Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O ENTARDECER

O ENTARDECER

O BOM DO CHAPÉU DE CHUVA

Hoje em Dia

Nossa utilização de guarda-chuva atualmente se dá quase que exclusivamente com objetivo de proteção das intempéries, como uma eventual chuva. O elegante passado do guarda-chuva não está mais em alta, sendo este, usualmente um objeto barato e simples, empregado na simples missão de nos proteger em um dia de chuva.

 

A reviravolta na história do guarda-chuva é destacada por Élcio Valentin do Museu Histórico Nacional do Guarda-Chuva, segundo ele, um objeto antes utilizado pela nobreza, como símbolo de status e poder hoje é utilizado principalmente pelas classes menos abastadas, que não dispões de meios de transporte próprios.

TRABALHO DIGNO

Desenvolvimento sustentável, trabalho digno e empregos verdes

Título: Desenvolvimento sustentável, trabalho digno e empregos verdes

Autor: OIT
Edição: OIT
Ano: 2013

O presente relatório aborda dois dos desafios determinantes do século XXI: assegurar a sustentabilidade ambiental e transformar em realidade o sonho do trabalho digno para todos. Mostra não só que é urgente resolver estes dois grandes problemas, mas também que eles estão intimamente ligados e devem ser tratados em simultâneo. Não há dúvida de que a degradação ambiental e as alterações climáticas vão obrigar cada vez mais as empresas e os mercados do trabalho a reagir e a adaptarem-se às novas circunstâncias, mas sem a contribuição ativa do mundo do trabalho nunca se conseguirá
que as economias sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental.
O meio ambiente e o desenvolvimento social são dois elementos indissociáveis que não podemos continuar a abordar como dois pilares independentes do desenvolvimento sustentável. Este enfoque integrado converte o interesse na sustentabilidade ambiental numa grande oportunidade para o desenvolvimento, com mais e melhores empregos, maior inclusão social e menos pobreza. É possível obter resultados positivos, adotando políticas específicas para cada país, aproveitando as oportunidades que surjam e enfrentando os desafios identificados neste domínio, através da integração da problemática ambiental, social e do trabalho digno e de uma transição fluida e equitativa para uma economia sustentável. Na verdade, talvez seja nos países em desenvolvimento e nas economias emergentes que surgem as maiores oportunidades de progressão.
Tornou-se evidente a urgência de romper com as políticas habituais que defendiam “crescer primeiro e limpar mais tarde”. A maioria das instituições políticas internacionais, como a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), alertaram para a urgência de mudar de rumo. A necessidade de adotar uma abordagem integrada foi destacada no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável 2012 (Rio +), onde também se chamou a atenção para o facto de o trabalho digno ser um dos objetivos centrais e um dos motores do desenvolvimento sustentável e de uma economia mais amiga do ambiente.
A OIT e os seus mandantes sempre favoreceram e apoiaram ativamente o desenvolvimento sustentável e este novo impulso da comunidade internacional oferece à OIT uma oportunidade histórica para desempenhar a sua missão e ao mesmo tempo
contribuir para criar economias sustentáveis do ponto de vista ambiental. Os mandantes da OIT podem aproveitar esta etapa do processo de mudança estrutural no sentido de um modelo de consumo e de produção sustentável para criar oportunidades de emprego de qualidade, em grande escala, ampliar o nível adequado de proteção social, fomentar a inclusão social e fazer cumprir os princípios e direitos fundamentais, com benefícios para as gerações atuais e futuras.

História na rota do futuro

 

1945 - 1949

A TAP – ou mais especificamente, a Secção de Transportes Aéreos – é criada a 14 de março de 1945 pela mão de Humberto Delgado, à data director do Secretariado da Aeronáutica Civil. É neste ano que são adquiridos os primeiros aviões – dois aviões DC-3 Dakota com capacidade para 21 passageiros. No ano seguinte, são criadas definitivamente as condições necessárias para a companhia começar a operar, através da realização do Curso Geral de Pilotos. São, então, inauguradas as duas primeiras linhas aéreas: a primeira linha comercial Lisboa-Madrid abre a 19 de setembro de 1946. Mais tarde, a 31 de dezembro, é inaugurada a “Linha Aérea Imperial” que serve a rota Lisboa-Luanda-Lourenço Marques que contaria com 12 escalas, cerca de 15 dias de duração (ida e volta) e 24540 quilómetros de extensão. Até ao termo da década de 40, outras rotas são criadas: Paris (1948), Londres (1949) e Sevilha (1948).

