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O ENTARDECER

O ENTARDECER

PARA NÃO DIZER CORRUPÇÃO

DOMINGO, 28 DE FEVEREIRO DE 2010

FUGA DE CAPITAIS

FUGA DE CAPITAIS DISPARA EM 2009
Portugueses colocaram em offshores 12,6 mil milhões, mais 44 por cento
O investimento dos portugueses em produtos financeiros sediados em offshores disparou em 2009: em ano marcado pela maior crise económica e financeira desde a II Guerra Mundial, com o desemprego a atingir níveis nunca registados em Portugal, a fuga de poupanças para os paraísos fiscais ascendeu a 12,6 mil milhões de euros, um aumento de 44 por cento face aos 8,7 mil milhões de euros em 2008.
O próprio Governo, no Orçamento para 2010, reconhece que “a conjuntura económica alimentou a colocação de fundos no estrangeiro que poderiam, de outro modo, ajudar ao relançamento da economia nacional”. Para incentivar o regresso desses capitais a Portugal, o executivo quer aplicar uma taxa especial de cinco por cento, reservada apenas às pessoas singulares, sobre o dinheiro que regresse a Portugal.
CM   28-02-2010
PS: De facto esta realidade é fruto da forma pouca honesta como o Governo de Sócrates tem tratado aqueles que poupam, e não à conjuntura económica! Se resolverem aplicar a taxa de 5% ao capital entrado, essa é a maneira de todos, ou quase todos, mandarem as suas poupanças para as offshores, a fim de virem a receber também esses 5%. O Governo vai de mal a pior.
 
 
 
publicado por luzdequeijas às 18:29
 
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A GRANDE FAMÍLIA HUMANA

A noção de “boa administração do ambiente” entrou no léxico comum da política, do jornalismo – até da religião: no domingo passado, a Missa na paróquia da Ascensão em Nova Iorque incluía uma oração especial pedindo que cada um seja um bom “steward” (administrador).

A nova vaga de “comportamento responsável”, que resulta principalmente da preocupação com o ambiente, tem alguns aspectos positivos. Por exemplo, a ideia de que a propriedade privada não é um direito absoluto (invalidando raciocínios como “estas árvores são minhas, e se as quero cortar o problema é meu, ninguém tem nada a ver com isso”). Ou a ideia (relacionada) de que a liberdade não se resume à possibilidade física ou legal, mas sim à procura do bem (invalidando raciocínios como “não há nenhuma lei que proíba o desperdício, logo ao gastar como quero exerço a minha liberdade”).

De uma forma geral, a preocupação ambiental trouxe-nos de volta a importância dos valores
– em particular o valor do bem comum. Mas pior do que uma sociedade sem valores é uma sociedade com uma hierarquia de valores desordenada. 

Vêm-me à mente questões como os “direitos” dos animais e das plantas, ou a centralidade atribuída ao planeta Terra, quando não mesmo a sua divinização. Ideias que resultam de uma falsa humildade – em última análise de uma falta de princípios.

A minha reacção inicial à oração de petição – “que sejamos bons administradores” – foi de surpresa. Mas rapidamente me uni à prece, pedindo interiormente que essa administração se dirija ao bem comum da grande família humana – o que implica a protecção dos animais e das plantas, parte da criação confiada à nossa administração.

Luís Cabral
Professor da IESE Business School

 





 

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 15:10
 
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LEI DE ARRENDAMENTO URBANO

 

ECONOMIA 

EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL (2005), SÓCRATES PROMETEU ANULAR E SUBSTITUIR A LEI DE ARRENDAMENTO URBANO, QUE SANTANA HAVIA QUERIDO APROVAR! APROVOU OUTRA COM OS RESULTADOS QUE ESTÃO À VISTA....

Proprietários fazem balanço negativo do novo regime de arrendamento

A Associação Nacional de Proprietários (ANP) faz, esta quinta-feira, um balanço dos quatro anos do Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU), que considera ter «falhado em toda a linha» e precisar de ser revista para dar mais garantias aos senhorios.

