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O ENTARDECER

O ENTARDECER

AS LAVADEIRAS

 

Constituíam a ocupação mais numerosa no século XX, ocupando pessoas de qualquer dos sexos na antiga freguesia de Carnaxide.

O levantamento eclesiástico de 1865 ( P.e Francisco da Silva Figueira, " Os primeiros Trabalhos Literários" ) dá - nos conta da existência do total de 191 (?), assim sendo distribuídas: Carnaxide, 43; Linda-a-Pastora,44; Linda- a - Velha, 14; Outurela, 12; Portela, 2 ; Algés, 40 ; Praias, 10; Queijas, 16 ; e dispersas, 10.

Para se ter a noção do peso desta ocupação, convirá dizer que, logo a seguir, surgem as criadas de servir, em número de 36, e as costureiras, com 20. Entre os homens a profissão que envolvia mais pessoas era a de trabalhador da lavoura - 108.

Embora mal remunerado, o trabalho da lavadeira constituía uma ajuda importante para as parcas posses dos agregados familiares . Daí o elevado número de mulheres que, em toda a cintura saloia de Lisboa, se ocupava nesta tarefa, desde a juventude até à velhice. E assim. era vê-las, todas as segundas- feiras, estrada fora, a caminho da capital, em cortejo, escarranchadas na albarda do burro ou de carroça, entre trouxas, a fim de devolver às clientes a roupa já lavada  - bem branca pela acção do sol e cheirosa pelos odores silvestres de onde fora depositada a corar.

Regressavam já tarde ou no dia seguinte, ajoujadas de entre trouxas, agora de roupa suja que a água do Jamor e a força dos seus braços branqueariam. Aproveitavam e vendiam às clientes ovos e queijos frescos que também levavam, com essa intenção. No regresso traziam mais uns cobres que muito ajudavam a saciar as dificuldades caseiras.

Este trabalho era pesado e pernicioso para a saúde. Mas a necessidade a tal obrigava. Há séculos que o saloio a desempenhava.        

 

Linda-a-Pastora, Lugar

Edificada nos socalcos da encosta de um monte elevado e pedregoso, a povoação situada no extremo Sudeste da freguesia de Queijas surge ao visitante como um reduto da pacatez perdida noutros lugares. 

Entra-se ali pela Avenida Tomás Ribeiro, de onde é possível admirar a fabulosa perspectiva do concelho, enquadrada pelos sempre múltiplos azuis do céu, por um lado, e do rio Tejo, por outro.

Descobrem- Heranças de lavoura e poesia

se os recantos bucólicos, evocando uma vivência campestre ainda muito presente nos detalhes. Junto à igreja, por exemplo, ladeado por canteiros onde florescem enormes jarros plantados por algum morador, o fontanário, animado por singular obra de azulejaria, retracta um animal alimentando-se nos campos, rodeado de árvores, enquanto lá ao fundo se imaginam as velas de um moinho, girando ao sabor dos ventos.

Um bonito fontanário

ali ao lado, uma mesa e dois bancos em madeira, muitas buganvílias dependuradas na muralha e um pequeno jardim em frente, constituem um dos vários locais que em Linda-a-Pastora convidam ao descanso e à reflexão, e para tal a Junta de Freguesia se empenhou em todos os aspectos.

 
Não terá sido, por certo, obra do acaso, que nesta terra de tranquilidade inspiradora, tenha passado longos períodos da sua vida Cesário Verde.
O poeta que, à semelhança da tal linda pastora, constitui figura de referência para as gentes da terra.

 

A água que lá corre, de óptima qualidade, dizem que vem dos lados de Queijas, do seu subsolo.

Em tempo de corte no abastecimento público do precioso líquido, é de lá que as populações de Queijas e Linda a Pastora se socorrem para os gastos mínimos.

 

Durante centenas de anos Linda - a - Pastora foi a segunda maior localidade, a primeira era Carnaxide, da enorme freguesia com este nome.

Dos registos de censos efectuados, temos o primeiro dos anos de 1755, que refere ter esta terra, setenta e tantos habitantes, enquanto Carnaxide teria oitenta e tantos. Depois temos o de 1865 com 403 e Carnaxide com mais três habitantes.

A partir do século XX, começa a dar-se uma inversão e Carnaxide cresce muito em habitantes, por exemplo em 1969 em que Linda - a - Pastora tem 860 e Carnaxide 1278. Neste ano Queijas já apresenta 1076 habitantes e Algés (20948), Dafundo/Cruz Quebrada (8770) e Linda - a - Velha (7196) tornam-se as  maiores localidades da freguesia..

A partir deste momento a tendência foi para a estagnação ou lenta evolução do número de habitantes em Linda - a - Pastora, tendo a auto-estrada do Estádio Nacional, de algum modo, emparedado esta terra em relação ao rio Jamor e às terras, dos belos pomares da sua margem direita.

 

No Rio das Lavadeiras

Os ares eram lavados, a água cristalina, a várzea agricultada, as antigas azenhas e moinhos de vento, estes empoleirados nas cumeeiras e encostas marginais, constituíam as ancestrais marcas que caracterizavam o bucólico e atractivo vale da ribeira do Jamor, até quase ao termo da primeira metade do século XX.  Depois, a avassaladora onda de expansão urbanística quebrou o sortilégio paisagístico, poluiu a ribeira, desfez equilíbrios naturais. E perdeu-se um dos mais cantados "recantos" do concelho de Oeiras.

