Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O ENTARDECER

O ENTARDECER

VIRTUALIDADES E DEFEITOS DOS MEDIA

 

Não será de espantar que, com o muito poder que têm, os media estejam na crista da polémica eleitoral.

Vamos lá ver, não basta serem transmissores da notícia e da opinião, mas também eles se alcandoraram a objeto de cada uma dessas coisas. Claro está que, como em tudo na vida, os media ficam longe de serem perfeitos naquilo que fazem. Muitas críticas lhes são dirigidas, embora se lhes apontem, também, muitas virtualidades. De tal modo que no deve e haver, talvez se fiquem por um empate. Dependendo isso muito do olhar, mais ou menos crítico, com que seja encarado o seu papel social.

Será sempre sina dos media, confrontarem-se com opositores e adeptos, das suas posições mais comuns. Sem este confronto, nunca poderão desempenhar um bom serviço público.

Voltando à sociedade contemporânea e democrática. Como já se referiu, a liberdade expressão, e logo de imprensa, tendo grande amplitude (como deve ser à luz do pensamento filosófico sobre a questão), não é, nem pode ser, uma liberdade absoluta, pois termina a partir do momento em que interfere com outras liberdades e outros direitos.

 

O CASTIGO DE SISIFO

Conta o mito que Sísifo foi fundador e rei da atual cidade grega de Corinto. Certo dia, Sísifo viu quando Zeus sequestrou a filha de um outro rei grego e denunciou o Senhor do Olimpo ao pai da moça. Zangado, Zeus manda Tânatos (a morte) atrás de Sísifo que, além de conseguir fugir da morte, ainda a aprisiona. A partir daí, ninguém mais morreu e Hades, Senhor do Reino dos mortos, foi queixar-se a Zeus que acabou libertando Tânatos.

A morte, então, conseguiu capturar Sísifo e levou-o ao mundo dos mortos. O que nem Tanatos nem Hades sabiam é que Sísifo havia ordenado a sua esposa que ela não lhe prestasse as homenagens fúnebres de costume. Sísifo não pode, dessa forma, ser recebido na morada dos mortos e propôs a Hades que o deixasse voltar ao convívio dos vivos para resolver o problema e castigar a esposa por tão grande desonra. Resultado: Hades consentiu e Sísifo, mais uma vez, se escapuliu. Não é a toa que Sísifo ficou conhecido como o mais esperto entre todos os homens.

E com tanta esperteza, Sísifo viveu até à mais avançada velhice, quando morreu naturalmente. De volta ao reino de Hades, recebeu como castigo a tarefa de rolar uma enorme pedra até ao cume de uma montanha; mas sempre que chegava lá a pedra rolava montanha abaixo e ele tinha que recomeçar sua tarefa por toda eternidade.

Assim, como Sísifo, muitos são os que tentam fugir da morte tentando os mais diversos caminhos. O problema é que, qualquer que seja o caminho tomado, sempre vai acabar no mesmo lugar: na "curva da estrada" , como disse Fernando Pessoa. Nenhuma das artimanhas de Sísifo impediu que, no fim da vida, também ele contornasse essa “curva”. Fugir da morte é inútil, assim como inútil é a tarefa que Sísifo executa empurrando a pedra montanha acima. Eis o sentido do seu castigo: lembrar-lhe – e lembrar-nos também – a inutilidade da sua “esperteza” durante a vida.

Aceitar a inevitabilidade da morte, porém, não é o mesmo que sentar-se e esperar que ela nos venha visitar. O que fazer, então? Uma resposta possível está no que disse o filósofo romano Lúcio Sêneca: “deve-se aprender a viver por toda a vida e, por mais que tu talvez te espantes, a vida toda é um aprender a morrer”. A vida é para se aprender a viver, a amar – como disse dom Hélder Câmara, por exemplo – mas também para se aprender a morrer. E é isso que nos falta, aprender a morrer, não no sentido de suicidar-se, mas no de preparar-se para ela (morte). Aprender a caminhar até à “curva da estrada”, sem pressa, sem, todavia, se deter pelo caminho.

Site  Portal Graecia Antiqua

OUTUBRO DE 2010

 

Orçamento mau, injusto, mas necessário

Se nada mudar na proposta de Orçamento do PS para o próximo ano, os pensionistas pobres irão sofrer o maior corte de poder de compra das últimas décadas. Os funcionários públicos suportarão um corte dos salários entre três e 10%. A classe média será alvo de um autêntico esbulho fiscal pela via, direta e indireta, do aumento dos impostos e da redução das deduções. O desemprego continuará a subir.

