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O ENTARDECER

O ENTARDECER

Introdução à DEMOCRACIA

 

O esforço de correcção teórica inicial, nos mostra que os modelos democráticos de representação política necessitam ser vistos no cenário das condições históricas da época em que se apresentam e de cada país.

Claro é que da democracia ateniense à democracia de partidos, longo caminho foi trilhado no curso pelo desenvolvimento político da humanidade no Ocidente. Todavia, a construção da democracia enquanto espaço político das massas é uma realidade contemporânea. Esta conquista situa-se num plano político e tem, evidentemente, consequências para os modelos de representação.

Este texto tem por objectivo analisar a relação entre os pressupostos da democracia com os propósitos da democracia de partidos e, dessa forma, promover uma reflexão normativa sobre o papel que os partidos políticos

devem desempenhar no processo de consolidação e desenvolvimento da democracia, sobre os compromissos a serem assumidos diante da sociedade e, por consequência, examina o problema dos limites do espaço político e jurídico

que as instituições partidárias devem ocupar no interior do Estado.

São essas, enfim, algumas questões abordadas neste trabalho.

 

Todos aqueles que integravam um demos, dirigido por um demarca, participavam nas assembleias. Surge daí a expressão democracia, ou seja, governo dos demos.

Esse novo sistema foi saudado por Tucídides, na História da Guerra do Peloponeso, como democracia perfeita por não estar o governo nas mãos de uns poucos, mas de muitos.

 

Carece ainda hoje, de ser promovida uma reflexão normativa sobre o papel que os partidos políticos devem desempenhar no processo de consolidação e desenvolvimento dessa mesma democracia, e sobre os compromissos a serem assumidos diante da sociedade, por consequência, examinar o problema dos seus limites no espaço político e jurídico que as instituições partidárias devem ocupar no interior do Estado.

 

Assim, este texto, este texto tem por objectivo analisar a relação entre os pressupostos da democracia com os propósitos da democracia de partidos e, dessa forma, promover uma reflexão normativa sobre o papel que os partidos políticos devem desempenhar no processo de consolidação e desenvolvimento da democracia, sobre os compromissos a serem assumidos diante da sociedade e, por consequência, examina o problema dos limites do espaço político e jurídico que as instituições partidárias devem ocupar no interior do Estado.

 

Este texto tem por objectivo analisar a relação entre os pressupostos da democracia com os propósitos da democracia de partidos e, dessa forma, promover uma reflexão normativa sobre o papel que os partidos políticos

devem desempenhar no processo de consolidação e desenvolvimento da democracia, sobre os compromissos a serem assumidos diante da sociedade e, por consequência, examina o problema dos limites do espaço político e jurídico

que as instituições partidárias devem ocupar no interior do Estado.

A Democracia e a Representação Política, quando

Clístenes instaurou as primeiras instituições democráticas atenienses em 508 a.C., os cidadãos de Atenas passaram a decidir directamente em assembleia-geral sobre os assuntos concernentes à cidade. Todos aqueles que integravam um demo, dirigido por um demarca, participavam nas assembleias. Surge daí a expressão democracia, ou seja, governo do demo.

Esse novo sistema foi saudado por Tucídides, na História da Guerra do Peloponeso, como democracia perfeita por não estar o governo nas mãos de uns poucos, mas de muitos.

 

Orides Mezzaroba *