Uma referência era pois a ribeira do Jamor, ainda é comum encontrarem-se muitos avós em Queijas e Linda - a - Pastora, que nadaram neste percurso de água hoje muito debilitado.

Será certamente com muita emoção para eles, lerem a descrição que o jornalista Rocha Martins dele fez ;

 

 "O Jamor é um ribeiro torcicolante desde Belas, formam-no dois riachos e, passando por Queluz e na baixa de Carenque, saltita nas pedras, ora alastra e empoça, ora se aprofunda e adelgaça , tendo largueza junto a S. Romão de Carnaxide, onde se miram em suas águas árvores verdes, moitedos de silvas e abrunhais bravos. Durante três léguas, brinca e gorgoleja, ruge nos invernos; pacifica-se nos verões e vai ligar-se ao Tejo, na Cruz Quebrada, já sem rumores, anémico, cansado. Teve, por vizinhança, reais velas brancas de Moinhos, pegureiros e princesas, paços e lugarejos de nomes lendários - a Ninha - a - Pastora, a Ninha - a - Velha, - viu mendigos e milagres."

 

Mas também, em 1945, José Dias Sanches ( Olisipo , n.º 32) ainda assinalava : " (... ) o rio Jamor , o rio das lavadeiras, o rio campesino serpenteando as viçosas hortas e os verdejantes pomares".

 

Referenciando a ligação histórica do Jamor às lavadeiras, Branca de Gonta Colaço e Maria Archer, nas " Memórias da Linha  de Cascais" ( 1943), por duas vezes sita : " o rio de lavadeiras" em vez de lhe chamar somente a ribeira do Jamor.  

 

Ao lado deste rio nunca deixou de estar a povoação de Linda - a - Pastora, que ninguém terá descrito tão bem como Almeida Garrett no seu livro "Romanceiro" III ;

 

" Já me eram familiares aqueles sítios; mas posso dizer que não os conheci bem e como eles são deveras, senão quando, haverá hoje três anos, ali fui um dia primeiro de Maio.

Fui, como de maravilha em maravilha, por todos os pontos que tenho nomeado; mas chegando à ribeira do Jamor, parei extasiado no meio de sua ponte, porque a várzea que daí se estende, recurvando-se pela direita para Carnaxide, e os montes que a abrigam em derredor, estava tudo de uma beleza que verdadeiramente fascinava. O trigo verde e viçoso ondeava com a viração desde as veigas que rega o Jamor, até aos altos onde velejam centenares de moinhos. Arvores grandes e belas, como rara vez se encontram nesta província dendoclasta, rodeavam melancolicamente, no mais fundo do vale, a velha mansão do Rodízio. E lá, em perspectiva, no fundo do quadro, uma aldeia Suiça com suas casinhas brancas, suas ruas em socalcos, seu presbitério ornado de um ramalhete de faias; grandes massas de basalto negro pelo meio de tudo isto, parreirais, jardinzitos quase pêncis, e uma graça, uma simplicidade alpina, um sabor de campo, um cheiro de montanha, como é difícil de encontrar tão perto de uma grande capital.

O lugarejo é bem conhecido de nome e fama, chama-se Linda - a - Pastora Porquê ? Não sei. Têm - me jurado antiquários de «meia tigela» que o seu nome verdadeiro é Niña - a - Pastora. Mas enquanto não achar algum de «tigela inteira» que me saiba dar razão por que se havia de chamar assim, meio em português meio em castelhano, um aldeote de ao pé de Lisboa hei - de chamar-lhe eu, como os seus habitantes e toda a gente diz : Linda - a - Pastora.

 

Será desses nomes lendários, que a seguir falaremos também de bonitas lendas dum passado, que começa a ficar deveras longe :

 

CONCELHO DE OEIRAS

HISTÓRIA

A situação geográfica privilegiada do Concelho, associada às características físicas bastante atractivas foram alguns dos factores que contribuíram para que o território do concelho constituísse, desde a Pré-história, o suporte para as actividades humanas nele posteriormente desenvolvidas.

A existência, no interior, de alguns "cabeços" ou altos, proporcionaram o estabelecimento de alguns núcleos castrenses agro-pastoris. É exemplo deste tipo de ocupação, o Castro Eneolítico de Leceia, classificado como imóvel público (desde de 1963) e constituído por estruturas habitacionais e defensivas típicas de um antigo povoado calcolítico pré-companiforme.

Vestígios de períodos anteriores existem no Concelho, como por exemplo, a Gruta da Ponte da Lage, ocupada pelo homem desde o Paleolítico até à Idade do Ferro, e a Jazida do Ferro de Outurela, também da Idade do Ferro.

A descoberta de materiais originários da Fenícia, indiciam o estabelecimento de relações comerciais com regiões do Mediterrâneo, facto que se prende com a posição privilegiada de Oeiras no estuário do Rio Tejo.

Relativamente ao período da ocupação romana, existem no Concelho poucos vestígios, o mesmo acontecendo à época muçulmana, do qual apenas se conhecem influências na Toponímia: Alcássimas, Algés, Alpendroado, Almocovada, etc.

