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O ENTARDECER

O ENTARDECER

No País ardido.

Centenas de cães e gatos vagueiam perdidos no País ardido.

Esfomeados, feridos, e separados dos donos, centenas de animais domésticos vagueiam pela paisagem desolada do interior, a mais fortemente atingida pelos fogos deste verão. Sem equipas de resgate e socorro como noutros países, devido às tragédias de todo o tipo ocorridas, Algumas poucas pessoas, dedicaram-se exclusivamente a salvar cães e gatos.

“Nas áreas mais afectadas, não encontrámos qualquer sinal de vida animal”, disse-nos um amigo dos nossos animais! Porém em alguns locais, vimos pegadas no lamaçal, mas estas não nos conduziram a lado nenhum, não encontrámos qualquer animal”.

Contudo, pouco a pouco, começam a surgir junto das casas atingidas pela catástrofe, cães e gatos que conseguiram escapar às chamas gigantescas. Muitas pessoas abandonaram os seus animais de companhia assim que soou o alarme de fogo, o que os obrigou a sobreviver num ambiente extremamente hostil, sem água nem comida. Houve, também dezenas de animais mortos!

É de lamentar que as associações de defesa dos animais, logo após a catástrofe e com apoio estatal, não se tenham mobilizado durante duas ou três semanas no terreno, à procura desses animais desprotegidos e esfomeados. Estas equipas, que normalmente integram médicos veterinários voluntários, fornecem alimentos e cuidados médicos aos animais feridos e tentam arranjar um abrigo para aqueles que perderam os donos. Também visitam os centros de refugiados, onde nem sempre os animais são bem-vindos. É compreensível. Há sempre pessoas que são alérgicas aos cães, e outras que se queixam de que eles estão sempre a ladrar”.

 Alguém, perto de nós, adiantou: estes acontecimentos fizeram com que muitas pessoas preferissem ficar nas suas casas em ruínas, com os seus animais. A senhora Alice que sobreviveu à tragédia juntamente com o marido, recusou deixar o seu cachorro à porta de um refúgio ali chegado no momento.

“Quando fugimos, a única coisa que trouxemos comigo foi o “Pepe”, contou uma mulher, de 79 anos. “Não consigo imaginar a minha vida sem este cão tão meu amigo1”.

Apesar da dimensão da tragédia que se abateu sobre Portugal, tem havido algumas boas notícias sobre animais esfomeados que vão regressando aos terrenos que foram da casa onde viviam.

Esfomeados e muito distantes!

 

 

 

O DEVER DA VERDADE

 

 

  1. [...] A primeira morte é económica. O modelo socialista/social-democrata/democrata-cristão, centrado na caridade do Estado e na subalternização do indivíduo, está falido, e brinda-nos com recessões de quatro em quatro anos. Basta ler "O Dever da Verdade" (Dom Quixote), de Medina Carreira e Ricardo Costa, para percebermos que o nosso Estado é, na verdade, a nossa forca. Através das prestações sociais e das despesas com pessoal, o Estado consome aquilo que a sociedade produz. Estas despesas, alimentadas pela teatralidade dos 'direitos adquiridos', estão a afundar Portugal. Eu sei que esta verdade é um sapo ideológico que a maioria dos portugueses recusa engolir. Mas, mais cedo ou mais tarde, o país vai perceber que os 'direitos adquiridos' constituem um terço dos pregos do caixão da III República [...]

da crónica "O regime que morreu três vezes".

 

  1. As pessoas não gostavam de Medina Carreira. Mas, na verdade, as pessoas não gostam é da realidade. Ele só aponta para a realidade. Ele só apontou para factos que ninguém quer ver.  E é fascinante ver o "denial" das pessoas perante os factos.

AJP Taylor dizia que as pessoas, quando criticavam Bismarck, o realista, estavam, na verdade, a criticar a realidade.  

