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O ENTARDECER

O ENTARDECER

UMA NOVA DEMOCRACIA

 

O historiador Michael Schudson diz que “se os novos media digitais vão ser integrados numa nova democracia política, eles devem ser ligados a uma séria compreensão da cidadania, e isso não acontecerá se simplesmente reciclarmos a velha noção de cidadãos informados”. Isto é, as mudanças previsíveis vão implicar ruturas profundas, no perfil do político mas também do eleitor, por via das ferramentas com que ambos se vão relacionar.
Em Portugal, a transformação poderá ser particularmente difícil. “O regime envelheceu, aproximando-se, em quantidade de tempo, do período de vigência do Governo de Salazar. Inevitavelmente, começam a notar-se in funcionalidades no sistema representativo, marcado por uma partidocracia que não tem sabido olear as relações daquilo a que se dá o nome de sociedade civil com o aparelho de Estado”, diz Adelino Maltez.

“A web é uma melhor democracia representativa”

O governador Arnold Schwarzenegger deslocou-se esta quarta-feira à sede do Twitter para lançar www.myi-dea4ca.com. Vai usar o Twitter para recolher ideias sobre o futuro da Califórnia. O funcionamento não podia ser mais simples: as ideias são submetidas através das contas de cada um no Twitter usando o ‘hashtag’ #myidea4ca. O site Myldea4CA faz a indexação de todos os contributos para que possam ser pesquisados, discutidos, comentados e votados. O site foi inundado com milhares de propostas - ou não estivéssemos nós a falar da América, onde nada é impossível.
A web permite a emergência de líderes novos, que por sua vez aproveitam a força da rede para reunir apoios, financiar campanhas, mobilizar a sociedade. No mundo pré-YouTube, Obama teria sido eleito? Claramente não. Nem Ségolène Royal teria vencido as primárias do seu partido sem o seu blogue “Désir d’Avenir”, onde criou uma rede descentralizada de apoio.

Autor:  Ricardo Jorge Pinto