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O ENTARDECER

O ENTARDECER

ENTRE A CRENÇA E A VERDADE

 

Uma paisagem com um campo verde florido e um riacho estão ilustrados num quadro.



1. Ao observar isso podemos atestar que de fato estamos observando um quadro e que nesse quadro está ilustrado uma paisagem com um campo verde florido e um riacho.
1.1 Se você considera essa imagem bela, então você a verá assim, mas isso não muda o que a imagem é tampouco se eu disser que a imagem é feia. Em verdade a imagem não mudará. Ela persistirá sendo aquilo que ela é: uma imagem de uma paisagem com um campo verde florido e um riacho.
1.1.1 Beleza é um valor relativo, sujeito à crença pessoal de cada um. Ainda que haja um consenso majoritário que algo é belo, isso, ainda assim, persistirá como sendo uma crença. Uma crença comunal, mas ainda uma crença.

Assim, como diversos outros adjetivos de valores relativos, frutos de opiniões, crenças e óticas individuais, a beleza, ou não, de algo nada muda a coisa em si.

LEITURA DA MENTE

A Parapsicologia e a Telepatia e leitura da mente

parapsicologia

Telepatia, como a visualização remota, depende da mente e seus poderes em potencial – mas se relaciona com a capacidade de enviar e receber ideias ou pensamentos, em vez de “ver” objetos e lugares distantes. Experimentos procuraram tornar a mente mais receptiva a esse suposto fenômeno, privando os demais sentidos (como visão e audição), enquanto o participante “envia” a informação a um destinatário escolhido. Embora alguns digam que evidências de telepatia já foram demonstradas, os críticos afirmam que o acaso, suposições e falta de ambiente à prova de som eficaz distorcem os resultados de estudos.

Dito isso, sinais elétricos da mente podem, de fato, ser interpretados através de máquinas. Pesquisas em 2012 monitoraram os sinais eletromagnéticos do cérebro de participantes em coma, e um computador pode interpretar corretamente padrões e traduzi-los em “pensamentos”.

 

 

O PODER DAS BRUXAS

 

A perigosa previsão

"O mundo é todo um palco." 
Lema do Globe Theatre, 1599

Retornando vitorioso de uma batalha recém-travada, acompanhado pelo seu amigo Banquo, Macbeth, um capitão-de-guerra do rei Duncan da Escócia, surpreendeu-se com o que encontrou pelo caminho. Nada menos do que três bruxas estavam reunidas numa charneca na trilha que tomara para voltar ao seu castelo. Impressionou-se com a aparência delas. Eram seres indefiníveis, "esquálidas e estranhas", e "que não parecem habitantes da Terra". Assombrou-se ainda mais quando elas, a quem ele jamais vira antes, chamaram-no pelo nome, prevendo que Macbeth, em breve, receberia o baronato de Cawder. E mais. Em bem pouco tempo, profetizaram, ele seria o novo rei da Escócia, apesar do rei Duncan não só estar vivo como gozando de perfeita saúde.

 

VENDO O FUTURO

Premonição: vendo o futuro

Diversos casos alegados de precognição já foram registados ao longo da história. Contos de videntes, adivinhos e profetas que podiam, aparentemente, ver o futuro são destaques nos mitos gregos, na Bíblia, e nas histórias e relatos de culturas em todo o mundo. Alguns dos exemplos mais famosos incluem o prenúncio das três bruxas em Macbeth e, fora da ficção, as profecias de Nostradamus.

A Sociedade de Pesquisas Psíquicas tem registado casos de supostas premonições de eventos futuros desde o século 19. Porém, o psicólogo britânico David Marks afirmou que qualquer previsão correta de eventos pode ser explicada através da teoria de probabilidade – isto é, que uma premonição e a eventual ocorrência do episódio são mais prováveis de acontecer quanto mais observamos tais assuntos. Precognições aparentemente bem-sucedidas também são mais propensas a ser lembradas do que as que falharam.

 

O ETERNO FIO CONDUTOR

 

Em todo e qualquer país e em todas as sociedades civis, há um fio condutor que assegura o seu progresso e a sua existência. Também o seu futuro. Este fio condutor é composto fisicamente (?) de duas realidades diferentes: uma de natureza humana e outra de natureza sobrenatural. Esta última, representa o seu passado e os milhões de pessoas que o serviram, mas que já morreram. A natureza humana representa aqueles que estão vivos e a representam.

