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O ENTARDECER

O ENTARDECER

UMA DEPENDÊNCIA

Que é também uma fragilidade.

Exatamente por essa razão, alguns economistas defendem que se deve avançar com planos de investigação e desenvolvimento de energias alternativas. Tendo em vista este caminho será conveniente ter bem presente as seguintes Leis da Termodinâmica:

Primeira Lei: Princípio da Conservação da Energia: “ A energia não pode ser criada nem destruída, somente transformada”.

Segunda Lei: Lei da Entropia: “ A entropia – grau de desordem – de um sistema fechado aumenta continuamente”

O termo energia vem do grego – energéia – e, conforme a sua formulação é quase sinónimo de trabalho. Para fins científicos e genéricos, a definição mais usual trata a energia como a capacidade de produzir trabalho.

Desde sempre o Homem dispôs somente de energia da sua própria força muscular e da tracção animal, do calor da lenha e da captação do movimento das águas e dos ventos. A invenção da máquina a vapor há trezentos anos e a utilização do petróleo a partir do século XIX, possibilitaram novas condições e qualidade de vida, mas criaram também novas situações económicas, sociais e ambientais na busca dessa energia. Apesar disso, estima-se que aproximadamente um terço da população mundial não trem acesso à energia eléctrica e, mesmo em sociedades mais industrializadas, com melhor padrão de vida, ainda coexistem formas rudimentares de transformação e uso da energia. Hoje, a Ásia é o maior continente produtor de energia (34% do total), seguida da América (31,1%) e da Europa (25,6%). A América do Norte é o maior consumidor, principalmente os Estados Unidos que consomem mais de um terço do total produzido. A produção mundial de energia, em 1997, segundo os dados da Agência Internacional de Energia, somou o equivalente a 9,5 mega toneladas de petróleo, dos quais 86,2% são provavelmente de fontes não renováveis – carvão, gás natural e petróleo. As reservas conhecidas de petróleo devem durar apenas mais 75 anos, as de gás natural, um pouco mais de cem anos, as reservas de carvão aproximadamente 200 anos. Embora tenham uso crescente, as fontes renováveis, aquelas que se podem renovar espontaneamente (água, sol e vento) ou por medidas de conservação (vegetação) – são responsáveis apenas por 13,8% do total produzido. As Fontes de Energia Alternativas conhecidas são neste momento as seguintes:

Eólicas, Geotérmica, Solar e Biomassa, ou ainda outras fontes alternativas podem merecer análise como as marés, ondas, xisto, Fissão Nuclear (é a quebra do núcleo de um átomo instável em dois menores e mais leves).

Todas elas com vantagens e desvantagens, mas ainda num estado de aproveitamento bastante incipiente. A nível mundial é muito mais correcto falar de petróleo, dentro das causa económicas, do que vagamente da economia mundial. Em boa verdade esta depende em absoluto das fontes de energia e, no caso, o petróleo domina maioritariamente a realidade económica mundial. As alternativas de que falámos aparecem como tal, de forma muito incerta, empurrando as estratégias mundiais de todos os países, muito mais no sentido de garantirem o consumo do petróleo enquanto ele existir, do que para as áreas da investigação e desenvolvimento de outros tipos de energia.

Das causas apontadas para os conflitos mundiais e locais, a economia e as religiões, a maioria das vezes elas não aparecem isoladamente, mas sim, entrelaçadas. Será caso para dizer de mãos dadas. Justificam-se mutuamente e são habilmente manobradas ao serviço das ditas estratégias das grandes potências mundiais. Como poderia o Homem sobreviver sem os recursos mundiais do seu planeta? Ele que à terra e ao mar arranca, numa labuta de sempre e para sempre, os produtos de que precisa para se alimentar, viver e confeccionar toda a sorte de utensílios de que necessita. Ele que, na constante tentativa de viver numa sociedade cada vez mais rica e mais confortável, lhe tem sabido dispensar um ritmo impressionante de progresso, e que já se volta, ambicioso, para os espaços siderais. A economia mundial tem, pois, os seus alicerces nos recursos naturais, tanto no estado primitivo como na forma final conseguida através das operações levadas a cabo pelo Homem para os tornar utilizáveis. Será o caso dos recursos que se extraem do solo e do subsolo e de que os minerais metálicos e os combustíveis são os exemplos mais marcantes. Por seu turno, é o mundo dos seres vivos – animais ou vegetais – o manancial primário dos recursos naturais. O Homem explora-o e desenvolve-o desde o seu aparecimento na face da Terra – pescando e caçando, criando animais domésticos, abatendo árvores, cultivando o solo.