Os séculos XII e XIII correspondem ao período de fixação de ordens religiosas (conventos) e à construção de alguns fortes ao longo da orla marítima do Concelho. "Oeiras", passou a ser a designação para o primitivo Reguengo limitado a nascente pela Ribeira do Jamor.

As primeiras referências oficiais a Oeiras, surgem em documentos do século XIV - Diploma da Chancelaria do Rei D. Dinis. No século XVI, são construídos o Mosteiro de Frades Arrábidos sobre os rochedos da Cruz Quebrada e o Convento de S. José de Ribamar em Algés, que se tornam locais muito atractivos.

Ainda no século XVI, durante o reinado do rei D. Manuel, deu-se início ao desenvolvimento de uma certa actividade industrial e comercial, nomeadamente com a construção das primeiras oficinas para a manipulação da pólvora, em Barcarena, a exploração das pedreiras e a construção de fornos de cal em Paço de Arcos, bem como o desenvolvimento de actividades agrícolas, principalmente a cultura da vinha e mais tarde dos cereais, praticamente em todo o concelho.

No século XVII, foram instituídas com início em Paço de Arcos, carreiras de barcos, destinadas ao transporte de mercadorias. Com o objectivo de defender e controlar a passagem dos navios na entrada da Barra, construíram-se alguns fortes nomeadamente, o Forte de S. Julião da Barra, Forte das Maias, Forte do Catalazete, Forte da Giribita, Forte de S. Bruno, Forte da Conceição de Algés, Forte de S. José de Ribamar, Forte de S. Pedro, etc.

Durante os séculos XVII e XVIII, começam a ser construídos palácios e grandes quintas de recreio, locais onde se encontravam associados os aspectos agrícola e de recreio. Estas quintas vão localizar-se junto às ribeiras, que constituem locais privilegiados para o desenvolvimento da agricultura muito produtiva e com produtos de qualidade. De facto, as áreas ribeirinhas são áreas com aptidão natural para o regadio, dada a proximidade ao recurso à água e à qualidade dos seus solos, e por esse motivo o Concelho de Oeiras funcionou desde essa altura até há muito pouco tempo atrás, como uma das principais áreas abastecedoras de produtos alimentares para a população da cidade de Lisboa.

A partir do século XVIII iniciou-se um período de grandes e profundas transformações. A elevação da povoação a Vila e a formação do Concelho, permitiram uma certa autonomia administrativa do território, proporcionando o seu desenvolvimento económico e social. A partir deste momento, a história do Concelho de Oeiras, fica ligada a uma grande e mítica figura daHistória de Portugal - o Marquês de Pombal.

Como testemunho da riqueza gerada neste período, o Concelho possui hoje um vasto património construído, nomeadamente palácios e quintas, igrejas e capelas, moinhos, pombais, chafarizes, aquedutos, etc.

Entre o século XIX e os anos 40 do século XX, o Concelho assistiu a um período de grande desenvolvimento ao nível das infra-estruturas de transportes (comboio eléctrico, por exemplo) e à construção de moradias de recreio e quintas para a fruição das boas características ambientais do Concelho. Surge a moda das praias, banhos de mar, desportos náuticos, casinos, festas, etc., pelo que esta área começa a ser um ponto de atracção da população sobretudo de Lisboa mas também de outras partes do País.

Como consequência da construção e expansão do caminho de ferro, instalam-se no Concelho um conjunto de unidades industriais nomeadamente a Fábrica de Papel, Fundição de Oeiras, Lusalite e os Fermentos Holandeses. Também se assiste, nesta época, à dinamização social e cultural do Concelho, que se traduziu na fundação de várias sociedades recreativas e desportivas, teatros, etc.

Posteriormente, assiste-se ao início de um período caracterizado pela concentração das actividades económicas, ou seja do mercado de trabalho, na cidade de Lisboa, e consequente abandono da população, da capital para os novos bairros residenciais, com boa acessibilidade à capital, que entretanto foram sendo construídos nos concelhos vizinhos. Esta época, caracterizou-se pela expansão demográfica do concelho que teve como principais repercussões, um aumento na procura e consequentemente um crescimento do ritmo de construção de zonas habitacionais e respectivas áreas para equipamentos e infra-estruturas. Como resposta a este contexto socio-económico, surge o primeiro estudo urbanístico local - o Plano Urbanístico da Costa do Sol - P.U.C.S. (1948).

O ritmo a que se processou toda a expansão demográfica e consequente pressão sobre o espaço ainda disponível para construção, sobretudo  na década de 1960-70, traduziu-se no apelo à construção massiça em detrimento da construção de equipamentos, deficientes infra-estruturas, degradação do património construído, paisagístico e ambiental. Em situações, onde a oferta de habitação não se adequa à procura, assiste-se à implantação de núcleos clandestinos ou bairros de barracas.

 

Evolução Administrativa do Concelho

 

Por influência de Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Marquês de Pombal, D. José criou este concelho em 26 de Abril de 1760.

A 26 de Setembro de 1895 o Concelho de Oeiras foi extinto por decreto do ministro João Franco, então ministro do Reino do Governo Regenerador, procedendo-se a uma nova ordenação político administrativa para o distrito de Lisboa.

