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O ENTARDECER

O ENTARDECER

FORMIGAS CONSTROEM BALSAS

PARA SALVAR A RAINHA

Quando uma inundação ameaça toda a colónia, as formigas constroem balsas com seus próprios corpos no centro das quais vai a rainha, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela "Public Library of Science".

"Os organismos sociais podem superar os desafios ambientais mediante o esforço coletivo", ressaltou o estudo dirigido por Jessica Purcell, da Universidade de Lausanne, na Suíça.

formigas

A vantagem dos organismos sociais é que pode reagir de maneira coletiva e organizada desempenhando tarefas que cada indivíduo não poderia conseguir por si próprio. Por exemplo, algumas sociedades respondem aos predadores montando uma defesa coordenada.

Algumas formigas que se alimentam de folhas formam uma linha com as operárias maiores e esquadras de operárias menores para bloquear o avanço das formigas invasoras.

Já as abelhas de mel no Japão rodeiam as vespas predadoras, que são maiores, formando um "forno" que eleva a temperatura e mata a intrusa.

"Um exemplo impressionante de tal conduta coletiva ocorre quando as formigas se enlaçam fisicamente formando "balsas" para escapar de uma inundação", explicou Purcell.

Mas a construção das balsas apresenta o que Purcell descreve como um dilema social: dado que algumas posições implicam mais risco individual que as outras, como a comunidade distribui custos e benefícios.

O grupo liderado por Purcell estudou esta situação nas Formica selysi, formigas que habitam em planícies propensas às inundações, às quais levaram ao laboratório e as submeteram a inundações simuladas.

"Observamos que as operárias ficam distribuídas por toda a balsa, as rainhas sempre estão no centro protegidas por todos lados, e 100% das pupas e larvas ficam na base", explica o artigo.

Os experimentos mostraram que as operárias e as pupas são extremamente resistentes à submersão, motivo pelo qual a distribuição na "balsa" dos postos de risco maior tem um custo social aceitável para a colónia.

"Esperávamos que os indivíduos submersos na base da balsa pagassem o custo mais alto e nos surpreende ver que sistematicamente colocam os membros mais jovens da colónia nessa posição", comentou Purcel.

As operárias protegem o indivíduo mais importante de toda a colónia, a rainha, e usam a maior capacidade de flutuação das pupas para proteger o grupo e minimizar as lesões e mortes.

"A colocação de todas as pupas e larvas na base de uma balsa coerente traz vários benefícios: preserva a integridade da colónia, tira vantagem da sua maior capacidade de flutuação e aumenta a proporção de operárias que se recuperam imediatamente depois da necessidade da balsa", indicou o estudo.

 

VITRAIS DE EDUARDO NERY

Eduardo Nery é um dos muito poucos criadores plásticos portugueses que se dedicaram à arte do vitral. Há trabalhos seus na igreja do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, de São Miguel, em Queijas e na Câmara Municipal de Barcelos.

  

OS LUGARES DE CESÁRIO VERDE

 

José Joaquim Cesário Verde nasceu em 25 de Fevereiro de 1855, na Rua da Padaria, bem próximo da Sé de Lisboa.

Ainda jovem, começa por ajudar o pai na sua loja de ferragens da Baixa lisboeta. Em 1873, com 18 anos, matricula-se no Curso Superior de Letras (que frequenta apenas por alguns meses), onde conhece o jornalista Silva Pinto. Nesse mesmo ano começa a publicar os seus primeiros poemas no Diário de Notícias, e nos anos seguintes nos jornais Ocidente (de Lisboa), Diário da Tarde,Renascença, Tribuna e Jornal de Viagens (do Porto) e Mosaico(Coimbra), entre outros. Depois de ter publicado "O sentimento dum ocidental", em 1880, cujas críticas não lhe foram favoráveis, deixa de publicar durante quatro anos, para se dedicar em exclusivo à vida prática.

É sobretudo nessa altura que desenvolve os negócios da família, proprietária desde 1869 de uma quinta em Linda-a-Pastora. Começa então a frequentar cada vez mais os meios literários e as tertúlias intelectuais. Faz parte do grupo boémio que se reúne no Café Martinho, onde se cruza com nomes como Guerra Junqueiro, Gomes Leal, João de Deus, Fialho de Almeida etc. Mais tarde, frequenta a Cervejaria Leão de Ouro, onde reúne o Grupo do Leão, com escritores como Abel Botelho, Alberto de Oliveira, Fialho de Almeida, Gualdino Gomes e pintores como José Malhoa, Silva Porto, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro.

