Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O ENTARDECER

O ENTARDECER

AS MÃOS DOS NOSSOS IDOSOS

No século XV, numa pequena aldeia perto de Nuremberga, vivia uma família com vários filhos. Para haver pão na mesa, o pai trabalhava cerca de 18 horas diárias, nas minas de carvão ou em qualquer outra coisa que aparecesse!

Dois dos seus filhos tinham um sonho: Queriam dedicar-se à pintura, mas sabiam das dificuldades para o pai lhes pagar os estudos numa Academia.

Em muitas noites de conversa, trocando impressões, os dois irmãos chegaram a um acordo: tirariam à sorte qual dos dois iria começar os quatro anos de estudo na Academia.

Enquanto isso, o outro iria trabalhar para pagar os estudos do irmão estudante. Quando o estudante terminasse os estudos, invertiam-se as posições.

 

Assim foi e Albrecht, propôs começar a vender as suas obras para pagar os estudos do irmão. Deste modo, os dois chegariam a artistas famosos!

As obras de Albrecht, rapidamente se começaram a valorizar. Regressado à sua aldeia, a família realizou-lhe uma ceia festiva. Albrecht, levantou-se e disse:

“ Agora, meu irmão, chegou a hora da tua vez. Sim, agora podes ir para Nuremberga e por quatro anos pagarei os teus estudos.”

Todavia, o irmão levantou-se e choroso, balbuciou:

“ Não meu irmão, não posso ir para Nuremberga. É tarde para que tal possa acontecer! O trabalho nas minas destruiu as minhas mãos. Cada osso dos meus dedos quebrou-se pelo menos uma vez. A artrite na minha mão direita tem piorado muito, de tal modo que não consigo levantar o copo, para o teu brinde.

As minhas mãos não me permitiriam traçar linhas suaves, ou trabalhar com o compasso, ou com o pergaminho! Já não poderia manejar a pena ou o pincel.

Não irmão, para mim é já muito tarde, mas estou muito feliz que estas minhas mãos disformes tenham servido para que as tuas, agora, cumpram o nosso sonho.

Mais de 450 anos se passaram desde esse dia. Hoje as gravuras, óleos, aguarelas, entalhes e demais obras de Albrecht Durer, podem ser apreciados nos museus ao redor de todo o mundo.

Para render homenagem ao seu irmão, Albrecht desenhou as suas mãos mal tratadas, com as palmas reunidas e os dedos apontando o céu. Muitos outros, começaram a chamar-lhe; “ MÃOS QUE ORAM”.

INFORMAÇÃO INSTRUMENTALIZADA

 

Tem-se falado muito das sociedades democráticas, abertas. Já se falou da Constituição da República Portuguesa, que é uma constituição democrática, mas quando se fala de imprensa tem de se considerar que podem também existir institucionalmente toda uma gama de limitações censórias ou várias formas de manipulação. Tem que se recordar que há também órgãos de informação em países não democráticos, em ditaduras. Também aí a informação é muito importante. Repugnaria trabalhar num órgão de informação onde houvesse censura, onde tivessem de se sujeitar à aprovação prévia de uma entidade administrativa exterior à redação, onde tivesse de escrever segundo, ou defender, as ideias provindas da propaganda do governo, ou submeter-se aos seus parâmetros informativos, naturalmente instrumentalizados. Mas é forçoso reconhecer que, por vezes, os órgãos de informação em sociedades não democráticas acabam por desempenhar um papel social de natureza reformista, transformadora, podendo até desencadear profundos processos políticos de mudança, revoluções, quedas de governo, etc.

Nos últimos tempos, por exemplo, temos assistido a notícias sobre o desemprego! Antes, por dois ou três asnos, o desemprego era estimado em percentagem. O povo intuiu que o desemprego era elevado em Portugal, na ordem de 20 ou mais por cento.Com eleições à vista e o desemprego a descer bastante, a informação passou a ser dado em número! À volta de 20 000 mil desempregados, por exemplo. Quem houve fica baralhado! A relatividade foi ocultada, logo o trabalho levado a cabo pelo governo foi ocultado! Em cima disto, o candidato opositor do governo, está permanentemente no ar!