 

por Henrique Raposo às 18:25 | link | partilhar

 

A PRECARIEDADE

 

“A PRECARIEDADE É UM PROBLEMA MUITO SÉRIO”- Afirmou o Ministro Vieira da Silva!

Será tudo isto, uma forma de manipulação nos dados estatísticos do DESEMPREGO?

Embora haja alguns pontos com mérito, este princípio permite ouvir na comunicação social altos elogios a uma descida no desemprego! Em que ficamos?

A precariedade continua a ser um problema muito sério, diz o ministro do Trabalho, e vai ser o tema central da Concertação Social no dia 10. O ministro do Trabalho e da Segurança Social destacou esta quarta-feira o novo recuo da taxa do desemprego (?) observado no terceiro trimestre deste ano, mas manifestou preocupação com a precariedade do mercado de trabalho, que continua a ser “um problema muito sério”. Vieira da Silva, que participou esta quarta-feira numa aula aberta na Escola de Direito da Universidade do Minho, observou que os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam a “forma muito intensa” como o desemprego está a diminuir (?). Mais importante ainda, destacou, é que esta tendência está a ser acompanhada pela criação líquida (?) de emprego. Nestes últimos dois anos foram criados quase 240 mil postos de trabalho líquidos.

- Bloco exige que governo acabe com Contratos Emprego Inserção!

Ministro do Planeamento e das Infra-estruturas anunciou dotação de 54 milhões de euros para Contratos Emprego Inserção. Bloco exige que governo mantenha compromisso do combate à precariedade e garanta políticas públicas de emprego que não recorrem nem estimulam trabalho precário.

14 de Setembro, 2016 - 10:32h

As medidas,  Contrato emprego-inserção e Contrato social emprego-

“Dizem respeito às modalidades em que os desempregados beneficiários de subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego, adiante designados desempregados subsidiados, e de rendimento social de inserção desenvolvem trabalho socialmente necessário.”

“Considera-se trabalho socialmente necessário,

A realização de actividades por desempregados inscritos nos centros de emprego que satisfaçam necessidades sociais ou colectivas temporárias, prestadas em entidade pública ou privada sem fins lucrativos.”

“São objectivos do trabalha socialmente necessário:

  • Promover a empregabilidade de pessoas em situação de desemprego, preservando e melhorando as suas competências sócio -profissionais, através da manutenção do contacto com o mercado de trabalho;

O Bloco foi surpreendido pelo anúncio, por parte do ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, de avisos para concursos relacionados com os fundos comunitários, entre os quais 54 milhões de euros para Contratos Emprego Inserção (CEIs). Os CEIs são uma das formas de precariedade apoiada pelo Estado que mais cresceu nos últimos anos e um CEI não dão direito a um salário, nem a um contrato de trabalho.  

Por essa razão, e tendo em conta o compromisso de combate à precariedade, nomeadamente no Estado, que faz parte dos acordos assinados pelos partidos da actual maioria no Parlamento e o facto de estar neste momento em discussão um conjunto de medidas para o Plano Nacional contra a Precariedade, o Bloco exige "o combate ao abuso que tem constituído o recurso a esta figura, direccionando recursos para a promoção de formas de trabalho digno e com direitos". Por esse motivo, o Bloco questiona o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social se confirma a manutenção de um orçamento tão elevado para CEIs, de que forma irá garantir que as políticas públicas de emprego não estimulem a precariedade e se o governo está disponível para direccionar os recursos dos fundos do Portugal 2020 para medidas de emprego estável.

"Em troca do subsídio de desemprego ou do rendimento social de inserção, muitos dos desempregados e beneficiários do RSI enquadrados nos CEIs fazem na verdade trabalhos a tempo inteiro, que não podem recusar sob pena de perderam a prestação social, e para os quais não recebem qualquer salário", acusa o Bloco, que resume a situação explicando que as pessoas "fazem uma actividade laboral que não é reconhecida e à qual não é associada nenhum direito".

Segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional, em 2014 a medida abrangeu mais de 75 mil pessoas e em 2015, 68 mil pessoas. Destas pessoas, mais de 45 mil estavam a trabalhar para o próprio Estado.  Estas políticas custaram ao Estado mais de 70 milhões de euros em 2014 e, em 2015, mais de 65 milhões.

Em 2014,  o Provedor de Justiça, manifestou-se contra a “evidência da utilização abusiva” destas medidas por parte do Estado e reconheceu que “as actividades exercidas correspondem a actividades laborais que caracterizam postos de trabalho e dão resposta às necessidades permanentes das entidades promotoras”.

"Na realidade, os Contratos Emprego Inserção são formas de não se criar o emprego que é necessário no Estado e nas IPSS's, escondem os efeitos da diminuição de trabalhadores na função pública, criam uma pressão para diminuir os salários e criam um contingente laboral de dezenas de milhares de pessoas sem nenhum direito", resume o documento do Bloco. Um vídeo de José Soeiro a apresentar oito medidas de combate à precariedade pode ser visto,  aqui (link is external).

UM MILHÃO SEM SUBSÍDOS

- Quase um milhão de portugueses ficaram sem subsídio de Natal e de Férias em 2011 e 2012. As medidas a que Portugal foi obrigado pela TROIKA, geraram uma poupança de cerca de três mil milhões de euros.

- INTEGRAÇÃO NO ESTADO

15 549 Precários nas autarquias.

Há 15 549 trabalhadores Precários nas AUTARQUIAS. O Governo respondeu ontem ao Bloco de Esquerda que pediu a contabilização: 3607 funcionários a termo. 4667 a recibos verdes e 7275 contratos emprego Inserção. Responderam 298 dos 308 municípios e 1872 das 3092 freguesias. 

- 1972 – Ano da introdução do chamado 13º mês em Portugal. Foi, Marcello Caetano que, com o decreto-lei 457 de 15 de Novembro, estabeleceu o pagamento que, em conjunto com o subsídio de férias, apenas foi consagrado em 1974 e estendido a todos no ano seguinte.

Correio da Manhã 17-11-2017

 

 

UMA QUESTÃO DE VOTOS

 

De uma atenta leitura, das afirmações proferidas pela Administradora/Presidente Conselho Fiscal do BP, Dr.ª Teodora Cardoso, militante do partido socialista, verificamos que ela só admite um crescimento de 2% em 2016, se forem retirados os cortes actuais aos funcionários públicos. Se for defendida e protegida a classe média.

Teorias à parte, não se compreendem tanta preocupação com os funcionários públicos! Será uma questão de votos? Segundo parece têm a média salarial mais elevada do país! Têm regalias que mais ninguém tem no país!

Muito menos se compreende, o esquecimento “DOS REFORMADOS”, espoliados pela segunda vez neste país, do ABRIL de 1974!

Foram espoliados nos festejos do Abril de 74, com as nacionalizações das Caixas de Previdências e foram-no agora! Será que os reformados, nada têm que ver com o aumento do consumo? Será que as grandes limitações de saúde deles, não implicam para eles, grandes gastos? Já agora só mais outra notícia: “

 CM-15-05-2014 – “ Menos 60 mil famílias numerosas numa década! Mais filhos ficam em casa dos pais! Entre 2001 e 2011, o número de jovens, dos 18 aos 34 anos, a viver com os progenitores aumentou em Portugal, Lisboa e Algarve são as excepções”

Não posso imaginar a idade da Dr.ª Teodora Cardoso, mas já não será assim tão jovem, para tanta preocupação, bem paga!

Saiba a senhora, que neste país e com a revolução de Abril de 74, foram centenas e centenas de grandes trabalhadores, postos em casa e no banco do jardim, com 50 ou pouco mais, de idade!