Ninguém ficará de fora do esforço de contenção das contas públicas, mas é falso que todos sejam chamados a pagar de forma igual. Pelo contrário, serão mais uma vez os trabalhadores por conta de outrem e os chamados remediados a pagar a fatura. 

Quem poupou a vida toda será tratado como quem se endividou e gastou à tripa-forra. O saque fiscal é cego. Vai-se a tudo o que possa gerar receita. Mas, enquanto se calcula ao cêntimo as verbas esperadas com a Fatura imposta às famílias, deixa-se prudentemente em branco a verba esperada com o novo imposto sobre a banca. Será que vai render alguma coisa? ··

Mesmo injusto, este é, infelizmente, um Orçamento necessário e é impossível avaliar o risco internacional associado à sua possível recusa parlamentar. Para o equilíbrio das contas públicas não se opta por um corte na despesa de 77% (e um aumento da receita de apenas 23%!) como se fez em Inglaterra. Mas aí, onde os cortes serão brutais e 42 mil funcionários públicos irão ser despedidos, o Governo minoritário de Cameron procurou legitimar as medidas formando previamente um Governo de coligação com os parceiros liberais. Coisa rara em Inglaterra. 
Por cá, não se exige tanto. Apenas que o bom senso prevaleça na mesa de negociação. Embora os cabelos brancos de Catroga pareçam uma garantia, não é certo que se consiga evitar o péssimo: a recusa liminar de um Orçamento MAU!


Graça Franco

 

À TRIPA FORRA

 

PORTUGAL À TRIPA-FORRA

 

REGRA Nº 173 - Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.

 

Artigo escrito por maphalda

Visão.Pt 

17:45 Terça feira, 8 de Março de 2011

Vindo dos primórdios da juventude de uma sobrinha minha, chegou ao meu e-mail este texto chegado ao dela, cuja publicação considerei que não é lesiva, quanto mínimo, interessante:

12 de Março de 2011 - Um milhão de pessoas na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política 

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulice, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso. 

Todos os "governantes" [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagarem

Nenhum governante fala em: 

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respetivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respetivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? Se não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas atividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... Para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respetivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (diretores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES.

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... Pertencentes às oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam, e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público-Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa-forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam;

26. Controlar a atividade bancária para que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

O AMOR É UMA ÁRVORE

 

(JUST ME II)


ESCREVI ESTAS LINHAS AGORA, Á NOITE.NÃO É POESIA, SÃO SIM, VERSOS LIVRES.

ANTES EU ACHAVA QUE O AMOR FOSSE UMA PLANTINHA. QUE VOCÊ REGAVA,REGAVA E CRESCIA...MAS EU ESTAVA EQUIVOCADo.O AMOR É UMA ÁRVORE. TEM RAÍZES FORTES, É GRANDIOSO, DEMORA PARA CRESCER MAS QUANDO CRESCE,SE FOR VERDADEIRO,DURA, DURA E DURA.VOCÊ APROVEITA E SE REFRESCA NA SUA SOMBRA,COME E SE DELICIA COM OS SEUS FRUTOS...PODE CONSTRUIR ATÉ UMA CASA NESSA ÁRVORE,PLANEADA PRIMEIRAMENTE, NOS SEUS SONHOS.

COMPARAR O AMOR A UMA PLANTINHA, QUE APESAR DE GRACIOSA VIVE NUM PEQUENO POTE NO QUINTAL, E QUE NÃO DÁ FRUTO NENHUM, NÃO É JUSTO PARA COM A GRANDEZA DO AMOR.
MAS COMO VIVEMOS NUM MUNDO ONDE QUASE NINGUÉM DÁ VALOR Às CAUSAS AMBIENTAIS, E TAMBÉM AO AMOR, O MESMO ESTÁ SOFRENDO UM DESMATAMENTO TERRÍVEL.
A CADA ATITUDE IMPENSADA, A CADA PALAVRA QUE FOI PROFERIDA E MAGOA O OUTRO LADO, A CADA ANO EM QUE HOMENS E MULHERES VÃO FICANDO MAIS DESCONFIADOS, GENERALIZADORES, EGOÍSTAS, TRAUMATIZADOS E ETC, CERCA DO EQUIVALENTE A 12 BEIJOS DE AMOR SE PERDEM, 4 PASSEIOS AGRADÁVEIS SÁO DESTRUÍDOS PELAS QUEIMADAS. AS CAUSAS MAIS COMUNS DESSE DESMATAMENTO SÃO, CLARO, O CALOR DAS DISCUSSÕES QUE PODERIAM SER EVITADAS, A FALTA DE COMPROMISSO,O MEDO DA SOLIDÃO QUE FAZ COM QUE SE ESTEJA JUNTO DE ALGUÉM SÓ POR ESTAR.