1950 - 1959

Em 1952 entra-se definitivamente na era do jacto: em maio deste ano, a British Overseas Airways Corporation (BOAC) abre o primeiro serviço regular de aviões a jacto, voando cerca de 11 mil quilómetros entre Londres e Joanesburgo em menos de 24 horas e encurtando a viagem, até aqui realizada por aviões a hélice, para metade do tempo anterior. Ainda em 1952 inicia-se a produção do Boeing 707. 

No ano posterior – 1953 – a TAP conhece pela primeira vez o significado de “privatização”, passando de um serviço público a uma sociedade anónima de responsabilidade limitada (SARL). Na mesma altura, surgem dois novos destinos TAP: Casablanca e Tânger.

Em 1955 chega a Lisboa o primeiro quadrimotor, uma aeronave impulsionada por quatro motores fixados nas asas, destinado ao longo curso da TAP que, em novembro, começa a operar na linha de África; no mesmo ano realiza-se a viagem experimental ao Rio de Janeiro, com a participação do Almirante Gago Coutinho.

O ano de 1958, apesar de ser palco da demissão de Humberto Delgado, esboça-se como um ano de recordes para a TAP: pela primeira vez, a companhia ultrapassa um milhar de trabalhadores (1009), estende-se por uma rede de mais de 14 mil quilómetros, possui cerca de 10 mil horas voadas e mais de 64 mil passageiros transportados.

1960 - 1969

No início desta década, a TAP realiza o primeiro voo entre Lisboa e Porto Santo (1960), inaugura o Voo da Amizade, entre Lisboa e o Rio de Janeiro, com tarifas a menos de metade do preço normal da época, bem como a ligação Lisboa-Goa com uma duração total de 19 horas e cinco escalas intermédias. É nesta altura – em julho de 1962 – que a TAP entra definitivamente na era do jacto com o Caravelle VI-R e neste mesmo ano inicia as ligações de Lisboa para Las Palmas e Santa Maria. Um ano depois (1963) consolida as suas rotas para Genebra, Munique e Frankfurt. Em 1964 viria a ser inaugurado o aeroporto de Santa Catarina, no Funchal, bem como a linha Lisboa-Funchal, a par da operação regular Lisboa-Sal-Bissau. O ano de 1964 fica igualmente marcado pelo facto de a TAP atingir o primeiro milhão de passageiros.

1970 - 1979

Nos anos 70, a companhia recebe a Medalha de Ouro de Mérito Turístico, inclui Boston na linha de Nova Iorque e inicia a operação com aviões a jacto na linha Lisboa-Lourenço Marques-Lisboa. É neste período também que os serviços da TAP se vêem obrigados a ser transferidos para novas instalações, no aeroporto de Lisboa. Ao mesmo tempo, é criada a linha de Montreal e as ligações de Lisboa para Ponta Delgada e Terceira e as transformações ao nível dos serviços não cessam: em 1972 a TAP recebe o primeiro dos quatro Boeing 747-200. A TAP chega ao ano da revolução do 25 de abril a operar com 32 aviões tecnologicamente avançados para mais de 40 destinos em quatro continentes, inicia o serviço computadorizado de reservas, de load-control  e check-in  (TAPMATIC) e torna-se a primeira companhia europeia a executar as grandes revisões completas dos reactores dos B747. O ano de 1974 termina com mais de 1.5 milhões de passageiros transportados, 68 210 horas voadas, quase 103 mil quilómetros de rede e ultrapassa os nove mil trabalhadores.

No ano seguinte à Revolução de Abril, a companhia é arrastada na vaga de nacionalizações e transforma-se numa empresa pública. No final da década, em 1979, é implementado um programa de modernização da empresa e esta altera a sua designação para TAP Air Portugal.

