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O ENTARDECER

O ENTARDECER

BAIRROS DEGRADADOS

Embora ainda vão subsistindo belas quintas e hortas, a freguesia de Carnaxide é a partir desta época uma área fortemente industrializada e urbanisticamente desordenada.

A chamada democracia haveria de aparecer com o 25 de Abril de 1974, porém, também ela envolta num período inicial de grande instabilidade e falta de autoridade de Estado.

Com o aparecimento dos partidos algo terá mudado para melhor, mas o país estava mergulhado em tremenda crise económica.

A descolonização trouxe de volta à pátria - mãe muitos milhares de portugueses, a grande maioria, em muito precárias condições económicas e morais.

Muitos fixaram-se por estas terras onde havia boa oferta de habitações para venda ou aluguer.

Daquelas terras que falam português, vieram também milhares de naturais das antigas colónias, agravando sobremaneira as péssimas condições de vida dos bairros degradados, já existentes, onde se foram alojar. 

No país, a ordem voltou a ser cada vez mais de apertar o cinto, apesar de não serem visíveis progressos no crescimento de Portugal e, a própria democracia, talvez por ser mal orientada ou respeitada no seu ideal, coloca-nos ou mantém-nos na cauda dos países da Europa.

OEIRAS CRESCE E ACOLHE

Posteriormente (meados do século XIX) , assiste-se ao início de um período caracterizado pela concentração das actividades económicas e mercado de trabalho na grande Lisboa, e o consequente abandono da população da província a caminho da capital, na procura de trabalho.

Em consequência disto, esta época caracterizou-se pela expansão demográfica do concelho de Oeiras que teve como principais repercussões, um aumento na procura de habitação e consequentemente um crescimento do ritmo de construção de novas zonas habitacionais e respectivas áreas para equipamentos e infra-estruturas. O ritmo a que se processou toda a expansão demográfica e consequente pressão sobre o espaço ainda disponível para construção, sobretudo nos anos da década de 1960-70, traduziu-se no apelo à construção maciça em detrimento da construção de equipamentos, originando deficientes infra-estruturas, degradação do património construído, paisagístico e ambiental. Em situações, onde a oferta de habitação não se adequa à procura a preços ajustados, assiste-se à implantação de núcleos clandestinos ou bairros de barracas.

Toda a área desta freguesia de Queijas, mais parecia ter caído em profundo esquecimento das autoridades oficiais responsáveis, se não fossem vários empreendimentos industriais a fixarem-se, tambem, nesta região.

Foi porém esta industrialização, a qualquer preço, e com a construção civil que assentava arraiais, que despontaram na freguesia de Carnaxide: entre as várias urbanizações em marcha, a maior foi baptizada por Miraflores e nasceu no vale de Algés por volta dos anos sessenta, do século passado.

Em Carnaxide, para os lados do cemitério municipal e, nas traseiras da conhecida Casa de Saúde, duas empresas de construção, SOLÁTIA e URBACO, fazem em cada dia aparecer mais e mais prédios de oito a doze andares, em pleno contraste com as antigas e modestas moradias desta terra.

Também para os lados de Linda – a - Velha, na JUNÇA e nos arredores da mata do Estádio Nacional, é possível ver as máquinas em constante movimento na edificação de prédios e moradias.   

Num planalto do lado poente de Carnaxide, conhecido há séculos pelo nome de Queijas, sempre com meia dúzia de casas velhas amontoadas à volta de um característico casarão, cuja tradição refere como casa de veraneio de D. Miguel, já se podiam ver centenas de habitações construídas ao abrigo da chamada auto - construção, com a finalidade de albergarem gente de menos recursos.

Toda esta região que foi conhecida como área pastoril e mais tarde como área agrícola, cheia de pomares e quintas, aparece de repente transformada num grande dormitório da capital.

Como já se disse, em situações onde a oferta de habitação não se adequa à procura a preços ajustados, assiste-se também à implantação de núcleos de construção clandestina, ou bairros de barracas.

Assim e infelizmente, à volta de todo este crescimento habitacional, enxameiam em todo o concelho, especialmente na área desta freguesia de Carnaxide, os chamados bairros degradados das «Santas - Martas», vale de Algés, Algés de Cima, Altos dos BARRONHOS e do Montijo, estrada do BALTEIRO, Senhora da Rocha e Gandarela, detrás dos Verdes, Pombais, RIGUEIRA de Queijas, Forte de Caxias, alto dos AGUDINHOS, Suave Milagre, Eira Velha, Rádio da Marinha, etc.