 

A PRIORIDADE DO GOVERNO

28 Outubro 2009 - 00h30 

 

Cavaco Silva disse a José Sócrates que este era o tempo da cultura de negociação com a Oposição e, obviamente, com os parceiros sociais. 
Com toda a legitimidade para governar e cumprir o mandato de quatro anos, o novo Executivo não pode, de acordo com as palavras do Presidente da República, manter a atitude arrogante que caracterizou a ação do anterior Governo durante quatro anos e meio.

A estas palavras sábias, Sócrates respondeu com a arrogância do costume. Lembrou que o voto do eleitorado em 27 de Setembro lhe dava toda a legitimidade para manter o rumo reformista do passado e que o Governo já tinha o seu rumo definido.

Percebe-se claramente qual é o caminho que o primeiro-ministro pretende tomar nos tempos mais próximos. Um caminho que o leve, no mais curto prazo de tempo possível, a novas eleições e, claro, a uma nova maioria absoluta. Para isso, manteve o seu núcleo duro, afastou as peças mais polémicas que fizeram o PS perder votos, arranjou umas figuras simpáticas para a Educação, Agricultura e Trabalho e agora pretende ignorar a Oposição e o Parlamento. Isto é, Sócrates vai atirar à cara dos partidos a recusa em fazerem coligações ou acordos parlamentares e fazer chantagem com novas eleições. Esta é a primeira e grande prioridade do novo Governo.

António Ribeiro Ferreira

 

 

UM SÓ CAMINHO PARA PORTUGAL

Mais uma vez, com campanha eleitoral à porta, aparece um candidato opositor com promessas totalmente desconexas. Promete tudo e o seu contrário! Estes políticos sem nenhuma preparação, que vegetam dentro de partidos que mais parecem um deserto, não fazem outra coisa senão querer ganhar a governação com demagogia! Depois, começam logo por destruir tudo aquilo que o anterior governo fez, muitas vezes, até com algum valor.

Ora, um país mais não é que um grande barco a navegar em pleno oceano. Errar ou alterar a rota é produzir danos incalculáveis! A tudo e a todos e o melhor é manter rota que existe, salvo com pequenas alterações de percurso e por motivos, imprevistos.

Por favor caiam na real: A desarticulação das políticas tem sido uma constante, o que explica muito do desnorte que o País vive. 

E agora, que políticas públicas? Para já, uma certeza: os recursos são dramaticamente escassos, dado o pouco que produzimos. Tudo isto sai agravado pelo muito que importamos, quase tudo. E esta realidade limita o êxito das necessárias políticas públicas sociais.

A desarticulação das várias políticas públicas, quando não o próprio antagonismo entre elas, ainda que sob o chapéu do mesmo Governo, tem sido uma constante dos últimos anos, o que explica muito do desnorte que o País vive.

Não tem havido maturação suficiente para articular, por exemplo, as Finanças com a Economia e o Ambiente, nem a Educação com as verdadeiras necessidades de recursos humanos do País. Basta olhar para o número de licenciados no desemprego, sem necessidade, aqui, de análises mais profundas, num País em que ainda se faz tudo para ter o direito a um "Sr. Dr." (que no resto da Europa só cabe mesmo aos médicos) e que aqui de pouco vai servindo, apesar do deslumbramento de uns tantos com o dito título.

E já que somos tão bons na arte de improviso, talvez não fosse mau dar um incremento à Investigação em vez de destruir instituições reconhecidas que a faziam.

Saber o que produzir, aproveitar os “clusters” marinhos que estão abandonados. Investir muito nas estruturas e equipamentos de proximidade, o que baixa os custos, ao invés do investimento só em monstruosos equipamentos longe das populações, o que aumenta os custos.

Insiste-se, tudo isto tem de estar articulado. Não é cada Ministro para seu lado, como se um Programa de Governo não tivesse de provar essa necessidade de articulação. Definitivamente, o que não basta é o mero elencar daquilo que cada Ministro pretende fazer, como é hábito.