Em 1877 queixa-se dos primeiros sintomas de tuberculose, doença que o viria a vitimar anos mais tarde. Em 1884 deixa de frequentar os meios literários. Ainda tenta recuperar da doença refugiando-se em Caneças, mas o seu estado de saúde não deixou de se agravar. Morre em 19 de Julho de 1886, com 31 anos de idade, em casa de amigos, no Paço do Lumiar. No ano seguinte, o seu amigo Silva Pinto, com a colaboração de Jorge Verde, irmão do poeta,  reúne os seus trabalhos dispersos e edita O Livro de Cesário Verde.

Dividindo a poesia com as funções de ferrageiro/lavrador, a obra de Cesário Verde expressa uma oposição ao lirismo tradicional, procurando um tom natural, que valorizasse a linguagem do concreto e do coloquial, por vezes até com cariz técnico, abrindo caminho ao modernismo e ao neorrealismo, e influenciando decisivamente poetas posteriores, como Fernando Pessoa, António Nobre, Camilo Pessanha, Roberto de Mesquita, Mário de Sá-Carneiro. Na sua época, porém, o carácter prosaico dos seus versos, o seu realismo, não reuniram muitos admiradores, nem no meio intelectual, nem nas críticas da imprensa, como anteriormente se fez notar.

A CASA DE CESÁRIO VERDE

Localizada na Rua Visconde Moreira de Rey, em Linda-a-Pastora, é hoje o que resta do simples casal rústico e da vivência bucólica do poeta Cesário Verde.

Denominada Quinta de São Domingos, ou dos Verdes, como é mais conhecida em Linda-a-Pastora, foi adquirida por Giovanni Maria Verde (bisavô do poeta, de origem italiana) em 1798, e correspondeu a uma extensa quinta sobre o Jamor, chegando a alcançar uma área de 3 hectares. A família Verde repartia a sua atenção entre os negócios da loja de ferragens, na Rua dos fanqueiros, e a atividade agrícola da quinta.


As epidemias que abalavam Lisboa, como "febre-amarela e a cólera", levam a família para o refúgio no campo. Reportando-se a esta época, Cesário Verde vem a escrever mais tarde:

"E o campo, desde então, segundo o que me lembro,

É todo o meu amor de todos estes anos
Nós vamos para lá; somos provincianos
Desde o calor de Maio aos frios de Novembro"

A José Anastácio Verde, ir com os seus para Linda-a-Pastora, teve resultado prático: aperceber-se do real valor da quinta, da qual futuramente fará o centro da actividade e da exportação dos produtos agrícolas. Cesáreo Verde, que desde rapazinho trabalhou no negócio de família ao balcão, iria dirigir a exploração da quinta e empenhar-se na compra de produtos de outros agricultores, e na direcção da embalagem das frutas. A intensidade e as diferentes áreas exploradas, evidenciava um árduo trabalho. 


O espaço não se confinava à quinta: alargava-se a outras propriedades, inclusive na área onde veio a construir-se o forte prisão de Caxias. Na casa de Linda-a-Pastora passou sucessivos verões e, nos últimos anos, até invernos quase inteiros. Ainda há quem o considere o poeta de Lisboa. De Lisboa e de Linda-a-Pastora. A propriedade manteve-se na família até 1955. Hoje, o que resta da antiga casa pertence à Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras. Um pequeno campanário, as argolas para prender os animais, e colunas de estátuas de pedra são alguns dos vestígios que remontam ao casal rústico da família Verde.

Em memória ficou:
- Uma lápide de homenagem de um grupo de amigos da Escola Ferreira Borges, onde se escreveu - "Nesta Casa viveu o grande poeta Cesário Verde (1855-1886) ", e -"O Prémio de Poesia Cesário Verde instituído pela Câmara Municipal de Oeiras, para premiar trabalhos de reconhecido valor poético".
 

 

DESERTOS

A História do Oriente Médio é uma série de estudos sobre o Oriente Médio, que fica na junção da Eurásia e da África e do Mar Mediterrâneo Oceano Índico.

Resultado de imagem para foto de deserto do medio oriente 

É o local de nascimento e centro espiritual do cristianismo, judaísmo, e no Irão  do mitraísmo,  zoroastrismo  e da Fé Bahá Ao longo de sua história, o Oriente Médio tem sido um grande centro de negócios do mundo, uma área estratégica, económica, política, cultural e religiosamente sensível.