As freguesias de Carcavelos, Carnaxide, Oeiras, S. Julião da Barra passam a pertencer ao Concelho de Cascais e Barcarena, parte antiga de Benfica e o lugar da Porcalhota ao concelho de Sintra.
Os motivos apresentados por alguns investigadores da história de Oeiras quanto à supressão do concelho de Oeiras são dois:

- a supressão teria por base um acordo de bastidores entre os partidos regenerador e progressista com vista a reduzir as despesas públicas para fazer face à crise financeira e tomavam a decisão de extinguir alguns concelhos e distritos.
Outra leitura diferente da situação é:
- uma manobra partidária de um dos partidos do rotativismo, um episódio de rivalidade política onde só esteve em causa a supressão de um suporte local de um partido político.

Ao contrário do concelho de Cascais, governado por regeneradores, o concelho de Oeiras era administrado por progressistas entusiasmados pela República , sobretudo entre o operariado.
Qualquer que seja a análise da situação política da época o facto é que de 1895 a 1898 o concelho de Oeiras deixou de constar no mapa das divisões concelhias do país, para desagrado de muitos munícipes.
A registar e digno de nota é a noticia de 1ª página em 6 de Outubro de 1895 no jornal Gazeta de Oeiras:
"Assim acabou o governo com um concelho dos mais ricos do distrito para a satisfação dos seus interesses politicos.
Não respeitou nada, nem as conveniências e o bem estar dos povos, nem as tradições históricas. O Concelho de Oeiras foi fundado pelo maior homem político da nossa história moderna, pelo notável estadista Sebastião de Carvalho e Mello depois Marquez de Pombal ".(1)
Neste contexto e na mesma ocasião, um outro momento de grande carga simbólica foi a entrega a Cascais da documentação de arquivo de Oeiras, que a Gazeta refere:
"Na segunda feira de manhã apresentaram-se em Oeiras, pelas sete horas da manhã, o Sr. Administrador do Concelho de Cascaes e os Srs. Secretários da camara e da administração para tomarem conta dos papeis e fazerem-nos conduzir para aquella villa. Foram recebidos pelo Sr. Silveira secretatrio da extinta camara e pelo sr. Vereador Macedo que fizeram entrega de tudo que dizia respeito á camara. Da administração estava o ex-administrador e o ex-secretario que tambem fizeram entrega da papelada administrativa. A este triste espectaculo não compareceu ninguém do povo. À hora em que os archivos estavam sendo entregues ainda a camara extinta andava recolhendo assignaturas em Paço d' Arcos para a representação pedindo a conservação do concelho".
(…) Foi injusta a supressão d'este concelho que em breve será um dos mais opulentos com o desenvolvimento que se está dando à plantação da vinha ". (1)
Para agrado de muitos ,finalmente e por decreto de 13 de Janeiro de 1896, foi de novo restaurado o concelho pelo partido progressista , então no poder, com todas as freguesias à excepção da freguesia de Carcavelos que ficou anexada ao concelho de Cascais.

A 11 de Setembro de 1979, aquela que era uma freguesia de Oeiras desde 1916, a freguesia da Amadora, foi elevada a concelho ficando o concelho de Oeiras reduzido a uma área menor.

Assim, o Concelho de Oeiras está hoje integrado na grande Área Metropolitana de Lisboa, e encontra-se situado na sua margem norte e é rodeado pelos Concelhos de Cascais a poente, Sintra e Amadora a norte, Lisboa a nascente, tendo como limite sul o Rio Tejo, ocupa uma área de 46 km2. A sede do Concelho é em Oeiras. Tem cerca de 160.000 habitantes.

Mais de cem anos passaram sobre estas questões de autonomia e podemos dizer que teria sido lamentável Oeiras não ter sobrevivido como concelho a incidentes e manobras partidárias ou simples lutas políticas.

 

A SENHORA FRANCISCA

Quem haveria de dizer que uma lavadeira de Linda-a- Pastora entraria na história da literatura portuguesa ! Pois, tal aconteceu. Foi a Senhora Francisca, lavadeira bem conhecida do lugar, que " deu a última e, ao que parece, mais correcta versão que do presente romance se tinha obtido.

Deixo, pois, notações somente das principais versões da lenda, ou seja, acrescentarei mais esta outra, que a lavadeira de Linda - a - Pastora, de nome Sr.ª Francisca, terá contado a Almeida Garrett, durante o verão que aqui passou e que foi por ele publicada no "Romanceiro" :

 

-          Linda pastorinha, que fazeis aqui ?

Procuro o meu gado que por aí perdi.

- Tão gentil senhora a guardar o gado !

Senhor, já nascemos com este fado.

-          Por estas montanhas em tão grande p'rigo !

Diga-me, ó menina, se quer vir comigo.

Um senhor tão guapo dar tão mau conselho,

Querer que se perca o gado alheio !

-          Não tenha esse medo que o gado se perca

Por aqui passarmos uma hora de sesta.

Tal razão como essa não na ouvirei:

Já dirão meus amos que demais tardei.

-          Diga-lhe, menina, que se demorou

Co esta nuvem de água que tudo molhou.

Falarei a verdade, que mentir não sei:

A volta do gado eu me descuidei.