 

A BABILÓNIA

Segundo o Antigo Testamento (Gênesis 11,1-9), torre construída na Babilónia pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. A decisão era fazê-la tão alta que alcançasse o céu. Esta soberba provocou a ira de Deus que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra.

Este mito é, provavelmente, inspirado na torre do templo de Marduk, nome cuja forma em hebraico é Babel ou Bavel e significa "porta de Deus". Hoje, entende-se esta história como uma tentativa dos povos antigos de explicarem a diversidade de idiomas. No entanto, ainda restam no sul da antiga Mesopotâmia, ruínas de torres que se ajustam perfeitamente à torre de Babel descrita pela Bíblia.

Não foi exatamente nas planícies áridas da Mesopotâmia que Pieter Brueghel, o Velho, localizou sua pintura a óleo Torre de Babel (1563), mas nas terras baixas e férteis de Flandres. Sem dúvida, os estudos que muitos artistas realizaram sobre o Coliseu de Roma proporcionaram o modelo para este edifício de arcos superpostos. Muitos arqueólogos relacionam o relato bíblico da Torre de Babel com a queda do famoso templo-torre de Etemenanki, na Babilónia, depois reconstruído pelo rei Nabopolasar e seu filho Nabucodonosor II. Dizem também que a torre foi um zigurate, uma construção piramidal escalonada

 

OS NOSSOS POLÍTICOS PEQUENINOS

Até parece  que se vai escrever sobre o “Portugal dos Pequeninos”, mas não. Trata-se realmente de desabafar e escrever sobre um outro país muito parecido com o nosso, chamado de “ Babilónia “ e também dos seus políticos.

Neste país a classe política está totalmente desacreditada pela falta de “ Sentido de Estado”, ou tão-somente pela falta de “ Serviço Público” que esperávamos ter e nunca apareceu, até hoje, naquilo a que querem chamar de democracia. A idade média desta classe política já é o que menos importa! Tem havido de tudo. Novos e idosos, mas a falta de sensibilidade e transparência é igual em todos! O mal está no sistema!

Particularmente,  nesta “ Babilónia “, vão imperando, nos últimos tempos, os “ políticos pequeninos”, gente com muita falta de saber e de uma visão globalmente socioeconómica. A estrada da vida que já percorreram, por serem pequeninos, não lhes deu a possibilidade de falarem ou pensarem sobre os mais velhos, ou seja, daqueles que já dobraram os cinquenta anos de idade. Não lhes é possível imaginar o que sente um homem de cabelos brancos, sem lá chegar. Não têm sensibilidade para tal. Aquele cidadão, reformado, que ainda pensa e sente como seu, tudo aquilo que é de todos e para todos é, para eles um ser extraterrestre!

 Os políticos pequeninos desta Babilónia agem e decretam, sentindo no seu íntimo a velha máxima; 

Não é meu que se lixe.”

É aqui que começa a sua prática demagógica, aquela que um ser pequenino mais rapidamente utiliza. Não é verdade que com ela muitas vezes tentaram ludibriar os seus próprios pais? Ludibriar os outros é uma constante! Principalmente em período eleitoral!

Pois, são estes políticos pequeninos, novos ou velhos, que puseram a “Babilónia” a funcionar como está! Ou seja, nela nada funciona. Não funciona a justiça, educação, ambiente, segurança,

 Saúde etc., ou melhor funcionam, mas exatamente ao contrário daquilo que devia ser.

Temos e vivemos, assim, numa Babilónia”, vergada ao peso do deixa andar, da incompetência, do oportunismo, da falência eminente, da corrupção e da prevalência dos interesses, muito acima dos valores! Interesses privados muitas vezes ilegítimos, em detrimento do interesse geral do país. É neste grave momento que a "Babilónia" atravessa, que os tais políticos pequeninos sem coragem para tomar as salvadoras medidas de fundo, de há tanto diagnosticadas, embarcam com total descaramento pela via da demagogia.

Lembram muito os cozinheiros de alguns restaurantes que para disfarçaram o travo amargo da carne retardada, carregam sem conta na mostarda. 

Na nossa "Babilónia" há uma profunda crise de Estado, a identidade da nação está perdida e ao invés de haver coragem de pôr em prática as medidas estruturantes adequadas à gravidade, tratam-se os reformados como se fossem, na generalidade, uns autênticos privilegiados e oportunistas!

