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O ENTARDECER

O ENTARDECER

NOTA PRÉVIA

DE UM LIVRO QUE CHEGARÁ

 

 

Toda e qualquer pessoa, precisa de sentir, de uma forma bem definida, uma identidade pessoal relativamente à sua nacionalidade, família, local de habitação, emprego, clube de eleição, religião etc.

Tudo isto e muito mais coabita em nós próprios, formando um todo, a nossa identidade, dando a toda a gente, sem sombra de dúvida, uma grande consistência moral e comportamental. São as nossas referências que por regra, em grande parte, já nos vêm, em muito, dos nossos antepassados.

Muitas delas são-nos transmitidos de forma genética ou pelo convívio e educação escolar e familiar, mas todas podem, e devem, ser alimentadas e estimuladas, até combatidas.

No que concerne ao nosso local de habitação, venha ele do nascimento ou tenha sido eleito outro por nós mais tarde, tudo se passa da mesma forma.

No caso concreto que escolhi, a Freguesia de Queijas, ela ganhou identidade própria há meia dúzia de anos, logo, necessário se tornou ir mais longe em busca da verdadeira identidade das suas raízes.

Porque, de longa data, sempre pertencemos à antiga Freguesia de Carnaxide, velhinha de muitos séculos, se quisermos cavar bem fundo vamos encontrar as raízes que procuramos no nascimento da nossa própria nacionalidade. Pois é, não há exagero algum. Depois, relativamente ao nosso concelho, as referências são mais tardias, mas andam quase sempre pelo concelho de Oeiras.

Por todas estas fases passou este antiquíssimo Lugar de Queijas, e teve que ser assim, até chegarmos a Queijas Paróquia, Freguesia e Vila!

Não há muita informação disponível sobre um universo de muitos séculos, no qual foi vivendo o território da nossa Freguesia, mas é de absoluta justiça falar daquele que nesta matéria nos deu uma enorme ajuda. Deixar de tecer um grande elogio àquela figura que, na minha opinião, mais pugnou por conhecer as nossas referências e em simultâneo mais se bateu pela solução dos enormes problemas que sempre foram afligindo as gentes da antiga Freguesia de Carnaxide, seria de todo injusto.

Foi essa grande figura humana e eclesiástica, o Pie Francisco dos Santos Costa, que nos legou uma publicação de grande dimensão, O Santuário da Rocha - Coração de Carnaxide. Legou-a a todos aqueles que amam a velha freguesia de Carnaxide, que hoje se espalha pelas freguesias de Carnaxide, Queijas, Linda - a - Velha, Algés e Cruz - Quebrada - Dafundo.

Como habitante de Queijas, vai para 40 anos, é desta maneira agradecida que sinto todo o trabalho que ele nos deixou, não esquecendo também todos aqueles que a ele acrescentaram qualquer contributo, para nós tão importante.

Todavia a realidade surgida com o aparecimento da Freguesia de Queijas, da sua Paróquia e Vila, veio trazer uma nova identidade e um novo sentimento aos habitantes desta circunscrição, para tal, não devemos esquecer que muitos até já nela nasceram.

Tentei pois actualizar factos com uma história riquíssima, desta vez circunscritos à Freguesia de Queijas, que como um filho nasceu da velhinha Freguesia de Carnaxide.

Servi-me do trabalho que outros primorosamente fizeram, mas também vos digo que esteja onde estiver, muito feliz ficaria se este trabalho por mim assinado, puder ajudar alguém a dar-lhe continuidade na história desta terra que já tantos amam como sua.  

A vida ensina-nos que factos escritos como actuais, com o tempo decorrido, logo perdem actualidade, e por isso, carecem ser enriquecidos com outros mais marcantes, por comportarem uma vivência mais vasta e próxima de nós, seres ainda vivos.

Foi pois esse trabalho que quis escrever e deixar como legado a toda a população da Freguesia de Queijas. Na vida tudo muda, e o amanhã pode voltar a colocar tudo, ou quase tudo, como estava anteriormente! Existem factos de uma tal relevância a condicionar o futuro, que teremos de os aceitar para não travarmos esse futuro, desde que ele seja no interesse geral dos cidadãos.