1980 - 1989

O ano de 1980 coincide com a introdução de uma nova imagem na transportadora nacional: uniforme, logótipo e pintura de aviões. Outras inovações têm, igualmente, lugar, nomeadamente o lançamento da revista de bordo Atlantis, a criação da Executive Class e a inauguração de um novo terminal de carga no Aeroporto de Lisboa. Ainda neste ano, é prolongada a linha de Milão para Roma, é aberta a linha Lisboa-Barcelona e a TAP assina o primeiro protocolo com a Iberia. Em meados da década de 80 é inaugurada a loja de vendas no Aeroporto de Lisboa e, pela primeira vez, a TAP Air Portugal transporta mais de dois milhões de passageiros num ano de operação. No decorrer de 1985 é criada a linha Porto-Caracas e o museu da companhia abre as portas ao público. Na reta final da década de 80 a TAP introduz um sistema automático de cálculo de tarifas e emissão de bilhetes e torna-se a primeira companhia aérea a estabelecer ligações terra-ar via satélite.

1990 - 1999

A década de 1990 é a década do Boeing 777, o primeiro jato comercial totalmente desenhado digitalmente e pela primeira vez na sua história, a TAP transporta num só ano mais de três milhões de passageiros. Nesta altura, iniciam-se os voos do Porto para Barcelona e Basileia e é reaberta a linha de Salvador da Baía. No decorrer dos anos 90, a TAP segue a par com a modernização do País e entra na era Airbus, consolidando uma frota de aviões mais económicos e versáteis. Até ao final desta década é atribuído à TAP o prémio PTA – Portugal Turismo e Atualidade, pela revista Gente e Viagens, é criado o website da companhia (1996), o escritor português José Saramago comemora a receção do seu prémio Nobel da Literatura a bordo de um avião da TAP.

Com a entrada no novo milénio, a TAP regista o transporte de mais de 5 milhões de passageiros (em 2004, este número já ascenderia aos 6,5 milhões) e vê a sua unidade de Manutenção e Engenharia ser certificada pela Autoridade de Aviação Civil Brasileira e pela Federal Aviation Administration (FAA) norte-americana.

2000 - 2009      

A década de 2000 afirma-se como o período de maior recuperação da TAP e, pela primeira vez em vários anos, a companhia obtém lucros de alguns milhões de euros. A par deste facto, a frota da TAP aumenta para 40 aviões e, a 1 de fevereiro de 2005 é apresentado no Hangar 6, a “catedral” da TAP, a nova imagem que integra um novo logótipo, o quinto desde que a TAP foi fundada em 1945 e a nova designação “TAP Portugal”. A nova imagem pretende traduzir graficamente modernidade, leveza e portugalidade e reforçar o nome da TAP que tanto os portugueses como os trabalhadores sempre preferiram. É o início de um novo ciclo.

Ainda neste ano, a companhia aérea portuguesa acumula prémios a nível nacional e internacional em diversas áreas e chega mesmo a tornar-se um case-study em Harvard, ao mesmo tempo que vê contemplada a sua entrada na Star Alliance.

2006 foi o ano de consolidação de diversos acordos comerciais, bem como prémios para a companhia aérea nacional: a TAP assume o controlo da VEM (Varig Manutenção & Engenharia), o maior Centro de Manutenção da América do Sul, é atingido o número recorde de 47 frequências semanais diretas para o Brasil, o Programa Victoria, para o Passageiro Frequente da TAP, é premiado pelos Freddie Awards como o melhor do ano e a nova imagem da empresa distinguida com o prémio Melhor Branding e Re-Branding.

Ao longo dos anos posteriores, a TAP Portugal continua a ser distinguida com inúmeros prémios em diversas categorias: entre 2007 e 2009, é considerada a décima Companhia Aérea mais segura do mundo e “Melhor Companhia Aérea” pelo quarto ano consecutivo, ao mesmo tempo que a Star Alliance – da qual a TAP é membro integrante – é eleita a Melhor Aliança de Companhias Aéreas pela terceira vez consecutiva. Em 2008, os prémios continuam a integrar a História da companhia e, a 1 de agosto, a TAP atinge o recorde de 33.464 passageiros transportados num só dia. À parte de todos estes galardões, a companhia foi sendo distinguida com inúmeros prémios no âmbito da eficiência energética e ambiental, entre os quais o Prémio “Planeta Terra”, atribuído pela UNESCO, reconhecendo desta forma o Programa de Compensação de Emissões de Co2.