O deserto árabe é um dos maiores do mundo, cobrindo a maior parte da Península Arábica. A maioria do seu território está na Arábia Saudita, mas também atinge Jordânia, Iraque, Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen. Uma grande parte do deserto é coberta de areia, tornando-se um dos climas mais inóspitos do planeta. O deserto contém muitos perigos, e os viajantes devem se preparar com antecedência:

Calor

O deserto árabe é muito quente e árido. No verão as temperaturas podem atingir uma média de 48°C ou mais. O calor é especialmente perigoso por causa da falta de abrigo, e é intensificado ainda mais a partir da luz solar refletindo a areia. A temperatura da areia do deserto geralmente é de 10 a 20 graus a mais do que o ar, e o contato direto com ela é dolorosamente quente. O calor intenso pode causar cãibras, esgotamento e acidente vascular cerebral, o que poderia levar à perda de consciência ou até mesmo à morte. Além disso, esses níveis extremos de calor podem causar o mau funcionamento de rádios e outros equipamentos, trazendo ainda mais problemas para o viajante despreparado.

Enchentes

Embora o deserto árabe seja uma das áreas mais áridas do mundo, os viajantes desavisados podem ser vítimas de enchentes. As áreas mais baixas das regiões montanhosas do deserto são repletas de barrancos e leitos secos que se enchem de forma rápida e inesperada, quando chuvas torrenciais repentinas atacam as montanhas.

Guerra

O deserto árabe do norte se estende profundamente no território do Iraque, um país que, desde 2010, sofre com a guerra e os conflitos internos. O Departamento de Estado dos Estados Unidos adverte que o Iraque é perigoso e imprevisível, e estrangeiros no Iraque devem viajar sempre atentos à segurança em todos os momentos. Sequestros e ataques podem ocorrer, além dos campos minados ainda existentes ao longo das fronteiras internacionais que se encontram no coração do deserto árabe.

Animais, insetos e aracnídeos

O deserto abriga uma variedade de animais selvagens, alguns dos quais muito perigosos - e até mesmo fatais - para os viajantes. Os mosquitos Anopheles na região são conhecidos por transmitir a malária. A maior cobra venenosa no Oriente Médio, a cobra árabe, pode atingir até 1,80 m de comprimento e é originária do deserto da Arábia. O deserto é também o lar de uma variedade de aranhas e escorpiões, alguns dos quais são venenosos.

DESERTOS DO MEDIO ORIENTE

 

O deserto árabe é um dos maiores do mundo, cobrindo a maior parte da Península Arábica. A maioria do seu território está na Arábia Saudita, mas também atinge Jordânia, Iraque, Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Iêmen. Uma grande parte do deserto é coberta de areia, tornando-se um dos climas mais inóspitos do planeta. O deserto contém muitos perigos, e os viajantes devem se preparar com antecedência:

Calor

O deserto árabe é muito quente e árido. No verão as temperaturas podem atingir uma média de 48°C ou mais. O calor é especialmente perigoso por causa da falta de abrigo, e é intensificado ainda mais a partir da luz solar refletindo a areia. A temperatura da areia do deserto geralmente é de 10 a 20 graus a mais do que o ar, e o contato direto com ela é dolorosamente quente. O calor intenso pode causar cãibras, esgotamento e acidente vascular cerebral, o que poderia levar à perda de consciência ou até mesmo à morte. Além disso, esses níveis extremos de calor podem causar o mau funcionamento de rádios e outros equipamentos, trazendo ainda mais problemas para o viajante despreparado.

Enchentes

Embora o deserto árabe seja uma das áreas mais áridas do mundo, os viajantes desavisados podem ser vítimas de enchentes. As áreas mais baixas das regiões montanhosas do deserto são repletas de barrancos e leitos secos que se enchem de forma rápida e inesperada, quando chuvas torrenciais repentinas atacam as montanhas.

Guerra

O deserto árabe do norte se estende profundamente no território do Iraque, um país que, desde 2010, sofre com a guerra e os conflitos internos. O Departamento de Estado dos Estados Unidos adverte que o Iraque é perigoso e imprevisível, e estrangeiros no Iraque devem viajar sempre atentos à segurança em todos os momentos. Sequestros e ataques podem ocorrer, além dos campos minados ainda existentes ao longo das fronteiras internacionais que se encontram no coração do deserto árabe.

