Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O ENTARDECER

O ENTARDECER

O REGIME ABSOLUTISTA

Foi uma doutrina política que predominou na Europa dos séculos XVI -XVII e cuja forma de governo caracterizou essa mesma época.

No início do século XVI, os reis franceses já se apresentavam com o poder consolidado, respondendo por seus actos somente a Deus. Criaram os serviços públicos, colocaram a Igreja sob seu controle e incentivaram o comércio, visando obter os metais preciosos.

A nobreza francesa foi se adaptando à centralização, pois os seus privilégios, como as isenções de impostos, a prioridade na ocupação de postos no exército e na administração, continuaram assegurados. Por sua vez, a burguesia integrou-se no Estado absolutista comprando cargos públicos, títulos de nobreza e terras, desviando, assim, seus capitais, do sector produtivo como o comércio e as manufaturas.

0 Estado, com despesas cada vez mais elevadas na manutenção da corte, das guerras e do exército, sustentava-se através de numerosos aumentos dos impostos, que recaíam basicamente sobre os camponeses, os artesãos e os pequenos burgueses.

A maioria dos camponeses era pobre, obrigada a trabalhar na terra alheia por um pequeno salário e lutava por manter o antigo costume de utilização colectiva das terras. Dividido em diferentes camadas, o campesinato unia-se num aspecto: o ódio aos dízimos pagos à Igreja e as obrigações feudais devidas aos proprietários e ao Estado.

Em Portugal o absolutismo foi estabelecido desde D. João I, tendo-se reforçado com D. João II.

Com D. José, já no século XVIII, tomou a forma de absolutismo esclarecido (apesar de se humanizar o direito penal, se fomentar o ensino, a cultura e a tolerância religiosa, os povos continuam a não tomar parte nas decisões do estado).

Com a convenção de ÉVORA - MONTE, assinada por D. Miguel em 1834, o absolutismo desaparece em Portugal.

Eram, contudo os apelos de um novo sistema doutrinário, que estava a trazer toda esta vontade de mudança, e que haveria de ficar conhecido como,