                                                   António Reis da Luz

D. AFONSO HENRIQUES

Os Templários que conseguiram escapar ao destroço causado em Soure pela arremetida muçulmana de 1144 juntaram-se, na primavera de 1147, à hoste que o nosso primeiro Rei preparava para a conquista de Santarém. Movia-os, simultaneamente, o seu dever, próprio de frades militares, e o desejo de libertarem os seus confrades caídos em poder do inimigo por ocasião daquele ataque e para ali trazidos em cativeiro.

Realizada a conquista, D. Afonso Henriques recompensou-lhes a eficiente colaboração dando à Ordem do Templo os rendimentos eclesiásticos da terra conquistada; mas logo meses depois, integrada também Lisboa na posse cristã, o sacerdote inglês Gilberto, primeiro bispo da restaurada diocese lisbonense, contestou a validade daquela doação, travando-se demorado litígio, que só terminou mais de dez anos depois, quando D. Afonso Henriques harmonizou os desavindos, cedendo ao prelado o benefício que disputava e doando aos Templários, na pessoa do seu Mestre, então Gualdim Pais, o castelo de Cera (hoje Ceras) com o seu vasto termo. O diploma régio de concórdia, lavrado em Fevereiro de 1159, definindo o âmbito das terras doadas, limitava-as por uma linha que partindo do Zêzere em leste-oeste na direcção de Murta, a acerca de seis quilómetros ao norte de Cera, seguia a Freixianda, e daqui rodando ao sul e  a sul-sudoeste alcançava, primeiro, um certo lugar de passagem do curso médio do Nabão (então chamado Tomar) onde a estrada romana de Santarém a Coimbra atingia esse afluente do Zêzere (et inde venit ad portum de Thomar qui est in strata de Colimbria ad Santarém), e depois um vau da subafluente ribeira de Ourém (et inde per portum de Ourens), que o Prof. Rui de Azevedo crê situado entre Ceiça e Chão de Maças. Custeando assim o termo de Leiria, a linha divisória seguia ao ribeiro de Bezelga, e, sucessivamente inflectida a sueste e a leste acompanhava aquele modesto veio de água, afluente do Nabão, e depois este até à sua confluência no Zêzere (et inde per lombum de Santarém... ad Bezelga et descendit ad Thomar et inde in  Ozezar); finalmente, o curso do Zêzere para o norte até ao lugar indicado como inicio da delimitação, balizava por leste a região doada, de configuração vagamente circular e cujo circuito se alongava por cerca duns 90 quilómetros.

 

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                                                      Castelo dos Templários

Após um ano de estadia no castelo de Cera, reconheceu Gualdim Pais que ele não reunia as condições apropriadas para servir de sede da Ordem, e resolveu edificar, com esse fim, um castelo em lugar que lhe pareceu mais adequado, e esse foi um outeiro na margem direita do Nabão e em cujo sopé se estendia viçosa planície apropriada a profícuo povoamento humano.

ECONOMIA HOLANDESA

 

Economia holandesa é muito  mais do que tulipas e queijos

Diversificada e voltada para a exportação, a economia do quinto membro mais rico da zona do euro vende principalmente para a União Europeia. "Sair da UE seria suicídio económico", afirma economista.

 

Portos, como o de Roterdão, são parte constituinte de um país fortemente voltado para o comércio internacional.

Logo na Holanda, um dos membros fundadores da União Europeia (UE), um partido populista de extrema-direita deve se tornar uma das maiores forças no Parlamento. Pesquisas apontam que o Partido para a Liberdade  (PVV), de Geert Wilders, vai conquistar cerca de 15% dos votos na próxima eleição. Wilders defende a saída da Holanda da UE, ainda que a economia do país esteja crescendo – em grande parte devido às fortes exportações para o restante do bloco.

O PIB teve alta de 2,1% em 2016, o maior crescimento em nove anos, segundo informou nesta terça-feira (14/3) o órgão de estatísticas. Os consumidores gastaram mais dinheiro, as exportações aumentaram e o desemprego caiu de 5,8% para 5,5%. Graças à inflação baixa os consumidores conseguem perceber que as condições devidas têm aumentado. "A confiança dos consumidores está bem acima da média", afirmam os economistas do Banco Hessen-Thüringen (Helaba).

 

O que torna a economia holandesa tão forte?

