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O ENTARDECER

O ENTARDECER

PLANO DE SOBREVIVÊNCIA

 

Qual será a nossa responsabilidade coletiva como seres humanos? Somos responsáveis apenas por nós próprios? Pela nossa família mais próxima? Pela comunidade onde moramos? Pelo nosso país? Somente, por todos os seres humanos? Por toda a vida existente no planeta? Em diferentes momentos, de diferentes maneiras, podemos pensar em todas estas questões.

E a nossa responsabilidade pelo futuro? Pelos filhos dos nossos filhos e assim por diante? Pelo futuro da humanidade? Pelo futuro da própria vida?

Se cada qual quiser saber somente da sua pele, é possível sobreviver incólume pelo resto do tempo de vida de uma pessoa, independentemente do que aconteça aos outros. Entretanto, se chegarmos ao ponto de nos preocuparmos com a vida de nossos filhos, o egoísmo total não funcionará, porque não estaremos lá para protege-los, e o dinheiro, por si só, não bastará para resguardá-los de uma drástica mudança

Quando a população era relativamente pequena, não tínhamos que nos preocupar com o sistema ecológico total, em que ainda éramos uma parte menor e sem influência. Contudo, quando a civilização começou, também teve início o nosso impacto sobre o sistema. Os desertos do Medio-Oriente são uma das mais antigas provas do nosso poder negligente; nós os fizemos. No século atual, a nossa tecnologia em rápido desenvolvimento permitiu uma imensa expansão da população, a qual se converteu, por isso, no fator dominante no sistema de vida no mundo. Ignorantes e frequentemente negligentes, perturbámos e destruímos sistemas ecológicos estáveis e complexos cujo desenvolvimento levou milhões de anos.

Não se pretende argumentar que a natureza esteja sempre certa. Algumas mudanças realizadas pelo homem, como a conversão da floresta impenetrável que encontramos no leste a América na variada paisagem de uma geração atrás, devem constituir uma benfeitoria não só para a humanidade, mas para uma multidão de espécies de vida animal e vegetal. Mas agora não estamos apenas a alterar a Natureza, estamos a suprimi-la, principalmente por que somos tão numerosos que, para satisfazermos as nossos necessidades imediatas, a nossa sobrevivência quotidiana, requer o extermínio do que estiver no nosso caminho.

Se qualquer outra espécie se tornasse tão extensa e poderosa quanto o homem, o sistema ecológico entraria em colapso, arrastando na sua queda essa espécie. A destruição pelo homem simplificou o ecossistema em nome da eficiência. É um rumo perigoso.