- See more at: http://www.tapportugal.com/Info/pt/frota-historia/historia#sthash.S79yKlBO.dpuf

UM FARDO PESADO

“Pesado vai ser também o fardo que o PS vai carregar, quando os próprios “analistas” que lhe tecem louvas, se comecem a fazer esquecidos de tudo o que disseram e iniciarem as suas novas campanhas em função do estado de espirito dos portugueses, decorrente dos malefícios do que hoje acham muito justo e muito corajoso. Como sempre vai doer, mas aposto que será um filme que todos iremos rever brevemente.”

Este premonitório naco de prosa fazia parte de um texto sobre a denominada “reforma fiscal” que aqui fiz publicar há dois meses e onze dias atrás. Não era, aliás, necessário consultar os astros para prever o que se ia passar.

A dita reforma obedeceu a dois imperativos: aumentar a receita para fazer face ao despesismo dialogante e ajudar um periclitante ministro das finanças que precisava comunicar urgentemente ao país que tinha feito uma coisa chamada reforma.

E assim foi! À pressa, com a cara virada para a comunicação “social” e as costas para a realidade económica do país, o ministro e os deputados, apoiados na superior sabedoria de muitos analistas políticos lá conseguiram dar à luz o aborto fiscal.

O país está endividado e precisa de incentivar a poupança que caiu de forma drástica. Pois bem, lá se optou por taxar mais o aforro, baixando assim a propensão à poupança. Para um país endividado, captar o investimento estrangeiro e a poupança interna é nuclear. De braço dado com o PCP – esse partido da modernidade -, a política cor-de-rosa lá reencontrou o discurso de esquerda, tornando assim possível decretar, em nome do povo, medidas fiscais para afugentar esses capitalistas que nos exploram Aliás, trataram também de castigar os pequenos empresários que são sempre uma ameaça, pois se crescerem se tornam grandes. Vai daí, há que tributar a mais de 60% os dividendos e inventar uma dupla tributação para os empréstimos.de sócios. É que assim, quem investe, ou seja, quem oprime, é posto na linha graças a estas imaginativas opções fiscais de esquerda-os ricos que paguem a crise.

Mas para não se ficarem a rir dos capitalistas, porque no fundo vivemos em democracia, quem ganhar pouco tem de passar a pagar como se ganhasse mais, pelo menos 469 contos. Se não ganhar nada, paga também. Ou paga ao fisco ou paga ao contabilista. Pode escolher, porque somos uma sociedade livre. Assim, não se fica a rir do patrão, pois leva também com o socialismo pela cabeça abaixo. E não vale a pena perguntar às finanças, porque nem o ministro sabe. O único que talvez saiba qualquer coisinha é o secretário de Estado que já não o é, apesar de continuar a ser. (..)

RUI RIO – Ano de 2000

THOR O DEUS DO TROVÃO

MITOLOGIA NÓRDICA - 

 
 
Thor era filho de Odin com Frigo, marido de Sif. Era o deus da guerra, dos relâmpagos e trovões, para os povos germânicos do norte. Reside no palácio de Bliskime. Sua carruagem é puxada por bodes e o som do trovão vem justamente dos ruido emitido pelas rodas.
Thor era o deus mais adorado, pois a ele eram atribuídos inúmeros altares. As pessoas acreditavam que ele auxiliaria em varias questões, como fertilidade, proteção para os viajantes, para o trabalhador, para quem nascia, se casava ou morria. 
Era um deus de aparência bem similar aos nórdicos, com cabelos grandes e ruivos, barba, corpulento e glutão. Era dotado de um apetite incrível, devorava tudo até mesmo os bodes da sua carruagem, os quais trazia de volta à vida em seguida. 
Seu principal simbola era o Martelo Mjollnir, que era um dos principais tesouros de Asgard. Fora forjado por gnomos a mando de Loki, e acabou sendo um martelo de cabo curto (conto sobre isto depois), tinha a característica de voltar para a mão toda a vez que
era arremessado contra algo. Seu poder poderia servir tanto para matar quanto para curar, ele podia amaldiçoar ou abençoar com o martelo encantado. 
O Deus do trovão, era também protetor de Asgard, era a ele que cabia a função de manter os gigantes distantes dos Aesir, afinal ele possuía força similar a dos gigantes, os eternos adversários dos deuses.