 

"É muito mais do que as tulipas e os tomates. Os holandeses estão muito à frente nas novas tecnologias e na digitalização. O sector químico privado, também é uma indústria importante", diz Carsten Brzeski, economista-chefe do banco ING-Diba. Além disso, "a Holanda é uma economia muito aberta e conta com alguns dos mais importantes portos internacionais, que funcionam como entreposto no comércio de produtos globais", complementam os economistas do Helaba. A economia do quinto membro mais rico da zona do euro é diversificada e dispõe de uma "base sólida, não estatal, com forte demanda doméstica".

 

Um país exportador, essencialmente nas mãos da sociedade civil!

 

A exportação de bens e serviços contribui com mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB). Os principais itens não são nem tulipas, nem tomates e nem queijo gouda, mas máquinas e peças de máquinas, que respondem por cerca de 13 bilhões de euros em 2015. Em segundo lugar vem a exportação de gás – a Holanda tira vantagem das reservas de gás natural na sua costa. O terceiro lugar é ocupado pelas tulipas e outras flores.

O topo da lista inclui ainda carnes, lacticínios, legumes e batatas. Ainda segundo o órgão de estatísticas, a Holanda é o segundo maior exportador da UE, atrás apenas da Alemanha. A maioria das exportações vai para a UE. "A Alemanha é de longe o maior parceiro comercial da Holanda", lembra Brzeski.

E a Alemanha?

A Holanda é o segundo maior exportador de produtos para a Alemanha, com 88 bilhões de euros em 2015. Já para os exportadores alemães, a Holanda é o quarto maior destino dos seus produtos, atrás apenas dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido.

Foram 78 bilhões de euros em 2015.

Segundo Brzeski, a Holanda é um país de forte comércio e depende do comércio com a Europa. "Sair da UE seria suicídio económico", afirma. De qualquer forma, ele considera uma saída pouco provável: "A Constituição holandesa não prevê a possibilidade da realização de referendos sobre o euro ou a adesão à UE.

A Constituição teria que ser alterada por uma maioria de dois terços, no Parlamento".

Um simples comentário:

Teriam que inventar uma geringonça, como se fez em Portugal e, depois, esperar pela miséria com ou sem cativações?

 

UMA FÉ EXEMPLAR

 Resultado de imagem para Monumento a Madre Maria Clara -Queijas

As virtudes teologais aparecem profundamente entrelaçadas na vivência espiritual e na ação apostólica da nova beata portuguesa Maria Clara do Menino Jesus. Numa retrospetiva da sua vida, o Pe. Henrique Pinto Rema escreve que a Irmã Maria Clara do Menino Jesus surge “com virtudes humanas únicas, com uma Fé exemplar, com uma Esperança a toda a prova, sempre optimista e realista no meio das maiores contrariedades, a jogar firme e forte no futuro, e com uma Caridade que a enobrece junto de Deus e dos homens”.

A extinta freguesia de Queijas nunca esquecerá esta Irmã dos pobres, principalmente na assistência que prestou aos mais desfavorecidos desta terra na qual, através de uma estátua e da sua memória, a lembramos e lhe agradecemos a sua caridade que a enobreceu junto de Deus e dos homens.

 

“Senhor nosso Deus, que concedeste à Bem-aventurada Maria Clara do Menino Jesus a graça de viver sob o Teu olhar providencial, inteiramente dedicada ao cuidado dos mais necessitados, faz de mim, neste dia, uma oferenda permanente pela intenção deste dia, e conduz-me no caminho da fidelidade ao espírito das Bem-aventuranças, no exercício das Obras de Misericórdia corporais e espirituais, a exemplo da Bem-aventura maria Clara. Por Cristo Nosso Senhor.”

 

O NOSSO ENTARDECER

 

Começo a sentir o meu entardecer. Todo o ser humano acaba por senti-lo. No fundo é uma nova vida que chega, com um sentir muito mais lato. 

Nem de propósito! Tinha acabado de me aprontar para sair, quando ouvi tocar a campainha da porta. Apressei-me para ver quem tocava e, mesmo dali, deparei-me com um jovem que acompanhei em todo o seu evoluir para homem. De tristeza estampada no rosto disse-me: vizinho é para lhe dizer que o meu pai morreu esta noite!