Trata-se pois, de muita gente que veio da província à procura de trabalho na capital e seus arredores. Muitos do Alentejo.

São milhares de modestos trabalhadores, que na maioria pagam rendas mensais pelos terrenos que ocupam com as suas barracas.

São milhares e milhares de braços ocupados na produção industrial, que habitam numa terra que ainda há pouco vivia do amanho agrícola, e que hoje ninguém quer fazer, ou fazem para subsistência própria em terrenos baldios.

Trabalham nas imensas obras, mas também nas muitas industrias que na freguesia ou nos seus limites se foram fixando, tais como: Fábrica Portuguesa de Fermentos Holandeses, Lda. Sociedade Portuguesa de Fibrocimento, SARL; TEXTILGER da Cruz Quebrada; Baterias TUDOR; A LUMINANTE; A COMATRIL; Confeitaria Nortenha, Lda. Fábrica leão de Xaropes e Licores; Fábrica das Chaves de Algés, Lda. ATLAS COPCO, FANTA, TOFA; CIREL ; Fábrica dos Parafusos (Tornearia de Metais); Cabos Ávila; VIMECA; KODAK Portuguesa; GEVAERT; Fábrica de Baterias ARGA; Philips Portuguesa; etc.

Existem ainda muitas centenas de unidades de produção de média ou pequena dimensão que dão emprego a muita gente que veio à procura de emprego até esta freguesia, mesmo com salários muito baixos e se fixaram em habitação degradada neste local.

UMA ESPERANÇA COM OS OUTROS

DOUTRINA SOCIAL CATÓLICA

"Os crentes viviam muito unidos e punham em comum tudo o que possuíam. E, cada dia que passava, o Senhor aumentava o número dos que tinham recebido a salvação."

É este o tom geral do Texto de Meditação, e para a maioria das pessoas uma espécie de paraíso na Terra. No mundo real em que vivemos, também a maioria das pessoas, relativamente ao paraíso descrito, não hesitam em o classificar de utópico.

Muitas pessoas, também parecem não entender, que os bens que julgam ter, são demasiado perecíveis e terrenos, e que mais não servem senão para esconder outra felicidade, à qual nós insistimos em fechar os olhos, obcecados que estamos com o materialismo. Querem ignorar que a própria realidade da vida terrena é uma curta passagem, à qual os humanos fazem vista grossa, como se ela fosse mesmo eterna.

Poucos querem aceitar e proceder em conformidade, com a fragilidade desta passagem pela terra que Deus nos concedeu, embrulhada num constante afrontamento entre o bem e do mal.

Vivemos esse dilema, que no fundo é a forma de sermos postos à prova perante o julgamento final e, temos o descaramento de falarmos em utopia relativamente aos supremos valores da nossa existência.

Depois de coabitarmos forçosamente, com o bem e o mal, deste confronto só avançamos com vida, se conseguirmos manter dentro de nós, um sentimento elevado chamado esperança, qual boia de salvação que nos pode levar até ao fim da vida.

A força secreta que move todo o esforço humano é a esperança num amanhã diferente para melhor.

Mas a esperança cristã, tal como a fé, não é uma esperança individual: é antes uma esperança com os outros e para os outros.

O cristão deve ser homem de esperança, pois sabe de onde vem e para onde vai. Sabe que vem de Deus e regressa a Ele.

Para viajarmos neste grande barco da vida, o bilhete de ingresso chama-se “família”, mas logo que entramos nele, temos de perceber através do amor que temos à nossa família, que é inevitável fecharmos os olhos ao desafio de aceitarmos a conceção de uma família mais alargada, e dessa maneira fiaremos abertos ao encontro e ao diálogo de gerações.

Tudo aquilo que não queremos para a nossa família, também não podemos nem devemos querer, ou aceitar, para a grande família alargada, a quem chamam o “próximo”.

Nasceu, então, em nós e a partir de agora outro conceito; o conceito da justiça social e o destino universal dos bens da Terra.

Chegámos, sem darmos por isso, a um porto até agora desconhecido, chama-se ele: “conceito cristão sobre a propriedade e o uso dos bens”.

É o princípio típico da Doutrina Social Cristã; os bens deste mundo são originariamente destinados a todos.

O Direito à propriedade privada é válido e necessário, mas não anula o valor de tal princípio.

Sobre a propriedade privada, de facto, está subjacente «uma hipoteca social», quer dizer, nela é reconhecida, como qualidade intrínseca, uma função social, fundada e justificada precisamente pelo princípio do destino universal dos bens.

