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O ENTARDECER

O ENTARDECER

As raposas do Ártico

As raposas do Ártico correm grandes distâncias, algumas de mais 2.300km, todos os anos em busca de comida. Acasalam com o mesmo par durante toda a vida. Quando estão procriando, partilham o território com outros casais, geralmente construindo a toca em uma zona abrigada e sem gelo ou entre pedras. Essas tocas são construções complexas, chegando a possuir 250 entradas. Algumas têm sido utilizadas continuamente ao longo da mais de 300 anos. A raposa usa a toca como esconderijo contra o mau tempo, despensa para armazenar sobras de comida, abrigo para as crias ou para se refugiar de predadores. Entretanto, não hibernam nessas tocas. Quando o tempo está muito ruim, escava uma cova na neve, enrosca-se e enrola a cauda à volta dos pés e pernas para se aquecer.

Alimentação

As raposas do ártico caçam lêminguesratos e outros pequenos mamíferos. Também apanham caranguejos e peixes na costa, bem como aves marinhas e seus ovos. A carne putrefata é uma parte importante da sua dieta; elas seguem os ursos polares para se banquetearem com os restos das suas matanças de focas. As raposas do ártico também comem bagas. Em épocas de fartura, armazenam as sobras de carne em suas tocas, alinhando ordenadamente aves sem cabeça ou cadáveres de mamíferos. Essas reservas são consumidas nos meses de inverno.

Reprodução

Wikipédia

No início do verão, um casal de raposas do ártico produz uma ninhada de em média seis a dez crias. O período de gestação da raposa do ártico dura 50 dias. Os progenitores e, ocasionalmente, outras fêmeas ajudantes tratam das crias. Elas são desmamadas com cerca de 9 semanas e deixam a toca com 15 semanas. Durante sua permanência no ninho, as crias e os seus progenitores comem cerca de 4 mil lemingues, sua presa favorita.

O número de raposas do ártico depende da disponibilidade de alimento e varia conforme o número de suas presas.

Habitat

A raposa-do-ártico vive no norte da Europa, da Ásia e da América, na Groenlândia e na Islândia. Encontrada principalmente na tundra ártica e alpina, e também próximo ao litoral.

A GERAÇÃO QUE TUDO PAGOU

QUARTA-FEIRA, 16 DE NOVEMBRO DE 2011

Enquanto o tempo passava e o século XX dobrava, Portugal apareceu de repente invadido por milhares de coisas que não existiam. O mundo também.

Algumas até falavam e noutras podíamos ver o mundo inteiro, primeiro a preto e branco e depois a cores.

Eram tantas coisas, que nos deixavam de boca aberta.

Esta geração não se assustou e em pouco tempo já as ligava e desligava e uns meses mais à frente até as sabía consertar.

Computadores e tudo. Até programar!

Portugal não ficou envergonhado e até tínhamos dos melhores técnicos, segundo diziam os nossos emigrantes de férias em Portugal!

Quando se quer muito, tudo se resolve, mas é preciso que acreditem em nós.Num momento Portugal também ficou cheio de carros, motas, barcos de recreio etc.

A sua posse tornou-se banal.

Os satélites e as viagens à lua também, não no uso mas nos noticiários!

Certo dia, num aeroporto ouvi alguém que chegava dizer à mulher que o esperava: viajei de avião para a Madeira, em serviço, e dormi num bom hotel. Nunca esperei. Sinto-me tratado com respeito.

Nem tudo foram sacrifícios, esta geração já tinha férias, subsídios de doença, assistência médica, descontava para a reforma e, até, comparticipação nos lucros.

Daí a fazer férias no estrangeiro foi um passo. Tudo a prestações! Diziam que não havia liberdade, mas ela nem tinha tempo para pensar nisso.

A “geração de ouro” queria era trabalhar e poupar, para que nada faltasse aos seus filhos e aos seus pais.

De repente, em Abril/74, começaram-nos a dizer para não trabalharmos tanto e para pedirmos aumento de vencimento. Muitos ingenuamente fizeram-no. As greves dispararam!