-          Pastorinha, escute, que oiço balar gado...

Serão as ovelhas que me têm faltado.

-          Eu lhas vou buscar já muito depressa,

Mas que me espedace por essa charneca.

 

Ai como vai grave de meias de seda !

Olhe não as rompa por essa resteva.

-          Meias e sapatos tudo romperei

Só por lhe dar gosto, minha alma, meu bem.

Ei - lo aqui vem; é todo o meu gado

-          Meu destino foi ser vosso criado.

Senhor vá-se embora não me dê mais pena,

Que há - de vir meu amo trazer-me a merenda.

-          Se vier seu amo, venha muito embora;

Diremos, menina, que cheguei agora.

Senhor, vá-se, vá-se, não me dê tormento:

Já não quero vê-lo nem por pensamento.

-          Pois adeus, ingrata Linda - a - Pastora !

Fica-te, eu me vou pela serra fora.

Venha cá, Senhor, torne atrás correndo....

Que o amor é cego, já me está rendendo.

Sentaram-se à sombra.... tudo estava ardendo...

Quando elas não querem, então estão querendo.

 

 

A LENDA DA PASTORINHA

Esta lenda tem muitas variantes, porque todo o reino a sabia  e cantava. Vejamos então esta outra versão da mesma lenda :

Em tempos remotos veio fixar a sua residência nestas terras, um dos fidalgos mais queridos do seu monarca, que pelos seus feitos e, pela nobreza de seus antepassados, a breve trecho era o senhor feudal de grandes propriedades com as quais tinha sido contemplado pela grácia régia.

Novo ainda, e tendo perdido os seus maiores nas gloriosas batalhas de África, a vida de celibatário corria-lhe cheia de monotonia, na labuta do amanho dos campos, quando um dia, perdendo-se numa das caçadas que costumava promover, encontrou num dos povoados da serra uma gentil moça por quem se sentiu apaixonado, em virtude dos encantos com que a natureza a tinha dotado.

Rendido pelos encantos dessa mulher e avesso aos preconceitos ligados à sua condição de fidalgo, dentro em breve, unia, numa capelinha do sítio, o seu destino ao da jovem por quem se apaixonou.

Foram vivendo felizes até que um dia ela, timidamente, lhe anunciou que iria ser mãe. Em boa verdade, sete meses decorridos após o seu casamento, era presenteado com uma encantadora menina, que longe de vir trazer mais alegria ao lar, lhe traria luto e desolação, porque o fidalgo, pouco dado a letras e desconhecedor dos fenómenos da gestação, viu no prematuro parto uma infame traição de sua esposa.

Assim, magicando, e em sucessivas noites de tortuosas vigílias, resolveu abandonar o seu solar e com ele sua esposa e filha, indo esconder bem longe de terras portuguesas a sua presumida desonra.

Uma madrugada, antes que o sol fosse nado, e sem que a sua esposa nem nenhum dos seus vassalos desconfiasse da decisão que tinha tomado, emalando todas as jóias, e arrecadando todos os seus pergaminhos e mais valores, abalou até um porto mais próximo, onde se fez embarcar num frágil batel e conduzir a bordo de uma caravela que próximo se balouçava nas poéticas águas do nosso famoso Tejo, tendo previamente deixado, como padrão do seu infortúnio, uma tosca cruz na praia onde se havia embarcado.

Desfraldadas as velas ao vento, e depois de haver volvido os olhos para as terras onde ficavam para sempre sepultados os seus amores e os dias mais felizes da sua vida, com o coração torturado pela dor mais profunda, foi-se pela barra fora, a caminho duma corte onde pudesse, no calor das batalhas e no estontear das intrigas, esquecer as suas mágoas ...

Desembarcado que foi em terras estranhas, fácil lhe foi encontrar um lugar prestigiado na corte do monarca que regia esses povos .

Dentro em breve, o seu valor guerreiro e as suas fidalgas qualidades de carácter, fizera prender a atenção desse rei, que o colocou ao seu serviço como aio e confidente.

Tratando-se por essa época do consórcio do monarca foi, então, o nosso herói encarregado dos preparativo dos esponsais, e por tal forma se houve que mais se afirmou no espírito do seu amo e senhor...

Volvidos sete meses, a rainha presenteava o seu augusto esposo com um formoso bebé, o que veio encher de nova e amargurada surpresa o fidalgo português, porque tendo recorrido a vários físicos da corte a perguntar-lhes a razão de tal fenómeno, eles explicaram-no em poucas palavras.

Compreendeu então o seu erro, e a grande falta que havia cometido para com aquela que tanto havia amado, e que foi desprovida de recursos, e coberta de miséria, havia, ao ver-se abandonada por seu marido com uma inocentinha criança nos braços, recorrido às magras sopas de sua pobre mãe, que bondosamente a acolheu e lhe ajudou a criar o fruto dos seus infelizes amores.

Resolveu então voltar a Portugal e procurar sua esposa para lhe solicitar perdão pela falta cometida.

Ei - lo de volta, a caminho do seu abandonado solar, outrora tão altivo e cuidado, e agora votado ao maior abandono, como se um sopro de maldição houvesse por ali passado....