A VERDADEIRA POLÍTICA

 

Talvez o maior pensador da ética na política, o alemão Max Weber (1864-1920), um dos fundadores da sociologia na sua obra “Ciência e Política: duas vocações” faz menção a dois aspetos importantes no exercício da política: “Viver para a Política ou viver da Política.” O alemão enfatiza, assim, que é um fato dualista, simultâneo em muitos propósitos e ações, tanto ideologicamente quanto na prática constante dos atos e fatos públicos, ou seja a verdadeira política.

Na conceção weberiana, quem vive “para” a política, deve transformá-la em mecanismo incondicional na busca de objetivos a favor da sociedade. Por outro lado, aquele que vive “da” política, é beneficiário dos seus próprios interesses económicos, ou seja, está sempre na condição de “político profissional”, até porque vê a política apenas como uma permanente fonte de rendimento. Em condições normais, deve o homem político ser economicamente independente das atividades que a atividade política lhe possa proporcionar...”. Nesse sentido, o político exerceria a política de forma altruísta, já que não precisaria dela para obter vantagens pessoais.

Voltar para a sua profissão, em lugar de esperar outra nomeação política, também preserva as organizações partidárias, evitando, por exemplo, aquilo a que a democracia tende a criar, a figura de políticos profissionais fora do parlamento, ou sem mandato, que tomam as mãos da organização e tendem a administrar os partidos como empresários, buscando vantagens para o seu grupo e para si. Próprio.

Há uma expressão popular que diz: “não querem largar o osso”. Como a ambição do ser humano não tem limites, eles prosseguem na política porque assim podem ter sempre mais dinheiro, quintas, barcos, carros e apartamentos, ter poder, ter um Estado inteiro, ter, ter, ter... A política como profissão, no mau sentido da palavra, é uma constante.

Na verdade, a concorrência é tamanha que o político que não tiver uma conceção profissional na hora de conquistar o voto do eleitor, fatalmente será mal sucedido. Pode até ser eleito de novo, mas na próxima os adversários o engolirão. Nos bastidores costuma-se dizer que em política não há lugar para amadores. Por isso mesmo, um sinal de profissionalismo pode ser a conquista de sucessivos mandatos, embora as circunstâncias nem sempre favoreçam isso.

Muitos políticos não têm isso, uma profissão definida fora da política.

Sobre a conceituação depreciativa do político profissional, diz-se nesse caso que o cidadão depende da política para viver. Havendo muitos casos assim, como todos nós sabemos. São políticos que vivem na política para auferir vantagens. E isso não é só com quem tem mandato para presidir, por que muitos eleitos eleitorais vivem em função do processo político. Mesmo sem fazermos juízos de valor, mas essa é a realidade de muitas pessoas na política.

Existem ainda muitos políticos profissionais no sentido de que têm vocação para a política e a ela dedicaram a maior parte das suas vidas. De referir também que muitos políticos são mais empresários do que políticos, e até sabem conciliar as duas atividades de forma satisfatória.

Mas o que diferencia o político é a entrega, a dedicação, o trabalho sem dia nem horário, ao serviço da política. São um exemplo de dedicação. “Eles vão às reuniões, às festas, aos casamentos, estão sempre a viajar, ou a escutar as pessoas, no pulsar da sociedade É uma entrega total.”