No final dos meses os vencimentos começaram a estar em perigo. Havia boatos de que era preciso reduzir custos e despedir ou pré – reformar os mais velhos, aqueles que nunca quiseram fazer greve. Aqueles que só queriam que os deixassem trabalhar.

Aos cinquenta anos o José, e o seu primo da Lisnave, que sabia reparar barcos muito grandes, estavam os dois sentados no banco do jardim. Aos poucos vinham chegando cada vez mais e mais. Os bancos já não chegavam.

Foi a ruptura com esta “geração de ouro”. Tinha de ser ela a pagar a crise, mesmo sem fazer greves. Mesmo poupando e amealhando para o futuro!

Naturalmente sentiu-se mal tratada, desprezada. Até hoje continua a pagar!

Parece um castigo!

Nos bancos do jardim ouviam-se coisas como estas: “pelo meu filho soube que na escola dele nenhum miúdo sabia o que era uma lima ou uma grosa. Ninguém sabia a tabuada ou fazer contas. Só sabiam que o Porto era o “maior”!. Tudo isto deveria ser da minha cabeça pois, vi num jornal do clube do bairro, que agora estudam muito mais crianças mas, uma olhou para o jornal que eu lia, e não conseguia ler direito”.

Era uma das que aumentavam as estatísticas do aumento da escolaridade!

Noutro banco podia-se ainda ouvir um pré-reformado: “fui visitar os meus antigos colegas para lhes contar as coisas estranhas que tenho sabido no jardim. Preferia não ter lá ido, estava um licenciado no meu lugar a fazer contas de somar contando pelos dedos. Ainda me ofereci para o ajudar, mas ele olhou-me com má cara”.

Enterraram a “geração de ouro” nos bancos do jardim, prematuramente, e continuam a tirar-lhe dinheiro e regalias que com tantos sacrifícios tinham conseguido! As conquistas eram uma mentira! Nada está adquirido! Tudo é perene. Para alguns não!

Se calhar estes “novos velhos” estavam a mais e deveriam ter morrido mais cedo, como os seus pais, aos cinquenta anos. Era melhor para todos. Esticaram tanto a corda, que partiram o fio condutor!

Agora não encontram remédio para o défice das finanças públicas! Nem para o défice externo. Nem para o desemprego que dispara! E a competitividade não funciona!

Vão ver que ainda vêm ter connosco para pagarmos tudo isto! Certo e sabido. Em lugar de comparticipação nos lucros, a tal geração ganhou comparticipação nos prejuízos! Afinal quem foram os responsáveis por tudo isto? Provavelmente estão no estrangeiro ou nos partidos!…

publicado por luzdequeijas às 16:16

Cuidemos das Abelhas solitárias



Mamangava - mamangaba-mamangá - Gênero Bombus - Bombonotus -Abelha silvestre de grande porte.
Abelhas silvestres,nativas,selvagens,selvícolas,os têrmos são os mesmo,para isso especifiquei
silvestres para as abelhas solitarias,isto é as que não vivem em comunidade,rainha,zangão.
No caso,Mamangava,na America do Sul,existem várias espécies desse gênero,e no Brasil,cinco tipos de mamangavas.
A mais conhecida e popular é a grandona preta,a que visita as flores do maracujá,e os orquidófilos,não gostam da presença dela nos orquidarios pois polinizam as orquideas do gênero Cattleyas e Laelias purpuratas,e esatas soltam capsulas de sementes que atrazam a planta,e não é bom para eles(orquidofilos).
A Mamanagava preta,alcaça mais de 80km em voo em linha reta,é um inseto pesado eplo seu porte grande,que intimida qualquer um só eplo barulho das asas.
Biólogos,cientistas da USP e outra Universidades do nosso Brasil fizeram um excelente trabalho sobre essas abelhas,identificadno e classificando-as.
As Mamangavas,são abelhas mansas,porem possuem um ferrão perigoso,e podem ferroar
até três vezes sem perde-los,e elas sabem disso,e só usam em caoso extremos.
Uma ou duas dessa espécie,são menores e vivem em comunidade,tem as pretas e morrons,nidificam no chão em forma de chapéu.
Alguns apicultores fluminenses,tentaram cria-las em caixas da abelha Apis,mas não conseguiram,por que ao manusearem,usaram mamcacão comum das abelhas Apis (euroafricanas),e o ferrão dessa espécie é mais forte e comprido e causou danos e dores,como ematomas na pele.
E seu mel é bom para consumo,mas essas espécies de abelhas são selvagens,nunca estiveram em caixas racionais de produção,para aprenderem a produção do mel em quadros especificos,facilitando o manejo.
Essas mamangavas menores,são mais ágeis que a espécie maior,e trabalham mais que a outra solitaria.são abelhas mansas,não atacam ninguem,só quando são incomodadas em seu habitat.
A Mamangava preta solitaria habita em mourões de cerca como as outras espécies e nas cidade em canos velhos,manilhas,buracos nas paredes das casas e muros e são frequentementes vistas no dia a dia.
Faria a. C./2009