Caminhando, em tudo encontrava como que restos de recordações felizes, com que a sua alma ainda viril se ia reanimando, almejando só o momento feliz em que carinhosamente havia de estreitar nos seus robustos braços a sua mulherzinha, por quem tanto havia já sofrido.

Nesta preocupação de espírito, deparou ao longe com uma encantadora criança, duns sete para oito anos, que descuidada pastoreava um pequenino rebanho.

Dirigindo-se-lhe perguntou-lhe :

Linda pastora, sabeis dizer-me onde poderei encontrar por estes sítios uma infeliz mulher que tendo sido casada com um dos maiores fidalgos destes reinos foi por ele cruelmente abandonada ?

Sim, meu senhor, - Retorquiu a pequenina pastora. - Vinde comigo, que vos levo ao seu encontro. A pobrezinha, que leva a vida a chorar a sua desdita, é minha mãe, e mora além, naquele casal, com a minha avó...

Um raio que tivesse caído aos pés do fidalgo, não teria produzido nele o efeito que tais palavras produziram !

Calou-se no entanto, e seguiu a sua linda interlocutora.

Chegado que foi ao ponto indicado, encaminharam-se para uma velha arribana, onde o alinho e o conforto indicavam que ali existiam criaturas cuidadosas, mas onde se notava a maior miséria. Apareceu-lhes no beiral da porta uma mulher ainda nova, de uma formosura bem evidente, mas em cujo rosto se notavam os vestígios de profundos desgostos, com os cabelos já grisalhos e os olhos magoados por muitas lágrimas vertidas, e na qual o fidalgo reconheceu logo a sua infortunada esposa. Caindo-lhe aos pés verdadeiramente alucinado, exclamou :

Linda velha ! Perdoa o meu grande crime e vem comigo reatar os laços do nosso passado amor !

Não ! - exclamou ela. Vós que não tivésteis rebuço em pôr em dúvida a minha honestidade e que como vosso gesto proclamásteis perante estes povos a minha infidelidade, não podeis jamais ser o meu leal companheiro ! ...

Ide-vos, senhor, porque não quero reconhecer em vós aquele que, entregando todo o meu amor, toda a minha vida, me feriu e a minha filha, no que nós, pobres descendentes do povo, temos de melhor - a Honra ! ...

O fidalgo, acabrunhado com essa justificada altivez de carácter, e como tendo repulsa de si próprio, voltou pelo mesmo caminho, aturdido, com o que se havia passado. Sem saber como, encontrou-se junto da cruz que havia deixado quando embarcou para as longínquas terras donde havia regressado, e dirigindo-se a ela, derrubou-a ao mesmo tempo que dizia :

Cruz ! Eu te quebro para que não fiques aí mostrando aos meus vindouros a injustiça que pratiquei com a mais virtuosa das mulheres portuguesas ! ...

E assim, através dos séculos e segundo reza a lenda, ficou perpetuado um erro e a história de tristes amores com a denominação de três das mais florescentes e encantadoras povoações que eram da freguesia de Carnaxide ...

Linda - a - Pastora, Linda - a - Velha e Cruz Quebrada.

 

LENDAS

 

"Lugar da freguesia de Carnaxide, com ermida"


mas ainda não foram convenientemente explicados os topónimos Linda-a-Pastora e Linda - a - Velha.

As hipóteses são várias, de várias origens, mas a mais citada é a de Leite Vasconcelos que considerava Linda substantivo verbal de Lindar (em latim- limitar). Mas o facto é que a forma anterior da primeira parte dos dois topónimos era Ninha. Assim, em diplomas de 1319 há referências ao "ryo de Ninha" e à "Água de Ninha"; Nastro de 1374 lê-se: "...em lugar que chamam Ninha a Velha termo da dita cidade (de Lisboa)...) Daqui se depreende que importa explicar primeiro Ninha e depois como esta forma foi substituída por Linda. Neste último caso teria havido um prurido anti-espanhol que impôs a substituição do suposto representante do castelhano "niña" por um quase homófono vernáculo, Linda.
E a que se deve esse Ninha? Talvez o devamos ligar a "Nire", a "Penina" e a outros topónimos de origem Céltica, não esquecendo fora de Portugal, "Apeninos" (Itália) e "Pennire" (Inglaterra), todos aplicados a lugares altos ou na sua vizinhança; em Galês "neu" é: céu, tecto, telhado.
Outra versão da origem dos topónimos são as lendas que foram geradas em volta da beleza da velha e de Aninha - a – Pastora

O SÍMBOLO DA PAZ

 

No cristianismo e no judaismo, um pombo branco é um símbolo da paz. Isso vem do Antigo Testamento : um pombo teria sido solto por Noé depois do díluvio para que ele encontrasse terra. O pombo então volta carregando um ramo de oliveira no bico e Noé constata que o Dilúvio havia baixado e que novamente havia terra para o Homem.

(Gênesis 8:11). Isso simbolizava que Deus havia terminado a sua "guerra" contra a humanidade. O aparecimento do arco-íris  (Genesis 9:12-17) ao final da história do Dilúvio também representa a paz, por onde Deus direciona o seu "arco" contra si mesmo, um antigo sinal de cessão de hostilidade. O tema também pode representar a "esperança pela paz" e até mesmo a oferta de um homem a outro, como na frase "estenda um ramo de oliveira". Comumente, o pombo é representado ainda em voo para lembrar a quem vê o seu papel como mensageiro.

