Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O ENTARDECER

O ENTARDECER

MOINHO COM MARCO GEODÉSICO

Actualmente o estado da maioria destes nossos históricos imóveis encontra-se muito degradado, mas, felizmente, já temos alguns recuperados.

Há, assim, uma tendência de inversão nesta situação, julgo até que o moinho mais próximo da Escola Professor Noronha Feio, que encerra um marco geodésico no seu interior e está situado numa elevação rodeada ainda da vegetação típica desta área, bem poderia ser recuperado e destinado a uma última reserva de várias espécies, quase em extinção numa freguesia, que foi tão rica em caça.

Desde lebres e coelhos bravos, ouriços, perdizes, codornizes etc. que fizeram as delícias dos caçadores vindos de todos os lados, incluindo o rei D. Miguel, aqui poderiam viver no seu normal habitat e serem visitados pelos alunos das escolas da freguesia e da região.

Reconstruído na sua velha dignidade, permitiria que este espaço actualmente pertença da CMO, pudesse levar as gerações de hoje a uma viagem ao passado perdido da sua terra.

Para as tarefas de recuperação são necessários conhecimentos de "molinologia", para que de uma forma consciente, não se destrua um património com centenas de anos.

Nesse sentido, é forçosa fazer-se o levantamento arquitectónico de cada moinho e das suas fazes de construção, para que a sua traça original se mantenha. 

Todo o trabalho de reconstrução pode levar um ou dois anos a fazer e os seus custos ascenderem a muitos milhares de euros.

Aqueles que Queijas já tem reconstruídos, por vontade dos seus proprietários, têm finalidades diversas sendo um deles o " Moinho D' El Rei", que está a funcionar como habitação.

Outros poderão ter projectos integrados de desenvolvimento regional, ligados à recuperação da paisagem tradicional, à criação/reconversão de emprego  ( como restaurantes etc.) e à criação de instrumentos de apoio pedagógico para a comunidade escolar e famílias, como atrás se refere.

Nunca D. Quixote poderia adivinhar, os preços e a procura que os moinhos de vento viriam a atingir. Mais caros que as próprias casas de habitação!

Os nossos, mesmo que possam vir a funcionar para outras finalidades, lembrar-nos-ão sempre os cereais que a nossa terra produzia e os produtos de moagem que, em conjunto com a panificação, foram sempre actividades de grande expressão na vida rural de Queijas.

Neste velho lugar cimeirovinha predominando o pequeno e médio comércio, alguns serviços e algumas pequenas unidades industriais.

Aqui se situavam por exemplo uma unidade de fabrico de sinais de trânsito com alguns operários, a Tunális com doze a quinze operários na construção de  barcos pequenos, naturalmente mais para desporto, a Escodel de trabalhos de ferro com duas dúzias de operários e sobretudo a Tornearia de Metais - ou Fábrica dos Parafusos, na qual trabalhavam aproximadamente 500 pessoas, entre homens e mulheres.