Veja-se o caso de regimes de “democracia popular” no leste europeu, ditaduras de raiz comunista inseridas na esfera soviética, cujo colapso no fim dos anos oitenta, princípios dos anos noventa do século passado se deveu em parte considerável ao afluxo de informação recebido pela população através de canais estrangeiros de televisão, quando as transmissões televisivas começaram a ser difundidas internacionalmente por intermédio de satélites e podiam ser captadas nas habitações particulares com pequenas antenas parabólicas. Em Portugal temos o exemplo clássico do Expresso, que nos últimos meses da ditadura do Estado Novo, em 1973, inícios de 74, desafiou permanentemente a Censura, lançando para o espaço público mensagens informativas que os cidadãos sabiam descodificar mas que os censores tinham dificuldade em eliminar previamente, contribuindo assim, para o crescimento de um espirito cada vez mais favorável ao fim do regime. A informação não é apanágio das sociedades democráticas. A diferença está na independência, no rigor, na natureza, na liberdade de escolha (pela existência de diferentes formas de informar) e na sua credibilidade.      

O PRIMADO DA DEMOCRACIA

 

Para se atingir o primado da democracia, eleja-se a “Sociedade Civil ” como primado de toda a atividade nacional. Hoje em dia, o que temos é o primado da economia (negócios condicionados) e da política, havendo um curto-circuito, total, à sociedade civil. Tudo o mais é ESTADO e esbanjamento!

E, antes que se façam apelos à população, leiam-se e saibam-se entender os sinais que veem dessa mesma “Sociedade Civil.

Nenhum homem, mesmo que empossado em alto cargo, ou governo, tem conhecimentos que possam ser mais lúcidos e sábios do que aqueles que emanam de toda uma “Sociedade Civil”. Mesmo com muitas e boas assessorias. Não podemos esquecer que tais assessores, serão sempre homens, direta ou indiretamente, ligados ao “Sistema “, pelo menos a uma parte dele. Com todo o respeito pelas instituições e pelos homens eleitos, contudo, a figura maior da nação é, tão-somente, a “Sociedade Civil”. Tudo o resto, deveriam ser emanações da dita sociedade civil. Os empossados passam e ela, sociedade civil, permanece. Por favor não a manipulem, nem lhe ponham "açaime".

É ela, a sociedade civil, a nação Portuguesa . Para que ela, nação, «fale e diga o que pensa», é preciso incentivá-la a isso, e dar-lhe voz. Não intoxicá-la com informação manipulada! Informação que lhe reduz o maior bem que ela tem: a seriedade, competência e o conhecimento da vida real. Não a empurrem para uma existência de vida virtual. Ela, acabará por descobrir isso, e nesse dia vai ser complicado. Um dia virá em que ela vai desabrochar. E, nesse dia, quando começarem a escassear os bens essenciais, a energia barata, água e produtos alimentares, nesse dia e momento acaba-se a " Autoridade de Estado", quem irá ocupar o seu devido lugar será a sociedade civil. A não ser assim, será pior, muito pior.

A INSPIRAÇÃO

 

Quando pensamos em arte, a primeira associação que fazemos  é com o conceito inspiração. Na verdade, sem inspiração, não existem verdadeiros artistas; sem inspiração, não nascem obras-primas que ecoem na eternidade. Se não houvesse esta substância invisível, enigmática, hoje, não tínhamos grandes pintores, escritores, músicos, poetas, compositores e cientistas. Então, inspiração …. Vamos tentar seguir a origem dela. Vamos “viajar” até à “terra materna” onde nasce a sua excelência.

