem pensa,  à distância de cem milhas ou mais.

 (2) Ele teria afirmado: “É possível que o meu espírito, sem auxílio do meu corpo e por meio de uma ardente vontade exclusivamente, e sem uma espada, possa perfurar e ferir outras pessoas. É também possível que eu consiga trazer o espirito do meu adversário para dentro de uma imagem e então envolvê-lo ou estropiá-lo ao meu balo prazer.”

(3)- A ação da mente à distância, seja sobre outra mente seja sobre matéria, sempre foi admitida em todos os tempos e lugares. Encontra-se esta crença ao longo da história, e entre todos os povos, selvagens ou civilizados. Deve, portanto, existir uma razão para semelhante ideia assim tão generalizada. Alguns investigadores procuraram certificar-se da realidade da “sugestão mental”, e obtiveram resultados que a confirmaram.

PARACELSO

Paracelso é o pseudónimo de Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, (17 de dezembro de 1493, Einsiedeln, Suíça - 24 de setembrode 1541, Salzburg, Áustria), médico e alquimista suíço.


 

  • "Todos são interligados. O céu e a terra, ar e água. Todos são, uma só coisa; não quatro, e não duas, e não três, mas um. Se não estiverem juntos, há apenas uma peça incompleta."
- All is interrelated. Heaven and earth, air and water. All are but one thing; not four, not two and not three, but one. Where they are not together, there is only an incomplete piece.
- Paracelsus - Collected Writings Vol. I (1926) editado por Bernhard Aschner, p. 110
  • "Só a dose faz o veneno."
- Dosis sola facit venenum
- Paracelsus, dritte defensio, 1538
- variação: "Todas as substâncias são venenos; não existe uma que não seja veneno. A dose certa diferencia um veneno de um remédio".

DIFERENÇA ENTRE LÓBI E LOBO

O LOBO UIVA, MAS O LÓBI NÃO ....

"Portugal Refém dos Lóbis"

Financial Times vê-nos como um modelo esgotado, onde as reformas são travadas por todas as classes e com os piores níveis de qualificação, produtividade e absentismo. Um desafio difícil.

DN Negócios 22-10-2002

"OS LÓBIS"

Dá para perceber que são conduzidos por pessoas colocadas nos lugares certos, para facilitar, dificultar ou até desviar o normal curso de certos processos, de maneira a que as conclusões finais sejam aquelas que mais interessam a quem fomentou os ditos lobis.

Agora como se articulam essas pessoas, com são instruídas, quem as coloca e como, e o modo como também são protegidas é mais difícil de perceber.

Percebe-se que tem de ser um trabalho feito em rede, as informações têm de circular com fluência, e o sigilo é fundamental tendo em vista o sucesso a alcançar.

Em toda esta cadeia humana não pode haver descontentes, sendo difícil perceber como tal é conseguido.

O descontente normalmente desabafa a sua revolta com alguém, a menos que esteja coagido a não o fazer, por medo, naturalmente de perder no futuro, oportunidades que sozinho não conseguiria alcançar.  

Agora quem tem força para lhes dar segurança e oportunidades? Uma pessoa isolada não é crível, mais parece trabalho de organizações. Mas que organizações?

Quem protege estas organizações e como ultrapassam o “Poder “ legitimamente constituído? Ou se entrelaçam com ele?

Volto a acreditar que tudo isto passa ao lado da maioria da população, que vive quase completamente absorvida pelas preocupações do seu dia-a-dia. Provavelmente temos ao nosso lado pessoas a trabalharem num qualquer «lobi», sem do facto nos apercebermos!    

Por último, não tenhamos quaisquer dúvidas, que os lóbies atravessam partidos, governos, organismos públicos, Assembleia da República e todo o lado, onde possa haver, uma ponta que seja, de poder de decisão ou interesses a captar.

                                                                                                                                                        Os intervenientes em tais processo salvo raras excepções, só podem ser pessoas sem escrúpulos, pouco interessadas na defesa do que é justo ou da verdade e, somente norteadas no cumprimento cego das instruções de quem lhes paga.

Os lóbis são alcateias de interesses comunitários na sociedade, total ou parcialmente clandestinos, organizados em torno dos centros do poder para realizarem objetivos ocultos e tribais. Exercem pressões e influências não democráticas, quase sempre em manifesto prejuízo dos legítimos interesses de largos setores da população. Mas atenção: ao contrário dos lobos, os lóbis não uivam.

Continua a ser demasiado fácil incumprir contratos, incumprir normas de conduta, incumprir deveres legais.

 José Miguel Júdice, Bastonário da Ordem dos Advogados

 JN 13-02-2002