Depois, e ainda, dentro do mesmo barco começamos a respirar, levemente, um suave perfume que, lido no frasco que o contém, sabemos chamar-se hino à “solidariedade humana”.   

Conforme a fragrância escolhida, podemos optar pela caridade paciente, caridade bondosa, caridade discreta, caridade da verdade mas nunca deveremos obter alguns outros tipos de caridade postas à venda como, a caridade indiscreta ou a caridade interesseira, ufana ou mesmo, invejosa.

Assim que sairmos de novo do barco, no qual fizemos esta longa viagem, teremos seguramente descoberto que há outra forma de ser feliz na terra, que desconhecíamos e que também, ainda nos pode levar à salvação eterna.

Sem medo de nos rotularem de utópicos, sabemos ser esta a viagem aconselhada. Não é fácil tomar a qualquer hora este barco! A maior qualidade para nele entrarmos será certamente o desapego material! De seguida o “amor ao próximo”!

SALÁRIOS DO ESTADO

 

Para muitos este terá sido um dos pecados capitais da política económica portuguesa das últimas décadas, com origem no novo sistema retributivo da Função Pública que entrou em vigor no início da década de 90, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro. O atual Presidente da República é muitas vezes acusado de ser o pai do “monstro” – o termo que ele próprio criou para designar a despesa pública num artigo de opinião publicado durante o Governo de António Guterres. Mais que o modelo, o mais grave foi não ter sido acompanhado por outras medidas de reforma da Administração Pública.

Esta decisão tornou a despesa com remunerações do Estado demasiado rígida, e, pior ainda, automatizou os aumentos. A partir daí, anualmente os salários passaram a crescer entre 3% e 4% ao ano de forma mecânica sem que o ministro das Finanças tivesse forma de o evitar. O objetivo foi tentar conseguir atrair quadros que, de outra forma, iriam parar ao setor privado. Mas as consequências em termos orçamentais foram enormes. No final da década de 90, a despesa pública portuguesa cresceu a dois dígitos ao ano.

Expresso – 14 de Abril de 2007 

DESENCORAJANTE

 

Portugueses vão ter de trabalhar até 4 de Junho só para pagar impostos

Os portugueses vão precisar de trabalhar este ano mais de cinco meses, até ao dia 04 de junho, para pagar impostos e só daí em diante o salário se torna verdadeiro rendimento líquido, segundo um estudo.

De acordo com o «The tax burden of typical workers in the EU 27» ('O fardo fiscal dos trabalhadores médios na Europa a 27'), relatório da organização New Direction - Fundação para a Reforma Europeia, o número de dias que os portugueses têm de trabalhar para pagar os seus impostos tem vindo a aumentar nos últimos anos.

Em 2011, os portugueses tiveram de trabalhar até 29 de maio para cumprir as suas obrigações fiscais e, em 2012, até 03 de junho, data em que puderam celebrar o Dia da Libertação de Impostos, dia a partir da qual o rendimento ganho já é para encaixe próprio e não para o Estado.

Diário Digital / Lusa

 

GENERAIS

 

Generais = gorduras do Estado·pesquisam no google: quantos generais há...?
Queiram conferir em:  generais/ wikipedia:

Alemanha:     189 generais
Brasil:             100 generais
Espanha.         28 Generais
EUA:                31 generais
França:            55 generais
Inglaterra:         3 generais
Noruega:           1 general
Portugal:       238 generais
Suécia:               1 general

Não encontrados dados para Grécia, Itália ou Austrália.

“ TENTAR PERCEBER “

                                                                     

“Francisco Sarsfield Cabral – Sobe de tom a contestação ao Governo.

Mas quase não há tirando o caso da segurança social, onde se nota um pensamento maduro e uma estratégia determinada na concretização da mudança. Predominam, isso sim, declarações de intenção reformista, mas ainda sem grande correspondência na prática. E como essas declarações não têm primado pela clareza, permitindo imaginar tudo e mais alguma coisa, a perspectiva de mudança alarmou inutilmente muitas pessoas. Inutilmente?Não; o alarme exagerado veio mesmo a jeito para os interesses instalados estimularem uma onda de rejeição indignada de toda e qualquer reforma.

