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O ENTARDECER

O ENTARDECER

NÃO SAIMOS DO MESMO!

 

Tudo o que temíamos acerca do comunismo, que perdíamos as nossas casas, as nossas poupanças e que nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários, sem voz ativa no sistema político, corremos o risco de acontecer, neste entediante passar de anos desta política sem futuro. O sistema que continuamos a querer é outro, é o sistema dos nossos parceiros do norte da europa. E, sem uma completa reforma do Estado não vamos lá! O nosso sistema atual está bloqueado no pior sentido, porque não temos uma sociedade civil criadora de riqueza, mas temos sim, um autêntico Estado Socialista no Estado que temos: pouco produz e consome como ninguém mais! A CGTP, diz que a sua reforma é uma “declaração de guerra” à Constituição. Do Poder Local dizem: “Agregação de municípios é um “ataque ao poder local”. O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos considerou nesta quarta-feira, que o guião de reforma do Estado representa uma “declaração de guerra” à Constituição e aos portugueses e que o Governo “devia ter vergonha” dessa proposta. Não há dinheiro para nada, mas as greves continuam, sem qualquer respeito pelos utentes. O poder das centrais sindicais é demasiado. 

Nunca alguém terá ouvido de algum parlamentar do PCP ou BE, uma palavra de acordo, por qualquer realização do governo, antes, falam grosso, alto e com maus modos, sem nada dizerem! A comunicação social dá-lhes uma cobertura, em nada condizente com os votos obtidos. Assim, não saímos do mesmo!

Depois, para se diminuir a despesa pública para um nível que o Estado se possa sustentar e a um nível que os portugueses o possam sustentar, têm de se estender os cortes às prestações sociais e despesas com pessoal, que pesam 70% da despesa".

Em toda esta situação é clara e crescente a necessidade de se reformar o Estado e também o sistema político em Portugal. A insegurança que sentimos é, em grande parte, resultado da enorme falta de credibilidade com que os políticos e os partidos, as instituições e os agentes do sistema são vistos pelos cidadãos, este fosso tem, aliás, aumentado de dimensão.

Por tudo isto, é necessário, indispensável e muito urgente, concretizar uma urgente reforma do sistema político. Para tal, a urgente alteração do sistema eleitoral e do financiamento dos partidos são pilares fundamentais.