A Educação é um eclipse

A Educação é um eclipse Vamos comparar hoje a educação como um eclipse, não importa se é lunar ou solar, o que importa é que a educação é um espetáculo, é um fenomenal espetáculo que tem que ser visto em vários ângulos, e se necessário for, ser visto nos 5 continentes como o mais magistral fenómeno, pois levará observadores, curiosos e interessados a registrarem singular brilho ou a deprimente penumbra da ignorância. Olhar para a educação das... gentes humanas é mperioso!

A FALÁCIA DO IR ALÉM DA Tróica

 

Fonte: Pordata, Banco de Portugal

 

A relação efetivamente mantém-se. Na maior parte dos anos a dívida pública aumenta no mesmo montante do défice público com umas pequenas diferenças, os chamados ajustamentos défice-dívida. Estes ajustamentos são quase sempre bastante pequenos, mas há uma notável exceção: os anos imediatamente a seguir à saída de Sócrates. Nesses anos, a dívida pública aumentou bastante mais do que o défice das contas pública levaria a pensar. Isto deveu-se a 3 fatores:

  1. O salvamento dos bancos, algo que qualquer governo no atual panorama partidário teria feito. A alternativa a esta medida seria os depositantes de alguns bancos menos sólidos (BCP, BANIF,…) terem ficado sem parte dos seus depósitos, como em Chipre.
  2. A variação nas reservas de segurança do estado. Parte da dívida contraída refere-se a um aumento de reservas do Estado, ou seja dinheiro não alocado a despesa que fica em depósitos garantindo uma almofada caso falhe crédito. Foi esta a almofada que faltou em Maio de 2011 e que empurrou Sócrates para o pedido de ajuda antes das eleições, sob o risco de o país falhar o pagamento de salários e pensões nos meses seguintes.
  3. Finalmente,o pagamento das dívidas a fornecedores. Como a dívida a fornecedores não entra para os cálculo de dívida pública, uma forma fácil de um governo esconder a dívida pública é faltando ou atrasando o pagamento aos seus fornecedores.
  4. Esta dívida era bastante elevada quando Sócrates deixou o governo, particularmente na saúde. O pagamento dessa dívida pelo atual governo também contribuiu para um aumento da dívida pública.

Ou seja, grande parte da dívida pública foi para salvar um sistema bancário deixado de rastos pelas políticas económicas, para repor as reservas de dinheiro que o governo Sócrates deletou até não haver suficiente para pagar salários e reformas, e para pagar os calotes deixados por esse mesmo governo, nomeadamente no sector da saúde.

Podemos ainda apontar o facto de que mesmo uma parte do défice atual se deve aos pagamentos das PPPs assinadas por Sócrates, outra forma de disfarçar dívida e défices passados. Antes das PPPs, um governo que construísse uma autoestrada teria que contar com essa despesa no orçamento do ano em que a autoestrada fosse construída, aumentando o défice. Utilizando uma PPP, um governo pode construir uma autoestrada sem qualquer impacto no défice, empurrando esse custo e respectivos juros para os governos seguintes.

Sócrates tem razão quando diz que a dívida subiu bastante imediatamente após a sua saída do governo. Mas não deve esquecer que esta é, maioritariamente, a sua dívida. A dívida que Sócrates escondeu através das PPPs, dos calotes a fornecedores, do esvaziamento das reservas de segurança do estado que quase deixou o país sem capacidade de pagar salários e pensões, e do caos em que as políticas do seu governo deixaram o sistema bancário.

