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O ENTARDECER

O ENTARDECER

BARBA LONGA”.

 

“GASTAR E TER NÃO PODE SER!"

 "Quem gasta sem conta vive sem lei." Melhor, a lei passa a ser: “GASTAR À BARBA LONGA" 

Este tem sido o grande problema de uma classe política sem um mínimo de experiência para o desempenho das funções que tem de desempenhar. Mesmo com bons “assessores“, o impulso de gastar “sem rei nem roque”, acaba por imperar. Acaba também por ser o povo a pagar, com sacrifícios desmedidos e muito sofrimento, os desvarios dos gestores de tal classe política escolhida por critérios diferentes da preparação, isenção e do sentido superior do interesse público.

Para além de tudo isto, existem demasiados políticos a viver uma vida inteira da e para a política e, normalmente, com a mesma camisola! Todos os políticos deveriam regressar, periodicamente à sua profissão, para continuarem a sentir o pulso do povo e ouvirem as suas lamentações. Se assim não for ficam com “barba longa” e não resistem a gastar em conformidade com o seu semblante barbudo!

Barba 

"Quem gasta sem fazer contas, arruína-se sem dar por isso."

OS TRUQUES DO SOCIALISMO

Sempre que se pretendeu caminhar numa liderança bicéfala, a experiência falhou! Sempre que se pretendeu erguer um país num coletivismo estatal, esse país falhou e falhou também a concretização da experiência soviética de um socialismo mundial (comunismo). Não por falta de chefes, mas por falta da liberdade e responsabilidade individual.

Tudo isto vem a propósito, da enorme carga de impostos que asfixiam o comum do cidadão. Tudo isto vem a propósito de uma classe política sem experiência nem verticalidade em gestão, mas muito apegada ao poder e aos seus privilégios! Conforme a “força do vento”, é ver os porta-voz socialistas fazerem navegar os seus discursos, entre um socialismo de esquerda e uma “bem disfarçada”, colagem ao pior do sistema capitalista.

Tudo isto vem ainda a propósito, do atual líder socialista na Câmara de Lisboa! Navegou como número dois de um ex-primeiro ministro que deixou o país na bancarrota e o povo (principalmente os reformados da classe média) a pagar uma dívida sem fim à vista. Obras e concursos públicos não faltaram, num momento em que tudo apontava para muita prudência nos juros e na dívida pública a pagar.

Os ditos “fascistas”, que eles queriam derrubar para colocarem o povo no estado em que o país está, faziam muito melhor e mais justo, pura e simplesmente desvalorizavam o saudoso “escudo”. Quem mais consumia, mais pagava.

As taxas que pagamos hoje são um verdadeiro escândalo:

-Taxa de saneamento fixo e 0,04 por dia- taxa de saneamento variável e 0,22 por m3- Há ainda muitos municípios com taxas adicionais!

- Contribuição audiovisual (RTP)

- Taxa municipal de direito de passagem

(percentagem sobre o valor mensal gasto em comunicações) exemplos: Lisboa, 0,25 % - Lagos 0, 25%.

Do gás – Taxa de ocupação do subsolo

(varia conforme consumo) Exemplo: euros 64.73 pagam e 6.63.

Taxa municipal de conservação de esgotos

1,8 Do valor do imóvel, definido para efeitos de IMI

-NOVA TAXA, Taxa municipal de proteção civil

0,0375 % Do valor patrimonial tributário

- Nova taxa sobre a entrada de turistas

A quantidade de impostos é impressionante! É isto o socialismo, o paraíso, dos dependentes do ESTADO PATRÃO,

Nem valerá a pena falar da educação, saúde, transportes, prejuízos das Empresas Públicas etc, etc,!

O povo paga todo este “regabofe”!

Morremos asfixiados com uma sociedade deste tipo?

Quem conhece e sabe como progrediram muitos dos países europeus e mundiais, sabe também que estes países acabaram de vez com este Estado gigante e fortaleceram uma “Sociedade Civil” competitiva e organizada que traz riqueza ao país e elimina um “Estado Perdulário” como o nosso.

Ouvir os socialistas, dá náuseas, navegam sempre conforme a direção do vento. São o suporte de toda esta “bandalheira”!

A QUADRATURA DO CÍRCULO

 

(A propósito de um comentário de António Costa no programa Quadratura do Círculo)

“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil”

Com o pressuposto de que Portugal (e outros países da UE, como a Grécia) iriam aproveitar os fundos, modernizarem-se, subir na cadeia de valor. Mas não foi isso que aconteceu.