MUDAR SÓ POR MUDAR

 

Os cálculos sobre a Teoria do Caos são hoje utilizados para estudar os fenómenos meteorológicos, o crescimento das populações, as variações no mercado financeiro e os movimentos de placas tectónicas, etc. A Teoria do Caos levou ao conhecimento do chamado “efeito borboleta“, apresentado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963.

Talvez cansadas da normalidade, as sociedades humanas parecem estar, ou estarão de facto, em permanente mudança! Tal mudança decorre em boa parte de um modo escondido, embora a parte restante, seja possível ser reconhecida por qualquer humano no seu dia-a-dia. Porque decorrem estas mudanças já será de explicação mais problemática. Todavia, a fome de mudança gira à volta de tudo aquilo que envolve o ser humano. Desde os modelos automóveis, às roupas, penteados, sem podermos esquecer as novas tecnologias, divórcios etc. Os fatores que originam esta loucura na mudança, a montante ou a jusante, do ato em si próprio, poderão ser vários e serão mesmo; desde a promoção do consumismo até ao horror que a normalidade produz na maioria do ser humano! Algumas das muitas formas da fuga à normalidade chegam mesmo ao ridículo, roçando muitas vezes o caricato! Será ainda de mencionar as muitas e aberrantes estravagâncias no uso dos mais variados objetos de consumo corrente!

Parece haver uma enorme vertigem de mudança e até de destruição de tudo que é normal e corrente. O sacudir valores sobejamente consagrados ataca toda a humanidade e em especial a classe política, Por outro lado o mundo em que vivemos, vai anualmente cumprindo as suas rotinas de milhares ou milhões de séculos. Que efeito provocará no mundo, esta febre atual de mudar só por mudar?

Aparentemente está-se a seguir no encalce do caos total no planeta Terra. Ou será que antes desse fim os humanos, para continuarem a mudar, tentarão a caminhada de regresso aos valores e à normalidade como virtude indispensável?

Sendo o periodo eleitoral, em democracia, um tempo praticamente sagrado pela responsabilidade de tal ato, com uma abrangência de mais quatro anos, será de estranhar que a Constituição Política não imponha normas para a atuação geral do país! Só impõe normas, aos candidatos com responsabilidades governativas anteriores!

Sabendo-se que, como por via sindical se podem criar climas de insubordinação eleitoral, em tudo adversas ao julgamento a fazer pelo o povo a quem deteve o poder, em situações tão críticas?, É de estranhar que só haja normas a pesarem em cima de quem foi governo! Quando a tendência geral é para carregar em tal governo o peso de medidas que são recebidas de trás! Estranha-se que, em estações televisivas, jornais, e outros atos públicos (greves) tudo seja permitido, com clara vantagem para quem quer ser poder, mesmo não assumindo responsabilidades que são ou serão da sua rtesponsabilidade partidárias!

Parece haver candidatos com imenso poder de antena, ou somente noticioso! , Sem falar no tempo de campanha de que já dispuseram, antes do ato eleitoral. Será isto democrático?

Não será o tempo eleitoral um tempo em que cada português, deveria cercear a sua atuação pública, não para exibicionismos públicos de mau gosto, mas para acrescentar de forma educada uma visão acrescida no bom sentido, àquela que foi protagonizada pele governação em julgamento? Sem exibicionismos, favores, ou atitudes de mau comportamento público? Também, sem cariz acentuadamente negativo! Felizmente neste país, também existem muitas coisas bonitas e positivas, para o povo ouvir!

E AS FRANJAS DA SOCIEDADE?

Os nossos  partidos políticos pelo modo como têm funcionado (em cartel) e pela forma como selecionam os seus militantes, líderes e candidatos que nomeiam para servir o povo português, transformaram a política no paraíso das cigarras.

“Muita parra e pouca uva” No verão cantam e no inverno esperam pelo próximo verão.