 

O MAIOR NEGÓCIO DO MUNDO

EM 1587 - Começa em Genebra, Suíça, a fabricação de relógios.1600 - Generaliza-se a produção e o uso de relógios portáteis, que tomam as mais variadas formas.1610 - Inicia-se o uso dos vidros de protecção sobre os mostradores e ponteiros dos relógios portáteis.1640 - Galileu Galilei, com 76 anos e cego, dita a seu filho e a seu aluno Viviani todos os detalhes que permitiram a estes desenhar o célebre relógio de Galileu, provido de um pêndulo e um escapamento livre.1650 - Christian Huygens planeia a aplicação do pêndulo no relógio.1657 - É construído o primeiro relógio a pêndulo pelo relojoeiro Salomão Coster, de Haia.1670 - O ponteiro de minutos começa a ser aplicado.1675 - É fundado em Greenwich, Inglaterra, o Observatório Real. Christian Huygens inventa a espiral de aço, cabelo, para relógios de bolso, substituindo a cerda de porco.1676 - Quare e Barlow criam a sonaria de repetição, batendo horas e quartos, pela pressão do suporte da argola, nos relógios portáteis.1700 - Surgem neste século os primeiros relógios de azeite.1704 - Nicolas Fatio é o primeiro a produzir e usar nos relógios rubis perfurados como mancais.1714 - O parlamento inglês oferece um prémio para o construtor de um relógio que permitisse melhor determinação da longitude no mar.1726 - George Graham inventa o pêndulo com compensação a mercúrio.1730 - O primeiro relógio Cuco é fabricado na Floresta Negra, Alemanha.1748 - Pierre Le Roy apresenta à Academia de Ciências de Paris um escapamento livre.1751 - É fabricado em Paris, por Le Plat, um relógio que carrega a sua corda, com variações da pressão atmosférica.1759 - Thomas Mudge inventa o escape a âncora para relógios portáteis que, com algumas alterações, ainda é usado nos nossos dias nos modernos relógios de pulso com corda.1761 - John Harrison, com o seu cronometro de marinha número quatro, resolve o problema das longitudes no mar e recebe do governo inglês uma parte do prémio de 20 mil libras. Pela primeira vez é usado o termo cronometro por Pierre Le Roy.1765 - Surge o ponteiro central de segundos.1775 - John Arnold inventa o cabelo helicoidal, para cronômetros.1790 - Abraham Louis Breguet melhora e introduz inovações importantes nos relógios de bolso, tais como corda automática, sistema à prova de choque e outras.1800 - É inventada a pilha eléctrica, por Alexandre Volta.1830 - Pela primeira vez um pêndulo é accionado pela electricidade pelo físico Zamboni, de Verona.1839 - Com a invenção do telégrafo foi possível transmitir sinais de hora.1840 - Lord Grimthorpe inventa o escape a gravidade, concebido especialmente para o Big-Ben de Londres.1842 - Adrien Philippe inicia a fabricação dos seus relógios de bolso, com corda pela coroa.1856 - Louis Clement François Breguet idealiza um dispositivo electromagnético, para carregar a corda dos relógios.1865 - George Fréderic Roskopf inventa o escapamento económico, com âncoras de pinos.1875 - Surge o primeiro despertador na Alemanha.1880 - O casal Curie descobre as qualidades piezoeléctricas do cristal de quartzo.1884 - Vinte e cinco países aceitam o meridiano de Greenwich como o ponto inicial na escala dos meridianos para o cálculo das longitudes. A Libéria adopta - o somente em 1972. Thomas Alva Edison descobre a emissão termoiónica, efeito de Edison, que permitiu a criação da válvula eletrônica.1891 –

Tudo o que fica aqui registado relativamente à evolução havida na forma de o Homem medir o tempo que sempre passava sem cessar, constitui, de facto, um FIO CONDUTOR que representa o passado, o presente e vai influenciar decisivamente o futuro. Este FIO CONDUTOR existe, relativamente a tudo o que existe na TERRA. Ignorá-lo é também ignorar o que somos e como somos. É IGNORAR QUE UM NÚMERO INFINITO DE FIOS CONDUTORES SE ENTRELAÇAM NO MUNDO EM QUE VIVEMOS (todos ligados entre si).

VIVER PARA A POLÍTICA

“ Ou viver da Política.”