Animais, insetos e aracnídeos

O deserto abriga uma variedade de animais selvagens, alguns dos quais muito perigosos - e até mesmo fatais - para os viajantes. Os mosquitos Anopheles na região são conhecidos por transmitir a malária. A maior cobra venenosa no Oriente Médio, a cobra árabe, pode atingir até 1,80 m de comprimento e é originária do deserto da Arábia. O deserto é também o lar de uma variedade de aranhas e escorpiões, alguns dos quais são venenosos.

 

PLANO DE SOBREVIVÊNCIA

 

Qual será a nossa responsabilidade coletiva como seres humanos? Somos responsáveis apenas por nós próprios? Pela nossa família mais próxima? Pela comunidade onde moramos? Pelo nosso país? Somente, por todos os seres humanos? Por toda a vida existente no planeta? Em diferentes momentos, de diferentes maneiras, podemos pensar em todas estas questões.

E a nossa responsabilidade pelo futuro? Pelos filhos dos nossos filhos e assim por diante? Pelo futuro da humanidade? Pelo futuro da própria vida?

Se cada qual quiser saber somente da sua pele, é possível sobreviver incólume pelo resto do tempo de vida de uma pessoa, independentemente do que aconteça aos outros. Entretanto, se chegarmos ao ponto de nos preocuparmos com a vida de nossos filhos, o egoísmo total não funcionará, porque não estaremos lá para protege-los, e o dinheiro, por si só, não bastará para resguardá-los de uma drástica mudança

Quando a população era relativamente pequena, não tínhamos que nos preocupar com o sistema ecológico total, em que ainda éramos uma parte menor e sem influência. Contudo, quando a civilização começou, também teve início o nosso impacto sobre o sistema. Os desertos do Medio-Oriente são uma das mais antigas provas do nosso poder negligente; nós os fizemos. No século atual, a nossa tecnologia em rápido desenvolvimento permitiu uma imensa expansão da população, a qual se converteu, por isso, no fator dominante no sistema de vida no mundo. Ignorantes e frequentemente negligentes, perturbámos e destruímos sistemas ecológicos estáveis e complexos cujo desenvolvimento levou milhões de anos.

Não se pretende argumentar que a natureza esteja sempre certa. Algumas mudanças realizadas pelo homem, como a conversão da floresta impenetrável que encontramos no leste a América na variada paisagem de uma geração atrás, devem constituir uma benfeitoria não só para a humanidade, mas para uma multidão de espécies de vida animal e vegetal. Mas agora não estamos apenas a alterar a Natureza, estamos a suprimi-la, principalmente por que somos tão numerosos que, para satisfazermos as nossos necessidades imediatas, a nossa sobrevivência quotidiana, requer o extermínio do que estiver no nosso caminho.

Se qualquer outra espécie se tornasse tão extensa e poderosa quanto o homem, o sistema ecológico entraria em colapso, arrastando na sua queda essa espécie. A destruição pelo homem simplificou o ecossistema em nome da eficiência. É um rumo perigoso.

O SOCIALISMO NO SUL DA EUROPA

A Suécia tem sido apontada nas últimas décadas por inúmeras "mentes brilhantes" ou simplesmente ingénuas, como um exemplo perfeito do "socialismo que deu certo". Na realidade, nada poderia estar mais longe da realidade e esta falsa conceção não passa mesmo de um "puro mito.

Sim, é verdade que o modelo sueco "deu certo", mas tal não se ficou a dever a nenhum modelo socialista ou neossocialista.

Bem pelo contrário, se os suecos hoje podem desfrutar de um país maravilhoso e com uma economia que lhes proporciona largos privilégios, isto deve-se antes de mais ao capitalismo e a uma simples, competente e boa governação da sua própria casa, onde aliás, a maioria dos suecos com os pés bem assentes na terra nunca considerou necessário andar a praticar regicídios, a derrubar monarquias ou a fazer revoluções para impor "os amanhãs que cantam" a bem ou a mal...

O pesadíssimo Estado de bem-estar social que hoje existe na Suécia só foi possível de criar graças à pujança do capitalismo sueco e às boas políticas educativas e económicas que tradicionalmente têm caracterizado essa nação escandinava.

No sul da Europa, as coisas não podem ir pior:

-GRÉCIA – O PASOK governou 22 dos últimos 34 anos. Nas últimas eleições tiveram menos votos do que o Syriza pré – Tsipras.

-ESPANHA – O PSOE parece ser a próxima vítima dos antissistema.