Pouco ou nada consegui dizer. Tal o embaraço que se apossou de mim! Havia falecido o meu vizinho de mais de cinquenta anos!

É verdade, o senhor Orlando partiu para algum lado onde todos seremos vizinhos, mesmo sem portas ou janelas. Mas mais livres, também. E, acima de tudo, muito muito solidários.

Se eu vinha sentindo o entardecer, tal convicção tomou-me por inteiro. Voltei para dentro, precisava de meditar no Homem que somos. Se sempre lutei por mudanças no mundo a favor de todos, sem qualquer exceção, desta vez apercebi-me que tais mudanças teriam de ser feitas na minha própria vida. É hora de mudar! Não em torno da política ou da economia, mas da sacralidade da pessoa humana, e dos valores inalienáveis, como pede o Papa A luta que abracei com coragem, em todo o meu passado, para que se pudesse olhar com confiança o futuro no mundo, e para que se pudesse viver nele, plenamente, a esperança e a dignidade, vai entrar noutra rota. A rota da minha disponibilidade numa luta individual, pode despertar algumas consciências, mas as coisas não se alteram!

A perda (?) do vizinho não sai do meu pensamento. Muitas vezes saíamos em simultâneo de casa, e eu via-o trazer a gaiola do seu canário, que pendurava na parede exterior da sua casa. Em breve começaria uma sinfonia espantosa desta ave! Efeitos sonoros de alta qualidade, um canto melodioso. Adorava ouvir o seu trinado!

Por outro lado, sentia pena que o canário, estivesse aprisionado numa gaiola. A melodia que entoava, sem cansaço, seria certamente muito mais bonita cantada do alto de uma árvore e em plena liberdade.

Se os pássaros não foram feitos para viver aprisionados, muito menos o Homem o foi. Assim, não poderá viver, ou seja, sem ser em plena liberdade!

Submeter o Homem aos pecaminosos interesses de grupos fechados ou, com outra dependência intelectual qualquer é, também, limitá-lo e tolher-lhe as suas aptidões de ser humano.

Disposto estou, a pôr as minhas últimas forças ao serviço dos valores inadiáveis e inalienáveis da nossa sociedade e estes ao serviço da sacralidade da pessoa humana, Assim mesmo, terminarei a minha atividade no blog luzdequeijas e tentarei desbravar outros caminhos mais consentâneos com o cansaço do entardecer a que fiz alusão. Sem perder a dignidade conquistada no meu passado de lutador pela verdade.

 
 
publicado por luzdequeijas às 19:09

ARMAR AO PINGARELHO

 

O (i) na vida dos portugueses é um completo flagelo: IRS, IRC, IVA, IS, IMI; IMT, IABA, ISP, IT, ISV, IUC, são o nosso pingarelho (impostos), ou seja, aquilo que faz de nós uns indivíduos pobres ou mal vestidos, mas com pretensões de dar nas vistas”; ...Depois vem a fatalidade de andarmos todos a “armar ao pingarelho”, ou seja:

Armar-se ao pingarelho” ou “armar-se em carapau de corrida” têm o mesmo significado, ou seja, são expressões usadas para definir alguém armado em espertalhão ou que se quer mostrar mais do que aquilo que realmente é.”

Claro que com tantos impostos em PORTUGAL só podem sobrar pessoas deste tipo!

António Costa, em menos de 3 minutos, ontem, no programa "quadratura do círculo “desabafou, sem “dó nem piedade”: RE...LEMBRAR*

"A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve, um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função
de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável”…….

Claro que nós nunca errámos. Quem errou foi a União e foi ela quem se armou ao Pingarelho. Nós nunca faríamos uma coisa dessas!

 
 
publicado por luzdequeijas às 16:21
 
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A VERDADE PODE SER DOLOROSA

 

O mundo se acostumou à hipocrisia da política que diz o que o povo quer ouvir e faz o que eles bem entendem.

Com este papa não é assim, como podemos ver nesta entrevista com um repórter COMUNISTA, antes de ser papa. 
Acusa Mathews: - O senhor é um capitalista.


" - Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?"

- Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas?

- "Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas económicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projetos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo ".

- "Suas idéias são radicais", diz o jornalista.