O que diferencia o verdadeiro político é a entrega, a dedicação, o trabalho sem dia nem horário, ao serviço da política. Ele vai às reuniões, vai às festas, aos casamentos e funerais. Está sempre viajando e atendendo todos que o procuram. É uma entrega total, feita com prazer e amor.
Na sua verdadeira concepção, quem vive “para” a política, deve transformá-la num mecanismo incondicional na busca de objectivos a favor da sociedade. Por outro lado, aquele que vive “da” política, é beneficiário dos seus próprios interesses económicos, ou seja, está sempre na condição de “político profissional”, até porque vê a política apenas como uma permanente fonte de renda.

Deve o homem político ser economicamente independente das actividades que a actividade política lhe possa proporcionar...”. Nesse sentido, o político exerceria a política de forma altruísta, já que não precisaria dela para obter vantagens.

Mas a política também é renovação, das pessoas e das coisas. A verdadeira política, tem de ser mudança na busca não da visão de um só homem, mas da visão do conjunto do dos cidadãos, melhor dizendo, da sociedade civil no seu todo. É por esta razão que o político não pode cristalizar na política, mas, desprender-se dela e reocupar o seu lugar na sociedade para, ocupando a sua profissão de sempre, promover, assim, o arejamento salutar à transparência da ética política. Isto funcionará como a sua indispensável reciclagem junto da população e das suas privações e anseios. Dando de caminho o lugar de político a outra pessoa, de momento, mais actualizado com o pulsar da sociedade.

Voltar para a profissão, em lugar de esperar outra nomeação política, também preserva as organizações partidárias, evitando, por exemplo, aquilo a que a democracia tende a criar, a figura de políticos profissionais fora do parlamento, ou sem mandato, que tomam as mãos da organização e tendem a administrar os partidos como empresários, buscando vantagens para seu agrupamento e para si.

Há uma expressão popular que diz: “não quer largar o osso”. Como a ambição do ser humano não tem limites, eles prosseguem na política porque assim podem ter sempre mais. Ter dinheiro, quintas, barcos, carros e apartamentos, ter poder, ter um Estado inteiro, ter, ter, ter... A política como profissão, no mau sentido da palavra, é uma constante no nosso País. Principalmente no Partido Socialista.

Na verdade, a concorrência é tamanha que o político que não tiver uma experiência profissional na hora de conquistar o voto do eleitor, fatalmente será mal sucedido. Mesmo conquistando outro mandato.

Seria de todo em todo desejável, que constasse de algum site oficial o currículo de todos aqueles que se passeiam pelos lugares de eleição ou nomeação política. Escrutináveis por tudo e por todos, envoltos em total transparência ou removidos para sempre da nobre função de ser político.

PROMESSAS


Leva-as o vento!

O DILEMA DE UMA MÃE SOCIALISTA

Eu, tal como o PS, compro tudo aos meus filhos sem vergonha nenhuma e prometo-lhes o céu e a terra só para poder ver o telejornal descansada.

Estava eu a ler o programa eleitoral socialista e pela primeira vez em toda a minha vida – que já vai mais longa que o regime democrático – identifiquei-me pessoalmente com o PS. Até à data eu tinha a convicção profunda de que em minha casa só os meus filhos eram socialistas e apenas os pais continuavam a ser as mesmas duas pessoas lúcidas que sempre foram. Estava enganada, o programa do PS levou--me a concluir que afinal eu também sou uma mãe socialista. Cheguei a esta curiosa conclusão porque percebi que o PS lida com os portugueses da mesma forma que eu lido com os meus filhos.

O PS, segundo o seu programa eleitoral, promete o que tem e o que não tem e com estas promessas tem esperança de vir a ter a votos. As contas não batem certo, as previsões são baseadas na esperança e até faz tábua rasa de tudo o que têm dito até aqui. Ora eu sou igualzinha com os meus filhos: também lhes prometo tudo na esperança que eles me obedeçam e cumpram as suas obrigações. Digo uma coisa num dia e outra coisa noutro dia só para fazer chegar a água ao meu moinho e nem me preocupo com a coerência das minhas promessas porque as batalhas diárias não dão espaço para preocupações dessa ordem.