Os lóbis não andavam distraídos, como já se tinha visto com a reacção à proposta de Ferro Rodrigues de criar farmácias sociais. A sua melhor defesa é o ataque. Assim, os vários grupos de pressão atacam por antecipação qualquer hipótese de reformas. Mas fazem-no em geral por interpostas pessoas, aproveitando o receio entretanto gerado na sociedade pela ânsia deste governo de se demarcar do estilo Guterrista, de empatar com diálogos. E fazem-no com tanto maior ânimo quando o governo se mostra verbalmente decidido a mudar muito, mas já comtemporizou demasiado com alguns lobis por exemplo, nas finanças das regiões autónomas ou no endividamento das autarquias. E não escapa a ninguém que, nestes como noutros casos, a verdadeira oposição ao Governo está dentro do próprio PSD. Chegámos, assim, a uma situação curiosa. O governo do PS não fazia reformas para evitar contestações. Este governo fomenta contestações ruidosas, mas ainda não se mostrou capaz de concretizar reformas. Muito barulho, para nada? ´

DN 24-06-2002

DANOS DA BANCARROTA

 

Ao contrário do que possa pensar-se, a bancarrota de um país não é uma coisa lá muito rara. Em média, a cada ano que passa, há um país que entra em falência, ou seja, fica sem dinheiro para pagar as dívidas. Em pouco mais de 200 anos registaram-se 290 crises bancárias e 70 bancarrotas. Dizemos-lhe o que aconteceu nos países por onde o Fundo Monetário Internacional (FMI) já passou. 

A vizinha Espanha é uma habitué nestas andanças. Em 200 anos faliu 14 vezes, sete das quais no século XIX, mas estreou-se há muito mais tempo: a primeira vez que decretou falência foi em 1557. 
Na altura, como agora, a dívida da Espanha era elevada, os juros demasiado elevados para suportar e D. Filipe II mandou confiscar todas as mercadorias valiosas que chegassem aos portos. A família real também teve de «apertar o cinto»: ficou sem o mestre limpador de dentes e o especialista em álgebra e o jantar foi reduzido de dez para seis pratos. 
Reincidente é também a França, que em menos de cem anos foi quatro vezes à bancarrota. 
A Alemanha também nem sempre foi a «menina bonita» da Europa. Faliu a seguir às duas guerras mundiais. Nos anos 20 um café chegou a custar quase 70 euros e o preço duplicava em poucos
minutos. 

As consequências de uma crise económica (bancarrota) não se limitam às donas de casa endividadas, aos financiadores e às grandes instituições financeiras. A crise dissemina-se, deixando nações inteiras a enfrentar a ruína financeira. Uma insolvência nacional não é apenas um problema de um país oficialmente declarar a bancarrota. Ao contrário, uma nação em estado de bancarrota provoca consequências económicas graves dentro e fora do país, muitas vezes necessitando de resgate financeiro a partir dos investidores estrangeiros ou das instituições globais, como, por exemplo, o Fundo Monetário Internacional.

A crise de cariz internacional, desabrochou em Portugal em 2008! Não foi tomada a sério, bem pelo contrário, o investimento público foi levado ao extremo, sempre de forma desorçamentada e empurrando uma dívida brutal para pagamento a longo prazo, que veio originar a forte auisteridade que o povo está a suportar com o país a empobrecer constantemente! 

O Monstro (dívida ), está instalado entre nós vai para trinta anos. Nasceu, cresceu e engordou e foi-se deitando em cima dos portugueses, não os deixando quase respirar. Veio para ficar?

Entretanto, o monstro parece não ter pais, pelo menos, ninguém assume a sua paternidade. Uma coisa é certa, ele apareceu depois do 25 de Abril, antes havia problemas mas eram de outro teor. Arriscamos algumas das paternidades lógicas:

- Os auto - proclamados “Anti – Fascistas”, por terem forçado uma revolução a qualquer preço e, quando a tiveram na mão, perderam-lhe o controle.

- O Estado desmesurado que temos, bem pago e terrívelmente esbanjador.

- A não existência de uma "sociedade civil" promotora de concorrência e da criação de riqueza.

O ANTES E O DEPOIS

 

Fala-se de dois mundos, qual deles o melhor, ou o pior. Noutros tempos era tudo muito mais fácil. Saber era linear e uniforme. Chegava-nos, por tradição, de pais para filhos de professores para alunos, Principalmente, de cima para baixo.