Excepto conhecendo a metodologia, os modelos e os dados utilizados, para após análise poderem ser criticados. Como nem o(s) modelo(s) nem a metodologia adoptada são conhecidos. A crítica quer externa, quer interna, nestas circunstâncias, fica dificultada e condicionada. Assim, torna-se difícil a confrontação séria, sem se cair numa situação em que cada um apresenta a sua versão, valendo o que vale, mais pela credibilidade do interlocutor, do que por qualquer outra questão. Ainda assim, analisemos:

 

 

Assistiu-se a um PM que estando preso aos factos da governação, em conjuntura adversa, pouco mais pode fazer do que justificar-se, perante alguém com argumentação livre, com guião fantasista, difícil de contrariar por falta de contraprova. As previsões que suportamos argumentos de Costa, são meras conjecturas, difíceis de contrariar antes de acontecerem os factos a que reportam,
– Costa não consegue dizer como apresenta cenários tão facilitadores e otimistas, tendo em conta o passado recente da governação socialista, e acreditando que o atual governo tudo fez mal, conforme quer fazer crer. Se foi assim tão mau, o seu cenário é falso. Se não foi, falsos e poucos sérios intelectualmente são os seus argumentos contra o governo.
-Costa argumenta que o governo se compromete com corte nas pensões de 600 milhões, mas não confessa que prevê entre 2016 e 2019, arrecadar 1.360 milhões de euros, com o congelamento das pensões (pagina 12 “Estudo do Impacto Financeiro do Programa Eleitoral do PS”) o que constituem cortes implícitos, por erosão do poder real de compra das pensões.
-Costa promete a eliminação da sobretaxa de IRS em 2016 e 2017, não confessa que tal é possibilitado graças aos bons resultados fiscais do atual governo e a um défice acumulado na legislatura de 2016 a 2019, de 2.800 milhões de euros (página 8 do mesmo documento).
-Costa argumenta que o actual governo será o primeiro a baixar o PIB relativamente ao inicio do mandato. Considerando o valor do PIB, previsto para 2015, pelo próprio PS, na página 28 do “estudo do impacto financeiro do programa do PS”, de 179 mil milhões de euros é superior ao de 2011 (176 mil milhões) e mesmo considerando Julho de 2011 (entrada em funcionamento do actual executivo. O que é abusivo pois o OGE de 2011, que condiciona a governação, foi aprovado pelo PS em 2010) andaria pelos 177,5 mil milhões de euros. Mais falsa se torna tal asserção, se tivermos em conta que o valor de 2010 (de 2009 e 2011, até ao resgate), foram possíveis com défices irrepetíveis na casa dos 10% do PIB e dos 15.000 milhões de euros, financiados por uma dívida, agora mais controlada e cujo défice actual é sobretudo para fazer face ao serviço da dívida, elevada precisamente graças ao desgoverno do PS.
-Costa apoia-se em cenários fantasiosos, que além de pretender vender como certezas, numa realidade que devia ter aprendido com a crise, que se tornou mais incerto do que habitual. Além dos factores de incerteza “normais” há de acrescentar neste momento a “crise” chinesa e a crise dos imigrantes. Mesmo assim, parte de realidades fantasiosas, sendo que no afã de obter bons resultados de imediato, até apresenta para os primeiros anos, previsões acima dos valores que as estatísticas já hoje apresentam. Por exemplo, para o desemprego prevê para 2015, 13,6% e para 2016, 12,2% (pagina 28), quando já hoje está abaixo dos 12%.
Para a dívida que será em 2019, de 117,9 % do PIB (ainda na pagina 28), quando já hoje, descontada a almofada financeira, e se aplicada no pagamento da dívida a relegaria para esse valor. Mas aqui há um factor positivo em Costa, para quem há pouco achava que a dívida era impagável ou devia ser renegociada, apresenta-se agora como campeão (ainda que falso) da sua diminuição (pagamento) é uma transformação de 180 graus. Afinal não é o Syriza que dá a lição à Europa e a Portugal, mas a Europa e Portugal (graças a Passos Coelho e à coligação) que dão a lição a Costa, que já a tendo intuído como brilhante aluno, se apresta a ir além da troika, de Bruxelas e da Srª Merkel, a dar explicações, em breve a Tsipras e Varoufakis.
-Face ao percurso irresponsável do PS, pré resgate, quer à irresponsabilidade e sentido errático de Costa, ao longo de 2014, no episódio eleições gregas e o amor confessado ao discurso e à prática do Syriza, não cola a imagem de “papagaio académico” que pretende fazer passar. Soa a falso, não só porque debita números avulso, sem modelo consistente nem metodologia apresentada, pretendendo enganar os distraídos, mas sobretudo porque tal comportamento não tem respaldo nem na prática recente ou passada do PS, e muito menos na de Costa.
-Apesar do negativismo da apreciação de Costa, Portugal saiu da depressão, inverteu o ciclo negativo, em rota de recuperação, afastou o espectro da troika e deixou de ser um protectorado, recuperando igualmente a soberania e o respeito internacional e dos credores. Todo este sacrifício se deve aos portugueses e ao governo, que não contou com o auxílio interno dos partidos da oposição, pelo contrário, tudo fizeram para contrariar o governo e agravar as condições de vida dos portugueses.