Está cientificamente provado que o homem é um sistema complexo, aberto ao espaço como um sistema energético, integrador, que recebe, regista e converte a informação a diferentes níveis: orgânico, celular, molecular, consciente e inconsciente. Este sistema é capaz de contatar com qualquer objeto externo. O corpo humano cria diferentes campos conhecidos da física, como o eletromagnético, acústico, supersónico, radiação, infravermelho. Uma pessoa pode ser representada como um sistema de vibração oscilatória, com frequências diferentes. Essas oscilações acontecem numa ampla gama, aos níveis atómico, molecular, celular, subcelular, e orgânico. Tudo isto é o corpo humano.  Mas o homem é organizado de forma muito mais complexa do que as ciências concretas apresentam e explicam. Todo o homem tem conexão com mundos subtis: conexão de ordem espiritual e conexão com imagens mentais. (… )

Pintar a música, Dançar a cor

Dinara Dindarova

OS IDOSOS

NA ILHA DOS CONDENADOS

Fizemos deste mundo uma “Ilha dos Condenados”. Uma ilha na qual outros têm liberdade total, outros tem a admiração e o respeito de todos os outros cidadãos e onde os condenados estão, sem apelo condenados à morte! Para estes condenados tudo é angústia existencial humana. Para eles não há compreensão ou uma maior visão dos horizontes do absurdo que é a vida.

Em Portugal, a realidade não é diferente. Muitas vezes referido como um dos países mais envelhecidos da União Europeia, 20% da população portuguesa tem mais de 65 anos. Os dados divulgados pela Pordata (uma base de dados organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos), a propósito do Dia Internacional do Idoso que se celebra a 1 de outubro, ajudam a perceber melhor quem são e como vivem os idosos portugueses.

Portugal é o quarto país da União Europeia com maior percentagem de idosos, logo a seguir a países como Itália e Grécia. Desde os anos 60, o número de pessoas com mais de 65 anos aumentou de cerca de 700 mil para mais de dois milhões, acompanhando a diminuição do número de nascimentos. Na década de 70, por cada idoso com mais de 65 anos, existiam duas crianças com menos de 10. Atualmente, as estatísticas mostram exatamente o oposto — por cada criança com menos de 10 anos, existem cerca de dois idosos.

 

A INCONTESTABILIDADE DOS RECURSOS?

 

Para uma boa gestão dos recursos naturais é forçoso estabelecer, de forma consistente, políticas e ferramentas públicas ambientais. Também diagnósticos sistemáticos sobre o estado do meio ambiente. Conhecer por exemplo dados sobre o número de espécies e composição da biodiversidade; o estado dos solos; a situação das águas superficiais e subterrâneas; atmosfera; ambientes marinhos e costeiros; recursos pesqueiros; ocorrência de desastres ambientais e análises da qualidade ambiental urbana. Tudo isto num quadro focado nos indicadores do Desenvolvimento Sustentável. Todo este trabalho deve ter como objetivo obter dados ambientais sustentáveis concretos, mostrando que os nossos recursos naturais são mensuráveis. Ou seja, que podem ser contados, pesados, medidos ou mesmo estimados. Não deve esmorecer a esperança de derrubar o mito, ainda muito arreigado, na cultura popular da inesgotabilidade!

Se o número de espécies de invertebrados, ou a estimativa de vertebrados, não forem desanimadores, desde logo se conclui que eles não são finitos. Se a soma de todas as reservas de águas subterrâneas não forem preocupantes de momento, os recursos hídricos não são inesgotáveis. Também a análise dos solos terá de merecer constantes observações e cuidados. As bem visíveis alterações atmosféricas têm vindo a mostrar-nos que as Zonas Costeiras são uma faixa complexa, dinâmica, mutável e que está sujeita a variados processos geológicos. Os fatores modeladores das zonas costeiras são, fundamentalmente, a ação mecânica das ondas, a erosão (abrasão marinha), a subida e a descida das marés, deposição, correntes marinhas, arribas e praias mais comuns etc. De forma concertada, ter-se-á de fazer a sua proteção de uma forma global. Será uma preocupação, eminentemente da União Europeia mas na qual se pode e deve concretizar a aquicultura com vantagens de toda a ordem e ainda como forma reguladora dos aspetos negativos da sobre pesca. A inesgotabilidade dos recursos não é um mito!      

Pág. 5/5