Tal como disse Jorge Sampaio:

 “ Os interesses em Portugal são mais fortes que o fraco poder político”

 

O ZÉ POVINHO

 

Rafael Bordalo Pinheiro, vai a caminho de dois séculos, sentiu absoluta necessidade de criar uma “figura” bem representativa do português comum.

Ficou tal figura conhecida até aos nossos dias por Zé Povinho.

De calças remendadas e botas rotas, é a eterna vítima dos partidos apesar de ir dando a vitória ora a um, ora a outro.

O sucesso obtido foi tão grande que Bordalo acabou por recriar no barro, em tinteiros, cinzeiros e apitos, a figura símbolo do povo português, lado a lado com a inseparável Maria da Paciência, velha alfacinha alcoviteira.

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Desde então é o “Zé Povinho, que motivado única e simplesmente pelo interesse comunitário, trabalha em prol das suas actividades, sejam elas religiosas, profanas ou culturais.

É o Zé Povinho que sem estudos e diplomas, após um dia de trabalho árduo vai à igreja, ao clube para reunir, planear e organizar procissões e festas etc.

Entretanto vai-nos dizendo: “ aguento como posso, e quando as coisas me irritam, encho-me de força, de tal forma que já me quiseram chamar Maria da Fonte. Mas eu acho que sou apenas eu - o POVO.”

 

 

 

 

                              

 

                 O meu nome é Zé Povinho, pois então.

   “Represento, na perfeição, todas as características do nosso povo sejam elas boas ou más.”

 

 

 

Após o 25 de Abril ajustou-se, mantendo velhos hábitos, em vez de os corrigir, permitindo que novas injustiças e novas albardas surgissem cobertas com um fino verniz de democracia.

Hoje, o Zé Povinho é menos analfabeto, mas perdeu algumas qualidades estimáveis como a simplicidade e a naturalidade de outrora, bem como algumas raízes culturais importantes, adquirindo novos costumes pouco recomendáveis. Mas enche páginas na Internet. Por lá o ficámos a conhecer melhor e por lá o pudemos divulgar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AS BARRACAS E O REALOJAMENTO

 

Toda esta região que foi conhecida como área pastoril e mais tarde como área agrícola, cheia de pomares e quintas, aparece de repente transformada num grande dormitório da capital.

Como já se disse, em situações onde a oferta de habitação não se adequa à procura a preços ajustados, assiste-se também à implantação de núcleos de construção clandestina, ou bairros de barracas.

Assim e infelizmente, à volta de todo este crescimento habitacional, enxameiam, em todo o concelho, especialmente na área desta freguesia de Queijas, os chamados bairros degradados da Senhora da Rocha e Gandarela, detrás dos Verdes, Pombais, RIGUEIRA de Queijas, Forte de Caxias, alto dos AGUDINHOS, Suave Milagre, Eira Velha, Rádio da Marinha, etc.

 

Trata-se pois, de muita gente que veio da província à procura de trabalho na capital e seus arredores. Muitos do Alentejo.

São milhares de modestos trabalhadores, que na maioria pagam rendas mensais pelos terrenos que ocupam com as suas barracas.

São milhares e milhares de braços ocupados na produção industrial, que habitam numa terra que ainda há pouco vivia do amanho agrícola, que hoje ninguém quer fazer, ou fazem para subsistência própria em terrenos baldios.

Trabalham nas imensas obras, mas também nas muitas industrias que na freguesia ou nos seus limites se foram fixando. Etc.

Existem ainda muitas centenas de unidades de produção de média ou pequena dimensão que dão emprego a muita gente que veio à procura de emprego até esta freguesia, mesmo com salários muito baixos e se fixaram em habitação degradada neste local.

No mandato daquele que foi criança, jovem, adulto e CHEFE DE FAMÍLIA, também morador e presidente da junta. Num trabalho conjunto com a câmara, no final do mandato todos os moradores das barracas foram alojados em casas condignas.