Será bom lembrar que eles legislam os seus próprios interesses e a sua própria autoridade! O País paga o seu esbanjamento e a sua incompetência! E o povo vai ouvindo o seu incessante cantarolar! .

As cigarras são os únicos insetos que produzem um som alto e estridente. As fêmeas adultas de cigarra, são fecundadas pelo macho no período de intensa agitação, que é quando os machos cantam mais.

Tudo isto para se dizer que, enquanto se vai cantando, as franjas da sociedade vão desaparecendo com imenso sofrimento!

A nossa Constituição enforma de desvios preocupantes naquilo que concerne aos seus objetivos! Chega a ser uma perfeita obsessão a insistência com que se refere aos “trabalhadores”, “socialismo”, “sindicatos” etc. e ignora a defesa dos direitos das pessoas mais vulneráveis de qualquer sociedade, ou seja as crianças e os idosos.

Decorridos quase quarenta anos da suposta revolução são as organizações internacionais que se mostram altamente preocupadas com a pobreza das crianças e idosos em Portugal, nomeadamente o Conselho da Europa! A nossa comunicação social, em especial televisões, só enchem os telejornais com noticiários de greves, sindicatos, trabalhadores e de todo o tipo de informação negativa e muita de esquerda!

Quanto às franjas da sociedade, nada!

O DESAPEGO MATERIAL

DOUTRINA SOCIAL CATÓLICA

"Os crentes viviam muito unidos e punham em comum tudo o que possuíam. E, cada dia que passava, o Senhor aumentava o número dos que tinham recebido a salvação."

É este o tom geral do Texto de Meditação, e para a maioria das pessoas uma espécie de paraíso na Terra. No mundo real em que vivemos, também a maioria das pessoas, relativamente ao paraíso descrito, não hesitam em o classificar de utópico.

Muitas pessoas, também parecem não entender, que os bens que julgam ter, são demasiado perecíveis e terrenos, e que mais não servem senão para esconder outra felicidade, à qual nós insistimos em fechar os olhos, obcecados que estamos com o materialismo. Querem ignorar que a própria realidade da vida terrena é uma curta passagem, à qual os humanos fazem vista grossa, como se ela fosse mesmo eterna.

Poucos querem aceitar e proceder em conformidade, com a fragilidade desta passagem pela terra que Deus nos concedeu, embrulhada num constante afrontamento entre o bem e do mal.

Vivemos esse dilema, que no fundo é a forma de sermos postos à prova perante o julgamento final e, temos o descaramento de falarmos em utopia relativamente aos supremos valores da nossa existência.

Depois de coabitarmos forçosamente, com o bem e o mal, deste confronto só avançamos com vida, se conseguirmos manter dentro de nós, um sentimento elevado chamado esperança, qual boia de salvação que nos pode levar até ao fim da vida.

A força secreta que move todo o esforço humano é a esperança num amanhã diferente para melhor.

Mas a esperança cristã, tal como a fé, não é uma esperança individual: é antes uma esperança com os outros e para os outros.

O cristão deve ser homem de esperança, pois sabe de onde vem e para onde vai. Sabe que vem de Deus e regressa a Ele.

Para viajarmos neste grande barco da vida, o bilhete de ingresso chama-se “família”, mas logo que entramos nele, temos de perceber através do amor que temos à nossa família, que é inevitável fecharmos os olhos ao desafio de aceitarmos a conceção de uma família mais alargada, e dessa maneira fiaremos abertos ao encontro e ao diálogo de gerações.

Tudo aquilo que não queremos para a nossa família, também não podemos nem devemos querer, ou aceitar, para a grande família alargada, a quem chamam o “próximo”.

Nasceu, então, em nós e a partir de agora outro conceito; o conceito da justiça social e o destino universal dos bens da Terra.

Chegámos, sem darmos por isso, a um porto até agora desconhecido, chama-se ele: “conceito cristão sobre a propriedade e o uso dos bens”.

É o princípio típico da Doutrina Social Cristã; os bens deste mundo são originariamente destinados a todos.

O Direito à propriedade privada é válido e necessário, mas não anula o valor de tal princípio.