- "Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injeções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo". Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo? "

Mathews diz: - "Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento".

O cardeal respondeu: - "Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e veem os pobres como um problema de governo. Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos  permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me irrita profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza ".

 

"O socialismo dura até terminar o dinheiro dos outros" Margareth Thatcher - saudosa ex primeira ministra britânica.

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 12:33

O fim da era do desperdício



Grandes regiões metropolitanas do mundo, podem enfrentar problemas graves por falta de bens que hoje desperdiçam! Não será esperando pelo mal, que ele pode ser atacado com eficiência. Haverá duas medidas urgentes a serem tomadas, para evitar que a situação atinja o nível de calamidade. A primeira é combater afincadamente, o desperdício. Depois, não parece difícil ampliar a sua reutilização, prática comum nos países que são modelo em abastecimento. Para que isso ocorra, há apenas dois caminhos: diminuir o desperdício e aumentar a reutilização 

Enumerar em classes, os desperdícios, é quase impossível, tantas são elas!

 

Contudo, aqueles que parecem mais úteis, ninguém falam neles: mas, ver seres humanos, sentados num qualquer jardim, horas a fio, a jogar às cartas é chocante, são os reformados sem nada para fazer! Se a eles acrescentarmos os desempregados a receberem subsídio, temos um mundo de desperdício total! Com a ajuda deles um universo novo se abriria na área de cada residência! ….E, se esta gente fosse utilizada na sua área residencial? E porque não? E porque não pagar-lhes com alguns benefícios fiscais? Há tanta gente que já beneficia deles!

 

- Seria importante os idosos participarem da vida da sua comunidade. Uma lição para todos!

- Antes de reclamarem do nosso país, saibam que a doença mundial é a falta de humanidade e não económica.

 

- A Sociedade está doente! " A confiança é o cimento que dá unidade à sociedade" . Infelizmente, a nossa confiança anda muito em baixo em relação a muitos dos que decidem neste país:

   

Quanto custa ser idoso em Portugal

 

Que Deus nos ajude, mais vale ser precário na função pública que idoso neste!

 

A reforma para a grande maioria dos nossos políticos só tem um significado, cortar nas reformas de idosos para “tapar” outros buracos! Cortam nas reformas sem respeito pelo facto de elas terem sido pagas ao longo de uma vida pelos trabalhadores e patrões. E com muito sacrifício o fizeram”!

 

Eles, em breve vão morrer e por agora já não votam ou fazem-no em consciência!

Esta gente sem passado e futuro duvidoso, nunca saberá ou perceberá o que é passar uma vida a trabalhar e fazendo sacrifícios para ajudar toda a família, pagando uma reforma que antes de chegar a si, terá servido para muitos outros aguentarem a velhice. E outros, terem que comer antes da morte! Mesmo sem terem descontado um tostão!

Também para manterem precários ou melhorar,taxas propagandísticas de desemprego! Sempre, tendo em vista, as próximas eleições, que para eles assim, são canja!

Dura realidade..... Os idosos são pessoas de bem e amigas da sociedade, a recolherem comida que será deitada fora, a irem à farmácia ajudando alguém acamado, a olharem pelos jovens, a protegerem os jardins, prevenção dos fogos, etc. Etc.

 

Se as medidas que são urgentes não forem tomadas, é quase certo que tenhamos um problema de saneamento e de abastecimento muito grande, já daqui a uma ou duas décadas!

 

Não é que a água do planeta vá acabar, claro, mas haverá problemas sérios de faltas de abastecimentos utilizáveis, nas grandes regiões urbanas, e na maioria das coisas consumidas todos os dias.

O planeta vive num ritmo de urbanização intensa, a sua população vai crescendo, com a tendência para que se acabe o indispensável abastecimento público, de tudo que tem havido!

Por falta de matéria-prima, um caos social, pode chegar a todo e qualquer ser humano! Portanto, não será de excluir um caos que ignore os actuais privilégios sociais! O que deixará a população e a vida social, mais ou menos desorganizadas.

 

Para lidar com isso, é preciso reduzir a perda em todos os bens consumidos, incluindo a matéria-prima, recuperando-os e tratando-os, afim dela serem reutilizados, cada vez mais vezes. Temos de romper com aquele paradigma da antiguidade, quando os povos extinguiam espécies e poluíam rios e açudes indo buscar água cada vez mais longe. Essa foi prática, que deu origem a lindos aquedutos, pontes e túneis, que vão ficar para sempre na história, mas não é a mais viável num planeta habitado por mais de 7 bilhões de pessoas.