 

Este fio condutor obedece a regras inscritas, talvez, na natureza. Aquela parte do fio de condição humana pode aguentar esforços de distensão rápida ou mesmo de estagnação ou compressão, mas nunca de ruturas. De qualquer modo, deve estar sempre atenta à componente a que chamei de natureza sobrenatural, muito extensa, que representa aqueles já desaparecidos, ou seja, o passado do país ou da sua sociedade civil. A sua cultura.

 

Quem tiver a incumbência de tomar decisões, se não respeitar esta realidade, ou até se a quiser ignorar, pode provocar ruturas de grande dimensão e, muitas vezes, a rutura completa de tal fio e das realidades culturais e projetos, que ele assegurava.

 

De certo modo foi isso que aconteceu em Portugal depois da Revolução dos Cravos. Os capitães tiveram muitos seguidores, embora de natureza mais moderada, mas que cometeram e continuam a cometer erros de estratégia na tomada de decisões. Isto acontece pela total desresponsabilização com que se passa uma esponja aos sistemáticos maus decisores.

 

O FUTURO EM 2020

46% Dos estudantes acredita que estará fora em 2020

Por Ana Maia29 setembro 20 14  - DN  

Quase metade dos universitários (46%) que participaram no estudo Geração 2020 - O Futuro de Portugal aos olhos dos Universitários acredita que nessa altura vai estar a viver fora de Portugal.

O trabalho, elaborado pela Imago-LLORENTE & CUENCA em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, analisa a confiança e relação que os jovens universitários mantêm com diversos tipos de instituições.

Além de "Esperança", referido por 52% dos 1100 inquiridos entre os 18 e os 30 anos, e "Emigração" (50%), de um conjunto de 19 conceitos, positivos e negativos, que são associados a Portugal, os termos mais referidos pelos jovens são "Desemprego", "Pobreza", "Solidariedade", "Revolução", "Cultura" e "Juventude", com valores acima dos 30%.

Quanto às entidades que devem fazer reformas mais profundas ao serviço do interesse público são os partidos políticos as instituições mais mencionadas (95%, segundo o estudo), à frente do sistema judicial (89%) e da União Europeia (50%). Apenas 8% dos universitários acredita que são eles próprios que devem mudar, registando-se a mesma percentagem de referências à necessidade de mudança na sua família.

 

REINVENTAR O ESTADO

 

·         O Estado existe para servir os cidadãos e estes têm que se rever na capacidade positiva deste, de legitimar uma relação de confiança essencial. Quando David Osborne nos fala da crescente oportunidade e necessidade de recolocar na agenda o “reinventing the government”, está claramente a colocar a tónica num dos elementos centrais da modernidade competitiva das nações.  Importa mais do que nunca reposicionar o Estado como “pivô” central da organização, monitorização e funcionamento adequado das nações e aproveitar as dimensões qualificadoras do conhecimento, inovação e competitividade como atributos capazes de fazer reganhar a  confiança estratégica do cidadão naqueles que o representam e  têm uma responsabilidade superior na garantia de patamares adequados de qualidade de vida e desenvolvimento social.