Havia um só poder muito bem localizado. Quem mandava era o mais velho ou um outro, suposto mais culto. Grandes discursatas davam rumo a tudo: a religião católica, o marxismo, a família nuclear, o casamento para sempre, o ataque ao autoritarismo salazarento etc. Do lado dos valores, destacavam-se a firmeza e a ordem. Aqueles ditos como diferentes eram facilmente marginalizados, face ao linear e ao uniforme. Na escola respirava-se a disciplina, branda e brincalhona, do tipo: vamos lá gozar um pouco com o nosso professor de português. Que obrigava os alunos a decorar uma estrofe do 1.º canto dos “Lusíadas”. Nos liceus da capital abundavam os “meninos família” ou estudantes oriundos da classe média, de tez branca e fatiota aprumada. Não eram raros, aqueles que fumavam às escondidas no pátio das escolas. As festas de anos eram organizadas pelos pais, sendo, não raramente, uma pura “seca”  A sexualidade era abordada dentro do mesmo sexo. O diploma escolar garantia emprego e também mobilidade social. Quem tivesse dinheiro, inscrevia-se numa faculdade. Os alunos do ensino técnico, arranjava emprego, mesmo sem qualquer cunha. A função pública absorvia muita gente, mas os mais aptos depressa saltavam para o privado, que pagava muito melhor. Só ficavam por lá os mais acomodados e, pouco ambiciosos. A função pública era o trampolim ou, se assim quisermos, um primeiro emprego de baixo salário.

Na família, em regra, os filhos não contestavam os pais. Detentores da verdade e experiência. Os pais resolviam os casos mais complicados, recorrendo mesmo ao cinto ou ao cavalo-marinho.

Hoje está tudo muito diferente. Os jovens sofrem influências muito fluidas, talvez por influência da “queda do muro de Berlim”, pois o 25 de Abril demoraria a chegar! Nas escolas onde anteriormente existiam pastas de couro, com cadernos arrumados, existem agora mochilas multicolores, com tudo a monte, canetas soltas e folhas de papel do caderno do vizinho. Poderes absolutos não existem. A autoridade de pais e professores, é posta em dúvida, só por vir de pessoas mais velhas. Os conceitos rígidos são afastados. Os valores tradicionais constroem-se na discussão de grupos de amigos. Quim Barreiros é aplaudido em simultâneo com os “Madre Deus “ou a Maria João Pires.

Pais e professore parecem não perceber que esta juventude já vive no século que se segue! Hoje, esta juventude usa palavras eruditas, lado-a-lado com obscenidades. As novas tecnologias determinam novos saberes e capacidades.

Os pais precisam convencer-se, rapidamente, que há uma realidade juvenil para além da escola e da família.

Os professores precisam convencer-se de que os seus alunos precisam de culturas juvenis centradas no quotidiano onde é permanente o provisório. Para vivermos todos juntos não pode haver certezas nem saberes absolutos. O pai só é verdadeiramente aceite se souber mostrar que também ele tem imperfeição.

O professor só terá êxito, se de facto ouvir os seus alunos e partilhar o saber na discussão de dois mundos em mudança. Um a acabar e outro a começar. Tenhamos o desejo de que este que começa, seja muito melhor do que aquele que está acabando.

REPENSAR O SINDICALISMO

Com a população a decrecer, a economia DEIXADA NUM ESTADO vergonhoso, o Estado aparece nas televisões, através de supostos porta-voz, sempre a pedir mais empregados (pagos pelo povo), As empresas estatais a darem enormes prejuízos,os responsáveis por toda esta situação a dizerem, nada ser com eles! Pior, a dizerem que foi este governo que empobreceu este pobre país, a levá-lo à bancarrota! A demagogia de certos políticos,donos da comunicação social, é de bradar aos ceus! Segue a opinião de alguém insuspeito: 

"15.02.2013 01:00 Nenhum espanto: em 2012, informa o jornal ‘i’, houve greves gerais, parciais ou às horas extra em 295 dias do ano, o que dá dois dias de greve em cada três e a supressão de mais de 30 mil comboios. Longe de mim contestar esse direito: se os trabalhadores da CP, no meio da catástrofe em curso, não aceitam cortes nas horas extra e entendem que a famelga deve continuar a viajar de borla, aqui fica o meu aplauso. Mas sabendo que a empresa, só nas paralisações gerais, perdeu 1 milhão de euros por dia, talvez não fosse inútil ponderar a oferta de um automóvel a cada passageiro regular. Mais do que despesa, o gesto seria um investimento. Porque o que se perde com comboios parados seria pelo menos compensado com o imposto respectivo sobre o veículo, sem falar do combustível e das portagens.

TAGS joão pereira coutinhogreves-cp" 

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