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O ENTARDECER

O ENTARDECER

UM DIREITO CONSTITUCIONAL?

 

 Será que um cidadão pode pensar? Chego a ter dúvidas sobre este direito, não muito explícito, na nossa Constituição! Todavia, consulto sempre a minha consciência afim de não pisar terrenos perigosos mas, há um impulso que não podemos calar, se não compreendemos, queremos compreender.

Leio habitualmente, pelo menos um jornal por dia, para além de vários telejornais que ouço, às vezes, arrepiado. Repito às vezes arrepiado!

É chocante ver, ouvir e ler as notícias sobre os atuais refugiados. Nos últimos três anos, o número de refugiados que acorreram à Europa aumentou de forma brutal revelando as crescentes desigualdades que assolam o mundo.

 

 

Ruanda – Primavera de 1984

Por exemplo, Angola esteve em guerra entre 1961 e 2002. Primeiro foi a luta de libertação do colonialismo português (1961-1974), e depois da Independência (1975), a devastadora e interminável guerra civil (1976-2002) que causou a morte a milhões pessoas.

O  número de angolanos deslocados internos e de refugiados nos países vizinhos elevava-se em 2002 a cerca de 1,5 milhões de pessoas. As províncias que registavam o maior número de novos deslocados internos eram as de Huambo (115.000), Malange (73.000) e Bié (59.000).

Nos últimos três anos, o número de refugiados que acorreram à Europa aumentou de forma brutal revelando as crescentes desigualdades que assolam o mundo.

Porém, nunca como agora, o drama dos refugiados foi tão badalado! Mesmo, o drama com portugueses (denominado de RETORNADOS).

Meio milhão de portugueses, foram integrados na sociedade portuguesa durante o período que vai do Verão de 1974 ao Verão de 1975, fruto da descolonização imposta pelo fim das guerras coloniais. Foi um movimento de integração populacional sofrido e único, que trouxe uma massa humana qualificada que contribuiu de forma decisiva para a construção do Estado democrático. Para a história ficaram conhecidos como os "retornados"! Na realidade, são a última geração de portugueses que viveram e cresceram na África colonial portuguesa, mais desenvolvida que o continente!

O mundo impressionou-se com isto? Não. Eles poderiam lá ter ficado? Sim. Porque não, se nos dias seguintes as nossas antigas colonias estavam pejadas de russos, cubanos, checos, búlgaros etc. que nada tinham feito pelo progresso nesta área do mundo!

Mesmo cá, os ditos retornados, foram ignorados e desprezados! Só agora um deles chegou a primeiro-ministro! Sim, e para salvar Portugal de uma feroz bancarrota. Vejamos se o povo percebe isto?