A reinvenção estratégica do Estado, enquanto “plataforma de centralidade” onde convergem as dinâmicas de qualificação dos diferentes actores sociais, ganhou hoje um paradigma que não se pode cingir às especificações operativas de mecanismos mais ou menos necessários de Governo Electrónico ou de ajustamentos organizacionais adequados a determinados posicionamentos conjunturais de orgânica  interna. Como muito bem nos elucida Samuel Hungtinton, a propósito do eventual choque de civilizações, o que está em causa é a capacidade endógena do Estado se autorreferenciar como o primeiro antes de mais e último antes de tudo centro de racionalidade  dos processos sustentados de evolução da sociedade civil. Se é importante, como Francis Fukuyama não para de reiterar, a evidência da capacidade da sociedade civil protagonizar dinâmicas de liderança nos processos de mudança, não menos verdade é que compete ao Estado modelar a dimensão estratégica dessa mudança.
No quadro da Sociedade do Conhecimento e da Economia Global, cabe ao Estado o saber assumir de forma inequívoca uma atitude de mobilização activa e empreendedora da revolução do tecido social. Ou seja, independentemente da dinâmica de mudança assentar nos atores da sociedade civil e da sua riqueza em grande parte depender a estabilidade estratégica das acções, cabe ao Estado, no quadro duma nova coerência estratégica e duma nova base de intervenção política, monitorizar, acompanhar.   Esta cumplicidade estratégica é essencial para a garantia de padrões coerentes de desenvolvimento e equilíbrio social. Nas sábias palavras de António Paim, emérito politólogo brasileiro, só assim se garante a verdadeira dimensão  de confiança entre todos os que acreditam no futuro. 
É neste sentido que a legitimidade de actuação e sustentação estratégica se torna central. Processos de compromisso e convergência entre uma base central forte e pontos de descentralização territorial autónomos e indutores de riqueza e bem-estar social a partir da inovação e conhecimento têm que ter por base uma forte relação de cumplicidade estratégica entre todos os actores do tecido social. Um compromisso sério entre uma capacidade natural de mobilizar e empreender e ao mesmo tempo uma vontade de tornar os processos estáveis nos resultados que potenciam. A modernização do Estado assenta em larga medida na capacidade de protagonizar esse desafio de mudança de paradigma.·
Há que fazer por isso opções. Opções claras em termos operacionais no sentido de agilizar a máquina processual e através dos mecanismos da eficiência e produtividade garantirem estabilidade e confiança em todos os que sustentam o tecido social. Opções claras em torno dum modelo objectivo de compromisso entre governação qualificada central, geradora de dimensão estabilizadora e indução de riqueza territorial através da participação inovadora dos actores sociais. Opções assumidas na capacidade de projectar no futuro uma lógica de intervenção do Estado que não se cinja ao papel clássico, déjà-vu, de correção in extremis das deficiências endémicas do sistema mas saiba com inteligência criativa fazer emergir, com articulação e cooperação, mecanismos autosustentados de correcção dos desequilíbrios que vão surgindo.  
David Osborne tem razão em insistir na actualidade e pertinência da chama da reinvenção do Estado. É essencial na Sociedade moderna do Conhecimento consolidar mecanismos estratégicos que façam acreditar. Cabe ao Estado esse papel. Encerra em si uma missão única de fazer da sociedade civil uma fonte permanente de mobilização de criatividade e inovação e de estabilização de participações cívicas adequadas. A governação é hoje um  acto de promoção e qualificação da cidadania  activa. Importa ao Estado ser relevante. Importa ao Estado constituir-se como um operador de modernidade. Por isso, nunca como agora a sua reinvenção é um desafio de e para todos. A Reinvenção do Estado é em grande medida a reinvenção da Nação.

Por Francisco Jaime Quesado

ANDAR AOS PAPÉIS

ANDAR AOS PAPÉIS

 

Novas eleições legislativas em Fevereiro 2005

 

+Presidente da República demite Santana Lopes, depois de, praticamente, não ter começado a governar (três meses de verão) – de meados de Julho a Outubro quando começou a constar que o iria fazer. Era pública a pressão do PS sobre o Presidente da República!

 

O Presidente da República anunciou, no dia 30 de Novembro, a sua intenção de dissolver a Assembleia da República. Jorge Sampaio decidiu dar uma oportunidade à maioria PSD/CDS para continuar a governar após a demissão de Durão Barroso, mas ter-se-á cansado da instabilidade política e dos sucessivos escândalos que marcaram os 4 meses do Governo de Pedro Santana Lopes. Na decisão do Presidente terá também pesado o distanciamento face ao Governo de economistas e empresários de referência, como Ferraz da Costa, Belmiro de Azevedo, João Salgueiro e Cavaco Silva, entre outros.

Depois de muitas hesitações que o levaram a ouvir um leque muito alargado de personalidades da vida política e empresarial portuguesa, o XVI Governo Constitucional recebeu a concordância de Jorge Sampaio, na condição de prosseguir a política do Governo presidido por Durão Barroso e assegurar a estabilidade governativa. Contudo, a instabilidade política começou logo no dia da tomada de posse do Governo, com a mudança de pasta de Teresa Caeiro para a Secretaria de Estado das Artes do Espetáculo, poucas horas depois de ter sido anunciada pelo ministro da tutela Paulo Portas na pasta da Defesa. As dificuldades do primeiro-ministro na leitura do discurso de posse motivaram também críticas da Oposição, tendo o então candidato a secretário-geral do Partido Socialista acusado mesmo Santana Lopes de "andar aos papéis".