O crescimento da população é a principal ameaça ao abastecimento?  Não. O que ocorre é que, de um lado vemos uma urbanização crescente mas não planeada, com o surgimento de macro metrópoles formadas sem o devido planeamento, face ao local de trabalho. De outro, observamos o aumento da população da classe média nas economias emergentes. Isso significa que quem não consumia passou a consumir, o que aumenta a pressão sobre o sistema energético e de abastecimento.

O local de trabalho, exige inúmeros transportes e deste modo uma despesa incomportável para todos!

A solução que parece certa, pois, será trazer o trabalho para junto da habitação dos trabalhadores. Isto é realizável, com planeamento e uma execução lenta, a começar pela Função Pública.

 

O grande empregador!

 

Existe ainda a questão ambiental. Os ares que respiramos, os desmatamentos nas margens dos rios que  contribuem para que estes sequem. E há áreas onde os lençóis freáticos foram tão sobrecarregados que eles, agora, correm o risco de se tornarem desérticos. O fenómeno da estiagem tem sido tão intenso que dificilmente estaria no radar de qualquer governo ou empresa de saneamento.

 

É fundamental que comecemos a pensar em mudanças viáveis. Falo de mudanças profundas, para os próximos vinte ou trinta anos. Que tipo de mudanças?  As que causam mais desperdícios?

Os desperdícios não são totalmente extinguíveis, e além disso, são antieconómicos. Além disso, extinguir os desperdícios tem, muitas vezes, um custo que não justifica a economia feita. O grande mérito deste debate, porém, é que ele vai contribuir para discutir estratégias de longo prazo.

E quais são as medidas fundamentais para garantir que não faltará água, ou demais bens, necessários aos humanos no futuro?  

São duas as medidas.

- A primeira é a redução das perdas, por meio do aumento da eficiência. Ao abrirem a torneira, as pessoas precisam saber que estão usando um bem valioso. Há muitos gastos como a água, talvez porque, das utilidades públicas, ela seja a mais barata. A solução passa menos por aumentar tarifas e mais por estabelecer regras de uso que obedeçam a critérios técnicos, e não a conveniências políticas.

 

- A segunda medida fundamental é ampliar a reciclagem da água, e outros bens, que é consumida. É preciso que o assunto seja regulamentado por um órgão independente e com sabedoria técnica para estimular o investimento e inibir o populismo.

Antes do mais, diremos que os serviços dos humanos, são aqueles que o mundo mais tem desperdiçado!

O Homem idoso tem sido objecto de mau esquecimento, por parte das forças políticas! Mesmo com uma Função Pública gigantesca!

Algumas medidas sinalizam possíveis caminhos a seguir:

 

- boa regulamentação, bom planeamento e boa gestão.

 

 Sem esses pilares, é difícil imaginar cidades saudáveis e recursos hídricos bem aproveitados. Para atrapalhar um pouco, há um raciocínio político muito perverso que diz que esse tipo de investimento não tem visibilidade e, portanto, os dividendos políticos que ele gera não são tão grandes quanto os que rende a construção de um viaduto ou ponte, por exemplo.

 

O grande segredo é mudar esse raciocínio e criar dividendos políticos investindo no saneamento.

 

Ao mesmo tempo, é preciso estabelecer penalidades, para políticos que deixarem a questão de lado.

Existe algum país que sirva de modelo ao mundo?

 

Por enquanto parece que não, mas de todos, teremos pontos a explorar, que já serão meio caminho a percorrer!·

O 25 DE ABRIL TEM DONOS?

 

Muda-se a página no regime democrático e Mário Soares retoma, "com alegria", o seu lugar de deputado. Após ano e meio de executivos de iniciativa presidencial, ao rejeitar novo convite de Sá Carneiro para se aliarem - o que implicaria o líder socialista avançar para Belém e o social-democrata ficar à frente do Executivo, numa repetição do repto lançado no almoço de 1976, no Tavares Rico ("restaurante muito do seu gosto"), em que Soares "[lhe disse] logo frontalmente que não" se candidatava, nessa altura, a Belém (Um Político Assume-se) - , o ex-primeiro-ministro socialista vê o presidente do PSD juntar-se ao CDS e ao PPM na Aliança Democrática (AD), no verão de 1979, obtendo ainda o apoio do grupo de dissidentes do PS conhecidos como Reformadores (de António Barreto e de Medeiros Ferreira).