 

A instabilidade política

A instabilidade política

 

Instala-se de novo por todo o país, a partir do regicídio praticado a 1 de Fevereiro de 1908, tendo todo o interesse a transcrição deste facto circunscrito à Rocha, narrado na reedição da obra do Pie Francisco dos Santos Costa intitulada "O Santuário da Rocha, Coração de Carnaxide", publicada em 1993:
 

Eis que assim começa uma nova e grande fase da vida do nosso Santuário; e porque assim é, cedo começam as dificuldades a comprová-lo, não nos podendo esquecer de que estamos no doloroso ano em que ocorrem os trágicos acontecimentos de 1 de Fevereiro em que maçónicas mãos assassinas lançam a Nação no mais lamentável luto com a morte de D. Carlos I e seu prendado filho, o príncipe D. Luís Filipe em quem já se depositavam tantas esperanças.

Assim é que, menos de um ano após a sua vinda para a Rocha, o novo zeloso capelão, apesar de já ter conseguido algumas dezenas de irmãos para a Senhora da Rocha, é chamado à sessão de 11 de Abril de 1909, para lhe serem lidas as condições do concurso com que fora admitido e a Mesa lhe manifestar o seu desagrado por algumas invasões de atribuições (SIC)!

Contudo o pior ainda está para vir e não tardará em chegar. No triste ano do regicídio não houve, em boa verdade, propriamente festa, muito embora a Real Irmandade fizesse constar pela imprensa que só se faria a da igreja (religiosa), por coincidir o dia com a entrada do Sagrado AUSPERENE; a razão, porém, aparece-nos outra, porquanto ao lermos atentamente a acta de 20 de Maio de 1908, em que se escreve: a Mesa resolveu acatar e cumprir a resolução da Assembleia Geral, mandando celebrar o TE DEUM pela aclamação de S. M. El-Rei D. Manuel II, o que terá lugar no dia 31 do corrente" (SIC) , não parece difícil ler nas entrelinhas sentimentos de decência, vergonha, se não mesmo receio, em vistas do rescaldo ainda fumegante das revoltantes vergonhas de 1 de Fevereiro."

OUTRAS DATAS

 

Há 40 modalidades de datação no mundo. Quando o calendário gregoriano atingir 2000, estaremos no ano... 88 no calendário da Coreia do Norte,  1378 no calendário pérsico, 1420 no calendário muçulmano,1921 no calendário civil indiano, 5100 no antigo calendário hindu, 5760 no calendário judaico. Povos separados por oceanos, sem estarem em contacto , desenvolveram calendários de aproximadamente idênticas extensões. A civilização maia, na América Central, fixou calendários de 260 e 365 dias valendo- se do Sol, da Lua e do planeta Vénus. Bali, na Indonésia, obedecia a um sistema de 12 meses. Em 2600 a.C., os chineses arquitectaram um calendário lunar mensal. Uma sucessão de povos no sul da Inglaterra utilizou as pedras de Stonehenge para retractar o movimento do Sol, da Lua e das estrelas através do céu. Alguns dos antigos calendários ainda estão em uso, mas a difusão do cristianismo ao redor do planeta nos últimos 2 mil anos disseminou também o calendário da fé. Uma versão antiga, o calendário juliano, foi apresentado em Roma em 45 a.C. pelo imperador Júlio César. Tratava-se, na verdade, da revisão de um calendário existente havia 700 anos. No século VI d.C., um monge católico chamado Dionísio Exiguus foi o primeiro a contar o tempo formalmente a partir da data que ele calculava ser a do nascimento de Jesus.

As pessoas não faziam a contagem dos séculos até 1300. Somente a partir de 1920 (isso mesmo, 1920) é que se desenvolveu o conceito de década como forma de caracterizar um tempo de mudança. No final do século XVI, com os dias dos anos bissextos acumulados, fazendo com que a data da Páscoa andasse, confusamente, pelo velho calendário, o papa Gregório XIII estabeleceu o sistema que utilizamos hoje em dia, o chamado:

EM 2000 começou o terceiro milénio?