 

“A simbologia do azeite na Bíblia

Na Bíblia, o azeite é utilizado como símbolo da presença do Espírito Santo  (Deus).

Em Gênesis, quando as águas do dilúvio tinham cessado e a arca ainda navegava sobre as águas, o patriarca Noé teria soltado uma pomba que retornou trazendo um ramo de oliveira.

Jacó, ao ter duas experiências sobrenaturais com Deus, em Bétel, em ambas as vezes colocou no local uma coluna de pedra sobre a qual derramou azeite. (Gênesis 28:18 e 35:14)

Os judeus utilizavam o azeite nos seus sacrifícios e também como uma divina unção que era misturada com perfumes raros. Usava-se, portanto, o azeite na consagração dos sacerdotes  (Êxodo 29:2-23; Levítico 6:15-21), no sacrifício diário (Êxodo 29:40), na purificação dos leprosos (Levítico 14:10-18 e 21:24-28), e no complemento do voto dos nazireus  (Números 6:15).

Quando alguém apresentar ao Senhor uma oblação como oferta, a sua oblação será de flor de farinha; derramará sobre ela azeite, ajuntando também incenso. (Levítico 2:1)

Pode-se afirmar que a Torah previa três tipos de ofertas de manjares que deveriam ser acompanhadas com azeite e sem fermento, as quais eram: 1) flor de farinha com azeite e incenso; 2) bolos cozidos ou obreias (bolos muito finos) untadas com azeite; 3) grãos de cereais tostados com azeite e incenso. E, enquanto a ausência de fermento simbolizava a abstinência do pecado, o azeite representaria a presença de Deus. Parte das ofertas era então queimada no altar como sacrifício a Deus. Certas ofertas, contudo, deviam efetuar-se sem aquele óleo, como, por exemplo, as que eram feitas para expiação do pecado (Levítico 5:11) e por causa de ciúmes (Números 5:15).

Os judeus também empregavam o azeite para friccionar o corpo, depois do banho, ou antes de uma ocasião festiva, mas em tempo de luto, ou de alguma calamidade, abstinham-se de usá-lo.

O azeite também era reconhecido como um medicamento entre os judeus (Isaías 1:6; Marcos 6:13; e Tiago 5:14). No Evangelho segundo Lucas 10:34, o "bom samaritano" unge as feridas do homem que tinha sido atacado pelos salteadores com vinho e azeite. O azeite, nas feridas, era conhecido por ajudar a cicatrizar.

Pode-se dizer que na cultura judaica o azeite indicava o sentimento de alegria, ao passo que a sua falta denunciava tristeza, ou humilhação.

Antes de sua prisão, Jesus passou momentos agonizando no Getsémani, ou Jardim das Oliveiras, situado nos arredores da Jerusalém antiga. O nome Getsémani significa lagar do azeite. A escolha do local trazia com exatidão o que estava acontecendo com Jesus momentos antes de ser crucificado, quando iria ser sacrificado e esmagado como uma azeitona, a fim de que a humanidade pudesse receber o Espírito Santo em seus corações.”

Fonte: http://osabordoviver.blogspot.pt/2012/03/o-milenar-poder-do-azeite.html

 

A VERDADE E A MENTIRA

 

A verdade como conceito correspondente é baseada na relação que existe entre o que conceitua e o que se apresenta para ser conceituado, isto é, uma sentença só pode ser verdadeira se ela refletir a realidade, se ela corresponder à realidade. Sendo assim ela (a verdade) está na apresentação e na representação do que é considerado real. O ser que conceitua sobre o que é conceituado. Desse ponto de vista entendemos que tudo ou é verdade ou é tudo mentira, pois dependeria de quem conceitua sobre o que está sendo conceituado, então algo é ou não verdade, sendo assim não há verdade de modo que não há mentira por tais conceitos dependerem unicamente daquele que conceitua algo ou alguma coisa. Outro conceito de verdade estaria assente sobre a ideia de manifestação ou revelação. 
O conceito de verdade como manifestação ou revelação está baseado nas escrituras sagradas (Bíblia sagrada) e entende que Deus é a primeira e suprema verdade e assim sendo, Deus é a primeira manifestação de verdade. Desse modo, a verdade é revelada por Deus aos homens por meio do intelecto humano que mensura as coisas artificiais, já as verdades de Deus só por permissão Dele são conhecidas pelo homem. Pois Deus é o princípio e o fim: "Eu sou o Alfa e o ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há-de vir, o Todo-Poderoso." (BÍBLIA. Apocalipse 1: 8). Desse modo a verdade é proveniente de Deus e a mentira seria um atributo do diabo: "Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira." (BÍBLIA. João 8: 44).

Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/a-mentira/65698/#ixzz3NDDHvMpd

AS BANDEIRAS TIBETANAS DE ORAÇÕES

 

 

 

Na história das bandeiras tibetanas de oração é dito que o Buda recitou uma prece e ela foi impressa nas bandeiras de batalha entre dois povos. A paz foi logo restabelecida entre eles. A tradição de oferecer bandeiras de oração ao vento foi introduzida no Tibet no século oitavo por um discípulo do Buda.