Sobre a propriedade privada, de facto, está subjacente «uma hipoteca social», quer dizer, nela é reconhecida, como qualidade intrínseca, uma função social, fundada e justificada precisamente pelo princípio do destino universal dos bens.

Depois, e ainda, dentro do mesmo barco começamos a respirar, levemente, um suave perfume que, lido no frasco que o contém, sabemos chamar-se hino à “solidariedade humana”.   

Conforme a fragrância escolhida, podemos optar pela caridade paciente, caridade bondosa, caridade discreta, caridade da verdade mas nunca deveremos obter alguns outros tipos de caridade postas à venda como, a caridade indiscreta ou a caridade interesseira, ufana ou mesmo, invejosa.

Assim que sairmos de novo do barco, no qual fizemos esta longa viagem, teremos seguramente descoberto que há outra forma de ser feliz na terra, que desconhecíamos e que também, ainda nos pode levar à salvação eterna.

Sem medo de nos rotularem de utópicos, sabemos ser esta a viagem aconselhada. Não é fácil tomar a qualquer hora este barco! A maior qualidade para nele entrarmos será certamente o desapego material! De seguida o “amor ao próximo”!

A GLOBALIZAÇÃO DO PLANETA

 

A globalização do planeta, com “pezinhos de lã”, pouco a pouco, está a transformar o mundo numa “aldeia global”, na qual a variedade de culturas e costumes em breve será transformada e apelidada por todos de uma monótona e enfadonha pasmaceira.

Tudo isto terá começado a ganhar estatuto e forma no início da idade Moderna, com o surgimento de uma economia à escala mundial, evoluindo de uma forma histórica mas cumulativa e, tudo indica, irreversível. Porém, tal ocorrência tornou-se mais palpável e afirmativa na segunda metade do século XX, precisamente depois dos anos 80, quando, por imposição do neoliberalismo, a Humanidade ganhou consciência da mundialização da economia.

As economias deste ou daquele país, já não se referem, como antes, à indústria feita naquele país pelos seus nacionais, passou a significar a indústria dominada pelo capital de determinado país em várias partes do mundo, envolvendo técnicos e operários de várias nacionalidades. Assim, uma crise na sua sede financeira, atinge toda essa empresa bem como as pessoas e economias a ela ligadas.

Sem muito prejuízo da competitividade mundial, e com a produção normalizada e preços de custo estabilizados, abrem-se caminhos para dominar os graves problemas do desemprego, sem prejuízo do nosso nível de vida e com toda a abertura para o homem cuidar deste planeta, pois, parece não ter outro, se este atingir estados perigosos de poluição, para viver

 

O BARCO DA CONCÓRDIA

 

Do alto das constantes preocupações, com os problemas por resolver no mundo, que no dia-a-dia, em geral, e que no particular nos enchem a cabeça, duas coisas há que saltam com maior insistência.

1 Em primeiro lugar, nada poder fazer para que os recursos do mundo ou do meu país, se sumam sem honra nem proveito.

2 Em segundo lugar, que haja dos governos a preocupação de gerir os recursos com lealdade, competência, tenacidade e lucidez, o complexo mundo das influências que assaltam aqueles que estão empossados e têm poderes para realizar aquilo que o povo tanto precisa.

3 Relegar para segundo plano, aquilo que for supérfluo, tudo que não estiver na abrangência do “Interesse Geral do Povo”

4 Durante o ano, tudo corre de forma rotineira, sempre do mesmo jeito, dentro da mesma rotina, tal e qual a torrente de um rio caudaloso, mas sem pressa de chegar ao fim. Neste rio, lá bem no meio, vai um grande barco, onde todos têm de caber por direito próprio, pensem ou não diferente, desde que queiram ir juntos com os outros.

5 Não ignoramos que neste ou noutro rio, saem da densa vegetação das margens, ataques desleais dos inimigos que detestam a conjuntura. Empenhados em afundar qualquer barco. São as armas de alguns que pensam ao contrário, de uma ordem social, baseada nos DIREITOS HUMANOS.

6 Tal gente, esquece-se de reler a Declaração Universal dos Direitos Humanos e que o barco que abriga tantos amigos é um “Barco da Concórdia” e é nele que navegam os homens sem privilégios, e, que talvez por isso, nunca deve afundar-se.