Nós, eu e o PS, fazemos tudo para atingir os nossos resultados: o PS, votos, e eu para que os miúdos vão para a cama. Até hoje eu achava que esta não era a melhor forma de educar crianças, que não devia prometer tanto e muitas vezes não conseguir cumprir. Achava ingenuamente que os estava comprar e que isso era mau. Mas graças ao PS percebi que não, que não é mau. É que segundo o economista do PS João Galamba comprar votos é um mero exercício de democracia.

Obrigada, João Galamba, já somos dois democratas.

Eu, tal como o PS, compro tudo aos meus filhos sem vergonha nenhuma e prometo-lhes o céu e a terra só para poder ver o telejornal descansada. Prometo-lhes chupas se eles tirarem boas notas, rebuçados se se calarem, cinema se se portarem bem, a chucha ao bebé se ele comer a sopa, etc. E a verdade é que muitas vezes não cumpro essas promessas. Não é por mal, é que muitas vezes não tenho tempo para os levar ao cinema, raramente tenho chupas em casa e na maioria dos casos nem me lembro do que prometi. Enfim, vivo a subornar os meus filhos e a fazer-lhes promessas falsas. Não por votos, como o PS, mas por causas muito menos nobres, como seja o sucesso escolar deles, o meu sossego, eles comerem legumes, etc. A minha veia democrata e socialista é de tal forma latejante que até lhes prometo que se estudarem podem vir a ser economistas do PS, assinar manifestos e até chegar a ministros.

Ora aquilo que eu achava que era uma fragilidade maternal, um erro pedagógico, uma forma de compensar a minha falta de autoridade e de verdade, afinal não é. Este é um dos casos em que os fins justificam os meios, ensinou-me o PS. Eu compro os meus filhos para eles fazerem o que eu quero, o PS faz o mesmo com os portugueses para ganhar eleições.

São ambos bons fins e ao que parece até são democráticos.

Mas eu ainda tenho muito a aprender com o PS e gostava sinceramente que outro programa eleitoral ou outra qualquer declaração do economista João Galamba me ensinassem. O meu grande problema, que aproveito para partilhar com o PS, é que os meus filhos já me toparam e eu sinto-me mal. Eu sei que o PS não tem esta preocupação e já ultrapassou estes dilemas morais, mas ainda sou verde nestas coisas do socialismo e por isso tenho uma dúvida: o PS nunca tem vergonha?

SOBRE LEGITIMIDADE PARA GOVERNAR

 LEMBRANDO                                            

O ministro da Presidência frisou hoje (09-06-2009) que o Governo mantém “ intacta a sua legitimidade” para governar após as eleições europeias e considerou uma “invenção” a tese de não ter legitimidade para fazer investimentos em infra-estruturas.
Pedro Silva Pereira falava no final do Conselho de Ministros, depois de confrontado com a posição do PSD, segundo a qual o executivo socialista deixou de ter legitimidade política e ética para avançar com investimentos significativos em infra-estruturas.

Mesmo pensando ter sido este um mandato muito mais longo que uma normal legislatura de quatro anos, enquanto não forem conhecidos os resultados das próximas legislativas, tem este Governo, legitimidade para governar. Que tipo de legitimidade é outra história!

Vamos tentar entender esta polémica, pois, o Governo não a quer entender, e o problema é a sua ânsia em deixar o país amarrado a vultuosos contratos. Ninguém acredita que o actual Governo seja, assim, tão altruísta. A sua teimosia na celebração de tais contratos, vai muito para além dum juízo normal. Difícil de compreender com uma observação ética. Esta, é mesmo a palavra que se adequa à polémica levantada. Pergunta-se: pode-se não infringir uma lei, mas, com isso, podemos cometer um verdadeiro atentado à moral e à ética. Entendidos?

A três meses da campanha, e com um cartão amarelo mostrado pelo povo, o tal que dá e tira a legitimidade para governar, a ética começa a não poder ser esquecida. Já tivemos um presidente que, ignorando uma maioria absoluta na AR, demitiu um Governo que havia empossado, porque sentia que a maioria já não correspondia à vontade popular! Segundo justificou! Agora, a maioria PS começa a estar em dúvida. Só um cego não vê!