 

A REVOLUÇÃO AGRO

 

Conheça as tecnologias que vão transformar a agricultura

por Ana Rita Costa

18 Setembro, 2017

 

 

O ritmo a que a agricultura está a mudar aumentou vertiginosamente nos últimos anos. As tecnologias e a digitalização penetraram no sector e vão beneficiar a eficiência e a produtividade dos produtores agrícolas de todo o mundo.

Recentemente, Aidan Connolly, vice-presidente de Inovação da Alltech, publicou um artigo em que revela quais as tecnologias que, na sua opinião, terão o poder de transformar a agricultura, assim como os restantes elos da cadeia alimentar. Conheça-as.

Impressão 3D

As impressoras 3D já se tornaram numa tecnologia comum, apesar de o seu potencial não estar ainda bem explorado. Nos agros negócios, a sua aplicação poderá passar, por exemplo, pela criação de peças para reparar maquinaria agrícola, o que pode trazer ganhos ao nível auto-suficiência.

E existem casos em que esta tecnologia vai ainda mais longe, como é o caso da Food Ink, uma empresa que oferece experiências gastronómicas com alimentos e utensílios criados através de impressão 3D. Não acredita? Espreite aqui.

Sensores

De acordo com Aidan Connolly, os sensores serão em breve a tecnologia digital “mais omnipresente na agricultura”, graças às enormes possibilidades que oferecem. Este tipo de tecnologia pode ser utilizado para analisar o ar, a água ou o solo e detetar problemas invisíveis ao olho humano.

As informações recolhidas são habitualmente analisadas e exibidas graficamente em computadores ou dispositivos móveis e oferecem aos produtores agrícolas previsões e soluções detalhadas para as suas explorações.

Inteligência Artificial

A par dos sensores, a inteligência artificial utiliza os dados recolhidos pelos sensores e converte-os em informação útil. De acordo com Connolly isto é particularmente útil porque a inteligência artificial faz com que as máquinas imitem funções cognitivas dos humanos como a aprendizagem, tornando-as bastante eficientes a longo prazo.

 Blockchain

O vice-presidente de Inovação da Alltech acredita também que a blockchain será uma das maiores inovações no setor. No fundo, trata-se de uma cadeia de blocos que não é mais do que uma forma de recolher, interpretar e partilhar informações. Neste caso, a informação que segue a cadeia alimentar.

“Ter uma fonte sólida de informações confiáveis sobre os alimentos (incluindo onde foram cultivados, como foram processados, armazenados e transportados, quem estava no controlo em cada etapa) tem sido um desafio desde que as pessoas começaram a comprar alimentos. Hoje em dia, com uma cadeia alimentar cada vez mais global e requisitos de conformidade cada vez mais complicados, a cadeia de informação é mais importante do que nunca”, defende.