-FRANÇA – Os antissistema trocam o PS pela direita e até extrema-direita  

- ITÁLIA- Na Itália a partir de 2013, assiste-se a uma nova versão da história da ingovernabilidade do parlamento e do mau funcionamento dos seus métodos democráticos, ou seja, dos acordos e compromissos entre os partidos, bem como das decisões aprovadas por maioria. A crise, que já se fazia sentir desde que os partidos não conseguiram formar governo após as eleições de fevereiro, tornou-se flagrante com a eleição do Presidente da República.

- PORTUGAL – O PS depois de muitos anos no poder, deixou o país na bancarrota, perdeu as últimas eleições e debate-se agora, com muitos escândalos, nomeadamente, no domínio da corrupção, ao mais alto nível.

Todos estes países do sul, mais ou menos dominados pela crise, apresentam défices orçamentais, desemprego, austeridade, economia em derrapagem, empobrecimento etc., depois de governações sucessivas, na órbita do socialismo do sul da europa.

Papandreou é o rosto da crise!

O Presidente da Internacional socialista desde 2006, ex –PM grego não conseguiu eleger um um único deputado!

O socialismo, aliás, tem sido um fracasso em larga escala por todo o lado onde se tentou implantar até hoje. Não é por isso exagero dizer-se que se trata de uma doutrina incompetente tanto do ponto de vista social, como do ponto de vista económico.

Para aqueles socialistas e restantes esquerdistas que argumentam que Portugal necessita de um "socialismo à moda sueca" para resolver os seus atuais problemas económico-financeiros, o melhor seria esses senhores, pensarem primeiro em mudar de povo e de políticos! Para um povo que não vote sistematicamente à esquerda, nomeadamente no partido socialista.

AS REFORMAS SÃO INTOCÁVEIS ?

Na Alemanha. cortes retractivos nas pensões proibidos

Os portugueses podem ouvir hoje, uma propaganda contínua dos locutores e sindicalistas:

Este governo, só persegue duas classes; Os funcionários públicos e os reformados.

Mais uma campanha falaciosa dos nossos “sindicalistas” profissionais”. Em boa verdade este governo só tem feito cortes aos reformados! Quanto aos funcionários públicos, eles têm e mantêm privilégios que mais ninguém tem. Privilégios que o povo já paga com fome! 

Tribunal constitucional alemão considera que as reformas são um direito dos trabalhadores idêntico à detenção de uma propriedade privada, cujo valor não pode ser alterado. Tribunal Europeu dos Direitos do Homem segue a mesma linha.

O Tribunal Constitucional alemão equiparou as pensões à propriedade, pelos que os governos não podem alterá-las retractivamente. A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade. A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam. Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Os alemães, decerto, não têm na Constituição um “caminho” a seguir, e por que esse “caminho” só pode ser seguido pelo povo alemão com o poder do voto.

Em Portugal, em clima impróprio e certamente pela mão de algum ideólogo distante da realidade, seguir este caminho, a nós portugueses só nos tem acarretado mais pobreza!

VATICANO REVELA

Os seus "segredos de polichinelo"

O arquivo do Vaticano, uma incrível fonte de conhecimento histórico longa de 85 km.

Pela primeira vez, o público tem acesso a centenas de documentos valiosos, inclusive dois da Guarda Suíça.

Na exposição “Lux in Arcana”, realizada nos Museus Capitolinos, em Roma, o público descobre os tesouros escondidos no Arquivo Secreto do Vaticano.

Trata-se de documentos dos mais diversos, como os autos do processo por heresia contra Galileo Galilei, a bula de excomunhão de Martinho Lutero, a carta de Michelangelo sobre seu trabalho na Basílica de São Pedro e até o chamado "período fechado" do papado de Pio XII, que liderou a Igreja Católica durante os anos da Segunda Guerra Mundial.

É uma herança de valor inestimável guardada a sete chaves no Arquivo Secreto do Vaticano. 100 Dos seus documentos – os que não são mais segredo para ninguém – estão sendo apresentados pela primeira vez da história ao público leigo.

“O objetivo é desmascarar o mito de magia e a áurea de mistério que rodeia esta imensa quantidade de saber", explica à swissinfo.ch John Venditti, arquivista do Vaticano e curador da exposição junto com Alessandra Gonzato, Marco Maiorino e Pier Paolo Piergentili.