Tradicionalmente, as bandeiras são erguidas ao ar livre para que as preces sejam levadas e "recitadas" pelo vento em longas distâncias.

O costume vem do Tibete e remonta ao século XI. Foi o grande mestre indiano Atinha que ensinou aos seus discípulos como imprimir orações e mantras sobre pedaços de tecido, a partir de blocos de madeira gravados.

Estas bandeiras, fixadas a um mastro ou a um bambu, ou cosidas a cordas esticadas entre dois pontos, ondulam livremente ao vento. Esta tradição acabou por ser muito difundida no seio do Budismo tibetano.À volta dos mosteiros, nos sítios sagrados, presas aos ramos de uma árvore de Bódi etc.

Desfraldadas ao vento, a sua presença sonora acompanha a cadência das orações.

A prática das bandeiras não é uma superstição; nem elas são um talismã. O Budismo, que Sua Santidade o Dalai Lama diz ser uma «ciência do espírito», debruça-se há muito sobre a natureza e o funcionamento dos fenómenos. Baseado na lei do karma.

Imprimir textos sagrados com uma intenção pura é uma fonte de energia positiva, que produz naturalmente efeitos benéficos. Além disso, o vento que entra em contacto com as bandeiras sobre as quais estão impressos caracteres e símbolos sagrados, entra também em contacto com tudo o resto. É o ar que respiramos, o oxigênio que se dissolve no nosso sangue, o dióxido de carbono que os vegetais utilizam...O vento, em contato com os símbolos sagrados, espalha por toda a parte os nossos votos para o bem e para a felicidade temporal e última de todos os seres, criando assim um vasto campo positivo

As bandeiras de oração são para que todos os seres vivos, como uma medicina suave, um apelo silencioso à maravilha que temos dentro de nós desde sempre e para sempre.

Os símbolos impressos nas bandeiras são vários, o mais comum é o cavalo do vento (LUNG TA) que representa a boa sorte, a energia da vida e a oportunidade para que tudo dê certo! Quando os cavalos de vento tremulam com o vento, as suas preces e mantras são levados na direção do céu, com a intenção de beneficiar todos os seres humanos.

As bandeiras devem ser colocadas acima das nossas cabeças, num lugar alto para que possam ser sacudidas pelo vento. Por exemplo entre as árvores, no alto da janela, para quem morar num apartamento, etc.

As bandeiras de orações são também usadas em momentos especiais, por exemplo, para saudar a chegada do novo ano. As suas preces levadas pelo vento, enviarão as nossas intenções de paz, em benefício de toda a humanidade.

 

OPOSIÇÃO ARRASA DE BARATO

 

“Na mensagem de Natal, o Primeiro-Ministro disse que portugueses têm agora menos nuvens”...

 

A forma crispada como se desenrolam os debates que se transformaram em “duelos” faz com que seja mais difícil chegar a consensos políticos. E é por isso que alguém afirmou:

“ É uma das invenções mais estúpidas que a AR fez nos últimos anos”.

Em boa verdade muita coisa vai mal nos trabalhos desenvolvidos na nossa “Casa da Democracia! Na realidade todo o ambiente, ali vivido é de guerra, muito pela impetuosidade das ditas forças da extrema-esquerda, e não só. Falar em consensos cheira mesmo a ridículo e tudo está imaginado para que isso nunca aconteça. Como se vê, até numa simples mensagem de natal, os senhores deputados aplicam um extremismo, muito arredio dos necessários consensos! A pobreza de ideias e preparação dos senhores e senhoras deputadas, causa arrepios no mais calmo dos cidadãos. O hábito permanente de utilização de condutas acintosas que utilizam, também!

Para além da proposta para mudar a forma como se fazem os debates quinzenais no Parlamento que é de elogiar, mas que nunca poderá aparecer desligada de elegância de comportamentos pessoais e elevação nas alternativas propostas! Falar aos berros, nada tem de democrático ou dignificante! Antes pelo contrário.

Parece proveitoso, enquadrar os debates por ministérios e especializar dentro de cada bancada os parlamentares no mesmo espírito, tendo em vista acabar com deputados assistentes e torná-los todos participativos.

Criticar por criticar pouco ou nada adianta, se tal atitude não for acompanhada por uma alternativa séria, credível e funcional!

“O Partido Socialista diz que Pedro Passos Coelho mostrou, na sua mensagem de Natal, estar em campanha eleitoral. PCP e BE consideram que o líder do Executivo insiste na mentira.”

 

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Deus disse ao vento do Sul: « De ti vou criar uma criatura em que colocarei a força dos meus amigos, o poder de aviltar os meus inimigos, a segurança dos que me obedecem ». Deus agarrou então daquele vento um punhado e criou um cavalo a quem disse: « Nomeio-te e crio-te Árabe. O bem ficará ligado às crinas do teu topete. Os troféus de guerra serão conquistados graças ao teu dorso musculado. A força estará sempre contigo. Eu, prefiro-te a todos os animais, de que te faço Senhor. Crio-te amigo do teu dono. Quero-te capaz de voar sem asas, pois és destinado à perseguição. Os homens que te montarão glorificar-me-ão e proclamarão a minha grandeza. E quando eles me glorificarem tu glorificar-me-ás e proclamarás a minha grandeza »."