Apesar de reconhecer que desde a criação do NRAU «apareceram mais casas para arrendar», estimando que sejam cerca de 45 mil em todo o país, o presidente da ANP, António Frias Marques, sublinha que a procura é «muito superior» e que só não se arrenda mais «por falta de garantias».

«Como não há garantias não há um encontro de vontades. Os senhorios abriram os olhos e já não arrendam a qualquer um», sublinhou, realçando a proposta da ANP para a criação de uma Sociedade Pública de Aluguer para aumentar as garantias e a credibilidade no arrendamento.

«Isto existe em Espanha desde 2005 e em França há mais tempo e tem funcionado», afirmou, explicando a proposta: «o Estado aqui faria a triagem de proprietários e futuros inquilinos, gerindo todo o processo. Isto depois precisava de um agente em cada concelho, talvez mais em Lisboa, e o resto funciona via Internet», explicou.

De acordo com a ANP há cerca de 20 mil inquilinos que não pagam renda, uma dívida que deverá rondar os 40 milhões de euros.

Quanto à actualização dos valores das rendas, os proprietários continuam a defender a criação de uma renda mínima de 50 euros, numa primeira fase.

«Numa fase imediata criar uma renda mínima de 50 euros, à semelhança do ordenado mínimo. A partir daí, é preciso fazer a avaliação da casa em função da localização, da área e de outros factores que se consideram relevantes», afirmou.

De acordo com dados do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), em três anos e meio de NRAU entraram 12 909 processos para actualização de renda, mas destes em apenas 7626 foi efectivamente pedida a avaliação fiscal do imóvel, essencial para calcular o aumento da renda.

Os números estão bem longe dos primeiros objectivos traçados pelo Governo de actualizar 20 mil contratos antigos logo no primeiro ano de funcionamento do NRAU.

 TSF

 

 

 

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:57
 
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JUROS BONIFICADOS

De facto, os mesmos políticos que não foram capazes de alterar a iníqua e ineficiente lei do arrendamento urbano (ou simplesmente não o quiseram fazer) estimularam fortemente a criação das periferias que conhecemos. Ao ponto de terem usado o dinheiro dos contribuintes para criar a aparentemente inocente figura dos juros bonificados aos jovens para compra de habitação própria no inicio dos anos 90, que Pina Moura tentou reduzir fortemente em 2000, tendo sido de imediato obrigado a recuar e que só Durão Barroso conseguiu finalmente eliminar. Para além do enorme nível de fraude que se registou com toda a espécie de "chico-espertismos" em que os portugueses são exímios, essa medida, não só ajudou à "consolidação" da situação que conhecemos como se traduziu, em termos líquidos e agregados, por mais uma das razões pela qual temos o défice externo que temos.

SOL - 26-02-2010

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:40
 
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BETÃO E CIMENTO

Só que os «patos bravos» e empreiteiros não agiram sozinhos. Não podiam sequer agir sozinhos, pois não detinham o capital necessário à criação das selvas urbanas e suburbanas em que se transformaram as cercanias de Lisboa e Porto enquanto os respectivos centros se desertificaram. Foram ajudados pela banca, pública e privada, que em Portugal sempre mostrou vocação especial para o financiamento do betão e do cimento e, sobretudo, pela classe política e pelas suas muito curtas vistas e más escolhas políticas públicas.

SOL - 26-02-2010 

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:31
 
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PATOS BRAVOS

Os «patos bravos» e empreiteiros não agiram sozinhos, pois não detinham capital necessário à criação das selvas urbanas e suburbanas.