                                         

O terceiro milénio teve início, oficialmente, no dia 1.º de janeiro de 2001. Mas até lá  muito houve que celebrar : o ano 2000 por ser o último de um período de mil anos estabelecido pelo sistema de contagem de Dionísio Exiguus no século VI. Dionísio formulou o seu método antes da adopção do conceito do número zero - definiu, portanto, que o nascimento de Jesus ocorrera no ano 1. A partir daí, estabeleceu-se que um século só termina ao fim do 100.º  ano.

Apesar da evidência histórica de que Jesus provavelmente tenha nascido quatro ou cinco anos antes do ano 1 d.C., o Vaticano, em Roma, respeita o jubileu do ano 2000. Algumas seitas cristãs milenares estão antecipando o retorno triunfal de Jesus e a batalha final entre o Bem e o Mal, como os seus tementes predecessores o fizeram quando o calendário mudou de 999 para 1000. Tudo em virtude do tempo e do modo aleatório como às vezes o medimos.
Eis uma definição ampla de tempo, extraída do Oxford English Dictionary: " Uma extensão finita de uma existência contínua". O lapso de tempo correspondente à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos), por exemplo, ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). "Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é da passagem do tempo", diz David Ewing Duncan, autor de um livro sobre a evolução dos calendários. "A razão é simples: nascemos e depois morremos, somos seres lineares." E cedo incorporamos a consciência do tempo na nossa vida e na nossa cultura. O nosso linguajar quotidiano está cheio disto: tempo de vida, bons tempos, maus tempos, há muito tempo que não o vejo, o tempo trabalha a nosso favor, parece que foi ontem ."O tempo está presente em toda a infra-estrutura da sociedade", diz o astrónomo Dennis McCarthy, director de Tempo do Observatório Naval dos Estados Unidos, em Washington. Essa instituição, criada em 1830 para auxiliar a navegação marítima, determinou o tempo ao medir a lenta rotação de nosso planeta. Contudo, o movimento de rotação da Terra não é exacto; uma tempestade sobre o Pacífico, investindo contra as Montanhas Rochosas, por exemplo, pode literalmente reduzir a velocidade do planeta. Hoje, os 70 relógios instalados nesse observatório medem muito mais rigorosamente a passagem dos segundos por meio da ressonância de átomos do metal césio. O estabelecimento da média dos tempos de 30 dos mais precisos desses relógios atómicos serviu para criar um padrão com a precisão de um décimo de um bilionésimo de segundo por dia (mais ou menos). O produto resultante - tempo - é "distribuído" via satélite, telefone e Internet a outros cronometristas, cientistas, navegadores, empresas de comunicação e gente que simplesmente quer saber que horas são. A exemplo dos técnicos do Observatório Naval, o restante das pessoas mede o tempo invisível e confere a essas medidas um real significado.

O modo como dimensionamos o tempo depende de onde nos encontramos no universo. A maioria dos historiadores e astrónomos afirma que apenas na Terra os anos 2000 e 2001 têm um significado intrínseco. "A compreensão que temos de um dia ou de um ano é muito localizada", diz a astrónoma Susan Trammell, da Universidade da Carolina do Norte. "A duração de um dia é o tempo que a Terra leva para girar uma vez sobre seu próprio eixo. Mesmo no nosso sistema solar, essa é uma medida relativa."