Como nota Rui Ramos,

Sá Carneiro forma a AD em 1979, "sabendo que o PS e o PCP nunca fariam o mesmo" (História de Portugal). Nesse ano, o partido aprova o plano Dez Anos para Mudar Portugal - Proposta do PS Para os Anos 80, elaborado por um grupo dirigido por António Guterres, que retira o marxismo do programa e põe, usando uma expressão que jamais terá sido proferida por Soares, "o socialismo na gaveta". Ou, como registará décadas depois Cunhal, após citar variados trechos da Declaração de Princípios da ASP e do programa do PS (por exemplo, "repudia o caminho daqueles movimentos que, dizendo-se socialistas ou sociais-democratas, acabam por servir deliberadamente ou de facto, os interesses do capitalismo internacional e o imperialismo"), "estes princípios programáticos são tão extraordinários que hoje [em 1999], ao lê-los, alguém desconfiado poderá talvez supor que nos trabalhos de elaboração do presente ensaio [A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril (A Contra-revolução Confessa-se)] houve troca de papelada. Mas não, não houve."

Os tempos tinham mudado. Nesta altura até parecem já muito distantes as anteriores idas às urnas, em que, como registava José Freire Antunes,

"Mário Soares voltou a ganhar as eleições [em 1976, como em 1975]. Sá Carneiro engoliu o triunfalismo. Passeou a melancolia na noite que julgava sua pelos corredores da Fundação Gulbenkian [então, o centro do escrutínio eleitoral]. Parecia condenado a ser o segundo, uma espécie de Raymond Poulidor sempre atrás de Jacques Anquetil na Volta à França [em Bicicleta] " (Sá Carneiro - Um Meteoro nos Anos Setenta)

Agora, perante o que designaria por "bloco conservador-monárquico", Mário Soares sofreu o seu primeiro desaire eleitoral. E, sublinha Rui Ramos, não só "a AD venceu as eleições intercalares em Dezembro de 1979, com maioria absoluta", como foi "a primeira vez na História de Portugal que uma oposição chegou ao poder por via eleitoral" (idem). "O PS, como sempre que sofria derrotas - e esta foi a primeira grande! - entrou num período de criticismo interno e de um certo desânimo" (Um Político Assume-se).

No ano seguinte, julgando que a moda estava agora nas alianças eleitorais, Soares lembra-se de concorrer às legislativas com a Frente Republicana e Socialista (FRS), em que o PS se junta à UEDS (de Lopes Cardoso, que voltaria depois ao PS) e à ASDI (dos ex-fundadores do PPD Magalhães Mota e Sousa Franco), mas a 5 de outubro de 1980 a AD ainda aumentaria a vantagem e Soares reconhecerá, mais tarde, que a FRS foi "um mau negócio". Nessa fase, joga-se ainda a tentativa de Sá Carneiro conseguir "uma maioria, um Governo, um Presidente", acabando por não assistir à derrota do general

Soares Carneiro a 7 de Dezembro de 1980, três dias após a sua trágica morte em Camarate.

A seguir, Soares negoceia com o novo líder do PSD e primeiro-ministro Pinto Balsemão, de quem admitirá ser, nesta matéria, um "aliado objectivo", a revisão constitucional, em que se procurava "acabar com a tutela militar [do Conselho da Revolução] e dar um conteúdo civilista à Constituição" (Um Político Assume-se). Líder da bancada parlamentar, em que houve várias declarações de voto, Zenha declarava que o consenso do PS e da AD nesta matéria "não respeitava o acordo" com Eanes. "Foi uma bomba" (ibidem) e a guerra entre as facções socialistas continuava no Congresso do PS de 1982, acabando na dupla candidatura socialista a Belém em 1986.