 

 

TRANGÉNICOS

 

Mas o que são os trangénicos? Os trangénicos são organismos geneticamente modificados. Um organismo geneticamente modificado é um organismo no qual lhe é incorporado um ou mais genes que lhe são estranhos, provenientes de outro com o objectivo de obter certas características.
Novos e estranhos alimentos vão aparecendo a pouco e pouco por todo o lado. Os efeitos deste tipo de alimentos não são conhecidos por completo. Será mesmo necessária esta intromissão na mãe natureza? Se no século XX os problemas colocados na sociedade de consumo estavam mais a um nível social, económico e até mesmo cultural, no século XXI avizinha-se um século preocupante em que não só permanecem os problemas vividos no século XX, como não se conhecem as consequências no amanhã das experiências de hoje.
Se no final do século XX a sociedade de consumo necessita de um consumo em massa para fazer face à produção em massa, o século XXI, além disso, precisa de uma grande consciência por parte do cidadão –consumidor  perante fenómenos como os alimentos trangénicos. A produção em massa é hoje um fenómeno civilizacional . A produção em massa é hoje um dado irreversível da sociedade industrial erguida sobre a revolução da ciência e da técnica contemporâneas. Os organismos geneticamente modificados são hoje também um fenómeno fruto da revolução tecnológica e do desenvolvimento científico. Como pessoas humanas, como cidadãos e como consumidores devemos estar conscientes deste fenómeno. Com esta manipulação da essência da vida não continuaremos a ser vítimas dos nossos próprios progressos, colocando em risco bens tão valiosos como o da nossa saúde física ?

A IMORTALIDADE

Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala.

José Saramago

VIAGENS ESPACIAIS

 

A força de gravidade obriga - nos a permanecer sobre a Terra. O ambiente acima da atmosfera é hostil aos nossos corpos. Porquê, então, ansiarmos fugir do conforto da Terra arriscando - nos no espaço desconhecido? Nesta actividade vamos discutir, entre outras coisas, o desejo humano de viajar pelo universo !

"Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade". Com essas palavras, em 20 de julho de 1969, o norte americano Neil A. Armstrong pisou solo lunar. Foi o primeiro homem a pisar a Lua. Minutos depois,  juntou - se a ele Edwin E. Aldrin. Este acontecimento foi conhecido em todo o mundo. A jornada épica da Apollo 11, nave onde estavam estes astronautas é lembrada até hoje, como o inicio para o sonho da humanidade de pisar noutros Planetas e pelo grande avanço tecnológico que representou.

                                       O que é uma Estação Espacial?

É uma plataforma que permite a permanência, por períodos longos, de seres humanos no espaço. Serve como base para naves espaciais e é usada como laboratório para experiências científicas e observatório astronómico. Até agora as únicas estações espaciais existentes, Salyut e Mir (soviéticas) e Skylab (norte-americana), foram colocadas em órbita em torno da Terra. A Salyut I foi lançada em 1971 e pesava 18.600 Kg. Três dias depois, recebeu a visita da nave espacial Soyuz 10, com três astronautas a bordo. Os soviéticos lançaram outras seis estações espaciais da mesma série. A Salyut 6, em órbita por cinco anos, recebeu a visita de inúmeras tripulações, inclusive de astronautas estrangeiros, incluindo cubanos, franceses e indianos. A bordo da Salyut 7, três astronautas estabeleceram o recorde de permanência no espaço, 237 dias, superado pouco depois pelos próprios soviéticos. A sucessora da Salyut no programa espacial soviético é a Mir. Lançada em 1986, ainda permanece em órbita. Definida como estação espacial permanente, pode receber seis naves espaciais e hospedar dois astronautas. Infelizmente Mir está prestes a ser substituída depois de vários defeitos apresentados que representam risco para os astronautas a bordo.

O programa norte-americano da Skylab é mais complexo do que o soviético. A estação espacial, lançada pela nave espacial Saturno 5, pesa 88.900 Kg e é 3,5 vezes maior do que a primeira Salyut. A Skylab é um laboratório em órbita. Realiza experiências científicas e tecnológicas como, por exemplo, o teste de crescimento de cristais em condições de ausência de gravidade. Também é usada para observação da Terra e outros estudos astronómicos - já foram enviadas à Terra 175 mil fotografias do Sol. Os três astronautas da tripulação permanente da Skylab servem de base para estudos médicos de longa duração.

