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O ENTARDECER

O ENTARDECER

SERÁ PEDIR MUITO?

Um Centro de Saúde

É de há muito, a maior aspiração de toda a freguesia de Queijas. Logo no início do segundo mandato autárquico da Junta de Freguesia, o seu executivo desenvolveu um imenso trabalho no sentido de pressionar as fontes do poder ministerial e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para uma tomada de decisão que faça justiça a esta boa população.

As condições, porém, nunca foram as mais vantajosas, dado que nos inserimos num concelho no qual os Centros de Saúde estão degradados, sem capacidade, com falta de médicos e enfermeiros, as pessoas continuam desesperadas e a grande verdade é que as candidaturas propostas a PIDDAC, não são contempladas, o que mais prejudica a saúde no Concelho de Oeiras.

Este é um balanço triste mas real da saúde em Oeiras e por muitas propostas que sejam apresentadas, nada se consegue para a melhoria de quem precisa de cuidados médicos neste concelho!

Em 10-04-1997, numa Reunião da Assembleia Municipal de Oeiras realizada em Queijas, um habitante apresentou à mesa um requerimento onde se podia ler:

"A população de Queijas não tem um médico, nem mesmo um centro de enfermagem que preste os primeiros socorros a uma criança vítima de um qualquer acidente! É frequente a deslocação em situação de aflição com um filho acidentado nos braços para Linda - a Velha ou outra localidade, na esperança de encontrar um enfermeiro ou um médico.

As pessoas idosas ou mais pobres, pagam deslocações caras para os seus parcos rendimentos, até aos centros de saúde já superlotados das freguesias vizinhas, ficando semanas e muitas vezes meses esperando e mendigando uma consulta.

Esta é umas situações injustas, que teremos de abolir urgentemente. Não fazem sentido as desculpas e justificações para as impossibilidades da construção de um centro de saúde.

O Sr. Presidente da Câmara, disse numa reunião em Queijas aquando de uma sessão comemorativa de um aniversário da Junta e nós acreditamos, que por ele não teria qualquer problema na cedência dos terrenos necessários à construção dessa unidade de saúde.

Gostaríamos e apelamos a um melhor empenhamento da Câmara Municipal e dos órgãos da freguesia, no sentido de resolver com a máxima urgência este, para nós, grande problema.

Por parte da Junta sabemos que foram pedidas audiências ao Ministério da Saúde que invariavelmente as remetia para a Administração Regional de Saúde.

Esta, depois de muita insistência, concedia reuniões com os seus responsáveis, que começavam por remeter o bloqueamento do assunto para a Câmara Municipal por não disponibilizar terrenos com uma certa grandeza.

Da parte da Câmara sempre foi dito que se o Ministério quiser concretizar, o terreno aparece apesar de não ser uma atribuição sua.

De cada vez que se voltava a insistir junto dos responsáveis da Administração Regional de Saúde dizendo-lhe que a Câmara cederia o terreno, eles aumentavam a grandeza do terreno que queriam.

Este ciclo só tinha um significado; protelar e nada mais.