SOL - 26-02-2010

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:28
 
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CENTROS DEGRADADOS E DESPOVOADOS

OS EFEITOS DA ENGENHARIA TRÁGICA

Os resultados são conhecidos: os centros do Porto e de Lisboa estão despovoados e degradados, as gerações subsequentes aos arrendatários originais foram empurradas para as periferias e para a compra de casa (esperando muitos ainda o acesso pleno à condição de proprietários uma vez que, na verdade, têm os seus activos colateralizados junto de instituições de crédito). Também prejudicou os senhorios prejudicados por via do congelamento inicial dos preços (distorção nunca corrigida). Aqueles acabaram, muitas vezes, numa situação de incapacidade de fazer face às despesas de manutenção dos activos para além da clara falha na perspectiva original de rendimentos que pudessem ter, em particular face ao valor do investimento inicial.

SOL - 26-02-2010

 

 

 
 
publicado por luzdequeijas às 14:11
 
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SÁBADO, 27 DE FEVEREIRO DE 2010

CONTRA ALEGRE

A vingança soarista

Há uma semana, o Expresso noticiava que Fernando Nobre, o fundador da AMI, estava a ser desafiado por sectores soaristas para se candidatar à Presidência da República. Ontem, Fernando Nobre anunciou a sua candidatura, apresentando-a como uma decisão pessoal "em nome da cidadania". De facto, ninguém é obrigado a concorrer para Presidente, por mais fortes e convincentes que sejam os apelos. E o exercício da cidadania é um direito - ou um dever, em certas circunstâncias -, de qualquer cidadão. Bastam, pois, as razões de Fernando Nobre para legitimar a sua iniciativa.

Contudo, a surpresa desta candidatura não pode ser maior, vinda de um homem tão inteiramente dedicado a causas humanitárias e que em momento algum deu sinais de interesse ou ambição política. É certo que participou em comissões de honra das mais variadas candidaturas. Mas até o facto de o fazer num espectro tão largo que vai do Bloco de Esquerda ao PSD - apoiou Mário Soares em 2006, o BE nas europeias e, em simultâneo, António Capucho (PSD) em Cascais e António Costa (PS) em Lisboa, nas últimas autárquicas - concorria para despistar qualquer interesse pessoal. Ou, então, fê-lo já por intenção e táctica presidencial... abrangente.

Num país carecido de renovação da sua classe política e de quem, vindo de fora dos aparelhos partidários, traga causas e valores para o debate, a voz de Fernando Nobre na campanha será com certeza um ganho. E os apoios ou incentivos de terceiros não a diminuem. Mas não iludamos o que já se tornou evidente: Nobre é a espada soarista apontada a Manuel Alegre. E uma prova de que o ex-Presidente - ou, pelo menos, os seus próximos -, prefere a vitória do arqui-rival Cavaco Silva à do seu antigo camarada. As voltas que o mundo dá!...

EXPRESSO - FERNANDO MADRINHA

 
 
publicado por luzdequeijas às 16:29
 
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NATURAL DE RANHOLAS

Inventor da expressão “janela de oportunidade” não esperava tanto sucesso
25 25E FEVEREIRO POR JOÃO HENRIQUE
 
Um indivíduo de 47 anos, natural de Ranholas, e residente em Loures, é o autor de uma das expressões da moda. “Janela de oportunidade” começou a ganhar notoriedade há dez anos na sua rua e espalhou-se de forma viral por todo o mundo e já está traduzida em mais de 100 línguas. “Estou muito contente porque a minha expressão não tem parado de crescer. Está a penetrar muito bem no mercado da China e Índia. O segredo é a simplicidade e o facto de ficar bem em qualquer texto independentemente do tema. Não é por acaso que a minha expressão já tem mais de 439 mil resultados no Google, quase cinco vezes mais que a expressão “à noite, todos os gatos são pardos” e “nem que a vaca tussa” e está quase a ultrapassar “também tu, Brutus?”, afirmou o autor. JH

PÚBLICO

 
 
publicado por luzdequeijas às 15:55
 
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DIRÍAMOS;CHEQUES NA MÃO

A Frase

“A 'liberdade de expressão', hoje, não se faz com comissões prévias de censura. Faz-se com o livro de cheques na mão. A trela é a mesma".

João Pereira Coutinho, "Correio da Manhã", 26-02-2010

 
 
publicado por luzdequeijas às 15:52