85 Quilómetros

Quatrocentos anos depois da criação dos arquivos, em 1612 pelo Papa Paulo V, a mostraLux in Arcana revela uma incrível fonte de conhecimento histórico longa de 85 quilômetros.

"Esse fato não é uma lenda, alinhando todas as prateleiras do arquivo atingimos um comprimento de 85 quilômetros. Para a exposição, escolhemos documentos baseados em personalidades ou acontecimentos cruciais para a história da humanidade, abrangendo todos os continentes", diz Venditti.

Alguns são surpreendentes, como a carta de pura seda, guardada em uma caixa de bambu, escrita em 1650 pela imperatriz da China, a viúva Wang, a Inocêncio X para contar a notícia de sua conversão e a de seu filho, o Imperador Yong-li (que passaram a se chamar Helena e Constantino), ou uma carta escrita em casca de bétula em 1887 por Pierre Pilsémont, chefe dos índios Ojibwa (atual Canadá), à Leão XIII para lhe agradecer o envio do primeiro Vigário Apostólico àquelas terras.

"Esses dois documentos foram selecionados para mostrar ao público os diferentes tipos de documentos e a grande diversidade de materiais preservados no Arquivo Secreto do Vaticano, variedade também testemunhada pelos selos de cera ou de ouro que muitas vezes os acompanham”, comenta o arquivista.

Guarda Suíça

A Suíça não poderia ficar de fora da exposição, representada por dois importantes documentos sobre a Guarda Suíça Pontifícia: o alistamento do primeiro contingente e o regulamento da tropa. O primeiro encadernado em pergaminho, o segundo em veludo.

O documento de inscrição do primeiro contingente é datado de 21 de junho de 1505. Foi Júlio II que iniciou as negociações para celebrar um acordo com os cantões suíços para a realização de uma convenção militar.

Através da mediação de Peter von Hertenstein, um cônego de Zug (centro), ficou determinado que os soldados suíços não seriam usados para guerra, apenas para a segurança pessoal do Papa e para a defesa da Santa Sé.

Regulamento da tropa

Em 22 janeiro de 1506, os primeiros cento e cinquenta guardas vieram a Roma, sob o comando de Kaspar von Silenen, natural do cantão de Uri (centro). Em 1510, o Papa Júlio II estipulou um novo acordo concedendo aos soldados suíços o título de "defensores da liberdade da Igreja".

O documento do regulamento das tropas é datado de 20 de março de 1561. Em mais de meio milénio à serviço do pontífice, houve apenas uma ocasião em que foi suspendido o envio de soldados para a Cidade Eterna. Foi após o "Saque de Roma" em 1527, quando cerca de 189 soldados lutaram em defesa do Papa Clemente VII. Apenas 42 sobreviveram.

Foi preciso um pouco mais de vinte anos, quando, em 1548, foi acertado um novo tratado entre os cantões suíços católicos e os Estados Pontifícios. Em 17 de março de 1559, o novo capitão Kaspar Leo von Silenen, descendente do primeiro comandante, estipulou com a parte suíça a convenção apresentada em 20 de março de 1561 ao Papa Pio IV para aprovação.

O texto, que não economiza no latim, foi arquivado como Capitula pro strenuo domino Gaspare Syllano capitaneo Helvetiorum Suae Sanctitatis e é dividido em doze pontos que regulam cada aspecto da Guarda Suíça Pontifícia, incluindo a roupa: o documento estabelece, entre outras coisas, que os uniformes devem ser trocados a cada oito meses.

"Período fechado"

A exposição se desdobra em sete seções: Tiara e Coroa (onde há dois documentos sobre a Guarda Suíça); Segredos dos Conclaves; Santos, Rainhas e Cortesãs; Reflexão e Diálogo; Hereges, Cruzados e Cavaleiros; Cientistas, Filósofos e Inventores; Ouro e Tinta.

A exposição termina com o chamado "período fechado" do pontificado de Pio XII. "É assim chamado porque, como todos os arquivos, até mesmo o do Papa conserva documentos que não estão disponíveis. Atualmente, nossos documentos que estão disponíveis só para os pesquisadores vão até fevereiro de 1939, quando termina o pontificado de Pio XI. Os documentos relativos a Pio XII e aos papas seguintes ainda precisam serem abertos para a comunidade científica", conclui Venditti.

Por esta razão, os documentos do "período fechado" da exposição tiveram que ter uma autorização especial, assinada pelo Papa Bento XVI, para deixar a Cidade do Vaticano