UM ORÇAMENTO DOMÉSTICO:

 

Devemos fazer para cada mês um orçamento, lançando nele tanto as receitas quanto as despesas da família, este é um comportamento fundamental para organizar as contas e conquistar o equilíbrio financeiro.

Porém, se o orçamento não contemplar nem mantiver actualizados todos os itens, independentemente de serem regulares ou  eventuais, tal planeamento pode ser seriamente comprometido e, até levar ao descontrole e ao nosso endividamento.

- Não se esqueça nem perca o prazo

Uma das vantagens de ter um orçamento mensal completo e mantê-lo sempre à vista é que nenhuma despesa será esquecida na hora de  pagar as contas. Pelo contrário, você poderá se organizar para pagá-las sempre na data prevista, evitando a cobrança de multas e juros por atraso.

  1. Fuja dos gastos supérfluos

Quem planeja a vida financeira a partir de um orçamento, pode prever, logo no início do mês, os riscos a que pode estar exposto e, assim, controlar suas despesas “voluntárias”. Em geral, são gastos frequentes ou esparsos que, mesmo parecendo pequenos, quando somados viram uma quantia expressiva. Eliminando os gastos supérfluos fica mais fácil reconquistar e manter o equilíbrio financeiro.

Entre estas despesas “espontâneas” que podem ser reduzidas sem causarem maiores problemas, estão actividades de lazer, como idas ao cinema, a  lanches,  restaurantes e outras compras. Normalmente, agregadas a elas, também vem outras despesas, como estacionamento pago etc. Até aquela sobremesa deliciosa depois do almoço e seu sucessor, o café expresso, assim como o refrigerante e o sorvete da tarde entram no rol das despesas “espontâneas e voluntárias” e podem ser, sem culpa, sacrificados!

- Compartilhe o orçamento com a família

Assim como a fartura e a alegria,  convém que o orçamento também seja compartilhado com toda a família, desde as crianças até aos mais velhos. Deste modo todos ficam informados sobre os recursos, as possibilidades e os desafios e sobre o nível de participação e empenho que é necessário para que os objectivos financeiros sejam atingidos.

- Controle as despesas variáveis

Todo orçamento doméstico tem despesas de dois tipos: as fixas e as variáveis. As primeiras são aquelas “inevitáveis” e em geral de valor definido, como aluguel, condomínio, mensalidade escolar e plano de saúde, entre outras. Já as despesas variáveis são aquelas cujo valor oscila mensalmente, conforme o consumo ou o uso:  energia eléctrica, água, combustível, telefone e afins. Controlando estas despesas, a economia vai ser considerável.

Em geral, não é comum conseguir reduzir as despesas fixas, já que muitas delas são estabelecidas em contrato, mas com as despesas variáveis é diferente. Basta diminuir o consumo e evitar toda forma de desperdício, como verificar as fugas na rede hidráulica, apagar a luz de dependências vazias, usar ao máximo a luz natural e desligar da tomada aparelhos eléctricos que não estiverem em uso..

No caso de uma família, a mudança de hábitos pode ser muito vantajosa no longo prazo, por meio da formação de uma cultura de uso racional dos recursos. Se os filhos aprendem desde pequenos a consumir com consciência e sem desperdícios, ganha o planeta e a saúde financeira do lar.

- Fique de olho nas metas

Outra grande vantagem de se ter um orçamento doméstico é que ele facilita planear metas e monitorar todas as etapas de seu desenvolvimento, até à sua conclusão. O orçamento, inclusive, permite fazer projecção de economias e gastos, para acertar as finanças e recuperar o equilíbrio do orçamento. Com ele, é muito mais fácil ficar de olho nas metas e corrigir atitudes e situações financeiras negativas que, se não forem alteradas, terminarão por se transformar numa irreversível “bola de neve”.

Se todos os governos do mundo gerissem as contas públicas seguindo estes pontos com rigor e verdade (sem manipulações eleitoralistas), ganhariam todos com isso! Famílias, órgãos estatais, o povo e o próprio País. Há em isto uma semelhança maior do que parece, mesmo imaginando que as Contas do Estado são desmedidamente grandes e complexas! É tudo uma questão de seriedade e verdade, mas teremos de explicar de forma simples e clara esta realidade ao povo, pois no fundo, é ele que sofre ou beneficia com a devida transparência das suas contas e com as Contas do Estado!