Em termos éticos, a menos que isto não conte para o PS, seria altura do actual Governo fazer o seu balanço junto da população que o vai julgar, explicando por exemplo: porque acha tão importante fazer obras faraónicas? Não é certamente por causa da crise ou do desemprego, pois, antes, já sonhava com elas! Deveria dizer, com verdade, quanto gastou na aprovação dos famosos PIN e quanto valeu o seu retorno ao país? E muitos mais mitos que propagandeou durante quatro anos, com o beneplácito da maioria da comunicação social. Não deveria deixar o povo preso a tantas interrogações que, por solucionar, o deixam sem vontade de se meter numa nova aventura de eleger de novo este Governo PS.

Isto é muito mais importante que deixar contratadas obras, que o próximo Governo, possa, prometer em campanha anular, caso ganhe as próximas eleições! É que há Governos que gostam de cumprir as promessas eleitorais. São questões de princípio.

 

SOBRE OS CARACOIS

 

São lentos, há quem os ache muito nojentos e quem os adore como petisco

 

 

Não é costume dar-se muita importância àqueles pequenos moluscos rastejantes que temos no jardim ou vemos nos parques e quintais. Por vezes até os pisamos sem querer. Outras vezes, são servidos num prato, como petisco. Há quem não lhes ache piada alguma, mas já existe quem os queira conhecer melhor. Foi isso que aconteceu em 2009, ano dedicado a Darwin e à evolução, com um estudo que tinha como finalidade contar as espécies de caracóis terrestres e examinar o seu polimorfismo, isto é, perceber se as características da concha são ou não importantes para a sua sobrevivência.

Os resultados do estudo revelam que, em Portugal, predominam os Cepácea nemoralis. Sabe-se, também, que existem em maior número no litoral e que a sua presença quase não se nota no Algarve.

Entre os seus principais predadores figuram os tordos, aves que não são nada meigas na hora de comer os caracóis. Para lhes tirar a carapaça, os tordos têm de esmagá-la contra uma rocha ou uma superfície pedregosa. E alguma vez imaginaste que um pirilampo pode acabar com os caracóis? Pois é, aquele bichinho minúsculo injeta os ovos no corpo mole dos caracóis. Quando as larvas nascem, alimentam-se do corpo do caracol e este acaba por morrer.

Casinha protetora

Sabias que a carapaça do caracol funciona como camuflagem, ou seja, serve para o proteger dos predadores, quando tem uma cor que não se distinga da vegetação e que o faça passar despercebido? Por exemplo, um caracol branco numa zona muito escura seria logo descoberta e, por isso, atacado. O clima e o tipo de solo têm uma grande influência na forma como o caracol consegue (ou não) sobreviver.

Curiosidades

 - Um caracol-bebé tem a carapaça mole e demora três anos até ficar adulto.

- O corpo mole dentro da concha também tem a forma de espiral e é lá dentro que se encontram o coração e o fígado do caracol.

- Os caracóis são herbívoros, alimentam-se de plantas e encontram-se em campos de cultura (nas zonas agrícolas) e, por vezes em jardins escondidos. Também podem aparecer nas bordas dos caminhos, nos muros, ou debaixo de pedras.

- Na parte inferior da cabeça existe a rádula, uma espécie de língua com a qual o caracol corta os alimentos.

- São os tentáculos situados na superfície superior da cabeça que permitem ao caracol sentir. Os olhos estão nas pontas dos tentáculos maiores e o olfacto nos tentáculos menores. Os caracóis não ouvem.

- São hermafroditas, isto é, possuem os dois sexos mas para procriar são precisos dois (um faz de macho e outro de fêmea).

- Acasalam em Maio e põem os ovos no Verão.

- A esperança de vida de um caracol é de 5 a 10 anos.

 

AS GERAÇÕES VINDOURAS

 

Os excessos de endividamento são uma pecha para muitos países do mundo. Já agora, diga-se, não apenas em Portugal, mas o nosso défice é desumano e irresponsável. Em França, o primeiro-ministro anunciou ontem, que o orçamento de 2012 será um dos mais rigorosos desde o pós-guerra.