O que aconteceu foi que continuámos a pescar, a agriculturar e a textilar, com uma agravante: em menos quantidade e volume. Os dinheiros entretanto foram usados para fazer Expo’s, estádios de futebol e outros. Assim de repente lembro-me das fraudes com os dinheiros para formação. ( … )

Alguém se esqueceu de nos avisar que obter dinbeiro emprestado implicava pagar juros. E que esses juros são impostos encapotados. Só que ficam debaixo do tapete. Empurra-se com a barriga. Lá mais para a frente há outros que vão pagar a factura. Calhou-nos agora a sorte.

 

“Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público – privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos… Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos. Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise.”

Não me vou repetir sobre por quem é a classe política que devia pagar pelos erros. Mas vou dar um exemplo caricato da mesma.

“Eh, pá, isto dava jeito gastar umas massas para ajudar a Economia”, disse o Ministro da Economia Pina Moura. “Mas é uma merda, vou ter de pedir autorização ao Ministro das Finanças”, concluiu. Mas subitamente fez-se luz: “Mas pera lá!!! Eu sou o Ministro das Finanças! AAAWWWWWWYYYYYYEEEEEEAAAAHHH! Spend all the money!!”.

Um tipo que foi comunista, depois socialista e agora é capitalista. Um tipo que tem a lata de vir dizer para a televisão que os problemas que estamos a passar deviam ter sido resolvidos há 10 anos ou 15 anos atrás. Quando ele, o próprio artista da rádio-cassette-tv-e-disco estava no Governo. Como Ministro da ECONOMIA *E* das FINANÇAS.

“Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.”

A austeridade não é uma condenação, é uma necessidade. Permanente, diria eu, uma vez que significa rigor e parcimónia coisa que não acontece com o uso dos dinheiros públicos. Quanto ao assalto fiscal não há nada a fazer. Uns assaltantes não quiseram fazer barulho e deixaram para trás uma bomba relógio. Que explode agora nos assaltantes que se seguiram.

 

NOTA: tenho o maior respeito por António Costa como pessoa, pelas poucas vezes com quem interagi. Como socialista é dos que me causa menos alergia por ser dos mais razoáveis e racionais. O discurso em causa, no entanto, é completamente errado, populista e demagógico.

 

 

ATÉ OS NOSSOS MOINHOS SE FORAM!

Pensa-se que os primeiros moinhos de vento foram construídos na Pérsia e o seu sistema mais tarde aproveitado pelos árabes.

Foram então trazidos para a Europa pelos cruzados que tomaram conhecimento da sua existência aquando das suas viagens pelo Oriente e pouco a pouco, o moinho foi sofrendo alterações que variam de região para região consoante as características geográficas e culturais de cada povo.

Nos séculos XI a XIII este tipo de construção, propagou-se pelo velho continente.

Em Portugal, os primeiros dados históricos remontam ao século XIV, sendo um dos países europeus onde mais se regista a sua existência.

Feitos de pedra, cal e madeira, os moinhos são também uma presença forte na paisagem da nossa EX - freguesia. De QUEIJAS

 

DO ARCO-DA-VELHA

 

Do arco da velha é uma expressão popular da língua portuguesa que significa "fantástico", "incrível", "espantoso". Muitas vezes a expressão completa é: "são coisas do arco-da-velha". Esta expressão também pode servir para qualificar uma história ou alguma coisa que é absurda ou inverosímil.

Do arco-da-velha faz referência a um fato passado, antigo. "O meu avô começou a falar dos seus tempos de infância e contou muitas histórias do arco-da-velha".

É sabido que por volta do século XIX, a expressão "arco-da-velha" servia para descrever o arco-íris, algo que já não é tão comum nos dias de hoje. Uma das explicações por trás dessa expressão é que essa denominação foi criada graças à história bíblica de Noé, quando depois do dilúvio, Deus criou o arco-íris para demonstrar a sua aliança com o ser humano, e que não voltaria a enviar outro dilúvio dessa magnitude. Assim, na expressão "do arco-da-velha", o termo "velha" representa a velha aliança que Deus formou com o Homem. Por esse motivo o arco-íris também é conhecido como arco-da-aliança.

Uma explicação alternativa para a origem desta expressão é que originalmente ela seria "arca da velha" e não "arco-da-velha". Isto porque senhoras de certa idade tinham o hábito de guardar coisas incríveis e espantosas nas suas arcas.

O VENTO VAGO VOLTOU

 
Fernando Pessoa

No entardecer da terra

No entardecer da terra

O sopro do longo Outono

Amareleceu o chão.

Um vago vento erra,

Como um sonho mau num sono,

Na lívida solidão.

 

Soergue as folhas, e pousa

As folhas, e volve, e revolve,

E esvai-se inda outra vez.

Mas a folha não repousa,

E o vento lívido volve

E expira na lividez.

 

Eu já não sou quem era;

O que eu sonhei, morri-o;

E até do que hoje sou

Amanhã direi, quem dera

volver a sê-lo! ... Mais frio

O vento vago voltou.

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