 

DAVID LOPES

 

A GRANDE MUDANÇA

 

" Está próxima a Grande Mudança"

A conferência "Empresas e Emprego Sustentável no Século XXI" mostraram que o mundo está à beira de uma enorme transformação:A Grande Mudança é um livro apaixonante sobre a descoberta de um manuscrito que mudou o rumo da História.A partir do relato do encontro e divulgação do livro de Lucrécio, podemos traçar a origem e a história do pensamento moderno. As ideias revolucionárias sucederam-se e marcaram o...mundo.

 

"Esta é uma história que começou há um milhão de anos e vai acabar em meados deste século. É a história da Grande Transformação da cultura humana". Foi com estas palavras que Mário Raich, presidente da empresa inglesa Learnità, professor convidado da HEC de Paris, da ESADE Business School Barcelona, começou a sua intervenção na conferência "2020 Que Futuro? - Empresas e Emprego Sustentável no Século XXI", organizada pelo Expresso, ESADE e Select Vedior, que decorreu esta semana no Porto. A próxima conferência sobre o mesmo tema vai realizar-se no dia 19, no Hotel Meridian, em Lisboa.

"É um estranho período na história da Humanidade", disse Raich. "Por um lado, podemos estar orgulhosos do que conquistámos em todos os campos da vida (...). Mas, por outro, vemos cada vez mais sinais de problemas sérios (...). A mudança climática é só uma delas. Mas a mais preocupante é o crescimento da população mundial".

Para perceber o que vai acontecer é necessário recuar à Idade da Pedra, que terminou quando o homem descobriu o fogo. Aí começou a Antiga Cultura, que durou um milhão de anos. Depois, há dez mil anos, nasceu a Cultura Dominante, caracterizada pela luta pelo poder e pela propriedade. Uma geração depois emergiu a Cultura Virtual, o último ciclo da Grande Transformação, que durará cem anos e será dominada pelo desenvolvimento do mundo virtual. " A idade virtual terá enormes consequências na economia e nos negócios. O maior risco é que venha a reproduzir as questões e problemas que hoje temos nesses mundos virtuais", sublinhou.

Para evitar esses perigos, "os políticos e os líderes empresariais necessitam de mudar os fundamentos da civilização moderna". Isso inclui: 1)  a sociedade deve abandonar o paradigma da dominação e mover-se para o paradigma da colaboração: 2) a economia necessita de ir para lá do paradigma do crescimento e estabelecer uma nova ordem económica baseada na transformação: 3) necessitamos abandonar o paradigma da disponibilidade infinita da energia e recursos e definir o paradigma da interferência mínima no ambiente: 4) necessitamos de um novo quadro social e económico de criação de valor, baseado nos valores humanos universais.  

" O ponto de mudança da Grande Transformação está perto. Há tremendas oportunidades ou um enorme desastre. As nossas acções - ou os nossos fracassos em agir - decidirão o futuro da vida na Terra", concluiu.

Simon Dolan, professor do ESADE, foi outro dos oradores, sendo as intervenções comentadas por Joaquim Azevedo, presidente da Universidade Católica (porto), Ana Cristina Mesquita, da EFACEC, e Rui Fiolhais, gestor do Programa Operacional Potencial Humano (POPH).

N.S. 05-05-2009

luzdequeijas

O FORTE, DO BUGIO

Pelo Dezembro de 2000, a CMO na espectativa de um trabalho informativo de qualidade e continuado sobre o Concelho, nos meios de comunicação social, promoveu a entrega do Prémio Municipal de Imprensa “Gazeta de Oeiras”.

A jovem jornalista de Queijas, Sofia Santos, apresentou um trabalho intitulado: Forte Bugio – Recuperar o que Protegeu a Barra de Lisboa”, publicado no jornal “Correio da Linha”.

Este trabalho jornalístico resultou de uma visita de barco ao Bugio, feita com partida da Trafaria. A descrição histórica e paisagística, a definição dos objetivos militares versus função de sinalização, os largos motivos da classificação de: “ Imóvel de Interesse Público”, a recuperada muralha periférica e, por último, o retrato em pinceladas coloridas desta ilha artificial, concêntrica com o Forte e chamada Bugio, dizem bem da jornalista da nossa terra.

Obrigado Sofia e parabéns pelo prémio alcançado.