Viagens espaciais .

As primeiras experiências com foguetes datam de 1935, realizadas por alemães e norte-americanos e vinculadas à pesquisa de armas bélicas. Depois que o satélite russo Sputnik é lançado a corrida espacial acelera - se com o pioneirismo soviético. São eles que colocam em órbita o primeiro ser vivo, a cadela Laika, em 1957. Acidentes no programa espacial soviético na década de 60 proporcionam aos norte-americanos a oportunidade de assumir a dianteira. Astronautas norte-americanos são os primeiros a pisar a Lua.

Após a conquista da Lua, o objectivo da corrida espacial passa a ser a colheita de informações a respeito dos Planetas vizinhos e o lançamento de satélites para uso comercial. Entre 1962 e 1970 as sondas Veneras soviéticas e Mariners norte-americanas de 70 e 80, os pesquisadores dedicaram-se a enviar sondas para conhecer os demais Planetas do Sistema Solar. A Voyager 2 chega em 1994 a Plutão. As Voyagers levam mensagens e informações sobre a Terra para eventuais contactos com extraterrestres.

A QUEDA DE ÍCARO

 

Desde sempre o Homem sonhou voar, estando essa firme vontade bem expressa na histórica lenda de ICARO que vale a pena recordar:

Dédalo era o melhor e mais conhecido dos artesãos e inventores da antiguidade. Quem desejasse algo engenhoso vinha primeiro à sua oficina em Atenas. Dédalo tinha um sobrinho, Talos, filho de sua irmã, Policasta . Ele aceitou Talos como aprendiz , e o garoto, apesar de ter só doze anos, logo mostrou sinais de ser mais esperto do que seu mestre! Foi Talos que inventou o primeiro serrote, a roda do oleiro e imaginou o primeiro par de compassos. A reputação de Talos espalhou - se e as pessoas começaram a trazer os seus problemas mais complicados para o garoto, e não para o mestre. Consumido de ciúmes, Dédalo atraiu o garoto até o topo do templo de Atenas e  empurrou - o para a morte. A mãe de Talos, Policasta, suicidou-se de tristeza, e Dédalo, juntamente com seu filho, Ícaro – um garoto vaidoso sem nada da esperteza de Talos – foram banidos da cidade de Atenas. Dédalo e Ícaro  refugiaram - se na ilha de Creta, onde Dédalo colocou a sua habilidade e esperteza a serviço do rei Minos. Mas ele perdeu os favores do rei, quando Teseu matou o minotauro e conseguiu escapar do Labirinto, que supostamente era à prova de fuga, e que Dédalo havia construído para abrigar o monstro. Furioso, o rei Minos jogou Dédalo e seu filho na prisão. Enquanto Ícaro passava os dias  cuidando de si, vaidoso, Dédalo estudava profundamente, planeando como escapar de Creta. Era longe demais para nadar até à próxima ilha, e impossível conseguir um bote devido à vigilância da armada do rei Minos. Finalmente, Dédalo concebeu um plano audacioso. Ele construiu dois pares de asas, tecendo as penas e juntando-as com cera. Quando as asas estavam prontas, levou Ícaro para um canto. "Coloque isso e siga - me", disse, "mas cuidado para não voar perto demais do sol, ou perto demais do mar. Mantenha um curso médio. Com essas asas escaparemos daqui." Os dois levantaram voo a partir de um rochedo alto e seguiram para o horizonte. Por muitos quilómetros o jovem Ícaro seguiu o seu pai mas, sentindo-se jovem e despreocupado, e desfrutando de vento, começou a subir para o céu, livre como um pássaro.
Quando Dédalo olhou ao redor procurando-o,  não conseguiu vê - lo . "Ícaro! Ícaro!", chamou o pai ansioso. Mas não veio resposta. No mar, lá em baixo, um punhado de penas flutuava nas ondas, e algumas pequenas ondulações marcavam o ponto onde Ícaro caíra, pois o rapaz tinha voado perto demais do sol, e a cera que unia as asas derreteu-se como manteiga.

Em boa verdade o Homem voou mais longe do que naquele tempo Ícaro poderia imaginar !