Quem recebe uma reforma da Segurança Social, pagou-a durante longos anos de trabalho. A sua entidade empregadora também cumpriu a sua obrigação social. Quase de certeza que é deste dinheiro descontado pelos reformados, que muitos dos políticos pequeninos desta Babilónia auferem, antes do tempo ou da razoabilidade, autênticas mordomias e reformas de nababos! Estas sim, são de corrigir. Como podem abordar de forma tão demagógica e generalizada, um problema tão sério? Esquecem-se que milhares de trabalhadores foram corridos dos seus locais de trabalho nos últimos anos, deixando para trás sonhos e regalias que estavam ainda nos seus horizontes? Com cinquenta e poucos anos sentados no banco do jardim! Tudo isto em nome dos desvarios dos tais políticos pequeninos que arrastaram o país numa revolução completamente desatualizada e aberrante !

Também para arranjar empregos aos milhares de alunos das universidades privadas, cujas receitas encheram os bolsos aos ditos políticos pequeninos da nossa "Babilónia". É crime os reformados trabalharem?

Melhor seria enterrá-los enquanto antes ! E vivos, para não darem mais despesa ao país!

 

VIRAR O MUNDO

É uma tarefa gigantesca! Mesmo assim vale a pena tentar, seria indigno não o fazer!

Contudo, os problemas do HOMEM serão somente de natureza económica?

Vejamos se assim é.

O nosso Alentejo é a região do nosso País na qual se matam mais idosos:

Uma corda ao pescoço que se prende ao ramo mais forte daquela árvore, escolhida muito tempo antes do ato definitivo, ou, por uma questão de pudor e de maior recolhimento, à trave mestra do celeiro em ruínas. Uma pedra como apoio, às vezes um banco para o qual se vai subir e de onde se dará o passo decisivo e último, pensado há muito, iniciado agora mesmo. Por dentro e por fora, apenas o silêncio e a solidão. A alma já estava morta de tristeza e de secura, tanta mágoa sofrida, tanta desesperança, tanto abandono, tanto vazio e desamparo. Mas tudo isso já passou e já não conta quando o corpo resolve enfim subir ao banco e atirar-se daquela altura, trinta centímetros, não mais. Um esticão forte, estremece a árvore, um gemido seco e breve, os olhos arregalados, cede que não cede o velho barrote apodrecido e o corpo fica a baloiçar uns momentos, antes de se imobilizar para sempre. Nem uma carta de despedida ou explicação. Porque em vida não houve tempo de ir à escola, porque a despedida não vale a pena e a explicação, a existir, não cabe numa carta!

Quem se importa com toda esta gente boa que morre, por um lado a pensar no céu e por outro em tanta mágoa sofrida em silêncio?

Será assim só no Alentejo? Será em todo o nosso País também? E no resto do mundo?

A maior miséria é de facto o abandono! Mas também é GLOBAL!

Será que os velhos não prestam por não terem capacidade política de revolta?

Ninguém lhes dá importância, os próprios filhos se esquecem deles!

Um horror e os dias passam sem que apareçam homens de boa vontade!

Quando as forças não chegam para subir as escadas dos seus prédios sem elevador (há prédios cheios de velhos do 1º ao último andar), nem conseguem ir à mercearia  da esquina buscar as batatas para matar a fome! Ou um vizinho faz a boa ação do dia, ou a noite chega sem nada no estômago.

É um cenário deprimente que nos interpela a todos como cidadãos deste País e deste MUNDO.

É disto que nos fala a Mensagem de Sua Santidade João Paulo II. Está a falar-nos do óbvio, mas os nossos ouvidos estão surdos.

O atual 1º. Ministro fez como promessa eleitoral, um pequeno aumento financeiro para os mais desprotegidos. Ou serão mais cortes na curta reforma?

Será disto que fala a Mensagem? Não certamente!

Ela fala-nos de uma grande mudança na mentalidade de todos nós. O carinho, a companhia, o amparo e uma palavra amiga valem muito mais que alguma fome no estômago.

De facto como chegarão ao Céu milhões destes idosos, depois de tanto abandono, muitas vezes da própria família?

A sociedade portuguesa desumanizou-se bastante neste largo período de crescimento e bem-estar económico. Em muitos aspetos, nos tempos da “sardinha para três”, parece ter havido muito mais solidariedade !

O problema ultrapassa, em muito, a questão meramente económica!

Virar o mundo é fundamental, mas isso ainda não se ensina nas UNIVERSIDADES!