Desse modo, tempo e milénios significam o que nós resolvemos que signifiquem. Bem antes do alvoroço do ano 2000, antes que qualquer um soubesse o que o tempo queria dizer, os homens primitivos começaram a ver ordem nos movimentos da Lua, do Sol e das estrelas. Resolveram que poderiam calcular o tempo. Trinta milénios atrás, o homem de Cro-Magnon, numa região que hoje é a Dordogne, na França, verificou a regularidade das fases da Lua e  anotou - as num osso que resistiu até aos nossos dias. Era uma das primeiras tentativas de montar um calendário. Era mais do que simplesmente um truque inteligente. Vidas dependiam dele.
Os egípcios, há 6 mil anos, foram os primeiros a imaginar algo parecido com os calendários atuais. Os camponeses que viviam nas margens do Rio Nilo  deram conta de que esse vital curso d'água inundava a intervalos previsíveis. Essa observação, diz Duncan, transformou-se num dos mais comuns e antigos calendários solares, permitindo aos agricultores planear, plantar e colher nos intervalos entre as cheias.

O sistema de plantio media o ano solar. Calculava os ciclos de arrefecimento planetário (a neve caindo das montanhas nas nascentes dos rios) e de aquecimento (a neve derretendo e inundando o Nilo) à medida que o eixo da Terra se inclinava na sua órbita ao redor do Sol. Logo depois, astrónomos egípcios calcularam a duração de uma órbita - o que nós agora denominamos "ano" - em 365 dias e seis horas, somente 11 minutos e 12 segundos mais do que o padrão actual. "Toda a cultura, não importa quão sofisticada seja, tem alguma forma de marcar a passagem do tempo", afirma Duncan.

Ensinamentos Cabalísticos

 

A Alma

O Zohar propõe que a alma humana possui três elementos, o nefesh, ru'ach, e neshamah. O nefesh é encontrado em todos os humanos e entra no corpo físico durante o nascimento. É a fonte da natureza física e psicológica do indivíduo. As próximas duas partes da alma não são implantadas durante o nascimento, mas são criadas lentamente com o passar do tempo; Seu desenvolvimento depende das acções e crenças do indivíduo. É dito que elas só existem por completo em pessoas espiritualmente despertas. Uma forma comum de explicar as três partes da alma é como mostrado a seguir:

  • Nefesh  - A parte inferior, ou animal, da alma. Está associada aos instintos e desejos corporais.
  • Ruach - A alma mediana, o espírito. Ela contem as virtudes morais e a habilidade de distinguir o bem e o mal.
  • Neshamah  - A alma superior, ou super-alma. Essa separa o homem de todas as outras formas de vida. Está relacionada ao intelecto, e permite ao homem aproveitar e se beneficiar da pós-vida. Essa parte da alma é fornecida tanto para judeus quanto para não-judeus no nascimento. Ela permite ao indivíduo ter alguma consciência da existência e presença de Deus.

A Raaya Meheimna, uma adição posterior ao Zohar por um autor desconhecido, sugere que haja mais duas partes da alma, a chayyah e a yehidah. Gershom Scholem escreve que essas "eram consideradas como representantes dos níveis mais elevados de percepção intuitiva, e estar ao alcance somente de alguns poucos escolhidos".

  • Chayyah  - A parte da alma que permite ao homem a percepção da divina força.
  • Yehidah  - O mais alto nível da alma, pelo qual o homem pode atingir a união máxima com Deus

Tantos trabalhos Rabínicos como Cabalísticos sugerem que haja também alguns outros estados não permanentes para a alma que as pessoas podem desenvolver em certas situações. Essas outras almas ou outros estados da alma não tem nenhuma relação com a pós-vida.

  • Ruach HaKodesh  - Um estado da alma que possibilita a profecia. Desde o fim da era da profecia clássica, ninguém mais recebeu a alma da profecia.
  • Neshamah Yeseira - A alma suplementar que o Judeu demonstra durante o Shabbat. Ela permite um maior prazer espiritual do dia. Ela existe somente quando se observa o Shabbat e pode ser ganha ou perdida dependendo na observação do Shabbat da pessoa.
  • Neshoma Kedosha - Cedida aos Judeus quando alcançam a maioridade (13 anos para meninos, 12 para meninas), e está relacionada com o estudo e seguimento dos mandamentos da Torah; pode ser ganha ou perdida dependendo do estudo e prática da Torah pela pessoa.