Haverá sempre daqueles que, querendo aligeirar comportamentos inexplicáveis e indignos, venham dizer que os vindouros também beneficiarão de obra já feita.

A dívida pública, além de ter um peso nos défices anuais, porque neles incide o respetivo "serviço", isto é, os juros que há que pagar em cada ano, transmite-se para as gerações seguintes, que serão obrigadas a liquidar parte dos encargos anteriormente assumidos. Por isso se assumiu, numa "convenção" que é vulgarmente aceite, que uma dívida equilibrada para um país é aquela que não exceda, por regra, 60% do PNB (produto nacional bruto). Pois é, a nossa já ultrapassa em muito os 120 % do PIB. Não sendo demais lembrar que por força dos juros a suportar, muitos prejuízos e a falta de competitividade afetam a nossa economia, desde logo, com os portugueses esmagados com impostos!

Esta será, no mínimo, uma análise que qualquer cidadão deveria fazer. Todavia, a realidade é bem diferente!

Que surpresas esperarão este mundo no futuro?

As gerações vindouras terão a possibilidade de ter matéria-prima ao preço e abundância que existe atualmente?

Vejamos se assim será, baseando-nos em dados credíveis e oficiais:

- A população da Terra em 2001, ultrapassava em muito as 6 000 milhões de almas. De qualquer maneira, as estimativas oficiais apontam para uma população mundial, em 2050, da ordem dos 9 000 milhões de pessoas.

- A escassez de produtos da terra (solo e subsolo) minérios metálicos e os combustíveis serão os mais marcantes!

- O mundo dos seres vivos, - animais ou vegetais- é explorado pelo Homem desde o seu aparecimento na face da Terra, caçando e pescando. Não virá ele a ser muito afetado na oferta?

- O crude e o seu derivado petróleo, sobressaem em qualquer economia

A produção mundial de energia foi em 1997 de 9,5 megatoneladas, das quais 86,2% foram provenientes de fontes não renováveis – carvão, gás natural, e petróleo.

- As reservas conhecidas de petróleo devem durar apenas mais 75 anos, as de gás natural um pouco mais de cem, e as de carvão um pouco mais de 200 anos.

- Por ser essencial e existirem reservas limitadas, a água é cada vez mais estratégica. Discute-se o seu uso racional, a sua temida e aparentemente inevitável escassez e a degradação das suas reservas, pois dela depende a qualidade de vida no planeta. A resolução deste problema, exigirá no futuro uma aplicação de elevadas somas financeiras, que, até hoje, não tivemos que fazer!

As próximas gerações que se cuidem ….

  

 

AS TRÊS MARIAS


Para pintar igrejas, Victor Lages foi a Jerusalém, informou-se sobre a vida de Jesus, sobre a Bíblia e as mais variadas vertentes da Igreja Católica.

A Igreja de Queijas possui agora cinco pinturas com diferentes cores, e representando diferentes fases da vida de Jesus Cristo.
As cores têm, nas pinturas do Victor, uma importância fulcral. Falam por si só. Podemos perceber que as cores definem o céu e a terra, delimitando perfeitamente o espaço que cada um ocupa. Passando o olhar pelo altar, vê-se a pintura principal que representa o Mistério
Pascal, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo

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Do lado direito observam-se os soldados, a vermelho, que representam o mal, e do lado esquerdo podemos ver um anjo, verdadeiramente luminoso, que representa o Bem e que informa às Três-Marias, que se encontram no centro da imagem, da Ressurreição de Jesus Cristo. E o rasto que vai desde o túmulo até ao céu é a figura de Cristo em grande plano, cheio de magnitude e força.
Entrar na Igreja de Queijas e olhar atentamente para as pinturas, é permitir que as paredes nos contem uma história, uma história cheia de cores e alegria. A história da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Que mais podemos querer das paredes de uma Igreja? Que "falem" com quem as visita. Em silêncio ou não, este é um sítio de culto para se visitar e gostar